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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Integração»

PAP0202 - Exogamia e Endogamia: escolhas conjugais dos imigrantes nos Açores
Resumo de PAP0202 - Exogamia e Endogamia: escolhas conjugais dos imigrantes nos Açores PAP0202 - Exogamia e Endogamia: escolhas conjugais dos imigrantes nos Açores
PAP0202 - Exogamia e Endogamia: escolhas conjugais dos imigrantes nos Açores

Volvidos mais de 25 anos após a entrada de Portugal na União Europeia e concluídos os trabalhos de reconstrução das ilhas do Faial e Pico, a entrada de imigrantes nos Açores continua a ocorrer, ainda que com intensidades distintas. Apesar do decréscimo registado no ano de 2010, em relação a 2009, – justificável, em parte, pelo agudizar da crise económica nacional e internacional e pela conclusão de algumas das grandes obras de construção civil nas ilhas – observamos que, numa análise diacrónica, a tendência geral manifestada foi a de um crescimento efectivo da população estrangeira residente contribuindo, consequentemente, para a heterogeneidade e diversidade da população imigrante actualmente residente nos Açores. Num espaço social multiétnico, onde o processo de integração não se tem revelado um todo integrado, sobretudo no mercado de trabalho onde persistem situações de desadequação entre as actividades exercidas e as qualificações possuídas pelos imigrantes (cf. Rocha, et al., 2009; 2004; Ferreira, 2008), as relações exogâmicas constituem, na perspectiva da Teoria da Assimilação Segmentada, um importante passo rumo à integração plena. (Dribe & Lundh, 2010; 2008). Tendo por base este pressuposto, consideramos que as relações exogâmicas desenvolvidas na sociedade de acolhimento potenciam a aprendizagem dos costumes culturais, da língua e do conhecimento do mercado de trabalho local, em virtude dos contactos e das relações estabelecidas com a comunidade de acolhimento, contribuindo, consequentemente, para que a integração económica dos imigrantes ocorra com sucesso. Estando perante um fenómeno social complexo e multidimensional, orientado por factores individuais e contextuais que determinam os processos migratórios, a composição e a diversidade das formas conjugais regionais, a análise das diferentes percepções e representações construídas pelos imigrantes em torno dos açorianos, do ‘outro’ étnico e da endogamia e da exogamia. A nossa investigação passou, consequentemente, pela identificação de quais é que poderão ser os factores facilitadores das relações exogâmicas e endogâmicas nos Açores.
  •  MENDES, Derrick CV - Não disponível 

PAP0806 - GT Estudos Ciganos em Portugal - A integração de ciganos em Portugal
Resumo de PAP0806 - GT Estudos Ciganos em Portugal - A integração de ciganos em Portugal PAP0806 - GT Estudos Ciganos em Portugal - A integração de ciganos em Portugal
PAP0806 - GT Estudos Ciganos em Portugal - A integração de ciganos em Portugal

A integração social consiste na aprendizagem das normas sociais que se incorporam nas formas de estar, agir e sentir, ou seja, fazem com que o indivíduo se identifique com a realidade social que o rodeia. A aprendizagem decorre com o processo de socialização, nos quadros de vida envolventes e nas experiências sociais a que cada um tem acesso. Trata-se de uma realidade dinâmica com múltiplas combinações de traços sociais, culturais e identitários. Num estudo qualitativo realizado em Portugal sobre ciganos integrados, constatou-se que os motivos ou factores na origem da integração podem ser diversos, sendo que há distinções de percursos e de histórias de vida de integração sobretudo por razões que se prendem com questões de género, com as origens socioeconómicas e culturais, a ascendência familiar, o tipo de uniões conjugais, a escolaridade, a habitação e as relações sociais diversificadas. Os resultados deste estudo revelam a diversidade dessas trajectórias e percursos de vida, a heterogeneidade de origem e de traços culturais e identitários que, aparentemente, não coloca em causa o sentimento de pertença e de ancoragem à identidade cigana.
  • MAGANO, Olga CV de MAGANO, Olga
Olga Magano, Universidade Aberta/ Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais (CEMRI). Licenciatura e Doutoramento em Sociologia.
Interesses de investigação: ciganos; sociologia da integração; sociologia da exclusão; identidade social; mobilidade social.

PAP1384 - Representações e expetativas dos estudantes universitários dos PALOP
Resumo de PAP1384 - Representações e expetativas dos estudantes universitários dos PALOP PAP1384 - Representações e expetativas dos estudantes universitários dos PALOP
PAP1384 - Representações e expetativas dos estudantes universitários dos PALOP

