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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Envelhecimento»

PAP0604 - (In) visibilidades e paradoxos na violência contra as pessoas idosas
Resumo de PAP0604 - (In) visibilidades e paradoxos na violência contra as pessoas idosas PAP0604 - (In) visibilidades e paradoxos na violência contra as pessoas idosas
PAP0604 - (In) visibilidades e paradoxos na violência contra as pessoas idosas

O problema da violência contra as pessoas idosas não constitui um problema novo, mas ganha hoje uma maior visibilidade social. Crise da família ou a perda de alguns valores e práticas sociais, no seio da família, são alguns dos argumentos invocados para a construção social da violência contra as pessoas idosas. Se a família pode ser hoje um local de afetos e reciprocidades, também pode constituir um lugar de omissões e de violência. As perceções sociais face ao problema por parte da população em geral e os números reais obtidos através de estudos europeus de prevalência revelam desfasamentos e paradoxos. Os resultados qualitativos que apresentaremos surgem no âmbito do projeto de investigação Envelhecimento e Violência, financiado pela FCT, que tem como objetivo estimar a prevalência da violência (física, psicológica, financeira, negligência e sexual) contra as pessoas com 60+ anos na população portuguesa, caracterizando as condições de ocorrência no contexto familiar, bem como os fatores de risco associados. Na fase exploratória do estudo, e a partir de uma amostra por conveniência, analisaram-se as representações sociais que as pessoas com 60+ anos têm do fenómeno. Quais os principais atos de violência identificados? Quais os fatores de risco? Quais os circuitos institucionais da denúncia? Estas e outras questões constituíram os eixos de análise que serviram de base para a utilização da técnica de focus group. Para o efeito foram constituídos 4 grupos heterogéneos, homens e mulheres, com 60+ anos, oriundos de freguesias rurais e urbanas, na região de Lisboa. Os resultados revelaram que a questão da violência constitui um novo risco social, que se traduz no conhecimento crescente de casos (diretamente ou pelos mass media), influenciando as perceções que se constroem sobre a sua natureza e extensão. A sobrevalorização do problema gera uma visão simplificada e reduzida a uma relação interpessoal. A complexidade das relações intergeracionais obriga ao reconhecimento da ambivalência como parte integrante destas e à diferenciação entre conflito e violência. Torna-se necessário distinguir o que é um ato violento, de um ato que tem subjacente um conflito familiar, que resulta, por vezes, do processo desigual de atribuição das responsabilidades familiares ou das condições adversas que o exercício das práticas de cuidar exige. De modo a contribuir para a clarificação das fronteiras conceptuais entre conflito e violência, a perspetiva sócio-ecológica possibilita-nos um modelo teórico multifactorial, compatível com a complexidade do problema em análise e articula fatores de risco: individuais, contextuais e estruturais. A realização de estudos de base populacional que possam estimar a prevalência da violência, que hoje as pessoas idosas são vítimas, passou a ser premente no planeamento das políticas públicas que visem assegurar um envelhecimento mais saudável e seguro.
  • GIL, Ana Paula CV de GIL, Ana Paula
  • SANTOS, Ana João CV de SANTOS, Ana João
Ana Paula Gil, doutorada em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), é investigadora no Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor. Ricardo Jorge, no âmbito do Programa Ciência 2008. É investigadora responsável do projeto “Envelhecimento e Violência” financiando pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PDTC/CS-SOC/110311/2009) (2011-2014).Tem desenvolvido atividade de investigação nas áreas do envelhecimento e políticas sociais, família e relações intergeracionais, e saúde pública.
Ana João Santos é licenciada em Psicologia, pré-especialização em comportamento desviante pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Mestrado em temas de psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Investigadora no projeto europeu “Prevalência do abuso e negligência a mulheres idosas” (AVOW), no âmbito do DAPHNE III (programa de financiamento da União Europeia), desenvolvido na Escola de Psicologia da Universidade do Minho entre Março de 2009 e Março de 2010. Bolseira de investigação desde Abril de 2011 no projeto de investigação “Envelhecimento e Violência” desenvolvido pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P.

