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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Etnografia»

PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar
Resumo de PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar
PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar

A comunicação proposta se insere em uma pesquisa mais abrangente denominada As práticas de escolarização de famílias rurais com filhos em idade escolar: o caso do povoado de Goiabeiras, São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil (PORTES e outros, 2010), que vem sendo desenvolvida nos últimos cinco anos. Ela procura responder uma pergunta básica: como é o cotidiano de mães que vivem no meio rural na lida com seus filhos naquilo que diz respeito às questões escolares? Assim, tomamos os relatos construídos em vivências diárias junto a 15 famílias, acompanhadas de segunda a domingo, de 11 da manhã às 18 horas da noite. Anotamos os acontecimentos diários dessas famílias, mas especialmente aqueles voltados para as ações da criança e daquilo que diz respeito às práticas escolares. Este acompanhamento durou dois meses e meio. Trata-se de um estudo etnográfico e baseamo-nos nos diários construídos durante o acompanhamento. Queríamos construir um painel complexo de uma realidade já definida, utilizando de diferentes técnicas e métodos de pesquisa, para que pudéssemos cruzar discursos e práticas de famílias e professores. Inspiramo-nos basicamente nos trabalhos de Bernard Lahire, notadamente nas questões configuracionais; nos trabalhos de Daniel Thin, principalmente aqueles relacionados às diferentes lógicas socializadoras da escola e da família; na etnografia efetuada por Pedro Silva sobre um conjunto de escolas portuguesas de diferentes posições sociais e nos trabalhos de Anettle Lareau. Para além dos aportes teóricos já indicados, concentramos nossas leituras em textos etnográficos de Fonseca, Mauss, Geertz, Velho, Ezpeletta e Rockwell, Van Zanten, Martins, Elias e Scotson. Precisávamos estar providos de uma compreensão simbólica do sentido da nossa inserção nessas famílias e dos efeitos da nossa presença em uma cena complexa, privada, que se abria generosamente à nossa curiosidade investigativa. Para interpretar esse conjunto de dados, apoiamo-nos em um conceito que vem sendo trabalhado por Portes (2001), denominado circunstâncias atuantes. As primeiras análises indicam um aprofundamento dos estudos no que se refere: ao conceito de famílias rurais, ao significado de tempo e de espaço no meio rural, ao lugar ocupado pela criança nas famílias e no povoado, ao lugar da mãe nas famílias, as manifestações simbólicas das famílias, a ordenação da casa, ao lugar da escola na casa e as práticas específicas de escolarização no meio rural. Os dados mostram que se essas famílias são semelhantes materialmente falando, as inserções simbólicas diferenciam sobremaneira as suas práticas de escolarização.
  • PORTES, Écio CV de PORTES, Écio
  •  SILVA, Pedro CV - Não disponível 
  •  CAMPOS, Alexandra CV - Não disponível 
  •  SANTOS, Valéria CV - Não disponível 
Écio Antônio Portes, professor adjunto da Universidade Federal de São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, pesquisa no campo da Sociologia da Educação, com ênfase nas trajetórias escolares de estudantes pobres e nas práticas de escolarização da famílias rurais. É ainda, professor do Programa de Pós-Graduação Processos Sócioeducativos e Práticas Escolares da UFSJ.

PAP0270 - Tese e ANTítese: a autoetnografia como proposta metodológica
Resumo de PAP0270 - Tese e ANTítese: a autoetnografia como proposta metodológica PAP0270 - Tese e ANTítese: a autoetnografia como proposta metodológica
PAP0270 - Tese e ANTítese: a autoetnografia como proposta metodológica

Todos os textos sociológicos procuram interpretar e dar sentido às relações sociais, integrando-as num determinado modelo explicativo ou tese. Estas teses são geralmente atribuídas a um ou vários autores e inseridas numa corrente ou escola, dando origem a uma teoria social. As teorias e os modelos interpretativos tendem a tornar-se impessoais e deslocalizados, à medida que vão sendo exportados e reutilizados por outros autores, acabando por se tornarem normativos e, de certa forma, herméticos. Dado que todas estas teorias são construídas a partir de um certo contexto sócio-histórico, torna-se muito difícil escapar ao etnocentrismo interpretativo, até porque o sociólogo está sempre situado e o seu posicionamento é irremediavelmente restritivo. O que pretendo aqui explorar é a possibilidade de libertar as análises sociológicas do etnocentrismo a partir do autocentrismo. A autoetnografia é um mecanismo metodológico que permite dar visibilidade aos variados aspetos e agentes (antítese) que ficam fora das teses e que são obscurecidos, mesmo tendo sido decisivos para a elaboração das mesmas. Associada à ANT (Teoria Ator-Rede ou Actor-Network Theory), a autoetnografia procurará focar-se nas redes de interações que levam o etnógrafo a escolher as suas metodologias, modelos analíticos e propostas teóricas. Procurando colocar todas os agentes num plano bidimensional não hierarquizado previamente (Bruno Latour) e seguindo os princípios do agnosticismo, simetria e associação livre (Michel Callon), a autoetnografia servirá para identificar tantos os atores humanos como não-humanos que se relacionam e se suportam mutuamente na elaboração de teses sociológicas. Esta metodologia de análise permitirá ainda localizar a produção de conhecimento, dando visibilidade ao contexto específico da sua construção, tanto do ponto de vista material como imaterial. Centrada mais no processo de produção do que no resultado final dos estudos sociológicos, a autoetnografia pretende também resgatar as emoções e as ideias prévias dos autores sobre o seu objeto de análise, dando ênfase às transformações conceptuais, emocionais e performativas que ocorrem durante a construção da sua tese.
  • ARRUDA, José Pedro CV de ARRUDA, José Pedro
Nota biográfica: José Pedro Arruda nasceu a 30 de Junho de 1982, em Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão. Em 2006 concluiu a Licenciatura em Antropologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Em 2009, ingressou no Mestrado em Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que concluiu em 2011. Atualmente, frequenta o programa de Doutoramento em Sociologia da mesma Universidade, onde desenvolve um projeto de investigação sobre televisão, os mecanismos que a produzem e os seus impactos sociais na vida de todos os dias.