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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST5 Trabalho, Organizações e Profissões[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 21 - Mercado de trabalho, empreendedorismo e auto-emprego[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1376 - Empreendendo a independência e a autonomia – uma reflexão sobre o potencial emancipatório do auto-emprego feminino
    Resumo de PAP1376 - Empreendendo a independência e a autonomia – uma reflexão sobre o potencial emancipatório do auto-emprego feminino 
    •  NOGUEIRA, Cláudia CV - Não disponível 
    • PAP1376 - Empreendendo a independência e a autonomia – uma reflexão sobre o potencial emancipatório do auto-emprego feminino

      Em virtude da relativa invisibilidade social das mulheres na esfera empresarial, só muito recentemente a temática do empreendedorismo feminino se traduziu, no nosso país, em objecto de análise sociológica, constituindo-se, pois, no actual momento, como uma área ainda muito pouco estudada. Ora, no âmbito da presente comunicação, pretende-se dar conta dos principais resultados de um trabalho de investigação qualitativa, com recurso a entrevistas aprofundadas, desenvolvido, precisamente, com o objectivo de contribuir para o colmatar dessa lacuna. Assim, partindo de biografias de mulheres com itinerários de vida que passam pela criação do próprio emprego, o estudo em questão toma como objecto principal de análise o potencial emancipatório inerente a esses mesmos projectos de empreendedorismo. Valendo-se dos conceitos de independência e autonomia como instrumentos analíticos primordiais – dois conceitos que, sendo frequentemente confundidos entre si, remetem, teoricamente, para dimensões bem distintas da emancipação individual: respectivamente, para uma dimensão mais material (relacionada com a capacidade de auto-subsistência) e para uma dimensão mais subjectiva (relacionada com a capacidade de se ditar as regras da própria vida) –, o estudo resulta na identificação de um conjunto de variáveis explicativas dos diferentes níveis de emancipação conquistados, que colocam claramente em evidência a emergência de múltiplos constrangimentos, específicos da condição feminina no contexto empresarial. Num cenário de crise laboral, como o que se vive actualmente, em que tanto se apela à capacidade de combater o desemprego (por conta de outrem) por via da criação do próprio emprego, o estudo que ora se apresenta permite, em última instância, reflectir profundamente sobre a eventual necessidade de repensar as políticas governamentais direccionadas para o incentivo à entrada das mulheres naquela que tem sido, tradicionalmente, uma esfera dominada pelo sexo masculino.
  • PAP1078 - A empresa como emprego. Diversidade de contextos e de percursos de acesso à empresarialidade.
    Resumo de PAP1078 - A empresa como emprego. Diversidade de contextos e de percursos de acesso à empresarialidade. 
    • COUTO, Ana Isabel CV de COUTO, Ana Isabel
    • PAP1078 - A empresa como emprego. Diversidade de contextos e de percursos de acesso à empresarialidade.

      Face ao contexto socioeconómico nacional caracterizado por dificuldades agravadas de inserção no mercado de trabalho por conta de outrem, a criação do próprio negócio ou empresa afigura-se como uma potencial fonte de emprego para muitos não activos, jovens que finalizam os seus estudos, ou mesmo assalariados. São diversos os factores e os agentes que se conjugam neste processo. O papel do Estado - através das políticas activas de emprego, de promoção do empreendedorismo ou das políticas de fomento à criação e desenvolvimento de PME - e de outros actores, como sejam o do sistema de ensino, o da família ou o das redes sociais, devem aqui ser discutidos. A presente comunicação enquadra-se na tese de doutoramento que o/a autor/a se encontra a desenvolver sobre as pequenas e médias empresas (PME) portuguesas e os seus empresários. Os principais objectivos da pesquisa são (i) identificar as modalidades relevantes de percursos sócio-profissionais de dirigentes de empresas de micro, pequena e média dimensão, (ii) determinar as constelações de factores explicativos que se combinam na produção desses percursos-tipo (iii) e compreender as condições sociais de acesso à empresarialidade, numa perspectiva que coloque a tónica em dois tempos: no passado (os “velhos” empresários) e na actualidade (os “jovens” empresários), sem perder de vista o objectivo último de interrogar e captar mudanças sociais mais vastas que atravessam a sociedade portuguesa no decurso das últimas décadas. O desenho metodológico, accionado para a pesquisa inclui a realização de um conjunto de entrevistas de cariz biográfico a um grupo limitado, mas diversificado, de dirigentes de empresas de micro, pequena e média dimensão. Com base, portanto, em pesquisa recente sobre a criação de empresas por indivíduos com níveis de escolarização distintos, isto é, mais e menos e escolarizados, e pertencentes a grupos etários igualmente distintos, procura-se desenvolver uma análise motivacional para a criação do próprio negócio ou empresa e privilegia-se, para discussão no âmbito da presente comunicação, dimensões analíticas como os obstáculos, as condições facilitadoras e as principais modalidades de acesso à empresarialidade. Através de uma abordagem qualitativa, pretende-se reconstruir alguns “retratos” de acesso e vivência da empresarialidade, atendendo, para além de variáveis chave de diferenciação social, como sejam o sexo, a idade e o nível de escolaridade dos entrevistados, às características organizacionais específicas das empresas criadas.