PAP0286 - Contributo das migrações internacionais na alteração da estrutura etária do Sul Ibérico
Resumo de PAP0286 - Contributo das migrações internacionais na alteração da estrutura etária do Sul Ibérico PAP0286 - Contributo das migrações internacionais na alteração da estrutura etária do Sul Ibérico
PAP0286 - Contributo das migrações internacionais na alteração da estrutura etária do Sul Ibérico

A quebra da fecundidade e a sua perseverança em níveis abaixo do limiar de reposição das gerações e o intrínseco envelhecimento populacional, com tendência crescente, tem destacado a importância dos movimentos migratórios internacionais sobre a estrutura etária dos países desenvolvidos. Bongaarts (2009) e Coleman e Scherbov (2005), argumentam que a imigração - especialmente a de indivíduos com origem nos países subdesenvolvidos, cuja estrutura etária tende a ser jovem e a sua taxa de fecundidade superior à dos países de destino – será a força motriz do crescimento populacional, inclusive com maior peso demográfico que a fecundidade – que deve permanecer abaixo do limiar mínimo necessário à renovação das gerações. O nosso objectivo será perceber a importância da imigração internacional sobre a alteração da estrutura etária populacional de Portugal e Espanha, cujas taxas de fecundidade são das menores no contexto Europeu, e reflectir sobre o possível impacto que um rápido declínio da fecundidade em termos globais, nomeadamente nos países “fornecedores” de imigrantes, poderá ter sobre o Sul Ibérico. Pretende-se discutir ainda algumas questões que neste âmbito se colocam com particular pertinência. Tais como, por exemplo, se o movimento imigratório se vem operando dos países mais pobres, com mercados de trabalho saturados, para países mais ricos, as recentes crises económica e financeiras, e o consequente aumento das taxas de desemprego no Sul Ibérico, não farão com que esta região deixe de ser atractiva para a imigração, já que as conjunturas económicas influenciam grandemente os processos migratórios? A nível metodológico utilizar-se-á a estatística descritiva, com cálculos de indicadores demográficos, a partir de dados disponibilizados pelas Nações Unidas, World Population Prospects e pelo Eurostat. Após a análise da situação demográfica, tentaremos compreender as consequências do processo migratório sobre ambos os países e os efeitos que a actual crise económica e financeira possa ter na intensidade e atractividade de imigrantes internacionais, especialmente no caso das mulheres, bem como nas possíveis alterações sobre a direcção dos fluxos migratórios.
  • MACIEL, Andréia Barroso Figueiredo CV de MACIEL, Andréia Barroso Figueiredo
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
Nome: Andréia Barroso Figueiredo Maciel
Licenciada em História, mestre em Sociologia e atualmente doutoranda também em Sociologia pela Universidade de Évora. Membro integrado do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) e bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), atuando principalmente nos temas fecundidade e imigração. Possui trabalhos completos publicados nos Anais do XI Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais (2011); no Livro de Comunicações da Conferência Internacional Sobre Envelhecimento (2011); nas Atas do XIV Encontro Nacional de SIOT (2011) e resumo expandido no Livro de Resumos da XIX Jornada de Classificação e Análise de Dados (2012).
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.

PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores
Resumo de PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores
PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores

