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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0469 - A revista Ozono, camada a camada
Entre Outubro de 2000 e Fevereiro de 2003 foram publicados 18 números da Ozono - Revista de Ecologia, Sociedade e Conservação da Natureza.
Dirigida por Paulo Trancoso, ecologista politicamente empenhado e dirigente do Partido da Terra (MPT), a revista era impressa com tintas vegetais em papel reciclado e, ao longo de toda a sua publicação, foi acompanhada de cassetes de vídeo alusivas a temas ambientais, aproveitando o facto de a proprietária do título ser a distribuidora Costa do Castelo Filmes.
Nesta comunicação, propomo-nos abordar as várias camadas da revista, da capa, que destacava a «melhor ilustração portuguesa», à contracapa, que ora acolhia publicidade própria ou de anunciantes, ora incluía referências a campanhas cívicas.
Dessa abordagem constará a análise dos seguintes tópicos: a rubrica editorial “Buraco da Ozono”; a opção da revista por um jornalismo “ambientalmente comprometido”; as escolhas temáticas e ângulos de abordagem dos vários artigos; a diversidade de colaboradores e colunistas; a parceria com revistas de referência estrangeiras, como a The Ecologist, a World Watch e a Integral; as opções de design; a interacção com os leitores; e as limitações comerciais auto-impostas por motivos de coerência filosófica (ou seja, a selecção da publicidade com vista a incluir apenas anunciantes “amigos do ambiente”).
Não serão esquecidas questões relacionadas com a gestão do produto, como a tiragem, a colocação da revista em banca, a gestão da relação com os assinantes, a estratégia de diferenciação do título face à concorrência e a promoção da revista com vista à captação de um público mais alargado. Procuraremos também fazer o retrato do funcionamento interno da redacção e do departamento comercial, de modo a obter uma imagem o mais completa possível do projecto e compreender que razões levaram a que este se tornasse economicamente insustentável.
Esperamos deste modo contribuir para um mais profundo conhecimento de uma iniciativa editorial que marcou o início do século XXI no nicho das publicações portuguesas especializadas em temas ambientais.
- TEIXEIRA, Luís Humberto

- FREITAS, Helena de Sousa

Luís Humberto Teixeira nasceu em Setúbal em 1977, onde se licenciou em Comunicação Social (ESE-IPS). Enquanto jornalista, colaborou em órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais, e é membro da organização do Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal desde 2005.
Mestre em Política Comparada (ICS-UL), efectuou diversos estudos sobre o sistema eleitoral português e escreveu os livros Reciclemos o Sistema Eleitoral! (2003) e Verdes Anos - História do Ecologismo em Portugal (2011).
Traduziu o livro A Tradição da Liberdade – Grandes obras do pensamento liberal (2010), do politólogo belga Corentin de Salle e, em 2011, escreveu o argumento do documentário Setúbal, Cidade Verde, realizado por Helena de Sousa Freitas e vencedor do Prémio do Público do IV Curtas Sadinas.
Helena de Sousa Freitas (Lisboa, 1976) é licenciada em Comunicação Social, pós-graduada em Direito da Comunicação Social e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação.
Bolseira da FCT no CIES – IUL, desenvolve actualmente a investigação “Histórias Que as Paredes Contam – O Muralismo como Forma de Comunicação Alternativa na Cidade de Setúbal (1974-2010)” no âmbito do doutoramento em Ciências da Comunicação.
Jornalista desde 1996, ingressou na agência Lusa em 1998 e foi galardoada pela APDSI com o Prémio Editorial Sociedade da Informação 2010.
É autora dos ensaios “Jornalismo e Literatura: Inimigos ou Amantes?” (2002), “Sigilo Profissional em Risco” (2006) e “O DN Jovem entre o Papel e a Net” (2011).