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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0700 - OS PRINCÍPIOS POLÍTICOS DO PROGRAMA BH CIDADANIA: O OLHAR DOS PROFISSIONAIS DO LAZER
O mercado de
trabalho na
administração
pública para atuar
com políticas de
lazer no Brasil
compreende em sua
maioria a
intervenção do
profissional com
formação em Educação
Física. Tal
realidade requer a
percepção desse
profissional das
novas formas de
fazer política
social e para tanto
trato da
problemática para
averiguar seus
avanços e limitações
relativos à gestão
governamental das
políticas públicas
de lazer. A inserção
dos princípios
políticos de
descentralização,
intersetorialidade,
participação popular
e territorialidade
para orientar a
gestão de políticas
sociais fazem parte
do processo de
mudanças na
administração da
Prefeitura de Belo
Horizonte. O
programa BH
Cidadania, espaço de
análise deste
estudo, foi
implantado no
município desde 2002
e utiliza das
diretrizes desses
princípios para
trabalhar a inclusão
social das famílias
residentes em
territórios de
vulnerabilidade
social propondo
consolidar unidades
integradas de
atuação profissional
na esfera pública.
Nesse contexto,
buscamos identificar
as compreensões dos
profissionais da
Secretaria Municipal
Adjunta de Esportes
(SMAES) de Belo
Horizonte que atuam
nesse programa na
condição de analista
técnico com relação
a esses princípios
políticos. A
investigação
qualitativa
compreendeu
observação nos
espaços de trabalho
do profissional nas
ações cotidianas
como reuniões
internas, entre os
setores e com
representantes da
população, bem como
entrevistas
semi-estruturadas
com os analistas. A
análise permite
dizer que para esses
profissionais
trabalharem com a
complexidade desses
territórios, as
estruturas
organizativas
propostas pelo
programa devem
compreender ações
integradas locais
dos serviços
públicos da
assistência social,
da psicologia, da
educação, da saúde,
da justiça, da
educação física e
outros. Para tanto,
essa reconfiguração
encontra impasses
provindos da
resistência das
formas tradicionais
de trabalho
setorial, da
hierarquia
profissional na
gestão social
limitando o
reconhecimento
técnico das
diferentes áreas. Na
tensão entre
interesses técnicos,
governo e população,
a expansão do
programa repercute
no aumento da
acessibilidade dos
atendidos aos
serviços e na
ampliação do quadro
de funcionários. A
ampliação envolve
por um lado
autonomia dos
analistas,
funcionários
públicos efetivos,
para selecionar e
contratar e pelo
outro a
proletarização da
profissão da
educação física pela
composição do quadro
de funcionários de
maneira
terceirizada, com
salários inferiores
e ainda a maioria na
condição de
estagiários e
estudante.
- LOPES, Carolina Gontijo

