• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Migrações, Etnicidade e Racismo[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 13 - Transnacionalismos e identidades diaspóricas II[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1276 - Fluxos migratórios em espaço lusófono: a experiência e a narrativa
    Resumo de PAP1276 - Fluxos migratórios em espaço lusófono: a experiência e a narrativa 
    • CUNHA, Luís CV de CUNHA, Luís
    • PAP1276 - Fluxos migratórios em espaço lusófono: a experiência e a narrativa

      Partindo de um projecto em curso, centrado na ideia de lusofonia, sua interpretação e práticas que se lhe associam, esta comunicação procurará fazer um primeiro balanço de um vasto conjunto de entrevistas a migrantes, que procuram cobrir múltiplas situações de interacção migratória em contexto lusófono. Na verdade, mais do que entrevistas, trata-se da enunciação de histórias de vida, de experiências do passado e do presente, abrangendo diferentes grupos sociais e distintas motivações. O objectivo é o de perceber a dinâmica de um processo longo e transversal às populações e aos territórios que tem o português como língua oficial. Entre a imigração portuguesa para o Brasil das décadas de 1950 e 1960 e actual que diferenças e semelhanças podemos encontrar? E entre a emigração para Portugal de cidadãos brasileiros da última década e a que trouxe africanos no pós 25 de Abril? Para lá das diferenças óbvias, que existe de semelhante em tão diversificada experiência migratória e nas narrativas que sobre ela se tecem? Estas são algumas das perguntas para as quais esta comunicação ensaiará algumas respostas.
  • Luís Cunha, docente na Universidade do Minho e investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), tem realizado investigação sobre memória social, constituindo a fronteira um dos temas que tem abordado nesse âmbito. A outra área de investigação de que mais se tem ocupado é a das identidades nacionais, trabalhando sobre várias vertentes do tema. Uma dessas vertentes, de que ultimamente se tem ocupado, prende-se com as representações da lusofonia.
  • PAP1143 - Exclusão epistémica da crimigração
    Resumo de PAP1143 - Exclusão epistémica da crimigração PAP1143 - Exclusão epistémica da crimigração
    • DORES, António Pedro CV de DORES, António Pedro
    • PAP1143 - Exclusão epistémica da crimigração

      Área Temática: Imigração, Crime e Reclusão Qual a importância comparada do estudo da situação nas prisões e dos estudos sobre a indústria, agricultura e pescas, serviços, condição cultural, política ou financeira para caracterizar uma sociedade? E que importância têm o conhecimento sobre as relações de uma sociedade com a imigração para a caracterizar? Não é estranho que sendo o controlo das fronteiras, da nacionalidade e do monopólio do uso legítimo da força das principais características principais das sociedades modernas – as funções do Estado que a todos parecem inalienáveis – a imigração e a criminalização sejam processos epistemologicamente marginalizados, senão excluídos, da caracterização das sociedades? A discussão desta questão será ilustrada com a actual situação de crise, em que o problema financeiro global tem sido usado como pretexto para suspensão das referências à teoria da escolha racional em nome da necessidade de empobrecimento e de sacrifícios de todos os que não pertencem às classes cada vez mais privilegiadas.
  • Doutorado e agregado em Sociologia no ISCTE em 1996 e 2004 respectivamente, http://iscte.pt/~apad/novosite2007/. Docente responsável pelo ramo “Sociologia da Violência” do mestrado de Sociologia do ISCTE-IUL. Membro da Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento/ACED, http://iscte.pt/~aced/ACED, iniciativa de pessoas reclusas para romperem o cerco que as inibe de exercer os direitos de livre expressão.

    Organizador dos livros a) Vozes contra o silêncio – movimentos sociais nas prisões portuguesas, com Alte Pinho, Prisões na Europa – um debate que apenas começa e Ciências de Emergência; b) Autor da trilogia Estados de Espírito e Poder (Espírito Proibir, Espírito de Submissão e Espírito Marginal).
  • PAP0630 - Migrações transnacionais: a situação dos brasileiros entre Portugal e Brasil
    Resumo de PAP0630 - Migrações transnacionais: a situação dos brasileiros entre Portugal e Brasil 
    • COÊLHO, Christiane Machado CV de COÊLHO, Christiane Machado
    • PAP0630 - Migrações transnacionais: a situação dos brasileiros entre Portugal e Brasil

      Pretender-se-á analisar os fluxos migratórios entre Brasil e Portugal, tendo em vista a incidência da imigração brasileira em Portugal e os casos de retorno. As questões relacionadas com a mobilidade, a imigração, os fluxos, a integração, as exclusões sociais, as expectativas, as redes e o regresso serão analisadas nas suas inter-relações, buscando perceber as dinâmicas migratórias brasileiras e as suas tendências para o futuro. A presença brasileira em Portugal tem sido acompanhada pela incidência de um número importante de retornos. Desde 2004, os brasileiros são a principal nacionalidade a recorrer ao Programa de Retorno Voluntário português. Em geral, as questões relacionadas com o desemprego têm sido apontadas (42%) como a principal razão para o regresso ao país de origem (OIM, 2007). Qual seria o perfil destes brasileiros? A questão do tempo de permanência no país, a idade, o estado de origem, o género, a situação profissional e a qualificação profissional permitirão mapear a situação destes imigrantes.
  • - Nome: Christiane Machado Coêlho
    - Afiliação Institucional: Universidade de Brasília (UnB) e Centro de Investigações e Estudos em Sociologia (CIES).
    - Área da Formação: Sociologia.
    - Interesse de Investigação: Sociologia Urbana e Mobilizações Transnacionais.

