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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0477 - A Pobreza e a Exclusão Social no Brasil e em Portugal: um estudo comparativo
Nosso trabalho é resultado de pós doutoramento
realizado na Universidade do Porto, que propôe-
se a um estudo comparativo a fim de pensar as
relações centro / periferia em dois países (
Brasil e Portugal), nas cidades de Ribeirão
Preto (Brasil) e Porto ( Portugal ), em
espaços sociais periféricos e violentos das
duas cidades, o bairro periférico do Ipiranga
( Ribeirão Preto/Brasil ) e o bairro social do
Lagarteiro (Porto/Portugal ), no intuito de
analisar e compreender a organização desses
espaços sociais, em suas características e
imbricações, identidades e diversidades,
especificidades e generalidades, abarcando a
organização desses espaços econômicos, sociais
e culturais internos, bem como em sua dinâmica
interna / ampliada; entre centro e periferia
do capitalismo mundial. No decorrer do
trabalho, nos deparamos com as dinâmicas e
formas de sociabilidade desses espaços, o que
nos chamou a atenção para as relações de
gênero alí estabelecidas. Enquanto espaços de
segregação social, encontramos uma
rearticulação entre formas de sociabilidade
tradicional, capitalista e das/nas ruas, bem
como a reorganização familiar
predominantemente baseada na monoparentalidade
materna. . Assim, ao pensarmos num espaço
social periférico no Brasil, trabalhamos com a
cidade de Ribeirão Preto, um espaço
privilegiado dentro do Brasil, que possui uma
dinâmica muito desenvolvida e tecnologicamente
avançada em todos os setores da produção,
distribuição e terceirização, porém isso não a
livra dos espaços de pobreza e exclusão, como
o bairro do Ipiranga. A fim de compararmos os
espaços em estudo, em Portugal, trabalhamos
com a cidade do Porto, cidade mais importante
da industrializada zona do litoral norte de
Portugal, no bairro social Lagarteiro, uma
região do Complexo do Cerco, caracterizada
como área de segregação/exclusão social. Os
sujeitos, nesses espaços, denunciam, por meio
de sua sociabilidade, pela força, pela
violência e criminalidade, uma sociedade que
os exclui e os segrega para longe dos grandes
centros integrados. Encontramos então
sujeitos, espaços e sociedades calcadas na
contradição entre classes, entre trabalho e
não trabalho, entre gêneros, etnias, gerações,
espaços socias de inclusão e exclusão e toda a
multiplicidade de contradições que
caracterizam as nossas sociedades Dessa forma,
nos propomos a tratar, nesse trabalho, de
pensar nas diversas e rearticuladas formas de
vivência familiar, em espaços sociais
segregados/de exclusão, numa perspectica
comparativa entre Brasil e Portugal, entre
centro e periferia do capitalismo atual,
considerando as diversas e significativas
modificações, nesses espaços, no que concerne
às suas vivências nessas famílias e espaços
sociais.
- PAULA, Sandra Leila de
PAP0691 - A REPRESENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA CAVERNA DE PLATÃO: NARRATIVAS DA AUSÊNCIA E DO PODER NA ESCRITA SARAMAGUIANA NA VIGÊNCIA DO CAPITALISMO TARDIO
No roman à thèsè “A Caverna”, Saramago cria um
artifício de representação que pondera a
respeito da trajetória de um desacorrentado do
mundo das sombras que desce ao mundo
subterrâneo de um Centro Comercial para
elucidar formas de domínio contemporâneas. O
artigo é parte de uma Pesquisa de Doutorado que
analisa o romance a partir da crítica ao
funcionamento do princípio do mercado que
confina o Estado e deslegitima formas de
sociabilidade já propostas, seja pela fase
liberal seja pela organizada do capitalismo
tardio que, não obstante, desoculta outras
sociabilidades, práticas e culturas que a
modernidade subalternizou, revelando-as, ao
mesmo tempo, como espaços politizados. Saramago
critica a incapacidade do capitalismo de
construir humanamente a conjuntura existencial
do homem, cuja realidade é marcada pela nova
divisão internacional do trabalho, pela
dinâmica vertiginosa das transações bancárias,
pelas novas formas de interrelacionamento das
mídias, que são apenas manifestações visíveis
do sistema econômico. Desse itinerário se