  • Ana Isabel Couto, assistente de investigação no CIES-IUL e doutoranda em Sociologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Licenciada em Sociologia pela FLUP e investigadora associada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (ISFLUP). Interesses de investigação:sociologia do trabalho e das organizações, PME, empreendedorismo e género.
  • PAP0676 - O Homem de negócios contemporâneo: três perfis em construção
    Resumo de PAP0676 - O Homem de negócios contemporâneo: três perfis em construção PAP0676 - O Homem de negócios contemporâneo: três perfis em construção
    • SÁ, Marcio CV de SÁ, Marcio
    • PAP0676 - O Homem de negócios contemporâneo: três perfis em construção

      A pesquisa na qual se insere esta proposta de comunicação parte do pressuposto de que para a manutenção e fortalecimento do sistema capitalista contemporâneo, faz-se necessária a consolidação de um personagem socialmente reconhecido como “vencedor”. Diretamente relacionado a uma fração de classe que orienta sua existência para alcançar os êxitos valorizados em nosso tempo, o homem de negócios é tido, de modo geral, como dinâmico, moderno, arrojado, possuidor de diplomas de renomadas escolas de negócios, detentor de “capitais cultural, social, econômico e simbólico” (Bourdieu, 2007) específicos. Este tipo de profissional incorpora os ideais de mercado hoje vigentes, justamente por apresentar características e ostentar símbolos que o situam como referencial social contemporâneo de “sucesso” e assim constituir fração de classe que serve de modelo-ideal em tempos (neo)liberais. Quem são eles? Como vivem? Como foram constituídos historicamente seus modos de pensar, agir e sentir, sua visão de mundo? Qual o impacto de seus estilos de vida nas demais frações de classes? Estas são, de modo geral, as questões que norteiam a pesquisa. Os principais aportes teóricos até então utilizados foram os trabalhos dos sociólogos franceses Pierre Bourdieu (2007) e Bernard Lahire (2010), seus estudos exploratórios e resultados parciais alcançados foram publicados em Sá (2011) e Sá et al. (2010a, 2010b). Inserindo-se no conjunto de esforços já realizados nesse âmbito, esta comunicação pretende apresentar os resultados de uma etapa, recentemente realizada, da referida investigação: o detalhamento dos principais traços de três perfis em construção: (1) Formado para os negócios, (2) Ascendente social por meio dos negócios, e (3) Herdeiro da tradição do comércio. Para o avanço na caracterização destes três perfis foram acessados e entrevistados empresários e executivos atuantes em cidades do Nordeste do Brasil. Referências: BOURDIEU, P. A Distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Editora Zouk, 2007 [1979]. LAHIRE, B. Por uma sociologia disposicionalista da ação. In: JUNQUEIRA, L. Cultura e classes sociais pela perspectiva disposicionalista. Recife: Editora da UFPE, 2010. SÁ, M. O homem de negócios contemporâneo. Recife: Editora da UFPE, 2011. SÁ, M.; et al. Por um lugar no mercado... Ou jovens em luta na TV: O que os fazem perder? In: JUNQUEIRA, L. Cultura e classes sociais pela perspectiva disposicionalista. Recife: Editora da UFPE, 2010a, p. 63-88. ______. O “super-homem” de negócios. In: JUNQUEIRA, L. Cultura e classes sociais pela perspectiva disposicionalista. Recife: Editora da UFPE, 2010b, p. 271-304.
