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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Incerteza»

PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro
Resumo de PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro
PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro

Interessa-nos examinar, a partir do debate Sociedade, Crise e Reconfiguração, o processo de rediscussão e de reconfiguração acerca da adoção da matriz energética nuclear, com especial atenção ao cenário brasileiro, após o acidente nuclear no Japão (2011). O assunto voltou a pautar não somente as agendas midiáticas, mas também as políticas, econômicas, científicas e sociais, e de diferentes formas o mundo voltou a compartilhar uma série de incertezas e questionamentos que podem, para muitos, caracterizar uma “crise” no setor nuclear. Nesse contexto, a sociedade do risco (de acidentes nucleares) configura-se como um assunto a ser debatido atrelado à discussão de possíveis perigos para a saúde humana e de contaminação ao meio ambiente. À luz da literatura de Beck e Giddens, sobretudo pela ideia de “sociedade de risco” (1997), e Jasanoff (2003) através do conceito de “co-produção”, dentre outros autores do campo da sociologia do risco, da sociologia ambiental e sociologia da ciência e tecnologia, procuramos discutir como a incerteza e a complexidade de definição e controle dos riscos (sejam eles naturais, tecnológicos ou de outra natureza) se tornam elementos chave em momentos de tomada de decisões que não são somente tecnológicas, mas também sociais e políticas, próprias da interface ciência, tecnologia e sociedade. Uma relação constituída de agentes heterogêneos, com participações e percepções distintas de risco que se combinam e se transformam. Neste estudo, queremos mostrar e analisar como tais incertezas estão perpassando, sobretudo, a esfera de formulação de políticas públicas brasileira, que dentre várias ações tem, em um momento de redefinição do Programa Nuclear Brasileiro, pensado e proposto medidas que tornem mais efetiva a participação pública por meio de plebiscito em momentos decisórios e medidas de compensação para possíveis vítimas de desastres relacionados. Por isso mesmo este estudo busca discutir como as fronteiras entre ideias de segurança e risco e argumentos para investir ou não na energia nuclear transitam, muitas vezes de forma tênue e vulnerável, por entre diferentes influências, não somente critérios científicos, mas também, políticos, econômicos, sociais, bem como aspectos éticos. Dentre algumas perguntas norteadoras do estudo, de caráter qualitativo-exploratório, estão: que atores e quais argumentos têm participado dessa discussão? Como os conceitos de “crise” e “risco” têm sido empregados no debate? Como se observa o gerenciamento/governança de risco nesses casos?
  • CAMELO, Ana Paula CV de CAMELO, Ana Paula
  • MONTEIRO, Marko S. CV de MONTEIRO, Marko S.
Ana Paula Camelo é bacharel em Comunicação Social (2009) na modalidade Jornalismo e mestre em Divulgação Científica e Cultural (2011). Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - São Paulo/Brasil, além de bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Suas pesquisas abarcam os seguintes temas: práticas de comunicação e divulgação científica; meio ambiente e C&T; sociedade do risco; e sociologia da ciência e da tecnologia.
Marko Synésio Alves Monteiro possui graduação em Antropologia (1997), mestrado em Antropologia Social (2000) e Doutorado em Ciências Sociais (2005), todos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Realizou estágio de pós-doutorado na University of Texas at Austin, junto ao programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade (2008), e no Departamento de Política Científica e Tecnológica da UNICAMP (2010). Suas pesquisas abarcam os seguintes temas: antropologia da ciência e da tecnologia; culturas visuais da ciência; gênero, masculinidades e mídia; biotecnologias e o corpo; visualidade do corpo na ciência e na medicina. Atualmente é professor no Departamento de Política Científica e Tecnológica (UNICAMP).

PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck
Resumo de PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck
PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck

Define-se como primeiro objetivo a interpretação da teoria da sociedade de risco mundial elaborada por Ulrich Beck, de modo a deslindar os aspectos-chave que lhe permitem a caracterização de "teoria". A definição desse objetivo como problema justifica-se pelo uso do ensaio como estratégia analítica/discursiva por parte do autor. Para tanto, a mediação teórica é estabelecida de forma imanente, definindo-se os conceitos reguladores da teoria, "reflexividade" e "risco", como condutores da análise. As teses principais da teoria são assim delineadas, com seus dilemas específicos, inovações e possibilidades prático-teóricas. A partir disso, torna-se possível a crítica imanente, que por meio de proposições específicas, permite novas formulações conceituais, aqui circunscritas às seguintes questões: aspectos processuais do conceito de reflexividade; continuidade e descontinuidade na concepção de processo histórico-social; e a relação entre reflexividade, modernidade e incerteza, sob a perspectiva dos significados do devir social. Além dessas contribuições específicas, o paper se justifica por abordar uma teoria sobre a qual não há críticas estabelecidas, apesar de sua difusão nos circuitos acadêmicos de uma sociologia globalizada, de suas contribuições significativas para a compreensão sociológica de problemas contemporâneos e das controvérsias que suscita no âmbito da justificação do argumento.
  • BOSCO, Estevão CV de BOSCO, Estevão
"Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP),mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), atualmente cursa doutorado em Sociologia na mesma universidade, desenvolvendo pesquisa na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Social, Teoria Política contemporânea e sociologia ambiental, mais especificamente nos seguintes temas: reflexividade, risco, questão ambiental, individualização, globalização, modernidade, interdisciplinaridade e cosmopolitismo"