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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Individualismo»

PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual
Resumo de PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual
PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual

O conceito de identidade sexual ganhou sentido e relevância histórica a partir do lugar que a sexualidade passou a ocupar na cultura ocidental moderna, possibilitando a emergência de sujeitos em determinados contextos de relações sociais que expressam um discurso de verdade na descrição de si ligado ao sexo. Vincula-se à vertente teórica do construtivismo que associa a cultura e a história na definição dos padrões da experiência sexual dos grupos sociais. A partir da compreensão do caráter mutável das identidades sexuais, este trabalho discute a configuração de identidades sexuais flexíveis em um contexto urbano de participação juvenil no Brasil. Utiliza-se a observação participante e entrevistas em profundidade para analisar a construção social da sexualidade por jovens que estabelecem relações amorosas estáveis tanto com pessoas de mesmo sexo quanto de sexo diferente. A rede social que conforma a participação é complexa, diversa e multiplicada por vários domínios sociais, oportunizando uma crescente abertura na atualização de princípios de classificação social constituintes da identidade. Esses jovens entendem que o compromisso e a filiação a uma identidade específica tende a cristalizar possibilidades de experiências e de crescimento individual. Na possibilidade de se libertar das restrições instituídas pelas normas sociais, eles vão percebendo a diversidade de expressões do afeto e do erotismo e vivendo sua sexualidade com mais fluidez e menos sujeita a classificações. Em conformidade, a rejeição ao termo bissexual advém da crítica às rotulações dos comportamentos sexuais e a uma condição humana essencializada. Articula-se fundamentalmente com um estilo de vida elaborado como uma estratégia de expressar “eu vivo o momento”. Esse estilo inerentemente desordenado desprende-se da ideia de um atributo identitário fundamental e uma conduta adequada correspondente. Os contextos de participação foram profícuos para o exercício reflexivo sobre as performances identitárias, propiciando novos modos de interação entre os jovens. Eles regulam e reinventam suas relações e práticas sociais, e narrativas do eu em um ambiente caracterizado pela problematização e contestação do mundo social e organizado a partir de princípios democráticos e valores do pluralismo. O distanciamento crítico frente às convenções sociais se expressa na afirmação de que o sexo do parceiro não é essencial para o entendimento da relação, além de não compreenderem a identidade sexual como elemento encompassador na constituição de suas identidades sociais. A produção de novas condutas é impulsionada pela desconstrução das estruturas binárias e excludentes homem-mulher e heterossexual-homossexual diante das múltiplas possibilidades de configuração do self oportunizadas por este ambiente.
  • GUIMARÃES, Jamile Silva CV de GUIMARÃES, Jamile Silva
Jamile Silva Guimarães é bacharel em Sociologia e mestre em Saúde Comunitária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde a graduação propôs-se a desenvolver uma linha de estudos de caráter holístico sobre a Infância e a Juventude. Dedicou sua monografia a discutir a construção da Infância como questão social no Brasil e na dissertação analisou o papel da participação juvenil na promoção da saúde. Atua em estudos interdisciplinares nos seguintes temas: promoção da saúde, participação social, direitos humanos, desenvolvimento humano, educação, sexualidade e uso de drogas.

PAP1224 - Reconstruindo os nexos entre o eu e o nós: a participação juvenil como processo de individualização e socialização
Resumo de PAP1224 - Reconstruindo os nexos entre o eu e o nós: a participação juvenil como processo de individualização e socialização  PAP1224 - Reconstruindo os nexos entre o eu e o nós: a participação juvenil como processo de individualização e socialização
PAP1224 - Reconstruindo os nexos entre o eu e o nós: a participação juvenil como processo de individualização e socialização

Entendida como habilitação social e empoderamento, a participação conforma um processo de socialização que contempla uma combinação entre a participação em processos decisórios na esfera pública e o acúmulo de capital social. Constitui uma fonte de significados e de experiência que permite aos jovens estruturar e organizar papéis sociais e visões de mundo sob a égide de valores democráticos, contrastando com referenciais autoritários oferecidos por modelos tradicionais de família e escola vigentes no Brasil. Esta pesquisa analisou como a experiência da participação possibilita aos jovens perceber e construir pontos de interseção entre sua individualidade e o coletivo. Procedeu-se um estudo de caso qualitativo com grupos de jovens integrantes de uma ONG que trabalha na formação para cidadania e atuação comunitária de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. Foram utilizados os seguintes instrumentos: entrevistas em profundidade, observação participante, diário de campo e pesquisa documental de textos, reportagens e vídeos no blog institucional. O processo participativo apresenta-se como um momento de imersão significativa em seu contexto social. Em uma dinâmica problematizadora, os jovens aprendem a exercer o protagonismo ao desempenhar o papel de antagonistas à estrutura social e ao status quo. Nesse movimento, eles confrontam seus sentimentos negativos pela comunidade de origem, relacionados ao estigma da pobreza e da violência. Ao transcenderem da realidade imediata, eles desconstroem a objetividade reificada das relações sociais estabelecidas. O desenvolvimento da crítica remete ao despertar da sensibilidade no encontro com a comunidade nas ações sociais ali empreendidas. Os jovens destacam a descoberta da referência do coletivo no seu ser que, através da cooperação, reciprocidade e do respeito, modificam o sentido de seu individualismo. A individuação é não apenas narcísica como a originada nos valores do consumo, mas amplia-se com nexos entre o eu e o nós que passam a constituir a matriz discursiva utilizada pelos jovens para organizar sua identidade. Os relatos convergem na solidariedade incorporada como valor que orienta a constituição de uma ética de responsabilidade mediante a multiplicação de conhecimentos em projetos educativos e ações coletivas em grupos juvenis articulados com a associação de moradores, escolas e centro de saúde de seus bairros. De tal modo, vínculos afetivos e sociais são gerados a partir da percepção de que conquistas pessoais subjazem a luta política cotidiana. Destarte, novas relações com o social são produzidas à medida que o jovem identifica a si próprio nos projetos comuns e interesses coletivos. Constituindo-se, assim, a experiência da participação em um duplo sentido: como processo de individualização e de socialização.
  • GUIMARÃES, Jamile Silva CV de GUIMARÃES, Jamile Silva
Jamile Silva Guimarães é bacharel em Sociologia e mestre em Saúde Comunitária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde a graduação propôs-se a desenvolver uma linha de estudos de caráter holístico sobre a Infância e a Juventude. Dedicou sua monografia a discutir a construção da Infância como questão social no Brasil e na dissertação analisou o papel da participação juvenil na promoção da saúde. Atua em estudos interdisciplinares nos seguintes temas: promoção da saúde, participação social, direitos humanos, desenvolvimento humano, educação, sexualidade e uso de drogas.

PAP0014 - Sobre a virtualização do lazer
Resumo de PAP0014 - Sobre a virtualização do lazer PAP0014 - Sobre a virtualização do lazer
PAP0014 - Sobre a virtualização do lazer

Num contexto de crescente (des)regulação e globalização das atividades humanas contemporâneas, esta comunicação apresenta e discute os resultados dum inquérito eletrónico, a partir do qual se infere como o lazer dá sinais de estar a ficar domiciliado, desmaterializado e, sobretudo, virtualizado.
  • FABRÍCIO, Ricardo CV de FABRÍCIO, Ricardo
Ricardo Fabrício
Doutorado em Sociologia Económica e das Organizações (ISEG/UTL), professor auxiliar na Universidade da Madeira e investigador do SOCIUS (ISEG/UTL).
Interesses de investigação: ideologias económicas e empresariais; lazer; turismo; empregabilidade e empreendedorismo.