PAP1033 - Processos de aprendizagem e desenvolvimento regional: o Ser Jovem no Semiárido Nordestino
A tarefa de investigação se deteve no acompanhamento de processos educativos dos jovens participantes da Fundação Casa Grande em Nova Olinda, Estado do Ceará no período de agosto de 2011 a dezembro de 2011. O objetivo central da investigação é conhecer quais as impressões dos sujeitos sobre sua condição de ser jovem no Semiárido Nordestino, o que sentem e pensam a respeito dessa temática e quais são suas sugestões sobre como enfrentar os desafios e limitações da sua região. Foi realizada uma roda de conversa, a partir da teoria de Paulo Freire, que tem como pressuposto teórico a facilitação da fala considerando que por longo tempo a educação nos moldes tradicionais inviabilizou a expansão de ações que desenvolvessem o hábito do questionamento e a livre expressão das ideias. O tema gerador do encontro foi “Ser jovem no Semiárido Nordestino”. Foram utilizados como instrumentos: agenda de anotação, gravador de áudio e câmera fotográfica. As perguntas disparadoras para a fala dos jovens foram: Quais são os desafios de ser jovem no Semiárido nordestino? Como os jovens podem enfrentar os desafios e limitações da sua região? As falas dos jovens foram aprofundadas a partir do referencial da análise do discurso. Como pontos presentes no discurso dos entrevistados a respeito dos desafios de ser jovem no Semiárido Nordestino, encontramos a falta de oportunidade de emprego, falta de formação para o trabalho e de condições de educação como escolas, ou transportes escolares para os jovens das comunidades rurais. Eles sentem a necessidade de profissionais qualificados na área de educação que possam ajudar aos jovens a se motivarem para o estudo. Em relação a como os jovens podem enfrentar os desafios da Região, foi sinalizado que os jovens precisam se descobrir, conhecer suas habilidades, pensar não só em si mesmo, mas na comunidade. Saber que as conquistas dos estudos e dos saberes devem contribuir com os outros e que os jovens devem ser um exemplo. As dificuldades daqui são iguais as da capital, só muda a situação geográfica, mas acreditam os desafios são proporcionais às possibilidades. Concluímos que promover o desenvolvimento regional de forma sustentável e definir novos processos de aprendizagem é um imenso desafio para todos nós, e em especial para os educadores, sendo que estes não podem deixar de incluir os jovens nesse processo.
Maria de Fátima dos Anjos.
Pedagoga, especialista em Psicopedagogia,
Mestranda em Desenvolvimento Regional Sustentável pela Universidade Federal do Ceará (UFC) - Campus do Cariri.
Título DA PESQUISA: O Que Significa Ser Jovem no Semiárido: suas contribuições para o Desenvolvimento Regional Sustentável.
Bolsista da FUNCAP - Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Psicóloga, possui doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2009). É professora do curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará, Campus de Sobral - Setor de Estudos: Psicologia Escolar/Educacional. Tem experiência na área de Psicologia e Educação, com ênfase nos estudos sobre Juventudes, Escola e Cultura de Paz. Atualmente, coordena o programa de extensão Observatório da Infância e Juventude de Sobral. Integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional Sustentável - Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri. Área de investigação: educação para sustentabilidade. Integra a Linha de Pesquisa: Sociedade, Estado e Desenvolvimento Regional Sustentável. Desenvolve pesquisa com o tema: Mulheres do sertão.