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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Divórcio»

PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos
Resumo de PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos   PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos
PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos

As estatísticas evidenciam uma elevada taxa de divorcialidade nas últimas décadas com um considerável impacto nas vidas familiares e na sociedade. O divórcio, seja nos seus antecedentes, seja nos próprios processos e seja ainda nos seus impactos e consequências nomeadamente nas responsabilidades parentais em relação aos filhos configura um campo em que desigualdades de género afloram, se reproduzem ou mesmo se agravam. Neste âmbito, após um breve enquadramento teórico sobre as diferenças e assimetrias de género, far-se-á uma breve resenha histórica da evolução numérica e social do divórcio e correlativas alterações legais desde a I República ao 25 de Abril de 1974 e subsequentes alterações. Seguidamente serão apresentados dados relativos ao divórcio tendo por base as respostas de 56 inquiridos divorciados (34 mulheres e 22 homens) no âmbito de uma pesquisa levada a cabo em Portugal, tendo por base a aplicação de um inquérito a 800 pessoas sobre as (des) igualdades de género em Portugal num projecto aprovado e financiado pela FCT e finalizado em 2011 (PTDC/SDE/72257/2006). Considerando na análise variáveis como o sexo, a profissão, a idade, os 56 divorciados inquiridos responderam, para além das questões comuns a pessoas não divorciadas, a determinadas questões relativas ao divórcio: as suas opiniões passadas face ao divórcio, os motivos para a decisão do divórcio, a iniciativa da separação ou divórcio, qual o tipo de processo (litigioso ou por mútuo consentimento), a atitude inicial face ao divórcio, a existência ou não de tentativa de reconciliação, o grau de satisfação face ao divórcio, a avaliação da decisão do divórcio, a probabilidade de novo casamento e eventuais razões. Para além destas respostas ao referido inquérito foram ainda realizadas entrevistas semi-estruturadas a pessoas divorciadas que, do ponto de vista qualitativo, permitiram um olhar mais aprofundado sobre as diferenciadas representações e expectativas sobre o casamento, tensões e negociações no exercício do poder doméstico, assim como motivações e razões, balanços e impactos do divórcio, uns positivos outros negativos. Dos dados de ordem quantitativa e qualitativa foi possível inferir que o divórcio se, por um lado, gera, em grande parte dos casos, processos de descompressão, alívio e satisfação recíproca, por outro, comporta práticas e representações diferenciadas por sexo e, por vezes, impactos desiguais nomeadamente em termos económicos e psico- sociais, com mais frequência em desfavor da mulher, embora nalguns casos com impactos negativos no homem nomeadamente de dependência na gestão do quotidiano, o que leva mais homens que mulheres a recasarem-se. Palavras chave: divórcio, desigualdade, família, género,Portugal
  • SILVA, Manuel Carlos CV de SILVA, Manuel Carlos
  • JORGE, Ana CV de JORGE, Ana
  • QUEIROZ, Aleksandra CV de QUEIROZ, Aleksandra
Silva, Manuel Carlos
Licenciado e doutorado pela Universidade de Amesterdão em Ciências Sociais, Culturais e Políticas. Professor catedrático em Sociologia e Director do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) na Universidade do Minho. Distinguido com o Prémio Sedas Nunes pela obra “Resistir e Adaptar-se” (1998, Afrontamento) sobre o campesinato, tem publicado sobre o rural-urbano, o desenvolvimento e as desigualdades sociais. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia (APS).
Ana Jorge é doutoranda em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com bolsa da FCT, e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Integra o projecto europeu de investigação EU Kids Online, sobre crianças e internet.
Aleksandra Queiroz
Socióloga, Mestre em Políticas Comunitárias e Cooperação Territorial, pela Universidade do Minho em co-tutela com a Universidade de Vigo, área de especialização Desigualdades Sociais e Desenvolvimento Rural.
Assistente de Investigação no âmbito projeto intitulado "Desigualdade de género no trabalho e na vida privada: das leis as práticas sociais (PTDC8/SDE/72257/2006) no Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho (CICS-UM), Braga. Bolseira co-coordenadora no terreno, em Portugal, do Projeto europeu SHARE (Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe) referência VP/2009/009/0048. Comunicante em vários Congressos Nacionais e Internacionais, é co-autora de vários artigos sobre os temas dos projectos referidos. E-mail: aleksandraqueiroz@gmail.com