  • Marcio Sá é doutorando em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais(ICS) da
    Universidade do Minho e professor da Universidade Federal de Pernambuco
    (UFPE-Brasil). É autor dos livros "Sobre Organizações e Sociedade","O
    homem de negócios contemporâneo", "Feirantes: Quem são e como
    administram seus negócios" e "Frutos do Agreste: Sobre ensino e
    pesquisa em Administração".
  • PAP0643 - Mercados transicionais, empreendedorismo e “novos” riscos profissionais
    Resumo de PAP0643 - Mercados transicionais, empreendedorismo e “novos” riscos profissionais 
    • MARQUES, Ana Paula CV de MARQUES, Ana Paula
    • MOREIRA, Rita CV de MOREIRA, Rita
    • PAP0643 - Mercados transicionais, empreendedorismo e “novos” riscos profissionais

      No âmbito da investigação “O potencial de empreendedorismo na Universidade do Minho” iremos discutir criticamente o Estado da Arte sobre a temática da transição profissional dos jovens licenciados, identificando as principais tendências sociais, formativas e económicas e as mudanças de políticas que actualmente enfrentam as instituições do Ensino Superior e o Mercado de trabalho. A maioria das trajectórias dos jovens licenciados é caracterizada hoje pela incerteza, descontinuidade e menor correspondência entre o diploma e o emprego (Marques, 2006). Também as práticas de recrutamento envolvem uma crescente inclusão de formas “atípicas” ou flexíveis de emprego (Kovács, 2005). Estas tendências têm conduzido, nas sociedades modernas, à criação de mercados transicionais de emprego (Schmid, 2000), em que as linhas de demarcação entre trabalho, lazer e educação têm sido apagadas, conduzindo a trajectórias de mobilidade e flexibilidade, à não linearização do curso da vida e, no geral, centrada na “empregabilidade”. Nesta perspectiva, o empreendedorismo ou a criação de um negócio tem sido encarado como uma destas modalidades alternativas de transição profissional. Contudo, não é fácil acompanhar no tempo o “ciclo de vida” das experiências profissionais “empreendedoras”, pelo que pouco se sabe ainda se estas práticas emergentes resultam: i) de “escolhas biográficas” intencionais potenciadas pelas estruturas de oportunidades de mercado, ii) ou de constrangimentos por necessidade de inserção no mercado de trabalho; iii) ou, ainda, se funcionam como moratórias intermitentes entre emprego e desemprego, entre inactividade e formação profissional (Marques, 2011). Nesta comunicação iremos apresentar os resultados obtidos na investigação em curso, recorrendo-se ao cruzamento de metodologias qualitativas e quantitativas, procurando, por um lado, testar heuristicamente o ensaio tipológico construído sobre o potencial empreendedor e a sua relação com comportamentos diferenciados em relação ao emprego e ao empreendedorismo (predisposição para o auto-emprego, motivações, obstáculos, modelo de influência familiar, entre outros; por outro, reflectir sobre a(s) transição(ões) profissional(ais) dos jovens licenciados na actualidade, destacando a opção pelo auto-emprego associando-a aos “novos” riscos de opacidade das relações laborais e à (re)configuração do processo de transição assente em referentes e estratégias que não são totalmente captáveis pelos conceitos do passado. Palavras-chave: licenciados, mercados transicionais, emprego, empreendedorismo
  • Ana Paula Marques é Professora Associada com Agregação do Departamento de Sociologia e investigadora permanente do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da Universidade do Minho. Doutorou-se, em 2003, em Sociologia – área de Organizações e Trabalho por esta universidade. Exerce funções de promotora e mentora científica do Spin-Off Laboratório MeIntegra e CICS – Universidade do Minho. Integra, do lado do Norte de Portugal, os Serviços de Estudos “Educação e Formação” do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular Galiza-Norte de Portugal.
