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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP1325 - Estudo da Anatomia da Saúde Pública a Partir da Análise às Veias de Orientação Estratégica e Prática da Estratégia da Saúde EU (2008-2013)
Estudo da Anatomia da Saúde Pública a Partir da Análise às Veias de Orientação Estratégica e Prática da Estratégia da Saúde EU (2008-2013)
Mónica de Melo Freitas
Doutoranda em Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Universidade Nova de Lisboa
Investigadora em Estudos Sociais
Centro de Investigação em Estudos Sociais CESNOVA
monicaflul@hotmail.com
José Manuel Resende
Prof. Associado e Orientador Científico
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa FCSH/UNL
Investigador em Estudos Sociais
Centro de Investigação em Estudos Sociais CESNOVA
josemenator@hotmail.com
Maria João Nicolau dos Santos
Profa. Associada e Co-Orientadora Científica
Instituto Superior de Economia e Gestão ISEG
Investigadora SOCIUS
mjsantos@gmail.com
RESUMO
O presente artigo visa sobretudo compreender em que medida as linhas de orientação da estratégia de saúde EU (2008-2013) vêm sendo incorporada pelas políticas públicas de saúde dos estados membros da CE e que argumentos justificativos foram accionados com vista a mobilizar os actores a realizarem a referida incorporação.
Partindo do pressuposto que a referida estratégia não foi integrada na sua totalidade pelos estados – membros e demais parceiros da CE , devido às assimetrias existentes nas linhas de orientação estratégica e de acção http://ec.europa.eu/health/strategy/docs/midtermevaluation_euhealthstrategy_2011_report_en.pdf, consultado em 26.11.11), propomos analisar as lógicas argumentativas que estiveram na base da mobilização social a partir da Grelha Taxonómica das Lógicas de Justificação (Boltanski & Thèvénot, 1991).
Acreditamos que a compreensão das lógicas de justificação que estiveram na base da mobilização social dos actores da saúde possui a pertinência de dar a conhecer aos outros actores e instituições interessadas, a possibilidade de tomarem conhecimento do que verdadeiramente move os actores deste sector.
Importa-nos ainda neste artigo, verificarmos até que ponto as referidas lógicas de justificação mobilizadas incentivam ou não a prática da Responsabilidade Social e a constituição de clusters da saúde, pelo facto destas estratégias terem sido evidenciadas pelos autores ligados à economia e à gestão, como as formas mais viáveis de conciliação dos interesses relacionados ao bem - comum e à prosperidade económica (Almeida, 2010); (Blownfield & Murray, 2010); (Krisher, Nueva Sociedad:202); (Lee, 2007); Rego, Cunha, Costa, Gonçalves, Cabral-Cardoso (2006), (Porter, 1996).
- FREITAS, Mónica de Melo

Mónica de Melo Freitas
É Doutoranda em Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Investigadora Associada no Centro de Estudos Sociológicos da Universidade Nova de Lisboa.
No âmbito do Doutoramento realiza uma investigação intitulada «A Responsabilidade Social e a Saúde: Um Estudo Compreensivo das Lógicas de Acção, Sentidos e Valores» sob a orientação científica do Professor Doutor José Resende da Universidade Nova de Lisboa e co-orientação científica da Professora Doutora Maria João dos Santos do Instituto Superior de Economia e Gestão.
Realiza um projecto voluntário de investigação científica nas áreas da Segurança e da Defesa em conjunto com a Escola da Guarda Nacional Republicana e com a Universidade Nova de Lisboa com o seguinte título «Angola, Brasil e Portugal: Um Triângulo Estratégico e Técnico - Operacional de Expressão Portuguesa com Potencialidades Internacionais.
Realizou o estudo acerca das potencialidades e dificuldades para a constituição de um cluster na área da saúde em Cascais o qual foi integrado na Agenda XXI (2008) do Concelho de Cascais.
Participou no 12 th European Congress on Creativity and Innovation que decorreu no Algarve entre os dias 14 e 17.09.11, com a apresentação da Comunicação «O Estudo da Responsabilidade Social da Saúde em Portugal» com publicação em e-book.
Integrou a equipa de investigadores da Universidade Nova de Lisboa que participou no Congresso Luso-Afro-Brasileiro que se realizou entre os dias 10 e 14.08.11 em Salvador da Bahia – Brasil, tendo apresentado neste a comunicação intitulada «A Responsabilidade Social enquanto ferramenta estratégica de redução de conflitos e de concertação da acção social entre os actores da área da Saúde» com publicação no anal a ser editado pelo Congresso.
Foi convidada a fazer publicações pela China-USA Business Review em 15 de Setembro de 2011 devido à sua apresentação no 12th European Congress on Creativity and Innovation.
PAP0906 - Mapa de Alerta: instrumento de apoio à qualidade do Censos 2011
Os recenseamentos da habitação e da população constituem a maior e mais dispendiosa operação estatística de um país e têm como principal objectivo fornecer informação estatística de elevada qualidade que responda às necessidades dos seus utilizadores. Nas operações censitárias existe a possibilidade de erro a vários níveis e em diferentes etapas do processo, tornando-se importante desenvolver e implementar mecanismos associados a processos-chave, passíveis de monitorização ao longo da execução da operação, e que garantam a qualidade final dos resultados.
No Censos 2011 o Instituto Nacional de Estatística implementou mecanismos de detecção de erros na fase de trabalho de campo que permitissem monitorar em tempo real o processo de distribuição e recolha dos questionários, por forma a possibilitar o desencadear de acções de ajustamento ou correcção com vista a garantir os princípios de qualidade que balizam a realização de uma operação censitária. Nesses mecanismos destaca-se o Mapa de Alerta, através do qual foi possível conhecer, para cada freguesia de Portugal, o grau de risco potencial de não se conseguirem garantir os níveis de qualidade desejados no trabalho de campo.
A construção do Mapa de Alerta envolveu a selecção de um conjunto de indicadores capazes de caracterizar o risco de cada freguesia, indicadores estes que serviriam para, numa primeira fase, através da aplicação de modelos de mistura finita, identificar grupos de freguesias e respectivos centróides. Estes resultados serviram de base a uma análise não hierárquica de agrupamento (k-means clusters) para identificação das freguesias a incluir em cada grupo. Os clusters assim encontrados foram validados através de uma análise discriminante com validação cruzada. Os grupos de freguesias encontrados foram caracterizados com base nas dimensões de agrupamento e catalogados com um de três níveis de risco potencial: risco reduzido (coloração verde), risco médio (coloração laranja) e risco elevado (coloração vermelha).
Nesta comunicação é apresentado o Mapa de Alerta desenhado para Portugal, é descrita a sua concepção e discutido o seu contributo para garantir a qualidade do trabalho de campo do Censos 2011.
- REIS, Elizabeth
- VICENTE, Paula

- ROSA, Álvaro
Nome: Paula Vicente
Afiliação: Business Research Unit, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa
Área de formação: Doutoramento em Métodos Quantitativos, na especialidade de Sondagens e Estudos de Opinião
Interesses de investigação: Metodologia das Sondagens, Estatísticas Oficiais