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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0536 - A oferta científica sobre Economia Política da Comunicação para a formação de jovens jornalistas
GT Comunicação Social
Esta comunicação identifica a oferta científica
especializada na Economia Política da
Comunicação, nomeadamente sobre a propriedade e
as estratégias de gestão das empresas
jornalísticas portuguesas. Ter-se-á como
objecto de estudo a estrutura curricular dos
cursos de licenciatura do ensino superior
português, mas também os de formação
profissional e a produção científica publicada
em publicações de Universidades e organizações
profissionais ligadas ao jornalismo. Dar-se-á
destaque aos conteúdos dirigidos à formação de
futuros ou actuais jovens jornalistas.
Num contexto de crise e reconfiguração das
estratégias dos media, parte-se da definição da
Economia Política da Comunicação feita por
Nicholas Garnham como o âmbito de estudo das
formas institucionais e do poder social das
empresas capitalistas, entre elas as
jornalísticas, a comunicação procura analisar
as condições de formação dos jovens jornalistas
na área.
De seguida, procurar-se-á interpretar o
potencial de mobilização de competências dos
jovens jornalistas sobre a gestão da produção e
da distribuição do jornalismo nas actuais
condições de mercado. O objectivo é concluir
acerca do possível horizonte de representação
do seu lugar enquanto jovens jornalistas e das
suas carreiras neste campo profissional e
empresarial.
- FERREIRA, Vanda

FERREIRA, Vanda
Licenciada em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, pós-graduada em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação e em Análise de Dados em Ciências Sociais
ISCTE/CIES – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia
ferrvanda@gmail.com
PAP1558 - Crise, novo paradigma, o próximo jornalismo e arbitragem da ética
A emergência dos novos média e o crescente empoderamento das audiências puseram em causa a agenda comunicacional e informativa unilateral e centralizada, prevalecente ao longo do século passado. A crise financeira de 2008 acelerou o fim do modelo industrial em que assentara a prosperidade do sistema de imprensa.
Gurus do novo jornalismo matraqueiam a ideia de que users can do it for themselves e que uma onda sísmica digital submerge os modelos jornalísticos tradicionais (Starkman, 2011e 2012).
A partir duma reflexão crítica sobre o estado dos média à luz do ComitteeofConcernedJournalists e da respectiva réplica portuguesa, o Projecto Jornalismo e Sociedade, o autor problematiza tentativas de conciliar, no próximo jornalismo, a dominante digital, nas suas diferentes declinações, com um núcleo de regras e padrões éticos e profissionais do velho jornalismo (Rosen, 2006 e 2012; Kovach e Rosenstiel, 2007 [2001] e 2010, e Beckett, 2008).
- GOMES, Adelino

Adelino Gomes
Investigador no CIES-IUL e docente no mestrado Comunicação, Cultura e Novas Tecnologias, do ISCTE-IUL
Doutorado em Sociologia (especialidade em Sociologia da Comunicação, da Cultura e da Educação).
Interesses de investigação: Sociologia da Comunicação e Jornalismo.
Integrou a equipa, coordenada por José Rebelo, que procedeu à Análise Sociológica do Jornalista Português (na origem do livro Ser Jornalista em Portugal. Perfis sociológicos). A investigação alarga-se actualmente ao perfil das Novas Gerações de Jornalistas, num trabalho que conta agora também com os sociólogos José Luís Garcia e Rui Brites. Integra ainda a equipa coordenada por Gustavo Cardoso, do Projecto Jornalismo e Sociedade.
PAP0494 - Interrogações sobre a natureza do poder dos media noticiosos
GT Comunicação Social
O que se propõe nesta comunicação é uma reflexão sobre os contornos do poder dos jornalistas e dos media noticiosos, revisitando teorias da comunicação que se cruzam com a sociologia dos media e tendo em conta a centralidade do seu papel na vida pública e o questionamento da sua legitimidade.
Únicos actores da vida pública a recolherem a sua legitimidade apenas no espaço público, na leitura de Missika e Wolton (1983), os jornalistas teriam uma legitimidade fundamentada “na recolha e tratamento da informação” e seriam como que “guardiões” do espaço público. Mas poder dos jornalistas e poder dos media noticiosos não devem confundir-se. Glorificados, uns e outros, mas também eles objecto de escrutínio permanente, o seu trabalho é exercido em quadros de constrangimentos que nos propomos identificar.
Para além de balizar os termos em que é exercida a actividade dos media noticiosos, enquanto dispositivos de produção do jornalismo; e de convocar distintos entendimentos do conceito de “opinião pública”; propõe-se um questionamento da natureza do poder mediático. Se em regimes autoritários o espaço para os media serem outra coisa que não instrumento de propaganda será nulo ou inexistente, distintos autores realçam a importância do seu papel nas democracias.
Quarto poder? Contrapoder? Instrumento de exercício de poderes e controlo social? Poder delegado por outros campos, exercido num quadro de constrangimentos? As questões sobre os media noticiosos, que pelo seu papel na vida pública podem ser encarados como actores políticos, multiplicam-se.
- ROCHA, João Manuel

João Manuel Rocha é estudante de doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE-IUL, onde prepara uma tese sobre narrativas jornalísticas na guerra colonial. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, é pós-graduado em Jornalismo e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo ISCTE. Membro do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ), interessa-se pela sociologia e história do jornalismo e pelas relações entre media e poderes. Publicou o livro "Quando Timor-Leste foi uma causa" (MinervaCoimbra, 2011). É jornalista profissional desde 1984.
PAP0486 - Tensões e equilíbrios na mediatização da justiça: As perspetivas dos atores
As relações entre os media e a justiça vêm sendo fonte recorrente de tensões e conflitos com reflexos legislativos, políticos e sociais, mas também com impactos para a cidadania. Com efeito, numa era em que a circulação da informação é efetuada cada vez mais rapidamente e através de mais canais, afigura-se pertinente lançar questões aos atores envolvidos nas relações entre a justiça e os media no intuito de compreender as suas perspetivas enquanto co-construtores daquelas relações, tanto do ponto de vista individual, como estrutural.
Com base numa tese de mestrado sobre esta temática, esta comunicação tem como objetivo principal lançar um olhar sobre as dinâmicas relacionais que se estabelecem no relacionamento mútuo entre os atores do sistema judicial e dos média. As auto e heterorepresentações poderão fornecer pistas relevantes para o modo como as ideologias e idiossincrasias profissionais influenciam a problemática das relações justiça/média.
As conclusões apontam para a configuração e manutenção de um ambiente algo dualista, marcado por aproximações e afastamentos, frequentemente influenciadas por experiências pessoais, mas também pelos constrangimentos profissionais de ambos os grupos. Embora sejam avançadas possíveis soluções com vista a uma normalização dos contactos entre a justiça e os media, estas são encaradas pelos atores com algum ceticismo quanto à sua exequibilidade e eficácia.
- SANTOS, Filipe José da Silva Cardoso

Filipe Santos é mestre em sociologia e doutorando em sociologia na Universidade do Minho. Foi investigador nos projetos “Justiça, Media e Cidadania” e “Base de dados de perfis de DNA com propósitos forenses em Portugal: questões atuais de âmbito ético, prático e político do Centro de estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Tem pesquisado na área dos estudos sociais da ciência, tecnologia e tribunais e estudos de comunicação na área da justiça, tendo recentemente editado, com Helena Machado, o livro Direito, Justiça e Média: Tópicos de Sociologia (Afrontamento, 2012).