- ISAYAMA, Hélder

Carolina Gontijo Lopes
Graduada em Educação Física e especialista em Pedagogia do Esporte Escolar pela Universidade Estadual de Campinas e mestre em Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou em políticas de esporte e lazer municipais, em instituições não governamentais e em escolas públicas. Possui interesse de investigação em políticas públicas de lazer; práticas culturais no tempo livre; espaço urbano e atuação profissional.
Hélder Ferreira Isayama
Possui graduação em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993), mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (1997) e doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2002). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais, Docente do Programa de Mestrado em Lazer da UFMG (área Interdisciplinar - Câmara de Ciências Humanas e Sociais) e Líder do grupo de pesquisa Oricolé - Laboratório de Pesquisas sobre Formação e Atuação Profissional em Lazer da UFMG. Membro do Grupo de Pesquisa em Lazer (GPL) da Unimep. Editor da Revista Licere. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase na perspectiva interdisciplinar, atuando principalmente nos seguintes temas: lazer, educação física, recreação, políticas públicas, formação e atuação profissional.
PAP0435 - Pensar a (des)centralização e autonomia das escolas na Europa: o papel da avaliação na redistribuição de competências
Nas últimas décadas, reformas de (des)centralização dos sistemas educativos e autonomia das escolas multiplicaram-se em diversos países europeus. Assumindo contornos e significados distintos, essas progressivas redefinições de competências entre actores educativos tornaram inoperante a clássica distinção entre sistemas centralizados e descentralizados proposta por Archer (1979).
O papel da avaliação em todas as dimensões das políticas educativas e respectivos actores permite-nos compreender o significado dessas transformações na organização dos sistemas educativos. O conceito de “Estado Avaliador” permitiu a Broadfoot (1996) – no seguimento do trabalho de Neave (1989) – encontrar o elemento comum nas respostas diferenciadas dos sistemas educativos inglês e francês. Num projecto de investigação mais recente, Maroy (2004) examinou igualmente a convergência das políticas educativas europeias para “modelos pós-burocráticos de regulação” à luz desse conceito, ao qual associou o de “Quase-Mercado”.
A presente proposta de comunicação procura reflectir sobre os novos arranjos institucionais, o tipo de actores envolvidos nos processos de tomada de decisão, a sua relação e o tipo de competências (des)centralizadas no espaço da União Europeia. Mais precisamente, visa identificar elementos comuns que possam ser explicados com referência ao papel da avaliação na repartição de competências (Normand e Derouet, 2011). Simultaneamente, a construção de uma tipologia permitirá caracterizar os principais padrões de configuração de relações e competências dos actores educativos, examinando como grupos de países mediatizam, de forma particular, essas orientações comuns (Van Haecht, 1998).
Para proceder à análise comparada – que contribuirá para melhor compreender e situar as transformações do sistema educativo português –, mobilizaremos um conjunto de dados disponíveis em fontes secundárias (OCDE, Eurydice). A leitura dos dados estatísticos e a construção da tipologia terá igualmente em conta estudos sociológicos realizados sobre a questão.
A discussão sobre a articulação entre os elementos de convergência das medidas de política educativa e as respostas diferenciadas dos sistemas educativos será complementada, para concluir, por uma primeira consideração dos efeitos destas medidas, através de uma leitura de estudos empíricos.
- BATISTA, Susana

Susana Paiva Moreira Batista é bolseira de doutoramento da FCT desde
Abril 2011 e colaboradora do CESNOVA no âmbito do Projeto “ESCXEL”. É
licenciada e mestre em Sociologia pela FCSH-UNL, especialização em
“Políticas Públicas e Desigualdades Sociais”. Atualmente, os seus
principais interesses de investigação estão relacionados com Políticas
Educativas, Análise comparada e inserção profissional de diplomados.
PAP1218 - Teorías de los procesos de desconcentración urbana. Una aplicación al caso español.
En los últimos años los fenómenos de desconcentración urbana han copado un número creciente de investigaciones desde una ingente variedad de perspectivas. El principal objetivo de este estudio es el de presentar las diferentes teorías que han tratado de sistematizar las pautas causales y descriptivas de estos fenómenos de desconcentración urbana, así como la de hacer un balance de la adecuación de estos paradigmas con una serie de datos demográficos. Por tanto, en primer lugar, se realiza una sistematización de la teoría existente como fruto de una extensa revisión de la literatura sobre los procesos de desconcentración urbana –fundamentalmente suburbanización/rururbanización y contraurbanización—. En segundo lugar, se realiza una radiografía de los comportamientos de las principales áreas urbanas y municipios dinámicos en España para, finalmente, proponer un nuevo modelo teórico sobre la Transición Territorial con el objeto de explicar los ciclos de desarrollo urbano.
- OTERO, Raimundo

- TOURIÑO, Ana

Raimundo Otero Enríquez es licenciado en Sociología por la Universidade da Coruña. Actualmente es profesor asociado de la UDC, consultor de la empresa EDESGA y miembro del Grupo de Estudios Territoriales (GET) de la UDC. Su línea de investigación principal se centra en el estudio de los procesos internacionales de desconcentración urbana, tema en el cual desarrolla su tesis doctoral.
Ana Touriño Sánchez es licenciada en Sociología por la Universidade da Coruña. Ha trabajado como investigadora en la Escola Galega de Administración Pública y el Instituto Galego de Estatística. Actualmente es miembro del Equipo de Investigación en Sociología de las Migraciones (ESOMI) de la UDC y se encuentra realizando su tesis doctoral con el título "Estudo da baixa fecundidade galega dende a perspectiva de xénero. Explicacións causais e propostas de intervención pública".