depreende que o esmaecimento do sentido
histórico, a substituição da categoria tempo
enquanto dominante pelo espaço ou a
transmutação das coisas em imagens no processo
de reificação, mais do que características de
uma dominante cultural, constituem traços
estruturais do capitalismo tardio, que se
legitima pela dissolução explosiva da autonomia
da esfera cultural, descrita como uma
prodigiosa expansão da cultura até o ponto em
que tudo na vida social, do valor econômico e
do poder do Estado à estrutura da psique, deve
ser considerado como cultural. A colonização do
real pela cultura surge como uma atualização,
uma amplificação telescópica da indústria
cultural, pratica-se o culturicídio advindo da
incapacidade de se construir um sistema de
relações que avoque a liberdade de culturas
minoritárias e periféricas, restando o
funcionalismo vazio de um sistema de
produção/troca de informações/serviços cujo
objetivo é a acelerada racionalização da
produção. O artigo enfatiza como os discursos
ético-políticos preenchem as condições
comunicativas para um auto-entendimento
hermenêutico de coletividades, porquanto devem
possibilitar uma autocompreensão autêntica e
conduzir para a crítica de um projeto de
identidade, em que é necessário o preenchimento
de certas condições de uma comunicação não-
deformada sistematicamente, que proteja os
participantes contra repressões, sem arrancá-
los de seus genuínos contextos de experiências
e interesses.
- BARBOSA, Ramsés Albertoni
PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
O presente texto tem
como objectivo
analisar os
conceitos de
modernidade e
trabalho, abordando
teorias que são
essenciais para
compreender como
neste período se
estabeleciam as
relações de
trabalho. A proposta
central do trabalho
consiste em discutir
a regulamentação das
relações de trabalho
nos moldes
capitalistas
modernos, buscando
demonstrar como a
incerteza de obter
trabalhos
assalariados e o
risco de
precariedade nas
condições
trabalhistas afectam
as relações de
trabalho e as
relações entre os
indivíduos, para
isso realizou-se
previamente uma
pesquisa
bibliográfica, para
que relacionando as
bases teóricas de
Ricardo Antunes,
Zygmunt Bauman,
Marshall Berman,
Maria da Graça dos
Santos Dias e Karl
Marx, fosse possível
captar e compreender
a problemática
moderna do ritmo do
trabalho capitalista
e a promoção da
dignidade humana.
O período da
modernidade está
estreitamente ligado
ao modo de produção
capitalista, já que
a categoria do
trabalho é central.
Karl Marx aborda o
conceito de trabalho
em seu sentido amplo
e económico, sendo
de extrema
relevância para esta
pesquisa. Este
período é marcado
por paradoxos,
ambiguidades e
contradições, que
estão intrínsecas no
modo de produção
capitalista. Embora
haja a perspectiva
de progresso, a
revolução contínua
da modernidade faz
com que alguns
indivíduos fiquem
excluídos pela
miséria e opressão
advindos da
separação de
classes, o que
desencadeia na
redução das
possibilidades de
desenvolvimento
individual,
contrariando os
preceitos
iluministas.
Portanto, a partir
da discussão teórica
conclui-se que a
modernidade
proporcionou o
aumento das
contradições
existentes na
sociedade, pois pela
incessante
exploração do
trabalhador, visando
o aumento da
dominação burguesa e
não a possibilidade
de progresso
individual pelo
trabalho, faz com
que embora o
enriquecimento do
trabalhador seja
possível, se torne
pouco provável;
devido às condições
materiais de
existência serem
destoantes entre os
indivíduos,
desencadeando a
separação entre as
classes, a alienação
e a opressão.
- SANTOS, Gabriela de Morais

Nome/ Gabriela de Morais Santos
afiliação institucional: Estudante da Universidade Tecnica de Lisboa do Instituto de Ciencias Sociais e Politicas no curso de Sociologia. Estuda em Lisboa pelo Convenio entre a universidade Federal de Uberlandia; instituicao de origem, com a universidade brasileira
Area de formação/ Estudante de Ciencias Sociais; abrangendo os cursos de Sociologia; antropologia e ciencia politica
Interesses de investigação/ Sociologia urbana; sociologia do trabalho e antropologia cultural: ja realizado investigacoes nas tres areas