Envelhecer ativamente apresenta-se atualmente como um imperativo e uma constante, à qual dificilmente escapam os investigadores que têm a velhice e o envelhecimento como objeto de estudo, os que intervêm em contextos sociais e educativos direcionados para a população sénior e os próprios seniores, que se esforçam cada vez mais para “envelhecer bem”. O IPL 60+ é um Programa de formação sénior, desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Leiria, que teve início em 2008. Inscreve-se numa lógica de promoção de um envelhecimento ativo, facilitando a integração das pessoas com mais de 50 anos em novos contextos sociais, a construção de novas redes relacionais, a partilha de saberes e a aquisição de novos conhecimentos e competências através da aprendizagem em contexto intergeracional. O Programa tem tido grande recetividade por parte de pessoas que se reformaram recentemente, que mantêm elevados níveis de autonomia, vontade de participar socialmente e de completarem a sua formação académica. É, em geral, uma população com níveis de escolaridade médios ou elevados, que desempenhou funções profissionais qualificadas, que apresenta expetativas elevadas em relação ao programa e que se revela exigente, aguardando propostas criativas e estimulantes, bem como serviços de qualidade. Os estudantes seniores têm acesso a uma oferta formativa e sociocultural diversificada, assim como a todos os serviços que o IPL disponibiliza aos restantes estudantes (cantinas, bibliotecas, recursos multimédia, serviços académicos, etc.). Podem inscrever-se em unidades curriculares das licenciaturas ministradas pelo IPL, integrando-se no contexto normal de aula, ou usufruir de formação complementar, de acordo com os seus interesses e necessidades, em áreas como as línguas estrangeiras e as T.I.C. Podem, ainda, integrar e/ou dinamizar projetos em áreas diversas: atividade física, música, educação para a saúde, leitura. É de realçar a importância que o Programa tem tido no quotidiano dos estudantes seniores, pelo reconhecimento das suas competências e potencialidades, assim como pelo acesso que lhes proporciona a novas oportunidades de aprendizagem e de enriquecimento pessoal; mas, também, a relevância que tem tido para os estudantes mais jovens, uma vez que a convivência e interação com os mais velhos contribuiu para a sua formação global, através do reconhecimento de uma sociedade plural e inclusiva, assim como para o enriquecimento da sua formação académica, através do acesso a novos saberes.
  • PIMENTEL, Luísa CV de PIMENTEL, Luísa
Luísa Pimentel, licenciada em Serviço Social, mestre e doutora em Sociologia, na especialidade de Sociologia da Família e da Vida Quotidiana. É professora na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, onde, para além da leccionação de diversas unidades curriculares nas licenciaturas em Serviço Social e Educação Social, bem como no mestrado em Intervenção para um Envelhecimento Ativo, é membro do Conselho Técnico-Científico e da Comissão Científica do Curso de Serviço Social. É coordenadora do Programa IPL60+ (programa de formação sénior em contexto intergeracional). É investigadora do CIES-ISCTE. Participa no Grupo de Trabalho sobre o Envelhecimento Activo, coordenado pela EAPN. É membro do Conselho Consultivo do Observatório da Cidadania e Intervenção Social da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Dedica-se à investigação e à divulgação de conhecimento nos domínios da Velhice e do Envelhecimento, dos Cuidados Familiares às Pessoas Idosas e das Relações Intergeracionais.

PAP0347 - Envelhecimento, Educação e Autonomia - Investigação sobre um grupo de seniores na área urbana de Viana do Castelo
Resumo de PAP0347 - Envelhecimento, Educação e Autonomia - Investigação sobre um grupo de seniores na área urbana de Viana do Castelo PAP0347 - Envelhecimento, Educação e Autonomia - Investigação sobre um grupo de seniores na área urbana de Viana do Castelo
PAP0347 - Envelhecimento, Educação e Autonomia - Investigação sobre um grupo de seniores na área urbana de Viana do Castelo

O fenómeno do envelhecimento constitui uma das dimensões da crise vivida pelas sociedades ocidentais atuais. Entendemos, na senda de muitos outros autores que também se debruçaram sobre o tema, que importa aprofundar o estudo e a reflexão sobre as características sociológicas do problema do envelhecimento populacional, enquanto um dos caminhos que permitirá contribuir para encontrar soluções para a crise atual. A população mundial, a população europeia e também a população portuguesa têm vindo a envelhecer ao longo das últimas décadas. O facto é tido como um problema social, na medida em que a sociedade atual tem dificuldades em integrar plenamente uma população crescente com as características dos seniores. Entre estas características destaca-se o problema da autonomia/dependência deste grupo populacional. Esta comunicação tem como principal objetivo apresentar, sucintamente, um projeto de investigação em curso sobre as diferentes características educativas e socioculturais, advindas ou não da emigração durante a vida laboral, de uma amostra da população idosa residente numa área urbana do Norte de Portugal e sobre como as referidas características condicionam ou influenciam as vivências diárias autónomas dos seniores estudados. Pretendemos também apresentar alguns dados recolhidos no âmbito do referido projeto e refletir sobre o significado sociológico dos mesmos. A investigação que aqui se apresenta insere-se num projeto de doutoramento e é constituída por duas partes fundamentais: uma primeira parte de contextualização teórica do envelhecimento enquanto fenómeno social com múltiplas dimensões e implicações e uma segunda parte constituída por uma investigação empírica de caráter qualitativo onde se procura compreender as situações e os fatores que condicionam o envelhecimento autónomo numa área geográfica concreta. Os dados são, sobretudo, o resultado da realização de um inquérito por entrevista a uma amostra de população com mais de sessenta anos.
  • CACHADINHA, Manuela CV de CACHADINHA, Manuela
  •  CARMO, Hermano CV - Não disponível 
  •  FERREIRA, Manuela CV - Não disponível 
Nota Biográfica
Manuela Cachadinha é Professora Adjunta na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo desde 1985, onde tem lecionado diversas Unidades Curriculares da área das Ciências Sociais e Humanas em diferentes Cursos de Mestrado e Licenciatura. É Mestre em Sociologia Aprofundada e Realidade Portuguesa pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Licenciada em Sociologia pela mesma Faculdade. Prepara atualmente um Doutoramento em Educação, na Especialidade de Educação e Interculturalidade, na Universidade Aberta. Tem realizado trabalho de investigação sobretudo nas áreas da Sociologia, da Etnografia, da Educação e do Envelhecimento. Tem publicado diversos trabalhos em revistas nacionais e internacionais.

