PAP0723 - A dimensão identitária e a promoção cidadania
A dimensão
identitária e a
promoção cidadania
Nesta reflexão
busca-se apresentar
e discutir as
metodologias
orientadoras das
ações programáticas
desenvolvidas pela
Diretoria de
Inclusão e Cidadania
do Instituto Inhotim
com o intuito de
promover a cidadania
em comunidades
marcadas pela
pobreza, localizadas
no município
brasileiro de
Brumadinho, estado
de Minas Gerais. O
ponto central da
reflexão vincula-se
à discussão sobre o
modo como se
relacionam os
conceitos de
modernidade,
identidade e memória
na construção dessas
ações que buscam a
superação das
conseqüências da
exclusão social.
Resistente às
tentativas de
definição, Inhotim
pode ser pensado
como um complexo
museológico original
constituído por uma
sequência não linear
de pavilhões de arte
contemporânea e um
jardim botânico em
área de 100 ha. É
também âncora para o
desenvolvimento de
ações científicas,
educacionais e
conservacionistas,
tendo a arte e a
biodiversidade
vegetal como
elementos centrais.
O Instituto
desenvolve práticas
sociais
comprometidas com a
inclusão e a
cidadania da
população de
Brumadinho e seu
entorno. Em 2007,
esse compromisso com
o desenvolvimento
social da região
originou a criação
da Diretoria de
Inclusão e
Cidadania. Em abril,
o Instituto foi
reconhecido como
Organização da
Sociedade Civil de
Interesse Público –
OSCIP, pelo Governo
de Minas Gerais. Em
2009, no mês de
junho, o governo
federal também
reconheceu Inhotim
como uma OSCIP.
No âmbito da
Diretoria de
Inclusão e Cidadania
são desenvolvidas,
há quatro anos,
ações que buscam
desenvolver as
potencialidades da
comunidade local. Os
programas e projetos
buscam garantir a
acessibilidade, a
interação e a
inclusão social. Na
reflexão a ser
apresentada, será
destacada e
analisada uma ação
programática voltada
para a dimensão
identitária dos
sujeitos e que tem
por objetivo a
recuperação,
conservação e
publicização do
patrimônio
Histórico, cultural
e ambiental herdado
pela sociedade
local. O
desenvolvimento
dessa ação garante
uma transversalidade
que perpassa as
demais ações
programáticas
desenvolvidas pela
diretoria. O eixo
central que norteia
a ação parte das
considerações de
Ecléa Bosi , ao
afirmar que a
espoliação da
memória é um dos
efeitos mais
perversos da miséria
(BOSI,1994).
Portanto, recuperar
memória pode
contribuir para a
afirmação dos homens
como sujeitos
históricos.
Trata-se, pois, de
uma comunicação que,
considerando a
dimensão conceitual
própria do campo da
sociologia, almeja a
discussão de
práticas sociais
emancipadoras.
Dra. Rosalba Lopes
Possui Doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2010), onde desenvolveu pesquisa sobre a relação das esquerdas revolucionárias brasileiras com a democracia, no período de 1974-1982; mestrado em Ciência Política pela UFMG (2001) e graduação em História pela UFF (1990). Atualmente trabalha no Instituto Inhotim, onde coordena a implantação e desenvolvimento do Centro Inhotim de Memória e Patrimônio – CIMP, que visa captar, organizar e disponibilizar fontes referentes ao patrimônio Histórico-Cultural e ambiental de Brumadinho e Médio Vale do Paraopeba. Nesta nova fase o campo de pesquisa ao qual se dedica vincula-se, sobretudo, à Memória e à Identidade.
Juliana G. Oliveira
Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Escola de Arquitetura da UFMG e Bacharel em Turismo pela Universidade FUMEC/BH. Atualmente trabalha no Instituto Inhotim, em Brumadinho, MG, na Diretoria de Inclusão e Cidadania, na Ação Programática Desenvolvimento Territorial, focando no Turismo de base comunitária na região do Médio Vale do Paraopeba. Elabora e executa projetos que visam o fortalecimento e autonomia de diferentes redes sociais, a interação e a inclusão social da população aos conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento social. Em termos de pesquisa tem se dedicado às investigações sobre patrimônio e desenvolvimento comunitário.