Portugal, durante séculos, foi um país de emigração, vendo muita da sua população partir em diáspora para outros países. Esta realidade, a partir dos anos 70, foi de certa forma alterada, com a entrada de muitos imigrantes, sobretudo dos Países de Língua Oficial Portuguesa, fenómeno que aumentou significativamente desde a adesão de Portugal à Comunidade Europeia. De um país de emigração, Portugal tornou-se, nos últimos anos, um país de imigração, com fluxos migratórios que provêm de forma expressiva dos PALOP. A permanência desta comunidade entre nós tem um caráter mais prolongado e, em muitos casos, definitivo. Paralelamente a este fenómeno, um outro tem vindo a ocupar uma expressão significativa em Portugal, nomeadamente a entrada de jovens provenientes dos PALOP à procura de uma formação mais sólida nas universidades portuguesas, realidade que se deve, em grande medida, ao facto destes se sentirem protegidos pelas suas redes de interconhecimento constituídas por familiares e amigos do mesmo país de origem. Não obstante o vínculo histórico e cultural que une estes países, a inserção destes estudantes nas universidades portuguesas tem sido um fenómeno complexo e lento, na medida em que, se por um lado, há uma progressiva massificação e heterogeneização cultural dos públicos que acedem ao ensino universitário - situação que cria novos desafios às instituições, na medida em que criam problemas na adaptabilidade e no sucesso dos estudantes imigrantes, por outro, a sociedade portuguesa continua a ter atitudes contraditórias em relação à imigração em geral, e, de um modo particular, à que provém dos PALOP, na medida em que continua a apresentar preconceitos e atitudes discriminatórias face aos imigrantes, posturas que, consequentemente, se instalam também no ambiente académico. A partir da perspectiva acerca das problemáticas que emergem da inserção destes estudantes nas universidades, pretendemos perceber as tensões, problemáticas e obstáculos que surgem na vida académica e que refletem a complexidade dos mecanismos envolvidos nessa modalidade de migração. Deste modo, é nosso propósito medir e analisar o tipo de integração académica que as universidades do distrito de Braga praticam entre os alunos provenientes dos PALOP.
  • DUQUE, Eduardo Jorge CV de DUQUE, Eduardo Jorge
Professor da Faculdade de Ciências Sociais da UCP e Membro Integrado do Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho. Doutor em Sociologia pela Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia da Universidade Complutense de Madrid (2008).
As áreas de investigação e atuação têm incidido sobre religião e valores na pós-modernidade, dinâmicas sociais, tendências socioculturais e metodologias.

PAP0593 - “Os meus, os outros ou os nossos”: A integração dos alunos migrantes na Universidade de Aveiro.
Resumo de PAP0593 - “Os meus, os outros ou os nossos”: A integração dos alunos migrantes na Universidade de Aveiro.  PAP0593 - “Os meus, os outros ou os nossos”: A integração dos alunos migrantes na Universidade de Aveiro.
PAP0593 - “Os meus, os outros ou os nossos”: A integração dos alunos migrantes na Universidade de Aveiro.

Com esta comunicação pretende-se apresentar e assim debater um trabalho de mestrado em desenvolvimento na Universidade de Aveiro sobre a Integração dos Alunos Migrantes, nomeadamente, os alunos oriundos dos PALOP e Timor Leste. Este trabalho surge como forma de combater uma preocupação levantada pela própria instituição relativamente ao insucesso escolar e de enquadramento por parte destes mesmos alunos. As migrações são uma realidade constante em Portugal e a imigração tem sido desde meados dos anos setenta um facto incontornável, com impacto necessariamente no ensino superior. Facto que merece especial atenção pelo significativo acréscimo do número de estrangeiros a residir em Portugal e pela sua forte heterogeneidade no que à nacionalidade da sua população concerne (Norte et al, 2004:7). Além disso, com a crescente globalização do mercado de trabalho, com o desenvolvimento das redes transnacionais de apoio à imigração e com a livre circulação de bens, pessoas e capitais no seio da União Europeia, esta tendência imigratória foi-se alargando a outros países e continentes (Abreu & Peixoto, 2009:738). Este projecto, se por um lado, pretende responder às necessidades dos alunos migrantes considerando as infra-estruturas políticas e sociais da instituição. Por outro, tenta perceber o que pode ser mudado ou criado para promover uma melhor vida académica e social (acolhimento, orientação e integração) aos mesmos durante o período de tempo que aí estudam. Assim, procura-se delinear mecanismos que respondam à questão da integração dos alunos e sua orientação na universidade de Aveiro, isto é, com as infra-estruturas, medidas e apoios de que a universidade deve possuir de modo a permitir um bom desempenho por parte deste grupo de alunos. Assiste-se, neste sentido, a um contraste entre os alunos dos programas de mobilidade e os outros, isto é, dois cenários semelhantes, mas simultaneamente muito diferentes. Os alunos europeus dos programas de mobilidade cujo processo de chegada e enquadramento na universidade de destino é previamente preparado contrariamente ao que acontece com os alunos migrantes. Alunos igualmente oriundos de países estrangeiros, imigrantes em Portugal ou detentores de background migrante, mas que não se encontram ao abrigo de um programa de cooperação interuniversitária nem lhes são, muitas vezes, facultados apoios de forma a facilitar a sua integração na universidade de destino.
  • ALVES, Stephanie Silva CV de ALVES, Stephanie Silva
  •  GOMES, Maria Cristina Sousa CV - Não disponível 
Stephanie Silva Alves
Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro
Licenciatura em Línguas e Relações Internacionais
Interesses de investigação: Alunos estrangeiros, integração, políticas de acção social