PAP1131 - Forced changes: family response to Alzheimer in Portugal
Resumo de PAP1131 - Forced changes: family response to Alzheimer in Portugal PAP1131 - Forced changes: family response to Alzheimer in Portugal
PAP1131 - Forced changes: family response to Alzheimer in Portugal

As a general phenomenon in Europe, the phenomenon of ageing, as well as the associated increase in chronic disease, and Alzheimer's disease (AD) in particular, also concern Portugal. This situation has considerable implications for families, often called upon to provide caring tasks. Focusing more specifically on adult children, the paper explores how, in a context of a high rate of female employment and low availability of services, adult children do experience and face the situation, both at the practical and symbolic levels. Drawing on qualitative interviews with adult children providing care to one of their parent with AD, we identify the main care arrangements set up by families. Confronted to the unexpected and demanding situation of caring for a parent suffering from AD, it is mostly one adult child who becomes the main carer. The care situation induces tremendous practical and emotional consequences and implies many adjustments for the carers. In Portugal family care is central, though often complementary to paid care. The analysis highlights how, in order to reconcile work and care, both demanding tasks, adult children set up a variety of care arrangements, combining most often informal and formal care, in and outside the house. Most carers have also a professional activity which induces many consequences for the carers, not only the daily family life, but also on social and professional life. However, results suggest that while working induces constraints, it is also a resource to face the caring situation.
  • SAMITCA, Sanda CV de SAMITCA, Sanda
Sanda Samitca, socióloga Suíça, bolseira pós-doc no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL). Os meus domínios de investigação têm sido desenvolvidos no quadro das questões do envelhecimento através do aprofundamento do conhecimento acerca dos padrões de cuidados existentes atualmente na sociedade portuguesa, em duas populações alvo: os idosos dependentes e os doentes de Alzheimer.

PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais
Resumo de PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais
PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais

