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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Guerra Colonial Portuguesa»

PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados
Resumo de PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados
PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados

A Guerra Colonial Portuguesa, que teve início há 50 anos atrás, permanece um assunto pouco estudado no que diz respeito às suas implicações sociais e geoestratégicas mais vastas. Esta comunicação pretende trazer à discussão os resultados preliminares de um projecto em curso sobre o Exercício Alcora. Esta aliança secreta, estabelecida entre Portugal, a África do Sul e a Rodésia em 1970, pretendia lutar contra o crescimentos de movimentos independentistas africanos, por forma a preservar uma soberania “branca” na África Austral. A Guerra Colonial, para além de constituir um momento fundador da realidade sociopolítica do Portugal contemporâneo, foi crucial para as independências das suas antigas colónias em África, tendo tido, igualmente, sérias repercussões nos longos conflitos que lhe sucederam (as guerras civis). Desta forma, uma compreensão detalhada da Guerra Colonial Portuguesa ganha relevância numa aproximação crítica à construção de memórias nacionais em todos os países envolvidos. É fundamental compreender-se as raízes das crises sociais e políticas actuais nos países africanos que conquistaram a independência, bem como reconhecer como segredos de tal importância – como esta aliança “branca” contra os nacionalismos locais na África Austral – alcançaram os dias de hoje imaculados. Explorando linhas de pesquisa sugeridas pelo Exercício Alcora, a Guerra Colonial será vista como parte de um conflito regional – luta contra as independências na África Austral –, e como parte de um conflito global – o que alguns consideram ter sido um subsistema da Guerra Fria na África Austral. Uma das nossas linhas de pesquisa irá, deste modo, centrar-se nas implicações do Exercício Alcora numa nova ordem pós-colonial violenta nos recém-independentes Estados africanos, procurando verter nova luz sobre as raízes das crises sociopolíticas actuais que infelizmente afectam esses países. Deste modo, centrando-nos na guerra colonial, enquanto conflito de amplas implicações estratégicas, e enquanto duradoura marca na história recente de Portugal, pretendemos pulsar o seu lugar central para a definição da relação entre a sociedade portuguesa e as instituições militares. Mais do que avaliar de que modo as instituições militares têm reagido às transformações sociais e económicas da sociedade mais ampla, importa pensar como, através da guerra colonial e do 25 de Abril, se delineou uma co-implicação fundadora do Portugal contemporânea.
  • ROSA, Celso Braga CV de ROSA, Celso Braga
  • MENESES, Maria Paula CV de MENESES, Maria Paula
  • MARTINS, Bruno Sena CV de MARTINS, Bruno Sena
Celso Fernando Braga Rosa
Licenciado em Antropologia pela Universidade de Coimbra, em 1999. Escreve uma dissertação sobre a arte africana e o mercado artístico internacional, publicada pela Universidade do Porto. Primeiramente centrou-se em estudos sobre as economias da arte e agentes de transformação da estética. Desenvolveu mais tarde trabalho em Angola, no campo da observação e divulgação culturais, e atualmente integra a equipe do projeto "Os Comprometidos: Questionando o Futuro do Passado em Moçambique" do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, tendo ainda trabalhado no projeto "Alcora – Novas Perspectivas da Guerra Colonial: Alianças Secretas e Mapas Imaginários", da mesma instituição. Tem as questões de identidade e memória na transição de Goa para a União Indiana como projeto de doutoramento.
Maria Paula Meneses
Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Doutorada em antropologia pela Universidade de Rutgers (EUA) e Mestre em História pela Universidade de S. Petersburgo (Rússia). É igualmente membro do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança, em Moçambique. No CES integra o núcleo de estudos sobre Democracia, Cidadania e Direito, que co-coordena. Leciona em vários programas de doutoramento do CES, nomeadamente "Pós-colonialismos e cidadania global"; "Governação, Conhecimento e Inovação" e "Direito, Justiça e Cidadania no séc. XXI". Foi anteriormente Professora da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique.
"Bruno Sena Martins é licenciado em Antropologia pela Universidade de
Coimbra e Doutorado em Sociologia pela mesma instituição. Sempre
enleado na questão das representações culturais, tem dedicado o seu
trabalho de investigação aos temas do corpo, deficiência e conflito
social.

Em 2006, publicou o livro 'E se Eu Fosse Cego: narrativas silenciadas
da deficiência', produto da sua dissertação de mestrado galardoada com
Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de
Língua Oficial Portuguesa. Foi Research Fellow no Centre for
Disability for Disability Studies (CDS) na School of Sociology and
Social Policy da Universidade de Leeds, entre Abril e Junho de 2007.

Na sua tese de doutoramento - 'Lugares da Cegueira: Portugal e
Moçambique no Trânsito de Sentidos' - explorou as relações entre as
histórias de vida das pessoas cegas e os valores culturais dominantes
através dos quais a cegueira é pensada. Paralelamente, no contexto do
CES tem integrado a equipa de vários projectos de investigação que se
dedicam a temas como Guerra Colonial portuguesa e a inclusão social
das pessoas com deficiência."