    É autora e co-autora de vários artigos e livros, destacando-se nestes últimos Inserção Profissional de Graduados em Portugal. (Re)configurações teóricas e empíricas (2010), Estudo Prospectivo sobre Emprego e Formação na Administração Local (2009), Trajectórias Quebradas. A vivência do desemprego de longa Duração (2008), Administração Local. Políticas e práticas de formação (2008), Actores Intermédios da Orgânica Empresarial. O futuro do emprego, das competências e da formação (2007), Entre o diploma e o emprego. A inserção profissional de jovens engenheiros (2006) e Assimetrias de género e classe. O caso das empresas de Barcelos (2006).
    Rita Moreira é actualmente Doutoranda da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e investigadora integrada no Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho com o projecto de doutoramento em Sociologia intitulado “Empreendedorismo qualificado: políticas do ensino superior e (re)configuração das trajectórias profissionais dos diplomados”.
    Nos últimos anos participou em diversos projectos de investigação do CICS/UM financiados por entidades nacionais e internacionais. Destes projectos foram feitas publicações científicas e relatórios técnicos da sua autoria e em co-autoria.
  • PAP0377 - Empreendedorismo no contexto do Ensino Superior: reflexões empíricas
    Resumo de PAP0377 - Empreendedorismo no contexto do Ensino Superior: reflexões empíricas 
    • MOREIRA, Rita CV de MOREIRA, Rita
    • PAP0377 - Empreendedorismo no contexto do Ensino Superior: reflexões empíricas

      No contexto actual, o ensino superior tem sido assumido como um instrumento vital de promoção do empreendedorismo. Desde o início da reforma de Bolonha que esta estratégia tem estado no centro das preocupações das instituições universitárias europeias e nacionais, visível quer pela variedade de oferta educativa (unidades curriculares, licenciaturas, mestrados/especializações e doutoramentos), quer pelo seu envolvimento em actividades organizativas de transferência de conhecimento (centros de empreendedorismo, oficinas de incubação, laboratórios de ideias, etc.). Apesar dos progressos alcançados, o empreendedorismo tem ainda um longo caminho a percorrer no Ensino Superior. Para além dos constrangimentos orçamentais que actualmente afectam a sua operacionalização nas universidades, verificam-se, igualmente, dificuldades em termos do seu enquadramento político-estratégico ao nível da governação académica. Com efeito, o modelo de organização de cariz mais ou menos burocrático da Universidade, a par da sua cultura institucional de perenidade que desvaloriza as mudanças (Santos, 2008) pode afigurar-se como factor crítico à criação de uma ambiente favorável ao empreendedorismo. A presente comunicação começará por abordar o significado da actual reforma universitária europeia decorrente do processo de Bolonha, procurando fazer um breve enquadramento histórico desta reforma em relação às políticas de promoção do empreendedorismo académico, bem como no que diz respeito às mudanças recentes verificadas no contexto português. Com base nos resultados preliminares da tese de doutoramento “Empreendedorismo qualificado: políticas do ensino superior e (re)configuração das trajectórias profissionais dos diplomados”, designadamente da sua componente empírica assente na aplicação de um inquérito nacional sobre o potencial empreendedor aos estudantes (graduação e pós-graduação) das universidades públicas portuguesas, pretende-se, em seguida, analisar criticamente de que modo a cultura e a identidade das universidades podem ou não constituir um factor de força das opções relativas ao empreendedorismo, em particular no ensino superior em Portugal. Para tal, iremos reflectir sobre o posicionamento organizacional de “fechamento ou “abertura” das diferentes universidades que fizeram parte desta investigação, com o intuito de atribuir sentidos às práticas nos vários contextos organizacionais, onde, por vezes, se contradizem e tendem a evidenciar a vertente mais instrumental e gestionária sobre a temática do empreendedorismo – a empresalidade.
  • Rita Moreira é actualmente Doutoranda da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e investigadora integrada no Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho com o projecto de doutoramento em Sociologia intitulado “Empreendedorismo qualificado: políticas do ensino superior e (re)configuração das trajectórias profissionais dos diplomados”.
    Nos últimos anos participou em diversos projectos de investigação do CICS/UM financiados por entidades nacionais e internacionais. Destes projectos foram feitas publicações científicas e relatórios técnicos da sua autoria e em co-autoria.