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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Entrevista»

PAP0624 - Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça
Resumo de PAP0624 -  Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça PAP0624 -  Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça
PAP0624 - Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça

A justiça e os tribunais têm sido objecto de constantes reformas. Algumas compõem-se por alterações legislativas que afectam apenas os códigos, outras afectam a sua estrutura e funcionamento interno. Esta comunicação aborda os aspectos práticos de uma investigação na Comarca Piloto Lisboa-Noroeste, no Palácio da Justiça de Sintra em pleno processo de intervenção e outra na Comarca de Lisboa no Palácio da Justiça de Lisboa em que foi anunciado o alargamento do novo mapa judiciário. A atenção aqui é dada o efeito que teve nas entrevistas, assim como as constantes adaptações necessárias à utilização desta técnica. A singularidade da justiça apresenta algumas adaptações em relação a outros campos, nomeadamente na questão do segredo de justiça e no direito à reserva de funcionários e magistrados. O principal desafio não é o que perguntar, mas como perguntar sem quebrar estas duas regras.
  • CAMALHÃO, Serafim CV de CAMALHÃO, Serafim
Serafim Leopoldo Ferreira Camalhão Mestre em Sociologia do Trabalho, das Organizações, do Trabalho e do Emprego no I.S.C.T.E e a frequentar o Programa Doutoral em Sociologia no I.S.C.T.E. IUL. Especializou-se na área da Sociologia do Trabalho e das Organizações, com especial atenção no funcionamento dos tribunais. A par deste aspecto sempre manteve um grande interesse no campo da metodologia. Presentemente outra área que o cativa, é lançar uma Sociologia da Deficiência.

PAP0474 - Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo
Resumo de PAP0474 -  Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo PAP0474 -  Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo
PAP0474 - Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo

O mundo contemporâneo da saúde reúne características que permitem a produção de contextos sociais plurais, por vezes com elementos contraditórios entre si. Nestes, cada indivíduo constrói o seu espaço singular face à saúde, apropriando-se e recriando no seu quotidiano o material social que lhe é mais significativo. Esta acção criativa expressa um território de decisão e transformação importante, a que acresce ainda a diferença de expressão da saúde por associação a cada etapa do trajecto de vida. Cada tempo social de vida confere um pano de fundo único na compreensão das lógicas que movem as práticas e o pensar sobre a saúde individual. Na velhice, a leitura realizada sobre as mudanças fisiológicas ocorridas determina a progressiva alteração de necessidades, do tipo de problemas que podem surgir, assim como a percepção que cada indivíduo desenvolve sobre a sua condição, recursos necessários e estratégias de actuação adequadas. Nesta fase, ocorrem igualmente significativas mudanças ao nível da estrutura familiar, actividade económica e redes sociais, com potenciais efeitos na saúde, assim como no tipo de utilização dos recursos sociais disponíveis. O ter saúde é uma noção subjectiva em permanente mudança, construída no confronto dinâmico entre as disposições sociais dominantes ou mesmo residuais sobre o significado de ser saudável. Constitui assim um elemento micro de leitura das lógicas sociais que estabelecem a condição pessoal perante a saúde num certo tempo da vida, num determinado tempo sócio-histórico. Por outro lado, o progressivo aumento da esperança de vida tem vindo a permitir o aparecimento de uma última idade temporalmente mais longa, com a possibilidade de ser vivida com mais saúde. Esta expectativa social permite o desenvolvimento de novas lógicas em torno da noção de saúde pessoal, que importa analisar. Com base na realização de entrevistas junto de mulheres e homens em idade mais avançada, procurou-se apreender e explorar as lógicas que suportam à construção das suas noções pessoais de saúde no seu tempo actual de vida.
  • GOMES, Inês CV de GOMES, Inês
Inês Gomes é Investigadora Colaboradora no CESNOVA – Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, onde actualmente desenvolve o seu doutoramento em sociologia, subordinado ao tema “Saúde e envelhecimento: Práticas e representações sociais de género”. Mestre em Saúde Pública, conta com um trajecto profissional e académico na área da saúde, tendo-se dedicado neste âmbito aos temas do envelhecimento e do género.

PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades
Resumo de PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades
PAP0306 - Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades

A comunicação "Género na perspectiva individual: agência, constrangimentos e oportunidades", inserida no Congresso Português de Sociologia com o tema Sociedade: Crise e Reconfigurações, pretende explorar resultados iniciais da tese de doutoramento, orientada pela Professora Anália Torres, que visa compreender como o indivíduo vive a sua condição de género na sociedade portuguesa actual, num contexto de grandes e rápidas mudanças sociais, económicas e culturais. Sendo que se entende o género numa perspectiva que engloba quatro níveis de análise (Messner, 2000): o nível individual (o património individual de disposições e esquemas de acção, avaliação e percepção de si (Lahire, 2001)); o nível interaccional (as interacções e relações tidas e mantidas pelo indivíduo com os outros e como esse indivíduo, nesse contexto, desenvolve a sua condição de género e a sua reflexão de si); o nível estrutural (as possibilidades e os constrangimentos impostos pelas situações e posições ocupadas pelo indivíduo genderizado); e o nível cultural (as concepções normativas de género que foram sendo transmitidas e adquiridas ao longo da história de vida do indivíduo, com as quais o indivíduo pode ter rompido ou agido em conformidade). Deste modo, no contexto do projecto de tese de doutoramento, percepciona-se o género enquanto integrando não só uma perspectiva individualista em que o indivíduo é agente da sua condição de género (West e Zimmerman, 1987 e 2009; Butler, 1990), mas também uma perspectiva estruturalista, em que esse mesmo indivíduo se encontra integrado numa sociedade que lhe oferece constrangimentos e possibilidades estruturais ao exercício dessa agência no âmbito da sua condição de género (Connell, 2009; Martin, 2003; Messner, 2000). Para a compreensão do que consiste, no século XXI, na sociedade portuguesa em mudança acelerada, ser homem ou mulher, começou-se a realizar entrevistas biográficas a indivíduos dos 30 aos 60 anos, de modo a encontrar-se diferenças culturais e sociais provenientes de diferenças geracionais; e de proveniências diversificadas no que diz respeito à classe social. As entrevistas são constituídas por duas partes distintas. Uma relativa ao curso de vida do indivíduo nos vários níveis de análise mencionados (individual, interaccional, estrutural e cultural) ao longo da infância, adolescência e vida adulta. Outra relativa ao momento presente e como o indivíduo investe e coloca prioridades em cinco planos distintos: a conjugalidade, a parentalidade, o trabalho profissional, a política e a religião. São os resultados preliminares das primeiras entrevistas realizadas que se pretendem abordar nesta comunicação.
  • MACIEL, Diana CV de MACIEL, Diana
Diana Maciel
CIES-IUL
Mestre em Família e Sociedade pelo ISCTE-IUL e Doutoranda em Sociologia no ISCTE-IUL
Interesses de investigação: Género, Sociologia da família, Participação política, Família e trabalho, e Toxicodependências

PAP1115 - O Bio-gráfico: desenvolvimento, aplicação e contributos do instrumento na investigação qualitativa
Resumo de PAP1115 - O Bio-gráfico: desenvolvimento, aplicação  e contributos do instrumento na investigação qualitativa PAP1115 - O Bio-gráfico: desenvolvimento, aplicação  e contributos do instrumento na investigação qualitativa
PAP1115 - O Bio-gráfico: desenvolvimento, aplicação e contributos do instrumento na investigação qualitativa

Esta proposta de comunicação pretende descrever um instrumento qualitativo de apoio à recolha de dados – o bio-gráfico. Desenvolvido a partir da necessidade de dar suporte à realização de entrevistas focadas na reconstituição de informação passada, o bio-gráfico consiste numa representação gráfica de informação histórica de um indivíduo, sendo composto por várias dimensões organizadas sobre uma linha cronológica central, permitindo estruturar os discursos de cada entrevistado e constituindo-se uma base privilegiada para o desenvolvimento da narrativa. A construção do instrumento teve origem em pressupostos da Psicologia e da Sociologia, em particular nas metodologias usadas no domínio do comportamento desviante (Agra e Matos, 1997) e no modelo da interdependência dos sistemas de vida (Curie, 2000), o que explica a importância atribuída à experiência individual, à dimensão processual dos acontecimentos e ao significado construído pelos indivíduos. O bio-gráfico foi concebido no âmbito de um estudo sobre envelhecimento e trabalho (Ramos, 2010), incluindo cinco dimensões de análise: percurso profissional; história de saúde; percurso escolar; história familiar; meio social e geográfico. O instrumento foi usado em outros contextos de investigação, como por exemplo na reconstituição de trajectórias de desempregados de longa duração e de trabalhadores temporários,com vista à identificação de perfis. Houve ainda lugar à sua adaptação para contextos específicos de investigação, como é o caso de um estudo sobre análise de projectos de concepção de postos de trabalho (Gil-Mata, Lacomblez & Bellies, 2011). Aqui, o instrumento é centrado sobre um projecto e não sobre um indivíduo, sendo apelidado de projectográfico (Gil-Mata & Lacomblez, 2010), assumindo-se como representação partilhada da evolução do projecto e incluindo também cinco dimensões: espaço de trabalho; meios de trabalho; organização do trabalho; reflexão e elaboração. A utilização do instrumento tem mostrado vantagens a diferentes níveis: i) na condução de entrevistas, já que este serve de orientação à narrativa dos sujeitos; ii) na validação e restituição dos dados, contribuindo para a validade dos estudos; iii) no cruzamento de dados hetero e autobiográficos, possibilitando a triangulação de fontes de informação; iv) na visualização dos dados, permitindo uma ilustração da trajectória pessoal ou projecto em estudo, permitindo a análise temporal ou histórica dos mesmos; v) no interface entre o sujeito e os dados, ao possibilitar, ao próprio indivíduo, através do confronto com o registo gráfico, repensar a sua trajectória, atribuir novos significados e construir novas relações entre acontecimentos. Este instrumento constitui não só um suporte para a recolha de dados mas também um elemento de intervenção em si, dada a importância deste exercício de atribuição de significados e sentido às vivências dos indivíduos.
  • RAMOS, Sara CV de RAMOS, Sara
  •  MATA, Rita Gil CV - Não disponível 
Sara Ramos doutorou-se em Psicologia, na especialidade de Psicologia do Trabalho pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação,da Universidade do Porto, em 2006. É Professora Auxiliar no Departamento de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, desde 2007. As suas áreas de ensino incluem métodos de investigação, métodos qualitativos, psicologia do trabalho e recursos humanos. Os trabalhos de investigação mais recentes têm-se centrado na relação entre saúde, idade e trabalho mais especificamente na temática do envelhecimento e trabalho.

PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios.
Resumo de PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios. PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios.
PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios.

No ano em que se assinalam 100 anos sobre a publicação de 'As Formas Elementares da Vida Religiosa' (1912), procuramos nesta comunicação demonstrar a actualidade, operacionalidade e proficuidade das teses durkheimianas em torno do estudo do ritual, a partir da análise empiricamente ilustrada das virtualidades e limitações da opção metodológica por uma forma particular de entrevista – ‘a entrevista de episódio’ – utilizada para uma aproximação à família contemporânea enquanto «categoria realizada» (Bourdieu, 1993).Como ir além do discurso dedutivo e generalista das teses da desinstitucionalização, individualização e risco que desenham um diagnóstico de instabilidade, diluição, fragilidade ou até mesmo desaparecimento da família contemporânea (Brannen e Nielsen, 2005)? Como captar empiricamente esta realidade de um modo que dê, simultaneamente, conta das suas transformações recentes e do significado que assume para os actores, e que permita uma compreensão ampla, plural e actual das inúmeras evidências pelas quais a família se nos apresenta na contemporaneidade? Orientados por esta questão de partida, optámos por estudar as «práticas familiares» (Morgan 1996, 1999), especificamente, os rituais familiares (Bossard e Boll, 1950; Wolin e Bennett, 1984).Argumentamos nesta comunicação que a opção por uma abordagem metodológica qualitativa, intensiva e em profundidade, assente principalmente no recurso a uma entrevista de episódio (Flick, 1997; 2005 [2002]), permitiu captar experiências e significados associados a práticas e representações pluridimensionais dos rituais familiares enquanto processos interactivos e significantes, simultaneamente localizados na cultura, história e biografia pessoal, decisivos para estabelecer e desenvolver o argumento principal da tese a que chegámos, o que iremos ilustrar com exemplos retirados da prática empreendida. Ao partir do pressuposto que as experiências dos indivíduos são armazenadas e recordadas na forma de conhecimento semântico (conceitos e inter-relações entre conceitos) e de narração de episódios (experiências, situações e circunstâncias concretas), a entrevista de episódio permite a recolha de dados (da parte do investigador) sob a forma de uma narrativa contextualizada (pelo entrevistado), o que traz maior densidade ao discurso, uma vez que os significados estão mais próximos das experiências e do contexto que os gera. Julgamos que um maior conhecimento por parte da comunidade científica portuguesa das vantagens da entrevista de episódio em alternativa à entrevista em profundidade ou semi-estruturada poderá contribuir para, do ponto de vista da prática da investigação, aumentar a eficácia, eficiência e rigor dos métodos e técnicas de pesquisa por referência a um enquadramento teórico específico e, ao mesmo tempo, promover o debate interdisciplinar sobre a “prática da razão sociológica”.
  • COSTA, Rosalina Pisco CV de COSTA,  Rosalina Pisco
Rosalina Pisco Costa é professora auxiliar na Universidade de Évora e investigadora no CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade. É licenciada e mestre em Sociologia na área de especialização ‘Família e População’ pela Universidade de Évora. Em 2011, depois de ter sido bolseira FCT, Gulbenkian e Visiting Student no Morgan Centre for the Study of Relationships and Personal Life da Universidade de Manchester, concluiu o Doutoramento em Ciências Sociais (Sociologia) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), com a tese Pequenos e Grandes Dias: Os Rituais na Construção da Família Contemporânea. As suas principais áreas de interesse, investigação e publicação são a família e vida pessoal; tempo social e idades da vida; e, mais recentemente, as questões da ritualização, consumo, memória e imaginário, aplicadas às representações, discursos e práticas n(d)a família contemporânea.