PAP1237 - Consumo cultural do cinema: práticas de exibições itinerante e em praças
Desde seu nascedouro o cinema tem a marca inelutável da transformação, mas da origem até a atualidade ocorreram muitas mudanças no modo de consumir essa grande arte. A seara da produção, distribuição e exibição cinematográfica serve de lente de análise do cenário mundial, onde a tônica assenta-se na distribuição de produtos das corporações transnacionais de entretenimento e informação. Nesse contexto, a cultura passa ser vista como área estratégica de investimento, tornando-se, por isso, cada vez mais forte, os debates em torno das questões referentes às políticas culturais. No cenário brasileiro destaca-se alguns aspectos importantes, quais sejam: número reduzido de salas de cinema, (nos bairros e nas cidades de médio/pequeno portes) em que a produção nacional não dispõe de um amplo espaço para ser exibida; a preponderância norte-americana nos processos de exibição de filmes; as mudanças nos modos de consumo do cinema. Diante desse quadro, medidas do Governo brasileiro vem sendo tomadas para consolidar um plano de desenvolvimento, no qual se insere a cultura como setor estratégico, em especial o audiovisual. Explicita-se, igualmente, a compreensão do cinema como meio de difusão de valores, como forma de expressão, capaz de modelar a identidade cultural. Nesse sentido, ações pertinentes às políticas culturais, são implementadas com o intuito de possibilitar aos brasileiros o acesso ao conhecimento acerca do cinema nacional e às salas de exibição. O que vem possibilitando a conformação de diversas práticas (cineclubes, aumento de festivais e das produções de filmes, projetos de exibição em espaços sociais como universidades e praças). No rastro dessas considerações, surge o presente trabalho que consiste em analisar a prática social de exibição da arte cinematográfica, tendo como ponto de investigação os projetos de apresentação de cinema itinerantes e em praças públicas, que atualmente pululam em todo o país.