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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «África»

PAP0324 - Perceções e divulgação de artistas plásticos africanos em Portugal
Resumo de PAP0324 -  Perceções e divulgação de artistas plásticos africanos em Portugal PAP0324 -  Perceções e divulgação de artistas plásticos africanos em Portugal
PAP0324 - Perceções e divulgação de artistas plásticos africanos em Portugal

Em Portugal a receção e divulgação da obra de artistas plásticos africanos tem evidenciado, ao longo das últimas duas décadas uma cadência intermitente, marcada pontualmente pela integração das artes plásticas no discurso da lusofonia ou do pós-colonialismo sem que estes factos tenham contribuído na realidade para uma discussão ou análise crítica das suas linguagens particulares, decorrentes, nomeadamente, dos seus trânsitos transnacionais ou permanências continuadas, bem como das dinâmicas históricas que envolvem Portugal e África. Com esta comunicação propõe-se um olhar sobre a obra de alguns artistas africanos, procurando vislumbrar algumas dinâmicas tais como a afirmação de identidades partilhadas, a problematização das realidades experienciadas nos países de origem ou nos espaços diaspóricos, a guerra e a violência, a reflexão acerca da própria história que envolveu a Europa e a África, assumidas como matéria de reflexão plástica, e desvendando linhas de continuidade entre passado e presente, numa trajetória solvente das fronteiras impostas pelo discurso histórico, que, em última análise, revelam as transfigurações e múltiplas faces da temporalidade vivida, narrada ou transformada em terreno de utopias.
  • PEREIRA, Teresa Matos CV de PEREIRA, Teresa Matos
Nota Curricular

Nome: Teresa Matos Pereira
Formação: Doutoramento em Belas Artes, Mestrado em Teorias da Arte e Licenciatura em Artes Plásticas – Faculdade de Belas Artes de Lisboa

Docente no Instituto Politécnico de Setúbal – Escola Superior de Educação e Investigadora no CIEBA- Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Interesses de investigação. Artes visuais e colonialismo; discursos artísticos e pós-colonialidade.

Textos :
- «A Condição da mulher em Angola na cerâmica de Helga Gamboa, in :ESTÚDIO, Vol.3, nº5, FBA-Ul/CIEBA, Lisboa, 2012( pp.112-118). ISSN 1647-6158
- «As Artes Plásticas nos Labirintos da Colonialidade», in RODRIGUES, José Damião e RODRIGUES Casimiro. Representações de África e dos Africanos na História e Cultura – séculos XV a XXI. PONTA Delgada: CHAM, 2011 (pp.371-387)

- «Desenhos de África, Desígnios Coloniais, Desejos Suspensos: Artes Plásticas e Colonialidade» in CIEA7, Lisboa, ISCTE-IUL (disponível em http://hdl.handle.net/10071/2533 )
- "Intervisualidade e Metáfora. Trajectórias dos Signos na Pintura Angolana e Portuguesa durante a segunda metade do séc. XX " In Actas do VI Congreso de Estudios Africanos en el Mundo Ibérico (CD-ROM) Depósito Legal: GC- 247-2009

PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
Resumo de PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho

GT A imigração Africana na Europa nos últimos vinte anos: desafios e constrangimentos No âmbito da temática em referência, propomo-nos efectuar uma breve caracterização da Imigração Africana para Portugal desde o início dos anos noventa aos nossos dias; Privilegiamos nesta análise a imigração africana originária dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Cabo Verde, Angola, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique) com o objetivo de melhorar o conhecimento relativo a estes imigrantes, identificando os países de que são originários, quantificando ainda estes imigrantes e caracterizando-os em função do sexo, grupo etário, qualificações e actividades exercidas. A análise a apresentar alicerça-se nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Permite evidenciar uma progressiva diminuição do número de imigrantes africanos dos países em referência, devendo-se este facto por um lado à naturalização de um número muito substancial destes imigrantes no período em análise e por outro lado ao facto de se viver em Portugal um período muito conturbado e difícil consubstanciado em elevadas taxas de desemprego sobretudo nos grupos mais vulneráveis da população em idade ativa (jovens, mulheres e trabalhadores pouco qualificados, integrando-se neste último grupo a maior parte dos imigrantes de origem africana); ao mesmo tempo, nalguns destes Países Africanos assiste-se a um período de crescimento sem precedentes (evidenciando-se o caso de Angola). Não obstante os Imigrantes Africanos oriundos de Países de Língua Oficial Portuguesa correspondem no seu conjunto a cerca de cento e quinze mil indivíduos (correspondendo a aproximadamente 25% do total de imigrantes em Portugal). As comunidades de Cabo Verde e de Angola são as que assumem maior expressão, seguindo-se respetivamente Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique. A nível de estrutura do trabalho apresentado, após contextualizar os movimentos migratórios na dinâmica demográfica portuguesa, identificamos algumas especificidades da Imigração Africana em Portugal no âmbito dos aspetos já referidos. Palavras-chave: Imigrantes Africanos, mercado de trabalho.
  •  SANTOS, José Rebelo dos CV - Não disponível 
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
  •  REGO, Conceição CV - Não disponível 
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.

PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul
Resumo de PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul
PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul

O debate teórico em torno do fenómeno do futebol tem envolvido investigadores de diferentes áreas. A persistência e continuidade dos actos violentos nos jogos de futebol atraiu a atenção inicial dos autores que se centraram, quase exclusivamente, na questão da violência no contexto britânico. A partir da última década do século XX, os estudos estendem-se a outras realidades empíricas com a publicação dos primeiros trabalhos sobre as culturas de adeptos na Europa do Sul. Num plano secundário, surgiram, simultaneamente, diversas investigações que procuraram abordar a questão do racismo e dos movimentos anti-racistas no contexto do futebol. Porém, este tipo de análise evidencia alguns limites críticos que impedem o avanço do debate teórico. De um modo geral, as manifestações racistas no contexto do futebol têm sido atribuídas a grupos de extrema-direita que, de uma forma mais ou menos organizada, veriam nos estádios uma arena privilegiada para expressar as suas ideologias. Numa tentativa de combater este tipo de manifestações - comummente atribuídas a ‘marginais’ e ‘extremistas’ - inúmeras iniciativas de ‘combate ao racismo’ têm sido desenvolvidas, em diversos países europeus, abrangendo diferentes actores. No entanto, simultaneamente, de uma forma mais ou menos subtil, as visões eurocêntricas e racistas são constantemente difundidas pelos organismos que tutelam o futebol, pelos media, pelos dirigentes e pelos adeptos. Esta comunicação tem como objectivo analisar de que forma é que o futebol constitui um poderoso veículo de produção e perpetuação de perspectivas eurocêntricas e racistas, presentes nos discursos e nas práticas dos diversos actores, nomeadamente, nos media. Partindo da análise das publicações dos media portugueses a propósito do campeonato mundial realizado na África do Sul, pretende-se mostrar que o futebol constitui não só uma metáfora da sociedade, como também produz, reproduz e reifica determinados valores e normas sociais contribuindo assim para uma naturalização das identidades culturais. Tendo sido o primeiro evento do género realizado no continente africano, desde cedo se assistiu a um discurso marcadamente eurocêntrico, que iria, ainda que no plano futebolístico, pôr em confronto a ‘modernidade’ e o ‘tradicional’, a ‘razão’ e a ‘magia’, ganhando assim uma nova visibilidade um discurso altamente enraizado na herança colonial. Este trabalho pretende contribuir para um alargamento do debate teórico nos estudos sobre futebol e sociedade que, de um modo geral, têm abordado a questão do racismo meramente sob uma perspectiva durkheimiana, isto é, como um mero reflexo ou espelho das relações sociais ou sob uma perspectiva historicista, assente na ideia de que o racismo é um fenómeno marginal e residual nas sociedades europeias e, consequentemente, nos estádios de futebol.
  • ALMEIDA, Pedro Sousa de CV de ALMEIDA, Pedro Sousa de
Pedro Sousa de Almeida é licenciado em Antropologia pela Universidade de Coimbra. Realizou o Mestrado, na área da Sociologia, no Instituto Superior Miguel Torga de Coimbra onde exerceu, entre 2002 e 2010, funções de docência. Actualmente frequenta o programa de doutoramento em ‘Democracia no Século XXI’, do Centro de Estudos Sociais. Privilegiando o futebol como via de acesso ao estudo da própria sociedade, o seu trabalho de investigação tem-se centrado na abordagem crítica do fenómeno do racismo e eurocentrismo nas sociedades contemporâneas, nas inter-relações entre futebol e neoliberalismo e no papel do futebol em contextos pós-conflito.
Violência e Euro 2004: a centralidade do futebol na cultura popular, publicado pelas edições Colibri, em 2006, constitui a sua principal publicação.

PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade
Resumo de PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade
PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade

O trabalho em questão é fruto de uma pesquisa realizada em Lisboa, em 2010 e 2011. O kuduro é um estilo de dança e música que chegou em Portugal através imigração angolana e da comunicação entre os imigrantes e os amigos e familiares que permaneceram em Angola. Recentemente, passou também a ser produzido entre jovens imigrantes ou descendentes na Região Metropolitana de Lisboa. Através dos computadores pessoais são elaboradas as batidas e através das reuniões de grupos de amigos são produzidas as letras. Os temas são relacionados ao cotidiano, aos atritos entre grupos e as festas que frequentam. A reprodução e a circulação é realizada através dos suportes digitais de música (telemóveis, pendrives, ipods e mp3), mas também através das plataformas digitais através das quais se disponibilizam os arquivos de música e vídeos na internet. Neste contexto, formam-se redes de produtores e consumidores de kuduro e se estabelecem formas de sociabilidades no interior dos bairros e entre os bairros no entorno de Lisboa, onde vivem as populações de imigrantes oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe e seus descendentes. Lembrando que outras formas de expressão musical também estão aí presentes, com suas próprias dinâmicas (rap, reggae, funaná e kizomba).No entanto, atualmente o kuduro e suas variações eletrônicas ocupam uma presença muito significativa, principalmente entre os mais jovens e associados a imigração africana, apesar de compartilhado sem restrições em escolas, eventos, festas e espaços públicos sem distinção social. É através das formas de expressão, da produção, da circulação e do consumo kuduro que proponho analisar como se estabelecem sentidos compartilhados de identificação e diferença entre estes jovens num contexto percepcionado como imigratório. Se alguma percepção de identificação étnica e de diferença é acionada através do kuduro, como ela é expressa e quais as dinâmicas de tal processo num contexto de análise sobre o fenômeno contemporâneo da imigração e neste caso particular da em Portugal, envolvendo jovens imigrantes ou descendentes dos Países Africanos de Língua Portuguesa. Aparentemente, o kuduro tem se mostrado associado à juventude e à imigração africana, mas que tipo de análise pode ser acionada por fenômenos como este para compreendermos a imigração na contemporaneidade, em seus aspectos locais e globais, suas características econômicas e políticas e os processos de identificação e diferenciação sociais?
  • MARCON, Frank Nilton CV de MARCON, Frank Nilton
FRANK NILTON MARCON
Doutor em Antropologia. Professor de Antropologia do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (BRASIL). Atua no mestrado e doutorado em Sociologia e no mestrado em Antropologia na mesma universidade. Coordenada o Grupo de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas.

PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados
Resumo de PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados
PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados

A Guerra Colonial Portuguesa, que teve início há 50 anos atrás, permanece um assunto pouco estudado no que diz respeito às suas implicações sociais e geoestratégicas mais vastas. Esta comunicação pretende trazer à discussão os resultados preliminares de um projecto em curso sobre o Exercício Alcora. Esta aliança secreta, estabelecida entre Portugal, a África do Sul e a Rodésia em 1970, pretendia lutar contra o crescimentos de movimentos independentistas africanos, por forma a preservar uma soberania “branca” na África Austral. A Guerra Colonial, para além de constituir um momento fundador da realidade sociopolítica do Portugal contemporâneo, foi crucial para as independências das suas antigas colónias em África, tendo tido, igualmente, sérias repercussões nos longos conflitos que lhe sucederam (as guerras civis). Desta forma, uma compreensão detalhada da Guerra Colonial Portuguesa ganha relevância numa aproximação crítica à construção de memórias nacionais em todos os países envolvidos. É fundamental compreender-se as raízes das crises sociais e políticas actuais nos países africanos que conquistaram a independência, bem como reconhecer como segredos de tal importância – como esta aliança “branca” contra os nacionalismos locais na África Austral – alcançaram os dias de hoje imaculados. Explorando linhas de pesquisa sugeridas pelo Exercício Alcora, a Guerra Colonial será vista como parte de um conflito regional – luta contra as independências na África Austral –, e como parte de um conflito global – o que alguns consideram ter sido um subsistema da Guerra Fria na África Austral. Uma das nossas linhas de pesquisa irá, deste modo, centrar-se nas implicações do Exercício Alcora numa nova ordem pós-colonial violenta nos recém-independentes Estados africanos, procurando verter nova luz sobre as raízes das crises sociopolíticas actuais que infelizmente afectam esses países. Deste modo, centrando-nos na guerra colonial, enquanto conflito de amplas implicações estratégicas, e enquanto duradoura marca na história recente de Portugal, pretendemos pulsar o seu lugar central para a definição da relação entre a sociedade portuguesa e as instituições militares. Mais do que avaliar de que modo as instituições militares têm reagido às transformações sociais e económicas da sociedade mais ampla, importa pensar como, através da guerra colonial e do 25 de Abril, se delineou uma co-implicação fundadora do Portugal contemporânea.
  • ROSA, Celso Braga CV de ROSA, Celso Braga
  • MENESES, Maria Paula CV de MENESES, Maria Paula
  • MARTINS, Bruno Sena CV de MARTINS, Bruno Sena
Celso Fernando Braga Rosa
Licenciado em Antropologia pela Universidade de Coimbra, em 1999. Escreve uma dissertação sobre a arte africana e o mercado artístico internacional, publicada pela Universidade do Porto. Primeiramente centrou-se em estudos sobre as economias da arte e agentes de transformação da estética. Desenvolveu mais tarde trabalho em Angola, no campo da observação e divulgação culturais, e atualmente integra a equipe do projeto "Os Comprometidos: Questionando o Futuro do Passado em Moçambique" do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, tendo ainda trabalhado no projeto "Alcora – Novas Perspectivas da Guerra Colonial: Alianças Secretas e Mapas Imaginários", da mesma instituição. Tem as questões de identidade e memória na transição de Goa para a União Indiana como projeto de doutoramento.
Maria Paula Meneses
Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Doutorada em antropologia pela Universidade de Rutgers (EUA) e Mestre em História pela Universidade de S. Petersburgo (Rússia). É igualmente membro do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança, em Moçambique. No CES integra o núcleo de estudos sobre Democracia, Cidadania e Direito, que co-coordena. Leciona em vários programas de doutoramento do CES, nomeadamente "Pós-colonialismos e cidadania global"; "Governação, Conhecimento e Inovação" e "Direito, Justiça e Cidadania no séc. XXI". Foi anteriormente Professora da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique.
"Bruno Sena Martins é licenciado em Antropologia pela Universidade de
Coimbra e Doutorado em Sociologia pela mesma instituição. Sempre
enleado na questão das representações culturais, tem dedicado o seu
trabalho de investigação aos temas do corpo, deficiência e conflito
social.

Em 2006, publicou o livro 'E se Eu Fosse Cego: narrativas silenciadas
da deficiência', produto da sua dissertação de mestrado galardoada com
Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de
Língua Oficial Portuguesa. Foi Research Fellow no Centre for
Disability for Disability Studies (CDS) na School of Sociology and
Social Policy da Universidade de Leeds, entre Abril e Junho de 2007.

Na sua tese de doutoramento - 'Lugares da Cegueira: Portugal e
Moçambique no Trânsito de Sentidos' - explorou as relações entre as
histórias de vida das pessoas cegas e os valores culturais dominantes
através dos quais a cegueira é pensada. Paralelamente, no contexto do
CES tem integrado a equipa de vários projectos de investigação que se
dedicam a temas como Guerra Colonial portuguesa e a inclusão social
das pessoas com deficiência."

