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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP1237 - Consumo cultural do cinema: práticas de exibições itinerante e em praças
Desde seu nascedouro o cinema tem a marca inelutável da transformação, mas da origem até a atualidade ocorreram muitas mudanças no modo de consumir essa grande arte. A seara da produção, distribuição e exibição cinematográfica serve de lente de análise do cenário mundial, onde a tônica assenta-se na distribuição de produtos das corporações transnacionais de entretenimento e informação. Nesse contexto, a cultura passa ser vista como área estratégica de investimento, tornando-se, por isso, cada vez mais forte, os debates em torno das questões referentes às políticas culturais. No cenário brasileiro destaca-se alguns aspectos importantes, quais sejam: número reduzido de salas de cinema, (nos bairros e nas cidades de médio/pequeno portes) em que a produção nacional não dispõe de um amplo espaço para ser exibida; a preponderância norte-americana nos processos de exibição de filmes; as mudanças nos modos de consumo do cinema. Diante desse quadro, medidas do Governo brasileiro vem sendo tomadas para consolidar um plano de desenvolvimento, no qual se insere a cultura como setor estratégico, em especial o audiovisual. Explicita-se, igualmente, a compreensão do cinema como meio de difusão de valores, como forma de expressão, capaz de modelar a identidade cultural. Nesse sentido, ações pertinentes às políticas culturais, são implementadas com o intuito de possibilitar aos brasileiros o acesso ao conhecimento acerca do cinema nacional e às salas de exibição. O que vem possibilitando a conformação de diversas práticas (cineclubes, aumento de festivais e das produções de filmes, projetos de exibição em espaços sociais como universidades e praças). No rastro dessas considerações, surge o presente trabalho que consiste em analisar a prática social de exibição da arte cinematográfica, tendo como ponto de investigação os projetos de apresentação de cinema itinerantes e em praças públicas, que atualmente pululam em todo o país.
- SILVA, Alzilene Ferreira da
PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)
Nas últimas décadas tem-se vindo a observar profundas transformações nos mais diversos contextos, dando origem a novas dimensões culturais. As mudanças de paradigma são o resultado da crescente globalização e interdependência internacional nos finais do século XX. Desta forma, é fundamental implementar novas e criativas soluções no sector cultural, como o recurso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Neste sentido, a presente investigação, pretende desconstruir o impacto das mesmas nas instituições culturais, concretamente no caso dos museus, que se deparam com mudanças paradigmáticas ao nível conceptual, impulsionando a emergência de novas tendências de consumo e acessibilidade, nomeadamente através da sua virtualização. Surge assim uma nova concepção do espaço museológico, como forma de ultrapassar as dificuldades de comunicação com o seu consumidor, única e exclusivamente associada à virtualização do seu espaço físico - museu virtual - que se caracteriza pela divulgação de “informações mais detalhadas sobre o seu acervo e, muitas vezes, através de visitas virtuais” (Oliveira e Silva). O museu virtual é ainda caracterizado por Deloche (2001) como um museu ubíquo, sem fronteiras, e como “um espaço paralelo e complementar que privilegia a medição da relação do utilizador com o património” (Oliveira e Silva: 7).
O Museu da RTP é um exemplo desta mudança no contexto museológico português, notando-se um investimento e esforço por parte da instituição em adaptar–se às tendências do consumidor contemporâneo. É de salientar que esta instituição é de carácter estatal, pelo que enfatiza a valorização de reorganização do sector cultural por parte do Estado português, no sentido de actualizar e dinamizar as suas instituições. Em suma, esta investigação centra-se na virtualização do Museu da RTP, procurando identificar as motivações que levam o público a aceder (ou não) a esta plataforma e de que forma esta mudança conceptual contribui para o desenvolvimento do consumo cultural no contexto museológico português.
- ALVES, Sofia Branquinho

- ALVES, Tânia Patrícia Lima
Sofia Branquinho Alves, Research Analyst na Sonae Sierra, Portugal. Licenciada em Comunicação Social – especialização em Comunicação Cultural (ESE- Instituto Politécnico de Setúbal) e Mestranda em Comunicação Social – especialização em Comunicação Estratégica (ISCSP – Universidade Técnica de Lisboa). Iniciou o seu percurso como estagiária na AYR - Consulting, empresa de consultoria na área da inovação estratégica (tendências & consumer research), onde também desempenhou funções de Coolhunting. Colaborou na edição do livro “Tendências e Gestão da Inovação” e publicou um artigo na área do consumo: “Museu Virtual da RTP”. Em 2011, começou a estagiar no departamento de Market Intelligence, da empresa Sonae Sierra (Portugal), onde desempenhou funções na área do Market Research, Competitive Intelligence & Scouting. Em 2012, integrou a equipa de Data Analysis & Reporting, no mesmo departamento, onde exerce atualmente funções.