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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Atividades físicas e desportivas»

PAP0844 - A identificação de comportamentos de género em crianças do 1º ciclo: um estudo etnográfico no âmbito das Atividades Físicas e Desportivas
Resumo de PAP0844 - A identificação de comportamentos de género em crianças do 1º ciclo: um estudo etnográfico no âmbito das Atividades Físicas e Desportivas PAP0844 - A identificação de comportamentos de género em crianças do 1º ciclo: um estudo etnográfico no âmbito das Atividades Físicas e Desportivas
PAP0844 - A identificação de comportamentos de género em crianças do 1º ciclo: um estudo etnográfico no âmbito das Atividades Físicas e Desportivas

A corporalidade e a motricidade sofrem influências ao ponto de tornar susceptível que um sexo se torne mais hábil do que o outro em termos motores, uma vez que o movimento é influenciado por estereótipos de género (Mello e Romero, 2003). No contexto escolar, parece existir uma constante vigilância de habilidades, de comportamentos, de desempenhos que, entre outros aspectos, é regida pelas questões de género. Os estudos de análise da observação de comportamentos de género em crianças são escassos. A presente investigação teve como objectivo conhecer as percepções de género de 28 crianças (16 meninas e 12 meninos) com idades entre os 9 e os 10 anos que frequentavam o 4º ano de uma Escola Básica do 1º Ciclo localizada na cidade do Porto. A pesquisa desenvolveu-se numa perspectiva etnográfica, com abordagem qualitativa, através da observação de comportamentos das crianças e dos professores no contexto de aulas de enriquecimento curricular de Actividades Físicas e Desportivas. Este trabalho permitiu um contacto prévio com o objecto de estudo a que se seguiu a aplicação de focus groups com as crianças e entrevistas semi-estruturadas a dois professores de Educação Física. Os dados obtidos foram tratados pela técnica de análise de conteúdo, depois de processados pelo programa QSRNVivo7. Os principais resultados sugerem que: (i) o modo como se constituem os grupos influencia os comportamentos e desempenhos de meninos e meninas nas actividades desportivas; foram os meninos que mais expressaram reacções de subvalorização relativamente ao desempenho feminino; (ii) entre os meninos, a pressão para os pares serem do mesmo sexo é bastante evidente, relevando-se situações em que o fraco desempenho masculino é alvo de desprezo e equiparação ao desempenho feminino; (iii) nas actividades de grupo e naquelas que implicam maior competitividade, as meninas têm notoriamente menos oportunidades de participarem; (iv) a intervenção do professor reforça a separação entre alunos e alunas ao conceder o poder de escolherem os elementos que compõem as equipas nas várias actividades, sendo notória a tendência para a exclusão das meninas. Em suma, ao longo deste trabalho tornou-se notório o quanto as crianças identificam e reproduzem comportamentos de género, patente no modo como interagem e atuam nas aulas de AFD. A superioridade dos rapazes no desempenho de actividades desportivas é aceite por todos/as como natural e esperada e a participação das meninas é dificultada e subvalorizada. Todos estes factores conjugam-se para uma normalização dos aspectos culturais na aprendizagem da identidade de género. Mas a escola, como as demais instâncias sociais, culturais e políticas (ex: a família, os meios de comunicação), pelas quais circulamos pode auxiliar, de forma ampla, na reconfiguração das desigualdades de género. Este estudo foi financiado no âmbito do projecto FCT/FCOMP -01-0124-FEDER-009573/PTDC/DES/099018/2008.
  • NOVAIS, Carina CV de NOVAIS, Carina
  • SILVA, Paula CV de SILVA, Paula
  •  CARRAPATOSO, Susana CV - Não disponível 
  •  QUEIRÓS, Paula CV - Não disponível 
  •  SANTOS, Maria Paula CV - Não disponível 
Carina Novais, mestre em sociologia pela Faculdade de Letras desenvolve o seu percurso profissional em investigação científica tendo desenvolvido trabalhos diversos resultantes da pesquisa sobre o género e o desporto na área da infância e adolescência e também no âmbito do envelhecimento ativo participando nos projetos "Iniquidades sociais, ambientais e de género na prática de actividade física e desportiva de adolescentes" e atualmente no projecto "Actividade física objectivamente avaliada e obesidade em adolescentes: Estudo dos determinantes pessoais, sociais e ambientais" no Centro de Investigação em Atividade Física e Lazer da Faculdade do Desporto da Universidade do Porto. Tem também contributos enquanto investigadora na organização "Movimento Democrático de Mulheres" participando num projeto "Uma vida de Trabalhos? Trajetórias Profissionais de Mulheres e Participação cívica" onde desenvolveu o seu projeto de mestrado em torno da temática,"género, família e trabalho" e com a publicação "Percursos de Mulheres: Trabalho e Participação Política de Mulheres na área Metropolitana do Porto".
Paula Silva nasceu no Porto, Portugal, e é doutorada em Ciências do Desporto pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto onde exerce funções de docência e de investigação no CIAFEL. Desenvolve estudos e projetos de investigação no domínio dos Estudos de Género e Desporto. É autora de vários livros e artigos nacionais e internacionais. Foi distinguida com o Prémio Investigação “Carolina Michaelis de Vasconcelos”, (ex-aequo) em 2007. Vice-presidente da Associação Portuguesa Mulheres e Desporto.