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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

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Resultados da pesquisa por: «Empresa»

PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México
Resumo de PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México  PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México
PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México

A Cidade de Juárez, no México, é a cidade mais industrializada de toda a América do Norte e onde se concentra o maior número de empresas estrangeiras. Considerada por muitos a cidade mais perigosa do mundo é, também, aquela onde ocorrem mais mortes de mulheres por razões misóginas (femicídio), muitas das quais eram trabalhadoras das indústrias maquiladoras ali existentes. As empresas estrangeiras, sobretudo as norte-americanas, dos EU, terão contribuído positivamente para o crescimento económico e demográfico do México e daquela zona, mas, por outro lado, parece haver uma relação entre o aumento da criminalidade por razões misóginas e o trabalho das mulheres nas maquiladoras, que pode resultar do confronto de culturas e hábitos locais, enraizados na população mexicana, com os que são transportados do exterior com as empresas. As empresas estrangeiras, ao instalarem-se em países menos desenvolvidos do que o da origem, raramente levam em conta os impactos sociais e culturais que daí podem resultar, nomeadamente, quando estão em causa questões de género, que afetam principalmente as mulheres. Neste paper, partindo do exemplo de Juárez, chamamos à atenção para a crescente cosmopolitização das empresas e tendência para a exploração à escala global do trabalho feminino dos países menos desenvolvidos e do Terceiro Mundo e da necessidade de responsabilizar essas empresas e exigir que adotem medidas de Responsabilidade Social Empresarial de Género (RSEG), que possam evitar uma nova vaga mundial de desigualdades e, nomeadamente, impedir o aumento (global) da violência de género contra as mulheres dos países menos desenvolvidos e do Terceiro Mundo.
  • FERREIRA, José Eduardo Catalão Garrido CV de FERREIRA, José Eduardo Catalão Garrido
José Catalão Ferreira, doutorando do programa de doutoramento em "Direito, Justiça e Cidadania no Século XXI" da Faculdade de Direito, Faculdade de economia e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, licenciado em Sociologia pela Faculdade de economia da Universidade de Coimbra, pós-graduado em Sociologia, em Economia Social e em Direito. Os temas de interesse são a economia social, a inclusão e exclusão social, as diferenças de género e tudo o que esteja relacionado com as organizações, o trabalho e emprego. Fez a dissertação de mestrado sobre o tema do empreendedorismo e as medidas de apoio à criação do próprio emprego e está em investigação para a tese de doutoramento com o título "Trabalho Procura Direito(s): da (des)coletivização à individualização do(s) direito(s) associados ao trabalho e emprego

PAP0536 - A oferta científica sobre Economia Política da Comunicação para a formação de jovens jornalistas
Resumo de PAP0536 - A oferta científica sobre Economia Política da Comunicação para a formação de jovens jornalistas PAP0536 - A oferta científica sobre Economia Política da Comunicação para a formação de jovens jornalistas
PAP0536 - A oferta científica sobre Economia Política da Comunicação para a formação de jovens jornalistas

GT Comunicação Social Esta comunicação identifica a oferta científica especializada na Economia Política da Comunicação, nomeadamente sobre a propriedade e as estratégias de gestão das empresas jornalísticas portuguesas. Ter-se-á como objecto de estudo a estrutura curricular dos cursos de licenciatura do ensino superior português, mas também os de formação profissional e a produção científica publicada em publicações de Universidades e organizações profissionais ligadas ao jornalismo. Dar-se-á destaque aos conteúdos dirigidos à formação de futuros ou actuais jovens jornalistas. Num contexto de crise e reconfiguração das estratégias dos media, parte-se da definição da Economia Política da Comunicação feita por Nicholas Garnham como o âmbito de estudo das formas institucionais e do poder social das empresas capitalistas, entre elas as jornalísticas, a comunicação procura analisar as condições de formação dos jovens jornalistas na área. De seguida, procurar-se-á interpretar o potencial de mobilização de competências dos jovens jornalistas sobre a gestão da produção e da distribuição do jornalismo nas actuais condições de mercado. O objectivo é concluir acerca do possível horizonte de representação do seu lugar enquanto jovens jornalistas e das suas carreiras neste campo profissional e empresarial.
  • FERREIRA, Vanda CV de FERREIRA, Vanda
FERREIRA, Vanda
Licenciada em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, pós-graduada em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação e em Análise de Dados em Ciências Sociais
ISCTE/CIES – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia
ferrvanda@gmail.com

PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal
Resumo de PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal
PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal

As universidades portuguesas estão a atravessar um período de transformação e de redefinição do modo como se relacionam com a sociedade. Inseridas num contexto global, às universidades é exigido um papel activo na promoção do desenvolvimento económico, uma nova missão a acrescentar ao ensino e à investigação. Perante este desafio, em 2006 foi lançado o Programa MIT-Portugal, uma parceria de 5 anos que pretendia tornar as universidades portuguesas mais dinâmicas e empreendedoras. O Programa propôs-se a aproveitar a experiência do Massachussets Institute of Technology (MIT) para promover mudanças nas áreas da investigação, da formação e do empreendedorismo e inovação – esta última sobretudo através da promoção das relações governo-universidade-empresa, tendo em conta o modelo teórico da “tripla hélice”. Perante este enquadramento, serão apresentadas as conclusões de um estudo de caso sobre o “Green Island Project” (GIP), realizado no âmbito do projecto - “As Parcerias Internacionais em Portugal: uma análise do impacto das redes científicas na sociedade do conhecimento”. O GIP foi um projecto inserido no Programa MIT-Portugal, que teve como objectivo o desenvolvimento de uma estratégia energética sustentável para os Açores. Incluiu um consórcio multidisciplinar com universidades, empresas e estruturas governamentais. As conclusões a apresentar serão baseadas em cerca de 20 entrevistas aos principais actores deste projecto, incluindo investigadores, empresários e decisores políticos, procurando caracterizar as relações estabelecidas entre eles, os métodos de trabalho e colaboração ao longo da implementação do GIP,, quer do ponto de vista do projecto em si, quer do ponto de vista da sustentabilidade das relações governo-universidade-empresa entretanto estabelecidas.
  • DURÃO, Rui CV de DURÃO, Rui
  • PATRÍCIO, Teresa CV de PATRÍCIO, Teresa
Rui Durão, originalmente professor de ciências naturais formado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é actualmente doutorando em Sociologia no CIES/ISCTE-IUL. Trabalhou vários anos como gestor de projectos na Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, onde desenvolveu um particular interesse sobre os modelos de organização dos sistemas científicos, sobre a sua relação com a sociedade, e sobre o papel das políticas públicas no desenvolvimento científico, social e económico.
Maria Teresa Patrício, é Professora Associada na Escola de Sociologia e Políticas Públicas do ISCTE-IUL e é Investigadora no CIES-IUL. Obteve o seu doutoramento na Rutgers University como "Fulbright scholar". Foi Presidente do CIES entre 1992 e 1993, e esteve na criação do Observatório da Ciência e da Tecnologia. Entre 1997 e 2002 foi vice-presidente do Instituto de Cooperação Cientifica e Tecnológica Internacional. Está neste momento a desenvolver um projecto de investigação sobre "As Parcerias Internacionais em Portugal: uma análise do impacto das redes científicas na sociedade do conhecimento".

PAP1103 - In-school marketing: between social responsibility and commercialism
Resumo de PAP1103 - In-school marketing: between social responsibility and commercialism PAP1103 - In-school marketing: between social responsibility and commercialism
PAP1103 - In-school marketing: between social responsibility and commercialism

Advertising has long been taboo in public education, but budget reductions and shortfalls have annulated schools as “commercial free zones” (Molnar, 2007:7). This study was built on an analysis about the state, market and society working together and demarcates one another to enhance a win-win relationship, a legitimacy/visibility one. One strand of my research uses the school as the unit of analysis (Feuerstein, 2001), trying to understand how in-school marketing activities are taking place according to the headteachers perceptions in the last 5 years in Portuguese public schools (10-15 year olds). The majority of studies have focused more on a passive type of marketing, that which children see, hear and read (Alves, 2002), rather than forms of interactive marketing (Moran, 2006). Therefore, this study developed a national survey to show that interactive in-school marketing includes activities to be carried out revolving a given company. Other strand looks deep in the position of directly or indirectly involved state, market and civil society players (26 semi-structured interviews were made to WFA's National Advertiser Association Member, Ministry of Education, teachers, parent/guardian representative, marketers and advertising agencies, consumer rights-related institutions, town councils, Federations) to illustrate the inherent paradoxes: How can a profit orientated commercial activity be distinguished by a social responsibility one? What are the general views of in-school marketing? Is it morally controversial? Which ethical and law safeguards are needed in a world of brands and globalised products? In fact, the verbal analysis shows different ideological viewpoints about the win-win effect of socially responsible in-school marketing vs commercialism itself. Another purpose was also testing a “Working with Schools-Best Practice Principles Checklists" as a business decision-making tool for schools and partners to ensure that both schools and their commercial and non-commercial partners can build an ethical and responsible relationship. We are able to say that headteachers have autonomy, although some in-school marketing activities remain an ideological or controversial issue. Also, the inclusion of any advertising messages necessarily implies the acquisition of consumer competencies by children and teachers, a way to decode commercial messages in today’s consumer society, and that acquisition of media literacy competencies can prevent the ‘manipulated child’. Finally, there were several messages from schools headteachers indicating that they wouldn´t participate in the survey because they are deontological and morally against it. Key Words: in-school marketing, school commercialism, child consumer, captive audience.
  • FARINHA, Isabel CV de FARINHA, Isabel
Nome: Isabel Farinha
Afiliação Institucional: Professora Assistente IADE;Investigadora
IDIMCOM/UNIDCOM
Área de Formação: Licenciada em Sociologia, e mestre em Comunicação,
Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE-IUL, onde se encontra
também a concluir o doutoramento em Sociologia da Comunicação, Cultura
e Educação.
Interesses de Investigação: Marketing e Comunicação Escolar

