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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0022 - OS PROCESSOS DE (IN) VISIBILIDADE SOCIAL DAS ESTRATÉGIAS DE (RE) ESTRUTURAÇÃO URBANA
Assumindo que as
cidades são locais
estratégicos de
desenvolvimento
económico e social,
mas também de
conflito,
contestação e
diversidade, num
mundo que se quer
global, porque
insistem as
políticas públicas
de intervenção
urbanística em
ordenar, higienizar
e pacificar o espaço
urbano de forma
uniforme? Este é o
ponto de partida
para uma análise da
relação entre
estratégias de (re)
estruturação urbana,
a produção e uso do
espaço recorrendo à
análise de
referências
bibliográficas
acerca do tema. Esta
é também a questão
de base do projecto
de doutoramento da
autora deste artigo.
O foco de análise
desta questão é a
intervenção
urbanística de
carácter enobrecedor
do centro histórico
do Porto,
intervenção que se
afigura como
caracterizados pela
imposição de usos do
espaço orientados
por lógicas
hegemónicas de
consumo do
património e da
cultura e de
higienização da vida
social. Esta
imposição, via
políticas e práticas
de valorização do
património,
promoveria uma
demarcação
socio-espacial
segregacionista da
cidade. Do mesmo
modo, a prática de
resignificação dos
usos e formas de
apropriação do
espaço delinearia
processos de (in)
visibilidade social.
O mesmo quer dizer
que, as políticas de
intervenção urbana,
ao imporem usos e
significados
dominantes aos
diferentes lugares
da cidade, definem
quem são os
usuários, visitantes
e habitantes e os
que não o são.
Definem ainda que
práticas são
esperadas e por
quem. A cidade
planeada e ordenada
seria então a cidade
dos visíveis. Os
outros, os não
reconhecidos, não
produziriam o espaço
urbano.
Contudo, estas
imposições não terão
como efeito o
desaparecimento das
desigualdades e a
aniquilação dos
conflitos. Coloca-se
a hipótese de, pelo
contrário,
implicarem no
surgimento de locus
de disput
- GUEDES, Inês Correia

Formada em Psicologia pela FPCEUP, pré-especializou-se em Comportamentos Desviantes. Atualmente encontra-se a frequentar o Doutoramento em Sociologia no CES-UC . Interessa-se pelos seguintes temas: modos de vida urbanos, marginalidade, informalidade, (in)visibilidade social. Participou no Projecto AGIS em parceria com o GAT e o Centro de Ciências do Comportamento Desviante da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Atualmente trabalha com população em situação de exclusão social, nomeadamente, toxicodependentes, portadores de VIH-Sida e sem-abrigo. Iniciará durante este ano um Traineeship no EMCDDA, no departamento de IBS. Participou com comunicações nos seguintes congressos: XVII Seminário APEC, Congresso Internacional “Feminismo e Migração: Intervenção Social e Ação Política”.
PAP0023 - visibilidade e invisibilidade social em contextos de reabilitação urbana
A cidade carrega
consigo agentes com
diferentes estatutos
de reconhecimento
simbólico e social.
Existe uma cidade
visível e uma
invisível que se
sobrepõem,
coexistindo em
conflito.
Pretende-se com este
trabalho ir à
procura dessa cidade
que não se
(re)conhece,
articulando
concepções e usos do
espaço urbano para
revelar as forças de
produção e
reprodução sociais
que marcam tanto a
segregação
socioespacial quanto
a ocultação de
grupos e práticas
sociais que não se
coadunam com os
imperativos da
sociedade consumista
globalizada e com a
lógica de controlo e
higienização do
espaço urbano e
social.
Para tal
realizar-se-á um
estudo de caso em
duas realidades
urbanas, centrado
numa estratégia
metodológica
qualitativo-intensiva,
sob a égide da
pesquisa etnográfica
como método
principal. Os
contextos de
observação serão, em
Portugal, a cidade
do Porto e, no
Brasil, Belo
Horizonte. Ambos
serão analisados a
partir das zonas
alvo de reabilitação
urbana, com atenção
a dois segmentos
sociais
particulares:
sem-abrigo e
trabalhadores
ambulantes.
- GUEDES, Inês Correia

Formada em Psicologia pela FPCEUP, pré-especializou-se em Comportamentos Desviantes. Atualmente encontra-se a frequentar o Doutoramento em Sociologia no CES-UC . Interessa-se pelos seguintes temas: modos de vida urbanos, marginalidade, informalidade, (in)visibilidade social. Participou no Projecto AGIS em parceria com o GAT e o Centro de Ciências do Comportamento Desviante da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Atualmente trabalha com população em situação de exclusão social, nomeadamente, toxicodependentes, portadores de VIH-Sida e sem-abrigo. Iniciará durante este ano um Traineeship no EMCDDA, no departamento de IBS. Participou com comunicações nos seguintes congressos: XVII Seminário APEC, Congresso Internacional “Feminismo e Migração: Intervenção Social e Ação Política”.