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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Grafiteiros»

PAP0498 - Territórios Urbanos e Metrópole: linguagens e signos do grafite
Resumo de PAP0498 - Territórios Urbanos e Metrópole: linguagens e signos do grafite PAP0498 - Territórios Urbanos e Metrópole: linguagens e signos do grafite
PAP0498 - Territórios Urbanos e Metrópole: linguagens e signos do grafite

O objetivo dessa proposta é o de acompanhar e analisar percursos urbanos de jovens grafiteiros de periferia em suas trajetórias de ocupação no espaço urbano e nos ambientes virtuais. Em uma pesquisa efetuada sobre a cartografia de gangues, galeras e o movimento hip hop identificamos que as trajetórias desses segmentos na cidade assumem uma lógica peculiar. São corpos em trânsito que parecem carregar signos do bairro, de filiações grupais, para onde possível for e assim realizar encontros, representações públicas e fincar marcas territoriais. Os corpos juvenis constituíam e ainda constituem um mapa ambulante da metrópole. No caso de grafiteiros, percebe-se formas de produção de signos, que transpõem fronteiras territoriais e criam uma peculiar linguagem no urbano e do urbano. Os fluxos de grafiteiros transpõem a invisibilidade dos bairros de periferia e criam um mapa não fixista da cidade. Os traços e cores esboçados em desenhos e grafites migram dos muros para telas virtuais e ampliam o escopo e a noção de esfera pública. Propomo-nos identificar no corpo dessa nova abordagem qual a noção de território de agrupamentos juvenis que se constituem na esfera das “relações virtuais”. Observa-se através desse foco de observação outra escala da metrópole e novos eixos de produção de identidades culturais e territoriais. Isso significa ultrapassar a visão de espaços delimitados, já que, como bem explicita Machado Pais, nos tempos que correm, os jovens vivem uma condição social em que as setas do tempo linear se cruzam com o enroscamento do tempo cíclico”. Analisaremos assim linhas, contornos e escalas de representação da metrópole contemporânea, através de inscrições, trajetórias e apropriações de jovens "grafiteiros". Vale ressaltar que muitos desses jovens, ao estampar seus grafites em espaços de intenso adensamento urbano, promovem novas reconfigurações de bairros de periferia apenas reconhecidos por situações de conflito e violência. Desse modo, o grafite constitui uma prática de re-apropriação simbólica do espaço urbano.
  • DIÓGENES, Glória CV de DIÓGENES, Glória
  •  SILVA, Lara Denise. CV - Não disponível 
Glória Diógenes nasceu na cidade do Rio de Janeiro. É professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará, Coordenadora do Laboratório das Juventudes (LAJUS), fundadora e ex-coordenadora do “Projeto Enxame – fazendo arte com gangues e galeras e ex-Secretária de Direitos Humanos da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Realizou uma série de pesquisas (publicadas) sobre a criança e o adolescente: “Meninos e meninas de rua: cenário de Ambigüidades” (1993); “História de Vida de Meninos e Meninas de rua” (1994); “Criança Infeliz” - Exploração Sexual-Comercial de crianças e adolescentes em Fortaleza (1998); “Personagens em foco: esses meninos e meninas moradores de rua” (1998). Organizado por outros autores, tem artigos publicados nos seguintes livros: “Abalando os anos 90: funk e hip hop” (Rocco,1997); “Linguagens da Violência” (Rocco, 2000) e “Violência em Tempo de Globalização” (Hucitec, 1999). “Política e Afetividade” (EDUFBA, 2009); “A Juventude vai ao Cinema” (Autêntica, 2009), Juventude em Pauta: Políticas Públicas no Brasil (Petrópolis/Ação Educativa, 2011), Juventudes Contemporâneas: um mosaico de possibilidades (2011). Em 1998, como resultado de sua tese de doutorado, lança, pela Annablume, o livro “Cartografias da Cultura e da Violência - gangues, galeras e o movimento hip hop”, em 2003, o livro “Itinerários de Corpos Juvenis” (Annablume), em 2004, o livro “Cenas de uma Tecnologia Social: Botando Boneco” (Annablume/SESI/FIEC), em 2008, o livro “Os Sete Sentimentos Capitais: Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes” (Annablume) e autora do livro e, em 2010 “ViraVida – uma virada na vida de meninos e meninas no Brasil” (SESI). Junto com o Armazém Cultural organiza os Encontros de Twtteiros Culturais (ETC) em Fortaleza. No momento, pesquisa “Ciber-afectos e conexões em redes: intervenções juvenis na cidade”.