PAP0338 - Negociación colectiva en las empresas multinacionales en Argentina
Resumo de PAP0338 - Negociación colectiva en las empresas multinacionales en Argentina PAP0338 - Negociación colectiva en las empresas multinacionales en Argentina
PAP0338 - Negociación colectiva en las empresas multinacionales en Argentina

En los últimos treinta años y en el marco de la llamada globalización, las empresas multinacionales (EMN) se han transformado en actores predominantes de la economía mundial en general y del mundo del trabajo en particular. Este predominio económico condujo a que se convirtiesen en agentes clave para el desarrollo de nuevas prácticas vinculadas con las relaciones laborales. De esta manera, las EMN incorporarían prácticas desarrolladas en el país de origen a sus filiales, dando como resultado en el país la instalación de relaciones laborales convergentes con los modelos desarrollados en otros países. El objetivo de esta comunicación es doble. En primera instancia se busca establecer las formas de gestión de la fuerza de trabajo, su impacto sobre las relaciones laborales en la firma y las estrategias hacia los representantes de las organizaciones sindicales en el marco de esas formas de gestión en las filiales de EMN instaladas en Argentina, determinando en qué medida las estrategias de las empresas están definidas por variables estructurales tales como el país de origen, el sector y el momento de instalación. Por otra parte se busca dar cuenta de los cambios y continuidades operados en la negociación colectiva vinculada al conjunto de empresas analizadas para poder observar los efectos de las instituciones sobre las lógicas de gestión de la fuerza de trabajo. El presente análisis parte de los siguientes interrogantes: ¿Cuáles son las estrategias de las EMN en torno a las relaciones laborales? ¿Existen prácticas convergentes en torno a la negociación colectiva? ¿Se observan diferencias en las estrategias empresarias en relación a las variables estructurales? ¿Qué efectos tiene las nuevas formas de gestión de la fuerza de trabajo sobre la acción sindical? ¿Cuáles son las continuidades y rupturas en torno a la década del 90? Para el desarrollo de este trabajo, se analizará la negociación colectiva llevada adelante en empresas transnacionales en los últimos años, estableciendo los elementos vinculados a la gestión de la fuerza de trabajo y la inscripción en éstas de las lógicas vinculadas a las relaciones entre empresarios y representantes sindicales en la firma.
  • DELFINI, Marcelo - Drolas Ana CV de DELFINI, Marcelo - Drolas Ana
Marcelo Delfini: Lic. En sociología y Dr. en Ciencias Sociales Universidad de Buenos Aires (UBA). Investigador CONICET. Docente de las carreras de Relaciones del Trabajo, UBA. Publicó en revistas nacionales e internacionales artículos referidos a las temáticas de Sociología del trabajo, procesos de producción, gestión de la fuerza de trabajo y relaciones laborales. mdelfini@conicet.gov.ar

PAP0696 - Práticas laborais em Conselhos de Empresa Europeus em tempo de crise. Exemplos a partir dos setores metalúrgico, químico e financeiro
Resumo de PAP0696 - Práticas laborais em Conselhos de Empresa Europeus em tempo de crise. Exemplos a partir dos setores metalúrgico, químico e financeiro  PAP0696 - Práticas laborais em Conselhos de Empresa Europeus em tempo de crise. Exemplos a partir dos setores metalúrgico, químico e financeiro
PAP0696 - Práticas laborais em Conselhos de Empresa Europeus em tempo de crise. Exemplos a partir dos setores metalúrgico, químico e financeiro

