PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck
Define-se como primeiro objetivo a interpretação da teoria da sociedade de risco mundial elaborada por Ulrich Beck, de modo a deslindar os aspectos-chave que lhe permitem a caracterização de "teoria". A definição desse objetivo como problema justifica-se pelo uso do ensaio como estratégia analítica/discursiva por parte do autor. Para tanto, a mediação teórica é estabelecida de forma imanente, definindo-se os conceitos reguladores da teoria, "reflexividade" e "risco", como condutores da análise. As teses principais da teoria são assim delineadas, com seus dilemas específicos, inovações e possibilidades prático-teóricas. A partir disso, torna-se possível a crítica imanente, que por meio de proposições específicas, permite novas formulações conceituais, aqui circunscritas às seguintes questões: aspectos processuais do conceito de reflexividade; continuidade e descontinuidade na concepção de processo histórico-social; e a relação entre reflexividade, modernidade e incerteza, sob a perspectiva dos significados do devir social. Além dessas contribuições específicas, o paper se justifica por abordar uma teoria sobre a qual não há críticas estabelecidas, apesar de sua difusão nos circuitos acadêmicos de uma sociologia globalizada, de suas contribuições significativas para a compreensão sociológica de problemas contemporâneos e das controvérsias que suscita no âmbito da justificação do argumento.
"Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP),mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), atualmente cursa doutorado em Sociologia na mesma universidade, desenvolvendo pesquisa na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Social, Teoria Política contemporânea e sociologia ambiental, mais especificamente nos seguintes temas: reflexividade, risco, questão ambiental, individualização, globalização, modernidade, interdisciplinaridade e cosmopolitismo"