• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Indignação»

PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva.
Resumo de PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva. PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva.
PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva.

O contexto europeu é assolado por uma crise profunda, de traços estruturais, e cujas manifestações atingem os campos económico, político e social. Simultaneamente tem vindo a dar mostras inequívocas da emergência de novos actores colectivos que apresentam traços distintivos, tanto no que diz respeito aos modos de acção adoptados como ao afastamento relativamente às dinâmicas institucionais tradicionais. A conformação destes ocorre num contexto conturbado de mudanças que revela as dificuldades, das sociedades modernas, em acomodarem os processos de modernização: o crescimento do desemprego, o desmantelamento do Estado Social, a “ditadura dos mercados”, a segmentação do mercado de trabalho, entre outros factores. O contexto europeu e a sua tradição do Estado Social são afectados pela proliferação das ideologias de mercado e pelas novas políticas de produção. Os desafios impostos pela nova ordem são tanto difíceis de ultrapassar como indesejáveis. A exigência de soluções é premente, contudo as respostas institucionais – principalmente dos sindicatos – têm ficado aquém das expectativas. Não obstante, não podemos afirmar que são inexistentes as iniciativas para combater o cenário de crise. A sociedade civil tem vindo a revelar um dinamismo e capacidade de auto-organização surpreendentes, tornando-se locus de emergência de actores políticos e de processos de dinâmicas contenciosas (contentious dynamics). O nosso objectivo é identificar e analisar os processos subjacentes às recentes mobilizações no espaço europeu, mais conhecidas como o movimento dos “Indignados”. Este nasceu em Madrid mas disseminou-se rapidamente por outros países, muito graças à forte componente de cyberactivismo que permitiu a construção de novas identidades e gerar novos tipos de solidariedade. Ao analisar o contexto de mobilização internacional, temos também por objectivo demonstrar de que forma este interage com o contexto de mobilização português, decorrente em grande medida da tendência de precarização das relações laborais. Dadas as limitações apontadas tanto à perspectiva da Mobilização de Recursos como ao paradigma Europeu (abordagens da Identidade), no que concerne a análise destas formas de acção colectiva com traços inovadores, optámos – na análise a que nos propomos – por combinar outras opções teóricas, como a análise das dinâmicas contenciosas e os elementos fornecidos pelas abordagens de autores como Ernesto Laclau e Chantal Mouffe.
  • FONSECA, Dora CV de FONSECA, Dora
Dora Fonseca. É licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É aluna do programa de Doutoramento em Sociologia: Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e do Centro de Estudos Sociais. Desenvolve a sua investigação nas áreas da sociologia do trabalho, sindicalismo e movimentos sociais e tem publicado vários trabalhos a propósito desses temas.