Este trabalho resulta de um projeto de investigação sobre o impacto sectorial de Conselhos de Empresa Europeus (CEEs) – instituições de informação e consulta nas empresas/grupos de empresas de dimensão comunitária (ao abrigo das Diretivas 94/45/CE e 2009/38/CE) – em Portugal. Tem sido mais recorrente identificar obstáculos à constituição e funcionamento de CEEs do que realçar as suas conquistas, traduzidas na capacitação de boas práticas. Em contexto de crise económica não surpreende que esses obstáculos verificados no plano das práticas laborais quotidianas possam ser mais notórios. Partindo de um estudo realizado junto de representantes de trabalhadores em CEEs de três sectores (metalúrgico, químico e financeiro) e de três multinacionais (Autoeuropa, Air Liquide e Banco Espírito Santo) – procura-se, no entanto, salientar alguns dos contributos para uma boa implementação de formas de democracia laboral nas multinacionais, em especial como forma de superar impedimentos de facto e de jure ao modus operandi dos CEEs. Após a identificação de algumas das principais transformações associadas à Diretiva 2009/38/CE (que entrou formalmente em vigor em Junho de 2011, substituindo a Diretiva 94/45/CE), bem como à exposição de algumas das tipologias associadas ao funcionamento dos CEEs (que vão de um grau mínimo a um grau máximo da valorização da participação laboral no âmbito das multinacionais), procede-se a um breve enquadramento sectorial da constituição de CEEs em Portugal, nos sectores metalúrgico, químico e financeiro. Por fim, expõe-se a visão dos representantes de trabalhadores em CEEs desses sectores, conferindo-se destaque especial a três multinacionais que se têm destacado pela sua capacidade não só de lidar com a crise económica internacional, como pelo modo como têm sabido valorizar os mecanismos de informação de consulta de trabalhadores.
  •  COSTA, Hermes Augusto CV - Não disponível 

PAP0301 - Reconfigurações organizacionais, organizações em rede e o papel da confiança
Resumo de PAP0301 - Reconfigurações organizacionais, organizações em rede e o papel da confiança PAP0301 - Reconfigurações organizacionais, organizações em rede e o papel da confiança
PAP0301 - Reconfigurações organizacionais, organizações em rede e o papel da confiança

A procura crescente de flexibilidade tem favorecido as formas de cooperação entre empresas e, consequentemente, a sua organização em rede. As configurações organizacionais em rede indiciam novos modelos de relacionamento entre empresas, os quais integram várias estruturas organizacionais com diferentes lógicas de funcionamento. No contexto das redes empresariais, as relações de cooperação e de subcontratação assumem contornos mais ou menos vantajosos para as empresas, em função do papel que estas ocupam na rede, ou seja, da divisão do trabalho entre empresas. As empresas subcontratantes – que detêm o trabalho qualificado e tecnológico – têm oportunidade de desenvolver a especialização, aumentar a flexibilidade, concentrar recursos nas actividades cruciais e aceder ao mercado externo, por exemplo. As empresas subcontratadas – que detêm o trabalho desqualificado e manual – ganham possibilidades de aprendizagem em vários domínios (e.g. gestão, tecnológico), mas também sofrem algumas desvantagens: participação nas redes como uma condição de sobrevivência, imposições de exclusividade, perda de contacto directo com o mercado, fraco poder de negociação e dependência da empresa subcontratante, entre outros. Nesta comunicação propomo-nos analisar o modelo de relacionamento numa rede de empresas, com especial atenção para o grau de dependência das empresas subcontratadas relativamente à empresa subcontratante e para o papel que a confiança desempenha na dinâmica relacional entre os elementos da rede. Para a caracterização do modelo de relacionamento da rede consideraram-se os seguintes indicadores: duração da relação, formas de contratualização, grau de dependência, valores dominantes e vantagens da cooperação. No que concerne à confiança, a análise do discurso dos empresários permitiu identificar aquilo que consideram ser os principais suportes da confiança: preço, qualidade, cumprimento de prazos, proximidade geográfica, cliente final e relações informais. Analisam-se os aspectos formais (definidos nos contratos comerciais) e informais (baseados na confiança) do funcionamento da rede. Os resultados apresentados derivam de um estudo de caso sobre uma rede formada por seis empresas localizada no sul de Portugal. A recolha de dados fez-se essencialmente com base em entrevistas (aos dirigentes das empresas) e questionários (aos trabalhadores).
  • SERRANO, Maria Manuel CV de SERRANO, Maria Manuel
  • NETO, Paulo CV de NETO, Paulo
Maria Manuel Serrano é Doutorada em Sociologia Económica e das Organizações e Mestre em Sistemas Socio-Organizacionais da Atividade Económica, pelo ISEG/UTL e Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora.
É investigadora do SOCIUS – Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações do ISEG/UTL .
É Professora Auxiliar no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e Diretora do 1.º Ciclo de Estudos em Sociologia desta Universidade, desde 2009.
É autora de diversas publicações científicas na área da Sociologia Económica e das Organizações.
Paulo Neto é Professor na Universidade de Évora, Departamento de Economia, tem Doutoramento e Agregação em Economia, e é autor de vários artigos e livros científicos publicados em Portugal e no estrangeiro. Foi Pró-Reitor para o Planeamento Estratégico e Director do Departamento de Economia desta Universidade, onde também coordenou vários cursos de licenciatura, pós-graduação e mestrado. É investigador colaborador do Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia da Universidade de Évora (CEFAGE-UE) e do Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações da Universidade do Algarve (CIEO-UALG).

