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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Austeridade»

PAP0917 - Alimentação, Austeridade e Criatividade: consumo e cidadania nas cantinas escolares
Resumo de PAP0917 - Alimentação, Austeridade e Criatividade: consumo e cidadania nas cantinas escolares  PAP0917 - Alimentação, Austeridade e Criatividade: consumo e cidadania nas cantinas escolares
PAP0917 - Alimentação, Austeridade e Criatividade: consumo e cidadania nas cantinas escolares

Em Portugal, a alimentação escolar desempenha um forte papel no acesso ao consumo alimentar e na atenuação dos impactos da pobreza. Muitas vezes, crianças e jovens tem acesso à única refeição quente do dia através deste importante sistema de provisão. Para além disso, esta refeição é juridicamente contornada por critérios de qualidade, segurança, higiene alimentar e nutrição. Porém, este sistema de provisão, sustentado numa forte presença do Estado Social, encontra-se fragilizado na sequencia da crise financeira despoletada em 2008 e, mais concretamente, pelas atuais políticas de austeridade e de reconfiguração institucional e administrativa do sector público. Questões como o aumento do IVA nas refeições escolares, dívidas aos fornecedores, cortes na despesa e estruturas orgânicas do Estado ameaçam a eficácia e abrangência deste sistema. Este último visa, por um lado, contribuir para a segurança alimentar dos mais carenciados e, por outro, para a adequação dos hábitos alimentares da população juvenil aos critérios biomédicos regidos pelos discursos da saúde e da nutrição. Embora a crise venha acentuar as assimetrias no acesso ao consumo alimentar, já conduziu a processos de inovação nos modos de aprovisionamento alimentar. É o caso de algumas cantinas que permanecem abertas durante todo o período lectivo. Situações como esta, em que se evidencia o papel determinante de certos agentes sociais na produção de inclusão social, e por isso mesmo, manifestando alguns elementos de uma cidadania ativa, conduzem-nos à análise de processos criativos diversificados para colmatar a ação fragilizada do Estado. Por recurso a um conjunto de entrevistas realizadas a agentes institucionais determinantes nestes processos (câmaras municipais, escolas, entre outros) procurámos compreender o papel da criatividade e da cidadania na flexibilização institucional em algumas escolas da região de Lisboa. Para tal, partimos do modelo dos modos de provisão de Warde (2002) para explorar os circuitos múltiplos de acesso ao consumo alimentar das populações escolares mais vulneráveis.
  • TEIXEIRA, José CV de TEIXEIRA, José
  • TRUNINGER, Mónica CV de TRUNINGER, Mónica
  • HORTA, Ana CV de HORTA, Ana
  • SILVA, Vanda CV de SILVA, Vanda
  • ALEXANDRE, Sílvia CV de ALEXANDRE, Sílvia

José Pedro Teixeira, licenciado em Sociologia no ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa) em 2010, está actualmente está a terminar o mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de informação na mesma instituição e é bolseiro de investigação no ICS –UL (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa) desde 2011 no âmbito do projecto “FCT (2011-2014) (PTDC/CS-SOC/111214/2009): “Entre a Escola e a Família: conhecimentos e práticas alimentares das crianças em idade escolar”. Os seus interesses de investigação são a sociologia do consumo, sociologia da alimentação e das desigualdades sociais.
Mónica Truninger, socióloga, integrou o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) em 2008 como investigadora auxiliar. Tem uma Licenciatura em Sociologia pelo ISCTE (1996), trabalhou como assistente de investigação no Observa entre 1997 e 2001 em vários projectos sobre ambiente e sociedade. Em 2001 vai para Inglaterra onde fez o seu doutoramento em Sociologia na Universidade de Manchester. A tese intitulada Organic Food in Portugal: Conventions and Justifications tratou o consumo e o mercado dos produtos de agricultura biológica em Portugal, particularmente na cidade de Lisboa. Entre 2005 e 2008 integrou uma equipa interdisciplinar das Universidades de Bangor (País de Gales) e de Surrey (Inglaterra) como investigadora de pós-doutoramento. Antes do regresso a Portugal, passou ainda pela Universidade de Cardiff (País de Gales) onde foi assistente de investigação num projecto comparativo entre o Reino Unido e Itália sobre ementas escolares e sustentabilidade. Em 2010 publicou o livro O Campo Vem à Cidade – Agricultura Biológica, Mercado e Consumo Sustentável, editado pela Imprensa de Ciências Sociais. E em 2012 publicará o livro em co-autoria com Mara Miele intitulado Children, Food and Nature: linking the plate and the planet through school meals (Ashgate). Tem publicado artigos em revistas internacionais como: Journal of Consumer Culture; Food Trends in Science and Technology; International Journal of Agricultural Resources, Ecology and Governance e International Journal of Life Cycle Assessment.
Investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Membro da equipa de investigação do Observa – Observatório de Ambiente e Sociedade. Doutoramento em Sociologia da Comunicação, Cultura e Educação, licenciatura em Sociologia e mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Actualmente participa em projectos de investigação sobre questões sociais relacionadas com energia, sustentabilidade e alimentação.
Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1995), mestrado em Educação (2000) e doutorado em Ciências Sociais (2005) pela UNICAMP. Atualmente é investigadora Pós-doc da FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) no CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia)-ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa); pesquisadora colaboradora do CERES (Centro de Estudos Rurais-UNICAMP, Brasil) e membro da equipa de editores da RURIS, a revista deste mesmo centro. Tem experiência na área de Ciências Sociais, Antropologia, com ênfase em Antropologia rural; vem trabalhando e colaborando com vários pesquisadores, tanto em Portugal como no Brasil. Os temas das pesquisas são os seguintes: sexualidades, jovens, gênero, ruralidades, educação, alimentação, mobilidades, imagens.
Sílvia Alexandre é Investigadora de pós-doutoramento no SOCIUS - ISEG/UTL com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Doutorada em Gestão (Especialidade em Organização e Desenvolvimento dos Recursos Humanos) pelo ISCTE e Mestre em Sistemas Socio-organizacionais da Atividade Económica pelo ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão). Atualmente está a desenvolver trabalhos na área do consumo sustentável, da publicidade e da alimentação.