PAP1471 - Sociopolitical Values and the left-right divide across four continents
Resumo de PAP1471 - Sociopolitical Values and the left-right divide across four continents PAP1471 - Sociopolitical Values and the left-right divide across four continents
PAP1471 - Sociopolitical Values and the left-right divide across four continents

This study focus on the relationships between socio-political values and the Left-Right (LR) divide across 4 continents. Using data from the Comparative National Election Project III concerning 13 countries/elections from 4 continents, the paper analyses how well anchored in the socio-political value orientations that tap the most relevant political conflicts in the West since the XIX century individual LR self-placement is. Even previous studies that used world-wide surveys were not able to test the relationships between that “west European template” of values and the LR divide, simply because the batteries of values used in those other surveys relied in “highly personal orientations that are not necessarily relevant to politics”. Thus, here it is shown for the first time ever how well anchored in the “west European template” of values is individual LR self-placement across the countries/continents under scrutiny. Second, variation across countries is described and explained. The paper shows that values have an important and significant impact on the LR divide across the globe, but also that their importance is higher in Europe and the US than in other regions of the world. In a more systematic way, it shows that both politicization (“age of the democratic regime”, and “party system polarization”) and mass media “political intermediation” (freedom of press) have a significant role in explaining variation across countries.
  • FREIRE, André CV de FREIRE, André
  • KIVISTIK, Kats CV de KIVISTIK, Kats
André Freire
Assistant Professor with Agrégation / Professor Auxiliar com Agregação
Senior Researcher at CIES-IUL (Centre for Sociological Studies and Research),
Department of Political Science and Public Policies, ISCTE - IUL (Lisbon University Institute), Avenidas Forças Armadas,
1649-026 Lisboa, PORTUGAL, andre.freire@iscte.pt & andre.freire@meo.pt
Kats Kivistik
Phd Candidate (and Teaching Assistant) at the University of Tartu, Estonia,
Visiting Researcher at CIES-IUL (Centre for Sociological Studies and Research).»
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PAP0432 - Towards African Communication for Development. An African experience: the Guinea-Bissau & Mozambique cases
Resumo de PAP0432 - Towards African Communication for Development. An African experience: the Guinea-Bissau & Mozambique cases PAP0432 - Towards African Communication for Development. An African experience: the Guinea-Bissau & Mozambique cases
PAP0432 - Towards African Communication for Development. An African experience: the Guinea-Bissau & Mozambique cases

GT Comunicação Social This article focuses on a comparative analysis of community radio realities in two Lusophone African countries: Guinea-Bissau and Mozambique, whose local field research refers to 2003, 2004, 2007 and 2009, respectively. It focuses on the tense relationship between political power and community radios through theoretical reviewing of two emerging concepts: “Communication for Development” and “Glocalization”. A comprehensive ground-breaking study, it aims at determining what role these media can play so as to build challenging and participative citizenship. It exposes the dangers threatening the sustainability of these tools of empowerment, on being deprived of viable institutional frameworks. The main objective is to identify similarities and differences, to discuss resulting issues and to investigate the feasibility of unifying criteria, formats and definitions. Against expectations, the Globalization phenomenon has not eliminated social and economic obstacles in the contemporary world. On the contrary, it has greatly contributed to a growing gap between developed and developing countries, with poverty and social exclusion emerging as immediate consequences of this process. On the other hand, in Africa, in particular, globalization is responsible for the emergence of local development initiatives that require new perspectives for the adjustment of national policies to local singularities of urban and rural areas. Community radios are essential tools for structuring these new physical, economic, social and cultural dimensions. Local development comprises a vast range of practices and perspectives, a reality deriving from the multiplicity of actors involved in the management of territories. Democratic engagement and endogenous entrepreneurship stand out as primary aspects of human and social development which requires the participation of civil society and local socio-economic fabric as a precondition for the sustainability of development. Redesigning sustainable strategies for social inclusion based on the paradigm "Think globally, act locally" is a pre-requisite for Africa to board the train of modernization.
  • PAULA, Patrícia Filipa da Mota CV de PAULA, Patrícia Filipa da Mota
Nome: Patrícia Mota Paula
Afiliação Institucional: CIES ISCTE-IUL
Licenciatura: Ciências da Comunicação
Pós-Graduação: Jornalismo Internacional
Mestrado: Estudos Africanos
Doutoramento: Ciências da Comunicação (términos: Dez. 2012) - Bolseira da FCT
Tema da Tese de Doutoramento: Rádios Comunitárias: em prol da Comunicação para o Desenvolvimento. Os casos da Guiné-Bissau e de Moçambique.
Interesses de Investigação (projecto pós-doc): Género nas estruturas e na acção da Comunicação em países periféricos. (De como a um aumento do número de mulheres jornalistas não tem correspondido um aumento de influência das considerações de género).