PAP0467 - “Corruptodepêndencias”: Intervenção preventiva e punitiva.
Resumo de PAP0467 - “Corruptodepêndencias”: Intervenção preventiva e punitiva. PAP0467 - “Corruptodepêndencias”: Intervenção preventiva e punitiva.
PAP0467 - “Corruptodepêndencias”: Intervenção preventiva e punitiva.

O tema da corrupção tem vindo a conhecer maior visibilidade nos últimos anos, facto a que não é porventura alheio o esforço de diversas instâncias internacionais (como a OCDE, Nações Unidas, União Europeia, etc.) no lançamento de diversos instrumentos normativos internacionais e o desempenho de organizações internacionais não governamentais como Transparência Internacional. E, certamente também, por força do contexto social e económico de crise, em que reemerge o medo de aumento da corrupção. Daí, que dentro deste quadro a questão do combate a corrupção adquire particular acuidade e atenção. Hoje é consensual que a corrupção não é uma questão periférica, mas sim um problema global. De igual modo, não é um problema de exclusivo de agentes públicos e entidades públicas, também está presente nas entidades privadas e até em qualquer cidadão. E estando presente em uns e outros, é evidente que grande parte do fenómeno corruptivo não pode deixar de se encontrar no “ajuntamento” de ambos. Certo é que é missão dos decisores políticos formular um conjunto de medidas e de políticas de prevenção e punição (em suma, desenhar um plano de acção anti-corrupção) e tarefa dos tribunais a repressão judicial. Porém, nesta matéria a sociedade também não deverá baixar os braços. E isso implicará a deslocação do combate. Neste cenário e espaço de reflexão sobre Direito, Crime e Dependências, valerá a pena insistir na importância e interesse do 10. º Princípio do Pacto Global da ONU, no âmbito da Responsabilidade Social Empresarial (RSE), que desde 2004 faz um chamamento directo: "as empresas devem: [...] 10. Actuar contra qualquer forma de corrupção, incluindo a extorsão e suborno". Como facilmente se compreende, parte-se do reconhecimento de que o sector privado é um agente principal, porque além de quem solicita ou recebe um suborno, está do outro lado quem realiza o pagamento da vantagem. O que significa que é no sector corporativo que está a base das práticas corruptas, e também, a base, a linha de frente, na luta contra a corrupção. Deste modo, tentar-se-á perspectivar as dinâmicas de corrupção no sector corporativo e o modelo de prevenção e punitivo existente. A meu ver, é, de facto, possível considerar que a integração do Décimo Princípio do Pacto Global na agenda da Responsabilidade Social Empresarial enviou um sinal forte a todo o mundo da responsabilidade das empresas nos desafios para minimizar a corrupção. Não tendo ignorado isto, as empresas têm intensificado esforços para a sensibilização e implementação do mesmo. De igual modo, as instâncias internacionais e nacionais também conseguiram avanços importantes. Mas há que ter presente que a implementação do Décimo Princípio constitui um difícil desafio (dado que a corrupção tem uma longa história de muitos séculos e foi - e continua a ser uma forma de dependência/sobrevivência das empresas difícil de quebrar.
  • BURGOA, Elena CV de BURGOA, Elena
Elena Burgoa, jurista, é natural de Espanha. Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela FDL e doutoranda na Faculdade de Direito da Universidade Nova (FDUNL).

É membro do Centro de Investigação & Desenvolvimento sobre o Direito e Sociedade (CEDIS) - FDUNL.

Áreas prioritárias de interesse científico e de investigação: crimes de corrupção, criminalidade económica, e crime e sociedade, designadamente os crimes praticados por categorias específicas de autores ou grupos colectivos.