    Chrisitane Coêlho é formada pela Universidade de Brasília (UnB-Brasília), Mestre e Doutora pela Ecole des Etudes en Sciences Sociales (EHESS- Paris, França) sob direcção dos Profs. Serge Moscovici e Robert Castel respectivamente. Realizou seu pos-doutoramento no Centro de Estudos e Investigação em Sociologia (CIES, Lisboa) sob a direcção do Prof. Antonio Firmino da Costa. Professora Adjunta do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB-Brasília) e investigadora associada do Centro de Estudos e Investigação em Sociologia (CIES, Lisboa), tem se consagrado aos estudos na área da Sociologia Urbana, particularmente aos estudos sobre movimentos sociais, mobilizações transnacionais e processos de reconhecimento e legitimação de espaços pioneiros em Brasília e da emigração brasileira no plano internacional.
  • PAP0480 - ACTUAIS ROTAS MIGRATÓRIAS PARA O ARQUIPÉLAGO DE CABO VERDE: DINÂMICAS E DESAFIOS
    Resumo de PAP0480 - ACTUAIS ROTAS MIGRATÓRIAS PARA O ARQUIPÉLAGO DE CABO VERDE: DINÂMICAS E DESAFIOS 
    •  BARBOSA, Carlos Elias CV - Não disponível 
    • PAP0480 - ACTUAIS ROTAS MIGRATÓRIAS PARA O ARQUIPÉLAGO DE CABO VERDE: DINÂMICAS E DESAFIOS

      Existe uma concepção de que as migrações internacionais ocorrem no sentido Sul/Norte ou das periferias para o centro do sistema capitalista. Paralelamente, muitos poderão referir-se ao facto de que o continente africano enfrenta profundas crises, resultado de dificuldades do ponto de vista económico, dos conflitos sociais e políticos ou das catástrofes naturais, atingindo milhares de pessoas. Assim, tais condições são apontadas como importantes factores para que muitos procurem uma oportunidade migrando. Contudo, se apresenta um cenário de grandes fluxos migratórios intra-regionais, frequentemente trans-fronteiriços, mas que raramente extravasam para além do continente africano (Zlotnik, 1998; 2000; Black 2006; Black et al., 2004; Adepoju, 1998; 2000; 2006). No contexto da sub-região da Costa Ocidental Africana, desde a última década do século passado, tem-se destacado uma intensificação das migrações para o arquipélago de Cabo Verde. Este fenômeno, considerado como sendo novo, vem atraindo cada vez mais atenções, tanto pela sua dimenção, como pelos novos desafios que se colocam perante o Estado cabo-verdiano. De facto, o arquipélago de Cabo Verde, desde o seu povoamento até os dias atuais, sempre se destacou enquanto uma área de migrações. Podemos entender essa sua dimensão num quadro de mobilidade de pessoas no espaço geográfico. Essas mobilidades também se qualificam em múltiplas dimensões (social, político, econômico, cultural...) e em duas vias (chegada / partida). Ou seja, falando de migrações encontramos um bom exemplo para uma leitura da complexidade social cabo-verdiana, na abordagem histórica da sua formação (demográficos, políticos, econômicos, sociais e culturais) e da atual dinâmica que tem favorecido a mobilidade de pessoas de e para as ilhas de Cabo Verde. Procuro apresentar aqui alguns pontos sobre os processos e as dinâmicas migratórias que envolvem o arquipélago de Cabo Verde. Trata-se da constatação de que as migrações em direcção a este país se complexificaram significativamente nos dois últimos decénios. Esta abordagem procura alargado o debate das migrações deixando algumas pistas de reflexão sobre o modo e o tempo em que elas se entretecem envolvendo este país. Depois de uma breve descrição sobre as migrações de e para Cabo Verde avanço com alguns dos desafios que o país se coloca ao nível social e ao nível político. Por fim, deixo algumas sugestões concernentes aos factores impulsionadores de correntes migratórias, em particular do contexto dos países da Costa Ocidental Africana em direcção ao arquipélago. Procurarei também sublinhar alguns pontos sobre a pertinência de uma reflexão crítica relativamente a determinadas categorias instituídas e que têm acompanhado as tragectórias e os projectos de vida das pessoas.