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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Agência»

PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades
Resumo de PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades
PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades

A comunicação "Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades", inserida no Congresso Português de Sociologia com o tema Sociedade: Crise e Reconfigurações, pretende explorar resultados iniciais da tese de doutoramento, orientada pela Professora Anália Torres, que visa compreender como o indivíduo vive a sua condição de género na sociedade portuguesa actual, num contexto de grandes e rápidas mudanças sociais, económicas e culturais. Sendo que se entende o género numa perspectiva que engloba quatro níveis de análise (Messner, 2000): o nível individual (o património individual de disposições e esquemas de acção, avaliação e percepção de si (Lahire, 2001)); o nível interaccional (as interacções e relações tidas e mantidas pelo indivíduo com os outros e como esse indivíduo, nesse contexto, desenvolve a sua condição de género e a sua reflexão de si); o nível estrutural (as possibilidades e os constrangimentos impostos pelas situações e posições ocupadas pelo indivíduo genderizado); e o nível cultural (as concepções normativas de género que foram sendo transmitidas e adquiridas ao longo da história de vida do indivíduo, com as quais o indivíduo pode ter rompido ou agido em conformidade). Deste modo, no contexto do projecto de tese de doutoramento, percepciona-se o género enquanto integrando não só uma perspectiva individualista em que o indivíduo é agente da sua condição de género (West e Zimmerman, 1987 e 2009; Butler, 1990), mas também uma perspectiva estruturalista, em que esse mesmo indivíduo se encontra integrado numa sociedade que lhe oferece constrangimentos e possibilidades estruturais ao exercício dessa agência no âmbito da sua condição de género (Connell, 2009; Martin, 2003; Messner, 2000). Para a compreensão do que consiste, no século XXI, na sociedade portuguesa em mudança acelerada, ser homem ou mulher, começou-se a realizar entrevistas biográficas a indivíduos dos 30 aos 60 anos, de modo a encontrar-se diferenças culturais e sociais provenientes de diferenças geracionais; e de proveniências diversificadas no que diz respeito à classe social. As entrevistas são constituídas por duas partes distintas. Uma relativa ao curso de vida do indivíduo nos vários níveis de análise mencionados (individual, interaccional, estrutural e cultural) ao longo da infância, adolescência e vida adulta. Outra relativa ao momento presente e como o indivíduo investe e coloca prioridades em cinco planos distintos: a conjugalidade, a parentalidade, o trabalho profissional, a política e a religião. São os resultados preliminares das primeiras entrevistas realizadas que se pretendem abordar nesta comunicação.
  • MACIEL, Diana CV de MACIEL, Diana
Diana Maciel
CIES-IUL
Mestre em Família e Sociedade pelo ISCTE-IUL e Doutoranda em Sociologia no ISCTE-IUL
Interesses de investigação: Género, Sociologia da família, Participação política, Família e trabalho, e Toxicodependências

PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo
Resumo de PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo
PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo

No actual contexto de reconfiguração de paradigmas, modificam-se as relações sociais e as formas de apropriação do espaço. A necessidade de adaptação a estes processos assume uma actualidade e urgência de dimensões colectivas que convida a uma reflexão critica sobre conceitos como resiliência, criatividade e inovação social na tentativa de compreender e explorar formas alternativas das mudanças em curso. Para Walker, Holling et al (2004), o conceito de resiliência está associado à “capacity of a system to absorb disturbance and reorganize while undergoing change so as to still retain essentially the same function, structure, identity and feedbacks”. O conceito de resiliência centra-se assim na capacidade de superar ou recuperar da adversidade, mas surge normalmente associado a epifenómenos tais como desastres naturais e/ou tecnológicos ou actos terroristas. Porém torna-se importante reflectir sobre o conceito de resiliência na acomodação da transformação e das mudanças dos territórios e das comunidades que resultam de processos mais diluídos no tempo, tais como a sua desvitatização ou a "crise" vivida na sua expressão territorial. Também, a criatividade surge em contextos de mudança e de “crise” como um activo importante. Muitas vezes, associa-se a criatividade ao combate à adversidade, à imprevisibilidade, à incerteza e/ou ao risco respondendo aos desafios com outras formas de interpretar os processos que desencadeiam transformação. São condições necessárias à configuração e ao desenvolvimento de um meio criativo ser resilente, ou seja, permitir a mudança sem se fragmentar e sem perder a sua unidade e coerência, associando-se o conhecimento, a diversidade, a aprendizagem, a tolerância e/ou a participação. A esta configuração associa-se também a inovação social que permite encontrar novas respostas para problemas não reconhecidos ou não solucionados, visando a transformação das relações sociais, a coesão das comunidades locais e o combate à exclusão (Moulaert et al. 2009; Klein e Harrisson 2007, André e Abreu 2006). A conciliação destes conceitos – resiliência, criatividade e inovação social – coloca assim questões específicas à sua abordagem e desenvolvimento quando aplicada a processos colectivos com expressão territorial disruptiva cuja visibilidade e diluição no tempo assumem uma forma mais difusa. Qual o papel da resiliência face a estes factores disruptivos? Quais as suas fronteiras com o do conceito de "resistência" e de "sobrevivência"? Onde entra a criatividade e a inovação social nestes contextos numa perspectiva de "community (re)building"? Uma comunidade resiliente é necessariamente uma comunidade criativa e aberta à inovação social? Porquê? E o que é que isso poderá querer dizer, na prática, na reconfiguração dos papeis, das relações e dos desafios que se colocam aos vários actores em acção ou com acção junto destas comunidades?
  • FREITAS, Maria João CV de FREITAS, Maria João
  •  ESTEVENS, Ana CV - Não disponível 
Maria João Freitas. *Socióloga, Investigadora Auxiliar no Núcleo de
Ecologia Social do Laboratório Nacional de Engenharia Civil,.Tem
desenvolvido atividade de investigação, contrato e consultoria técnica
em torno das questões da habitação e das questões urbanas, nomeadamente
em torno modelos de habitar, intervenções integradas de base
territorial, modelos de governança colaborativa, dinâmicas de ação
coletiva e processos de transformação e desenvolvimento sócio-territorial.