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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Inovação»

PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal
Resumo de PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal
PAP0073 - A relação governo-universidade-empresa: o caso do “Green Island Project” no Programa MIT-Portugal

As universidades portuguesas estão a atravessar um período de transformação e de redefinição do modo como se relacionam com a sociedade. Inseridas num contexto global, às universidades é exigido um papel activo na promoção do desenvolvimento económico, uma nova missão a acrescentar ao ensino e à investigação. Perante este desafio, em 2006 foi lançado o Programa MIT-Portugal, uma parceria de 5 anos que pretendia tornar as universidades portuguesas mais dinâmicas e empreendedoras. O Programa propôs-se a aproveitar a experiência do Massachussets Institute of Technology (MIT) para promover mudanças nas áreas da investigação, da formação e do empreendedorismo e inovação – esta última sobretudo através da promoção das relações governo-universidade-empresa, tendo em conta o modelo teórico da “tripla hélice”. Perante este enquadramento, serão apresentadas as conclusões de um estudo de caso sobre o “Green Island Project” (GIP), realizado no âmbito do projecto - “As Parcerias Internacionais em Portugal: uma análise do impacto das redes científicas na sociedade do conhecimento”. O GIP foi um projecto inserido no Programa MIT-Portugal, que teve como objectivo o desenvolvimento de uma estratégia energética sustentável para os Açores. Incluiu um consórcio multidisciplinar com universidades, empresas e estruturas governamentais. As conclusões a apresentar serão baseadas em cerca de 20 entrevistas aos principais actores deste projecto, incluindo investigadores, empresários e decisores políticos, procurando caracterizar as relações estabelecidas entre eles, os métodos de trabalho e colaboração ao longo da implementação do GIP,, quer do ponto de vista do projecto em si, quer do ponto de vista da sustentabilidade das relações governo-universidade-empresa entretanto estabelecidas.
  • DURÃO, Rui CV de DURÃO, Rui
  • PATRÍCIO, Teresa CV de PATRÍCIO, Teresa
Rui Durão, originalmente professor de ciências naturais formado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é actualmente doutorando em Sociologia no CIES/ISCTE-IUL. Trabalhou vários anos como gestor de projectos na Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, onde desenvolveu um particular interesse sobre os modelos de organização dos sistemas científicos, sobre a sua relação com a sociedade, e sobre o papel das políticas públicas no desenvolvimento científico, social e económico.
Maria Teresa Patrício, é Professora Associada na Escola de Sociologia e Políticas Públicas do ISCTE-IUL e é Investigadora no CIES-IUL. Obteve o seu doutoramento na Rutgers University como "Fulbright scholar". Foi Presidente do CIES entre 1992 e 1993, e esteve na criação do Observatório da Ciência e da Tecnologia. Entre 1997 e 2002 foi vice-presidente do Instituto de Cooperação Cientifica e Tecnológica Internacional. Está neste momento a desenvolver um projecto de investigação sobre "As Parcerias Internacionais em Portugal: uma análise do impacto das redes científicas na sociedade do conhecimento".

PAP0872 - Inovação Urbana nos serviços de base local prestados pelas organizações da economia social
Resumo de PAP0872 - Inovação Urbana nos serviços de base local prestados pelas organizações da economia social PAP0872 - Inovação Urbana nos serviços de base local prestados pelas organizações da economia social
PAP0872 - Inovação Urbana nos serviços de base local prestados pelas organizações da economia social

A cidade congrega todo o potencial associado à sua densidade. Por um lado, é palco privilegiado da criatividade, do movimento e dos fluxos. Por outro, concentra dualidades sociais marcantes que evidenciam as desigualdades na redistribuição dos rendimentos. Distinguir estes campos traduz-se apenas num exercício analítico que não procura tratar cada uma das dimensões de forma desligada. Muito pelo contrário, o que existe de mais interessante é a miscigenação entre as diferentes variáveis em jogo. Face às tensões e às oportunidades que emergem da cidade, interessa perceber a forma como as organizações procuram dar uma resposta direta aos problemas e às necessidades dos cidadãos. Incidindo sobre as organizações cujo perfil se enquadra nos critérios europeus de definição da economia social (Ávila e Campos, 2007), o enfoque é centrado sobre aquelas que desenvolvem serviços de base local. Entendem-se por estes serviços aqueles que suprem necessidades sociais dos indivíduos a partir de uma perspetiva assente nas características específicas de cada local (Bradford, 2011) e a partir de relações subjetivas e objetivas de proximidade (Laville, 2005; 2009). Estaremos perante um novo localismo ou uma outra abordagem territorialista que recupera as potencialidades das intervenções «bottom-up» não descurando o caráter sistémico e global em que se enquadram as relações sociais. Trata-se de saber que tipo de respostas são dadas por estas organizações, que recursos mobilizam e qual a sua importância na construção da vida da cidade. A partir de uma análise descritiva que decorre do seu mapeamento na cidade de Lisboa, pretende-se dar conta dos elementos mais inovadores. Uma inovação entendida: i) pela forma como são mobilizados os recursos para além das lógicas assistencialistas que medeiam parte da intervenção social; ii) a partir da mobilização de áreas de ação e de grupos sociais distintos como meio de promoção da inclusão; iii) pela ativação de novas formas de organização coletiva para o consumo e a produção que valorizam a proximidade como elemento central na construção de uma cidadania ambiental urbana; iv) pela reivindicação e lobby exigindo o direito à vivência e à apropriação da cidade; v) através da participação ativa dos cidadãos na valorização e na reabilitação do património; vi) pela criação de sistemas autónomos de proteção face a riscos assentes na confiança entre desconhecidos. Apresentam-se os casos mais emblemáticos que refletem a capacidade de auto-organização cidadã para a criação de respostas diretas aos problemas emergentes da cidade.
  • SOUSA, Vanessa CV de SOUSA, Vanessa
“Vanessa Duarte de Sousa é assistente convidada da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, associada do Dinâmia’CET, ISCTE – IUL e Bolseira da FCT para o doutoramento em Cidades e Culturas Urbanas pelo Centro de Estudos Sociais e Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. É licenciada em Sociologia e Planeamento e Mestre em Planeamento e Avaliação de Processos de Desenvolvimento, ambos pelo ISCTE. Áreas de interesse: construção de indicadores de desenvolvimento social, investigação-ação, sociologia da intervenção, sociologia do território, políticas sociais e economia social urbana, tema em que se centra a tese de doutoramento em desenvolvimento.”

PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico
Resumo de PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico
PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico

O actual cenário económico-social impõe novas pressões à criação de conhecimento, bem como à sua gestão e aplicação produtiva. As organizações que querem sobreviver nos tempos futuros, não têm apenas que criar, mas sim criar com valor acrescentado; e disseminar esse valor para a envolvente. Universidades, empresas e estado já não podem continuar a viver em separado; isto, se querem manter uma sociedade em desenvolvimento. Assim, a ciência passa também pela necessidade de uma urgente reconfiguração. Se não quer cristalizar entre as suas “paredes laboratoriais” tem ir ao encontro das problemáticas emergentes. O presente trabalho apresenta os resultados que advêm desta nova realidade. Adoptou-se a perspectiva da construção social da inovação, sob os contributos de Berger e Luckmann (1967), e do grupo MIRP (Minnesota Innovation Research Program - Van de Ven et al, 2000; 1999; 1993; 1990, 1986), sobre a gestão da inovação. Em paralelo, são apresentadas práticas de gestão da inovação portuguesas, que evidenciam a importância do conhecimento aplicado e do desenvolvimento tecnológico, numa lógica de tripla-hélice, como estratégia de competitividade. Estas práticas servem, também, como reflexão para uma nova reconfiguração, na interacção entre os vários actores sociais. O desenvolvimento científico, neste novo cenário, passa, assim, por ultrapassar fronteiras, integrando o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico ao serviço de uma sociedade, também em reconfiguração. Por fim, entre os dados empíricos e as reflexões teóricas, o trabalho discute a necessidade de cooperar e competir em rede. A inovação assenta no esforço de construir redes onde se promova o desenvolvimento de transacções e relações, com pessoas suficientemente envolvidas nas suas ideias, conduzindo à sua aceitação e legitimação (Tidd et al., 1997).
  • PITEIRA, M. Margarida CV de PITEIRA, M. Margarida
Informação Biográfica de Margarida Piteira

Licenciada em Sociologia pela Universidade Autónoma de Lisboa; Mestre em Comportamento Organizacional pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada; e Doutorada em Sociologia Económica e das Organizações pelo Instituto Superior de Economia e Gestão/Universidade Técnica de Lisboa.
É atualmente investigadora do SOCIUS – Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações/Instituto Superior de Economia e Gestão/Universidade Técnica de Lisboa. Em paralelo, tem vindo a lecionar em várias universidades portuguesas, sendo, no presente momento, coordenadora do Curso de Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos (ISLA de Santarém).
A investigação desenvolvida tem-se orientado para as áreas de Gestão de Recursos Humanos e Inovação; Mudança e Desenvolvimento Organizacional; e para a perspetiva da Construção Social e dos Estudos de Caso.

PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo
Resumo de PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo
PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo

No actual contexto de reconfiguração de paradigmas, modificam-se as relações sociais e as formas de apropriação do espaço. A necessidade de adaptação a estes processos assume uma actualidade e urgência de dimensões colectivas que convida a uma reflexão critica sobre conceitos como resiliência, criatividade e inovação social na tentativa de compreender e explorar formas alternativas das mudanças em curso. Para Walker, Holling et al (2004), o conceito de resiliência está associado à “capacity of a system to absorb disturbance and reorganize while undergoing change so as to still retain essentially the same function, structure, identity and feedbacks”. O conceito de resiliência centra-se assim na capacidade de superar ou recuperar da adversidade, mas surge normalmente associado a epifenómenos tais como desastres naturais e/ou tecnológicos ou actos terroristas. Porém torna-se importante reflectir sobre o conceito de resiliência na acomodação da transformação e das mudanças dos territórios e das comunidades que resultam de processos mais diluídos no tempo, tais como a sua desvitatização ou a "crise" vivida na sua expressão territorial. Também, a criatividade surge em contextos de mudança e de “crise” como um activo importante. Muitas vezes, associa-se a criatividade ao combate à adversidade, à imprevisibilidade, à incerteza e/ou ao risco respondendo aos desafios com outras formas de interpretar os processos que desencadeiam transformação. São condições necessárias à configuração e ao desenvolvimento de um meio criativo ser resilente, ou seja, permitir a mudança sem se fragmentar e sem perder a sua unidade e coerência, associando-se o conhecimento, a diversidade, a aprendizagem, a tolerância e/ou a participação. A esta configuração associa-se também a inovação social que permite encontrar novas respostas para problemas não reconhecidos ou não solucionados, visando a transformação das relações sociais, a coesão das comunidades locais e o combate à exclusão (Moulaert et al. 2009; Klein e Harrisson 2007, André e Abreu 2006). A conciliação destes conceitos – resiliência, criatividade e inovação social – coloca assim questões específicas à sua abordagem e desenvolvimento quando aplicada a processos colectivos com expressão territorial disruptiva cuja visibilidade e diluição no tempo assumem uma forma mais difusa. Qual o papel da resiliência face a estes factores disruptivos? Quais as suas fronteiras com o do conceito de "resistência" e de "sobrevivência"? Onde entra a criatividade e a inovação social nestes contextos numa perspectiva de "community (re)building"? Uma comunidade resiliente é necessariamente uma comunidade criativa e aberta à inovação social? Porquê? E o que é que isso poderá querer dizer, na prática, na reconfiguração dos papeis, das relações e dos desafios que se colocam aos vários actores em acção ou com acção junto destas comunidades?
  • FREITAS, Maria João CV de FREITAS, Maria João
  •  ESTEVENS, Ana CV - Não disponível 
Maria João Freitas. *Socióloga, Investigadora Auxiliar no Núcleo de
Ecologia Social do Laboratório Nacional de Engenharia Civil,.Tem
desenvolvido atividade de investigação, contrato e consultoria técnica
em torno das questões da habitação e das questões urbanas, nomeadamente
em torno modelos de habitar, intervenções integradas de base
territorial, modelos de governança colaborativa, dinâmicas de ação
coletiva e processos de transformação e desenvolvimento sócio-territorial.

PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
Resumo de PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar? PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?

A transformação das estruturas da população segundo a idade tem fortes implicações na organização da vida colectiva. Nas sociedades em que o trabalho é factor crucial de integração social, a passagem à condição social de “idoso” representa, para muitos, a entrada num processo de vulnerabilidade social ou, até, de exclusão. A sociedade portuguesa é um caso de evolução contraditória. A progressiva integração económica dos reformados não impediu que grande parte da população envelhecida fosse remetida para condições objectivas de existência que os expõem a diversas formas de marginalização. São de destacar a pobreza, a perda dos laços sociais e de significado da existência, assim como do sentido da utilidade social. Um importante contingente dos activos envelhecidos que exerceram a sua actividade profissional com baixos níveis remuneratórios corre o risco de não contar com redes mínimas de protecção social. A nossa investigação propõe-se analisar as repostas sociais existentes e conceber e planear intervenções que diminuam o risco de pobreza e evitem que a reforma seja vivida como morte social. As profundas alterações que afectam as estruturas familiares têm um impacto directo sobre as relações de poder entre as gerações, nomeadamente sobre o conteúdo e intensidade das trocas entre filhos e pais e sobre a definição das suas obrigações recíprocas. Grande parte das tarefas e cuidados tradicionalmente assumidos pela família, e que contribuíam para a sua coesão, está a ser remetida para instituições e profissionais especializados. Esta mudança, que secundariza os mecanismos de resolução de problemas na base de trocas e negociações directas quer no quadro da família, quer na colectividade de vizinhança, está na base do isolamento social e da solidão, bem como do fechamento da identidade no passado. Neste quadro, a qualidade da protecção social dos idosos é crucial para preservar a sua dignidade social e para que possam viver até morrer. O contributo das organizações produtoras de serviços para criar redes de relacionamento social é crucial para prevenir ou corrigir o isolamento e a solidão, substituindo ou complementando os laços primários. A nossa investigação pretende, pois, conceber modelos organizacionais compatíveis com a valorização simbólica, a intensificação das relações sociais, a descoberta de interesses e o envolvimento na prestação de serviços à colectividade de modo a permanecerem integrados na vida social, demonstrando a sua utilidade social.
  •  MAIA, Berta CV - Não disponível 
  •  ROCHA, Maria Lúcia CV - Não disponível 
  • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
  •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
Nome: Maria Sidalina Almeida
Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.