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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Fecundidade portuguesa»

PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade
Resumo de PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade
PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade

Foram vários os países europeus que chegaram ao século XXI com baixos níveis de fecundidade e alguns viram a sua fecundidade diminuir ainda mais na última década. Foi o caso de Portugal, que passou de um índice sintético de fecundidade de 1,6 em 2000, para 1,3 em 2009. Se o adiamento estrutural da maternidade e a diminuição das descendências têm explicado em grande medida este cenário, a verdade é que alguns países registam uma incidência crescente de childlessness, ou seja, de mulheres que, voluntária ou involuntariamente, não fazem a transição para a maternidade. Em Portugal, este fenómeno foi sempre pouco expressivo e ligado a situações de celibato ou infertilidade, e o adiamento também não tem sido tão intenso como noutros países, pelo que é a drástica redução do número de filhos que tem contribuído para a nossa baixa fecundidade. Ora, já se sabe que períodos de recessão económica e de insegurança e pessimismo face ao futuro, como é este que enfrentamos actualmente, têm um impacto negativo na fecundidade, tendendo a promover comportamentos defensivos, como adiar ou contrair um projecto de parentalidade. Nesta perspectiva, é de esperar que as coortes em idade reprodutiva estejam a adiar a transição para a parentalidade, aumentando o risco de childlessness involuntário. Mas também é expectável que, como vem acontecendo noutros países, mais homens e mulheres estejam a optar por estilos de vida que não contemplam ter filhos. Por conseguinte, a partir dos resultados de um inquérito nacional (2009/2010), vamos desvendar as trajectórias não reprodutivas de três gerações nascidas nos anos 30, 50 e 70. Para tal, vamos dar conta da incidência do fenómeno e das circunstâncias que o determinam em cada geração. Mas visto os homens e as mulheres mais jovens ainda se encontrarem em idade reprodutiva, vamos explorar mais detalhadamente a relação entre o actual adiamento da parentalidade, as intenções reprodutivas, as circunstâncias e oportunidades com que se deparam e a incidência (latente) de childlessness quando chegarem ao fim da trajectória reprodutiva. Os resultados confirmam a importância de analisar as trajectórias não reprodutivas numa perspectiva geracional, pois trata-se de um fenómeno em mudança. Mas também que é fundamental conhecer melhor o papel dos homens – sistematicamente negligenciado – na fecundidade e nas decisões reprodutivas. Com efeito, este estudo revelou importantes dessincronias de género na esfera da reprodução, que traduzem campos distintos de oportunidades e constrangimentos para homens e mulheres.
  • CUNHA, Vanessa CV de CUNHA, Vanessa
Vanessa Cunha, socióloga, investigadora auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e membro da comissão coordenadora do OFAP (Observatório das Famílias e das Políticas de Família). Os seus interesses de investigação têm vindo a desenvolver-se em torno das questões da baixa fecundidade e do filho único, das decisões reprodutivas e da negociação conjugal da fecundidade. Atualmente coordena o projeto de investigação "O duplo adiamento: as intenções reprodutivas de homens e mulheres depois dos 35 anos".