O projeto de investigação Demospin (projeto financiado pela FCT PTDC/CS-DEM/100530/2008) tem como principal objetivo a conceção de uma ferramenta de apoio à definição de políticas de desenvolvimento de regiões demograficamente deprimidas. A partir dos dados demográficos e económicos, desagregados a nível de NUTS III, em Portugal, está em construção um modelo que permite estimar, para um conjunto de cenários, a evolução destes parâmetros nos próximos 20 anos. Um desafio importante neste quadro é encontrar modelos explicativos para o fenómeno da migração a nível regional. Nesta comunicação apresentam-se algumas das metodologias em desenvolvimento e os resultados obtidos. Foram analisados dados históricos dos censos do INE de 1991 e 2001, com informação a nível de NUTS III, sobre dimensão da população, nascimentos e óbitos, por grupo etário quinquenal e sexo, assim como informação sobre a distribuição do emprego pelos mesmos grupos. Estes dados serão enriquecidos com os recolhidos em 2011. Foram desenvolvidos modelos que relacionam a migração com a variação de emprego, a relação entre o PIB da região e o PIB nacional e o potencial demográfico regional relativo. Estes modelos conseguem explicar relativamente bem a migração dos grupos etários mais jovens, mas são menos satisfatórios para os mais velhos. Enquanto os mais jovens tipicamente emigram das zonas mais deprimidas, relativamente aos mais velhos verifica-se em geral um processo de retorno. Este processo está a ser investigado, procurando também encontrar-se uma relação com os movimentos de saída inerentes à emigração histórica anterior. Para este efeito está a procurar-se recolher dados históricos disponibilizados pelo INE. O regresso de emigrantes para as zonas deprimidas é muito importante, não tanto do ponto de vista da sustentabilidade demográfica direta, mas sobretudo na ótica da sustentabilidade económica das regiões. Com efeito, este retorno pode ser indutor do desenvolvimento de um conjunto de atividades de apoio à idade sénior, relevantes para a economia regional e/ou local, geradoras de emprego e, portanto, com capacidade de fixar e atrair população em idade ativa. Pode assim dizer-se que, por via indireta, contribuirá também para reverter a perda de população das regiões do interior. O estudo e compreensão destes fenómenos é indubitavelmente de grande importância para o desenho e avaliação de políticas públicas na área do desenvolvimento regional.
  • MARTINS, José CV de MARTINS, José
  • SILVA, Carlos CV de SILVA, Carlos
  • CASTRO, Eduardo CV de CASTRO, Eduardo
José Manuel Martins
Professor Auxiliar na Universidade de Aveiro
GETIN – Grupo de Estudos em Território e Inovação
Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território
Unidade Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas
Universidade de Aveiro (UA)
Licenciado em Engenharia do Ambiente (UA), tem uma pós-graduação em Dinâmica dos Fluidos Aplicada e do Ambiente (Bélgica) e um doutoramento em Ciências Aplicadas ao Ambiente (UA). Participou em vários projectos científicos europeus e nacionais e foi coordenador do projecto “Oikomatrix II, Avaliação dos impactos ambientais, económicos e regionais da implementação de medidas legais para a redução das emissões de CO2”. Integra a equipa de investigação do projeto DEMOSPIN, financiado pela FCT, com responsabilidade no desenvolvimento e automatização de modelos de projeções demográficas. É autor e coautor de diversos artigos científicos nacionais e internacionais.
Carlos Jorge Silva
Bolseiro de investigação na Universidade de Aveiro
GETIN – Grupo de Estudos em Território e Inovação
Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território
Unidade Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas
Universidade de Aveiro (UA)
Licenciado em Administração Pública, no menor de Ordenamento do Território e Urbanismo, e mestrando em Planeamento Regional e Urbano na UA. Faz parte do GETIN. Sob orientação do Prof. Eduardo Castro, participou em estudos para a elaboração de um Plano Estratégico para a Reorganização das Estruturas Cooperativas Vitivinícolas da Região da Bairrada e de uma Estratégia para a qualificação do tecido industrial dos Municípios de Arouca e de Vale de Cambra. Integra a equipa de investigação do projeto DEMOSPIN, financiado pela FCT, com destaque no trabalho de desenvolvimento de modelos de projeções demográficas. É coautor de artigos apresentados em conferências nacionais e internacionais.
Eduardo Anselmo Castro
Professor Associado na Universidade de Aveiro
GETIN – Grupo de Estudos em Território e Inovação
Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território
Unidade Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas
Universidade de Aveiro (UA)
Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra (1980), Mestre em Geografia Humana, Planeamento Regional e Local pela Universidade de Lisboa (1987) e Doutorado em Ciências Aplicadas ao Ambiente pela UA (1995). Desde 1992, participa e coordena diversos projetos de investigação nacionais e europeus nas áreas do desenvolvimento regional, das políticas de inovação e da análise do impacto socioeconómico das Tecnologias de Informação e Comunicação. É responsável pela direção do Observatório de Apoio ao Desenvolvimento Estratégico da UA, desde a sua criação em Março de 2002, o qual integra, a par das Universidades de Coimbra e da Beira Interior, o GIADE - Gabinete Inter-Universitário de Apoio ao Desenvolvimento Estratégico. Coordena o GETIN. Lidera o projeto de investigação DEMOSPIN, financiado pela FCT. É autor e coautor de mais de cinquenta artigos apresentados em conferências nacionais e internacionais ou publicados em revistas científicas e livros.

PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico.
Resumo de PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico. PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico.
PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico.

