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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Entrevista de Episódio»

PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios.
Resumo de PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios. PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios.
PAP1496 - Práticas Familiares, Rituais e Imaginação Sociológica. Dilemas e desafios na adaptação da ‘entrevista de episódio’ a múltiplos episódios.

No ano em que se assinalam 100 anos sobre a publicação de 'As Formas Elementares da Vida Religiosa' (1912), procuramos nesta comunicação demonstrar a actualidade, operacionalidade e proficuidade das teses durkheimianas em torno do estudo do ritual, a partir da análise empiricamente ilustrada das virtualidades e limitações da opção metodológica por uma forma particular de entrevista – ‘a entrevista de episódio’ – utilizada para uma aproximação à família contemporânea enquanto «categoria realizada» (Bourdieu, 1993).Como ir além do discurso dedutivo e generalista das teses da desinstitucionalização, individualização e risco que desenham um diagnóstico de instabilidade, diluição, fragilidade ou até mesmo desaparecimento da família contemporânea (Brannen e Nielsen, 2005)? Como captar empiricamente esta realidade de um modo que dê, simultaneamente, conta das suas transformações recentes e do significado que assume para os actores, e que permita uma compreensão ampla, plural e actual das inúmeras evidências pelas quais a família se nos apresenta na contemporaneidade? Orientados por esta questão de partida, optámos por estudar as «práticas familiares» (Morgan 1996, 1999), especificamente, os rituais familiares (Bossard e Boll, 1950; Wolin e Bennett, 1984).Argumentamos nesta comunicação que a opção por uma abordagem metodológica qualitativa, intensiva e em profundidade, assente principalmente no recurso a uma entrevista de episódio (Flick, 1997; 2005 [2002]), permitiu captar experiências e significados associados a práticas e representações pluridimensionais dos rituais familiares enquanto processos interactivos e significantes, simultaneamente localizados na cultura, história e biografia pessoal, decisivos para estabelecer e desenvolver o argumento principal da tese a que chegámos, o que iremos ilustrar com exemplos retirados da prática empreendida. Ao partir do pressuposto que as experiências dos indivíduos são armazenadas e recordadas na forma de conhecimento semântico (conceitos e inter-relações entre conceitos) e de narração de episódios (experiências, situações e circunstâncias concretas), a entrevista de episódio permite a recolha de dados (da parte do investigador) sob a forma de uma narrativa contextualizada (pelo entrevistado), o que traz maior densidade ao discurso, uma vez que os significados estão mais próximos das experiências e do contexto que os gera. Julgamos que um maior conhecimento por parte da comunidade científica portuguesa das vantagens da entrevista de episódio em alternativa à entrevista em profundidade ou semi-estruturada poderá contribuir para, do ponto de vista da prática da investigação, aumentar a eficácia, eficiência e rigor dos métodos e técnicas de pesquisa por referência a um enquadramento teórico específico e, ao mesmo tempo, promover o debate interdisciplinar sobre a “prática da razão sociológica”.
  • COSTA, Rosalina Pisco CV de COSTA,  Rosalina Pisco
Rosalina Pisco Costa é professora auxiliar na Universidade de Évora e investigadora no CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade. É licenciada e mestre em Sociologia na área de especialização ‘Família e População’ pela Universidade de Évora. Em 2011, depois de ter sido bolseira FCT, Gulbenkian e Visiting Student no Morgan Centre for the Study of Relationships and Personal Life da Universidade de Manchester, concluiu o Doutoramento em Ciências Sociais (Sociologia) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), com a tese Pequenos e Grandes Dias: Os Rituais na Construção da Família Contemporânea. As suas principais áreas de interesse, investigação e publicação são a família e vida pessoal; tempo social e idades da vida; e, mais recentemente, as questões da ritualização, consumo, memória e imaginário, aplicadas às representações, discursos e práticas n(d)a família contemporânea.