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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Adeptos»

PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal
Resumo de PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal
PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal

Num texto já do presente ano (2011) intitulado “Le douzième homme”, Christian Bromberger demora-se na identificação e análise de adeptos de perfis variados: os “ultras” e os “oficiais” (respeitáveis, comedidos, avessos à violência). Este exercício ao mesmo tempo encontra e desencontra um dos pressupostos que, em trabalho com alguns anos (2008), nos levou até à condição adepta (de futebol) em Portugal. Se, com Bromberger, a considerámos enquanto espaço plural, nos tipos, perfis, práticas, normatividades, quadros de interacção e representações que compreende, contra este autor, rechaçámos (ao menos parcialmente) a cedência normativa que consiste em fechá-la em torno dos “verdadeiros adeptos”, sejam ultras ou oficiais ou doutro género qualquer, apreendendo-a através dum indicador de intensidade da afinidade clubista e da tipologia de vinculação clubista que esse indicador permitiu construir. Na comunicação ora proposta visa-se revisitar criticamente este dispositivo e a forma teórica que o baliza, não prescindindo de aprofundar o princípio de construção de objecto sociológico que esteve na sua origem: o de que a restituição das realidades sociais não deve rasurar a pluralidade que as constitui. A comunicação abrir-se-á pois a dois momentos diferenciados mas sequenciais: 1) um primeiro de natureza analítica, em que se informará e discutirá as propriedades lógicas e empíricas do artefacto teórico-metodológico aplicado na pesquisa citada; 2) um segundo de natureza conjectural, em que, entroncando nos desenvolvimentos recentes que a sociologia à escala individual conheceu e nas novas possibilidades de objectivação que rompem da sociologia pragmática, se equacionará um conjunto de hipóteses que desafiam a pesquisa no domínio da sociologia da condição adepta. Na verdade, estará em causa (diga-se: mais complementarmente do que alternativamente) dar conta das diferenças e clivagens que atravessam essa condição “dentro” de cada sujeito vinculado e nos “investimentos de forma” para que é compelido. Trata-se, noutros termos, de trazer para o centro da objectivação sociológica da “condição adepta” nada mais nada menos do que o segmento da sociologia contemporânea mais promissora que até agora dela se manteve alheada. Com isso vincando, finalmente, uma posição de amplo alcance: todos os objectos sociológicos, seja qual for o domínio empírico que os abranja, têm necessariamente de se submeter à teoria sociológica geral e aos respectivos progressos.
  • NUNES, João Sedas CV de NUNES, João Sedas
  • CHAVES, Miguel CV de CHAVES, Miguel
João Sedas Nunes, doutorou-se em Sociologia da Cultura em 2008 com uma tese sobre Culturas Adeptas do Futebol. É docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, investigador do CESNOVA e director da revista Forum Sociológico. As suas áreas de especialização recobrem diferentes polaridades empíricas: sociologia da inserção profissional e do trabalho; sociologia do futebol; sociologia da juventude e sociologia da cultura.
Miguel Chaves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do CESNOVA. Enquanto investigador dedicou parte do seu percurso ao estudo da exclusão social, do desvio e da marginalidade, tendo produzido vários textos sobre estas matérias, dos quais se destaca o livro Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Actualmente, desenvolve e coordena vários estudos centrados na inserção profissional e nos estilos de vida de jovens altamente qualificados, tendo neste âmbito publicado o livro Confrontos com o Trabalho entre Jovens Advogados: as Novas configurações da Inserção Profissional, bem como diversos artigos.