O tema das masculinidades, tal como o das feminilidades, não decorre de uma dádiva ontológica, mas passa a existir a partir dos atos das pessoas, e, para além de ter que ser entendido como um processo social, envolve práticas que se referem ao corpo e ao que o corpo faz (Connell, 2000). Na realidade, é um tema que exige uma pluralidade de posicionamentos e não se deve confundir com homens ou com a condição de ser do sexo masculino (Amâncio, 2004), e pode ser definido como uma configuração organizada de prática relativa à estrutura das relações de género (Connell e Messerschmidt, 2005). A masculinidade hegemónica é construída nos lugares onde a expectativa dos homens é ser independente, forte, assertivo, emocionalmente restritivo, competitivo, resistente, agressivo e fisicamente competente (Smith, et al, 2007). O estudo das masculinidades ganha importância quando estudamos o envelhecimento, uma vez que o declínio das capacidades físicas e motoras dos idosos poderá ser problemática (Calasanti e Slevin, 2001), uma vez que as características da masculinidade dominante que predominam na juventude e se estendem na vida adulta decrescem à medida que se envelhece (Bronfman, 2006). Esta preocupação orienta os homens idosos para actividades saudáveis, nomeadamente para a realização de exercícios físicos regulares. A presente investigação objectivou conhecer as percepções de idosos acerca do corpo, procurando explorar as suas expectativas relativamente à prática de exercício físico. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a 22 idosos (68.6±5.4 anos) que iniciaram um programa de exercício físico. Os dados foram posteriormente sujeitos a análise de conteúdo no programa QSRNVivo7. Os resultados apontam que: (i) o envelhecimento aliado à diminuição da funcionalidade, de incapacidade e ao aparecimento de problemas de saúde, parece afastar comportamentos afirmativos da masculinidade; (ii) os idosos tendem a percepcionar o corpo com harmonia, mas a centrar as suas preocupações na funcionalidade; (iii) a disfunção eréctil surge com consequências negativas afastando os comportamentos afirmativos da masculinidade pela sexualidade. Nesse sentido, este estudo sugere que as conjunturas mudam ao longo da vida, sendo que aquando da velhice, ou quando esta se aproxima, as normas ditadas pela masculinidade hegemónica, embora presentes são reafirmadas. A prática de exercício físico parece ser, nesta etapa da vida, um meio determinante para (re)configurar e afirmar a masculinidade do homem idoso. Estudo no âmbito do Projecto financiado pela FCT (PTDC/DES/102094/2008 (FCOMP-01-0124-FEDER-009587).
  • SILVA, Paula CV de SILVA, Paula
  •  CARRAPATOSO, Susana CV - Não disponível 
  • NOVAIS, Carina CV de NOVAIS, Carina
  •  BOTELHO-GOMES, Paula CV - Não disponível 
  • CARVALHO, Joana CV de CARVALHO, Joana
Paula Silva nasceu no Porto, Portugal, e é doutorada em Ciências do Desporto pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto onde exerce funções de docência e de investigação no CIAFEL. Desenvolve estudos e projetos de investigação no domínio dos Estudos de Género e Desporto. É autora de vários livros e artigos nacionais e internacionais. Foi distinguida com o Prémio Investigação “Carolina Michaelis de Vasconcelos”, (ex-aequo) em 2007. Vice-presidente da Associação Portuguesa Mulheres e Desporto.
Carina Novais, mestre em sociologia pela Faculdade de Letras desenvolve o seu percurso profissional em investigação científica tendo desenvolvido trabalhos diversos resultantes da pesquisa sobre o género e o desporto na área da infância e adolescência e também no âmbito do envelhecimento ativo participando nos projetos "Iniquidades sociais, ambientais e de género na prática de actividade física e desportiva de adolescentes" e atualmente no projecto "Actividade física objectivamente avaliada e obesidade em adolescentes: Estudo dos determinantes pessoais, sociais e ambientais" no Centro de Investigação em Atividade Física e Lazer da Faculdade do Desporto da Universidade do Porto. Tem também contributos enquanto investigadora na organização "Movimento Democrático de Mulheres" participando num projeto "Uma vida de Trabalhos? Trajetórias Profissionais de Mulheres e Participação cívica" onde desenvolveu o seu projeto de mestrado em torno da temática,"género, família e trabalho" e com a publicação "Percursos de Mulheres: Trabalho e Participação Política de Mulheres na área Metropolitana do Porto".
Joana Carvalho, Professora do Instituto Superior de Tecnologias Avançadas. Doutoranda em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais da Universidade de Aveiro e Faculdade de Letras da Universidade do Porto e licenciada em Engenharia Multimédia no ISTEC. Desenvolve atualmente trabalho de investigação em Social Media, Comunicação e Cibermuseologia, dedicando-se a construção da Tese de doutoramento com o título “A adopção de social media por museus como uma ferramenta de comunicação”.

PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento
Resumo de PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento
PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento

As redes sociais são as relações de afinidade que estabelecemos com os outros. Tais redes contribuem decisivamente para o bem-estar dos idosos, na medida em que exercem um papel relevante na actividade social dos mesmos. Explorando os aspectos positivos das redes, afirma-se que as suas funções de sociabilidade e de apoio recíproco/unilateral não só ajudam a combater o isolamento social dos idosos, como também contribuem para a promoção de um envelhecimento activo e saudável por via da intensificação da vida social. Como corolário, levanta-se a hipótese de as redes sociais exercerem um impacto diferenciador nos processos de envelhecimento; estando tal sustentação alicerçada num inquérito de 2011 sobre os Processos de Envelhecimento em Portugal: Usos do Tempo, Redes Sociais e Condições de Vida. Nesta comunicação propõe-se, assim, explorar os resultados dessa investigação com especial destaque para dois planos de análise, a saber: (a) Um primeiro que explora o impacto das redes sociais nas actividades e nos usos do tempo durante o envelhecimento, atendendo particularmente aos processos de transição na passagem para a reforma, para a viuvez e, ainda, para as situações dependência por motivos de saúde. Questiona-se também possibilidade de o afrouxamento dos laços sociais e a falta de suportes relacionais (resultante de redes precárias) estarem associados à baixa intensidade da vida social, conduzindo a um isolamento com efeitos negativos no estado de saúde física e mental dos indivíduos. (b) Um segundo plano que identifica as condições mais favoráveis ao desenvolvimento de redes sociais. De que dependem as redes sociais? Como se originam? Que condições as facilitam? Responder a estas questões implica reconhecer que as mudanças verificadas nas redes sociais ao longo da idade são configuradas por múltiplos factores, entre os quais: as condicionantes estruturais (género e classe social), devido ao seu efeito diferenciador na diversificação, extensão e intensidade das redes sociais; e os factores individuais (por exemplo, o estado de saúde). Admite-se ainda que participação associativa/cívica e a promoção de actividades e de espaços de sociabilidade destinados à terceira idade constituem outros factores potencialmente impulsionadores das redes sociais. E, dado que a função destas se encontra intimamente ligada às actividades que as suportam, importa evidenciar não só a natureza, a frequência e a envolvência institucional dessas actividades, como também as motivações individuais (busca de sociabilidade, apoio recíproco, influência, altruísmo) de quem as exercem. Em suma, procura-se mostrar como as redes sociais contribuem para colocar a terceira idade no espaço público, constituindo assim um instrumento importante tanto para a afirmação de um envelhecimento activo e saudável, como para a sua participação na sociedade.
  •  FERREIRA, Pedro CV - Não disponível 
  •  MARQUES, Tatiana CV - Não disponível 

PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais
Resumo de PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais  PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais
PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais

Palavras-chave: velhice, institucionalização, redes sociais, qualidade de vida Num contexto de envelhecimento demográfico é preocupação individual e colectiva juntar Qualidade de Vida aos anos de vida ganhos. Nesta perspectiva, as redes de suporte emocional desempenham um papel de relevo uma vez que contribuem para um envelhecimento individual bem-sucedido e traduzem potenciais recursos disponíveis em eventuais momentos de fragilidade dos idosos. A análise da literatura põe em evidência inúmeros estudos realizados pela Psicologia sobre as redes de suporte emocional dos indivíduos mas, a Sociologia só mais tardiamente e de forma menos incisiva passou a interessar-se pela questão. Este estudo visa caracterizar e comparar as redes sociais dos idosos em função do contexto institucional em que se encontram (Lar, Centro de Dia, Apoio Domiciliário). Apesar do reconhecimento generalizado da importância do apoio emocional aos idosos, poder-se-à afirmar que estes diferentes enquadramentos institucionais criam oportunidades/promovem idêntico suporte aos seniores? De acordo com alguns estudos, os idosos institucionalizados apresentam redes de apoio emocional menos densas e manifestam maior solidão que os indivíduos não institucionalizados (Barroso, 2008). A amostra deste trabalho é constituída por 64 indivíduos com idades compreendidas entre os 50 e os 90 anos, residentes na Região Norte de Portugal que, por apresentarem algumas limitações no desempenho das atividades da vida quotidiana, são enquadrados por diversas instituições na modalidade de Lar (19 indivíduos), Centro de Dia (20 indivíduos) ou Apoio Domiciliário (25 indivíduos). A informação foi recolhida com base num questionário de caracterização socio-demográfica, da rede social e relações entre os membros que a compõem, numa perspectiva egocêntrica. Enveredando por uma perspectiva de análise não convencional (Social Network Analysis) que difere da abordagem clássica em Ciências Sociais por adoptar como unidade principal de observação a própria relação social, caracterizam-se as redes de suporte emocional dos idosos pondo em evidência as regularidades e diferenças em função do contexto institucional. Os principais resultados obtidos convergem com a literatura consultada, evidenciando a dimensão mais reduzida das redes dos indivíduos em Lares, comparativamente às redes dos indivíduos em Centro de Dia e Apoio Domiciliário. Estes últimos possuem as redes sociais de maior dimensão e manifestam também o grau de satisfação mais elevado com a sua rede social. Estes e outros resultados do estudo fundamentam uma reflexão crítica sobre o impacto das redes sociais na qualidade de vida dos idosos e as suas oportunidades de interação social em função do tipo de enquadramento institucional de que são alvo.
  • SILVA, Patrícia CV de SILVA, Patrícia
  •  MATOS, Alice Delerue CV - Não disponível 
"Patrícia Silva é mestranda de Sociologia na Universidade do Minho onde prepara uma dissertação sobre as redes de suporte emocional dos idosos portugueses. Tem colaborado em projectos de investigação do Centro de Investigação em Ciências Sociais, da Universidade do Minho."

PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
Resumo de PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar? PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?

A transformação das estruturas da população segundo a idade tem fortes implicações na organização da vida colectiva. Nas sociedades em que o trabalho é factor crucial de integração social, a passagem à condição social de “idoso” representa, para muitos, a entrada num processo de vulnerabilidade social ou, até, de exclusão. A sociedade portuguesa é um caso de evolução contraditória. A progressiva integração económica dos reformados não impediu que grande parte da população envelhecida fosse remetida para condições objectivas de existência que os expõem a diversas formas de marginalização. São de destacar a pobreza, a perda dos laços sociais e de significado da existência, assim como do sentido da utilidade social. Um importante contingente dos activos envelhecidos que exerceram a sua actividade profissional com baixos níveis remuneratórios corre o risco de não contar com redes mínimas de protecção social. A nossa investigação propõe-se analisar as repostas sociais existentes e conceber e planear intervenções que diminuam o risco de pobreza e evitem que a reforma seja vivida como morte social. As profundas alterações que afectam as estruturas familiares têm um impacto directo sobre as relações de poder entre as gerações, nomeadamente sobre o conteúdo e intensidade das trocas entre filhos e pais e sobre a definição das suas obrigações recíprocas. Grande parte das tarefas e cuidados tradicionalmente assumidos pela família, e que contribuíam para a sua coesão, está a ser remetida para instituições e profissionais especializados. Esta mudança, que secundariza os mecanismos de resolução de problemas na base de trocas e negociações directas quer no quadro da família, quer na colectividade de vizinhança, está na base do isolamento social e da solidão, bem como do fechamento da identidade no passado. Neste quadro, a qualidade da protecção social dos idosos é crucial para preservar a sua dignidade social e para que possam viver até morrer. O contributo das organizações produtoras de serviços para criar redes de relacionamento social é crucial para prevenir ou corrigir o isolamento e a solidão, substituindo ou complementando os laços primários. A nossa investigação pretende, pois, conceber modelos organizacionais compatíveis com a valorização simbólica, a intensificação das relações sociais, a descoberta de interesses e o envolvimento na prestação de serviços à colectividade de modo a permanecerem integrados na vida social, demonstrando a sua utilidade social.
  •  MAIA, Berta CV - Não disponível 
  •  ROCHA, Maria Lúcia CV - Não disponível 
  • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
  •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
Nome: Maria Sidalina Almeida
Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.