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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Justiça Ambiental»

PAP0629 - Conflitos ambientais, redes de resistência e a perspectiva do lugar na mobilização dos moradores do bairro Camargos/Brasil.
Resumo de PAP0629 - Conflitos ambientais, redes de resistência e a perspectiva do lugar na mobilização dos moradores do bairro Camargos/Brasil. PAP0629 - Conflitos ambientais, redes de resistência e a perspectiva do lugar na mobilização dos moradores do bairro Camargos/Brasil.
PAP0629 - Conflitos ambientais, redes de resistência e a perspectiva do lugar na mobilização dos moradores do bairro Camargos/Brasil.

As contradições que entrelaçam o paradigma do desenvolvimento sustentável e a emergência de conflitos ambientais devem ser pensadas através da crítica à perspectiva que considera a priori a existência do meio ambiente como uma realidade objetiva ao mesmo tempo em que universal. Nesse sentido, ao largo do debate globalcêntrico (ESCOBAR, 2005) a respeito das causas da alarmada crise ambiental ou ecológica, sujeitos e grupos sociais se organizam em busca da legitimidade e do reconhecimento de suas visões a respeito do espaço vivido (LEFEBVRE, 1999), resistindo frente a processos cada vez mais intensificados pela apropriação capitalista do espaço. No Brasil, tem-se verificado como os conflitos ambientais evidenciam assimetrias nas relações de poder do campo ambiental (BOURDIEU, 2007; CARNEIRO, 2005) que se expressam muitas das vezes de forma objetiva em instâncias decisórias, como nos conselhos gestores do meio ambiente. Contudo, considerando a perspectiva crítica que pressupõe o ambiente como uma construção simbólica e material (ACSELRAD, 2004a; ZHOURI et al. 2005), o caráter conflitivo dessas situações atravessa questões que remetem a uma reflexão analítica pautada na centralidade das construções sociais do ambiente a partir dos pontos de vista do lugar (ESCOBAR, 2005; ZHOURI & OLIVEIRA, 2010). A partir da análise da configuração de um conflito ambiental envolvendo moradores do bairro Camargos - localizado na cidade de Belo Horizonte/Brasil - e uma empresa de incineração de resíduos, o presente artigo discute como a perspectiva progressista do lugar (MASSEY, 2000) permeia significações e práticas sociais a respeito do ambiente e suas formas de expressão enquanto mobilização política em torno de sua defesa. Com efeito, a organização do movimento do bairro Camargos remete às interpretações sobre os movimentos sociais na atualidade, que têm no conceito de rede sua chave analítica (SCHERER-WARREN, 2003; ESCOBAR, 2003). No entanto, a própria formação sociohistórica do bairro traz à luz aspectos identitários e políticos intrínsecos às relações sociais estabelecidas no e com o lugar, que se configuram de fundo como uma luta por reconhecimento de uma autonomia frente à heteronomia dos atores dominantes em fazer valer sua visão sobre o espaço concreto.
  • VASCONCELOS, Max CV de VASCONCELOS, Max
Max Vasconcelos
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua desde 2008 como pesquisador do GESTA - Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da UFMG no âmbito das pesquisas Mapa dos Conflitos Ambientais do Estado de Minas Gerais e A Política dos Biocombustíveis e os Conflitos Ambientais. Tem experiência na área de Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: conflitos ambientais; meio ambiente; justiça ambiental; desenvolvimento.

PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil)
Resumo de PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil) PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil)
PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil)

O presente artigo aborda pesquisas realizadas no Brasil no campo da sociologia dos desastres, buscando esclarecimentos conceituais e metodológicos relevantes à interpretação da dimensão sócio-política do acontecimento das inundações periódicas na região Norte do estado do Rio de Janeiro, com destaque para o município de Campos dos Goytacazes. Entre os meses de novembro e dezembro de 2008, Campos recebeu um grande volume de chuvas que desencadeou intensas inundações, como a que atingiu o bairro de Ururaí, localizado às margens do rio de mesmo nome, que atravessa parte deste município. Neste período, mais de setecentas pessoas foram alojadas em abrigos improvisados nas escolas do bairro, mas logo tiveram de ser transferidas para outras escolas do centro da cidade – interrompendo-se assim o calendário escolar –, em função de uma nova elevação do nível das águas. Segundo a Defesa Civil cerca de 8 mil pessoas foram “atingidas pela chuva” nas áreas mais críticas do evento neste município (2.450 desabrigados e 5.500 desalojados), e em todo o estado do Rio de Janeiro contabilizou-se mais de 394 mil pessoas afetadas pelas inundações. Concordando com Mattedi & Butzke (2001), partimos da compreensão do desastre como um fenômeno social, buscando interpretar o acontecimento da inundação através de uma abordagem integrada a) da construção das condições sociais prévias ao desastre e b) da dinâmica de enfrentamento, durante e após o evento. Diferentemente das situações de desterritorialização a partir de eventos de desastres, apontadas em Valencio e outros (2009) – quando a prática institucional da Defesa Civil aliada ao discurso técnico dos mapeamentos de áreas de risco promove o deslocamento involuntário dos moradores –, chamou-nos à atenção o fato do governo municipal de Campos intensificar os trabalhos para a consolidação da urbanização do bairro de Ururaí em 2011, nesta chamada área de risco. Este fato pareceu-nos indicar, por um lado, um esforço de fortalecimento de alianças políticas locais por parte do governo municipal – como também sugerem alguns depoimentos de moradores locais; e por outro lado, provoca-nos a construir uma compreensão mais aprofundada sobre a percepção, enraizamento e ação dos próprios moradores do bairro, que lutam por permanecer na área. Buscamos assim debater algumas possibilidades de interpretação desta dinâmica social associada às inundações periódicas neste bairro, de modo a trazer novos elementos que colaborem para uma reflexão crítica das políticas públicas de enfrentamento das inundações no município e região.
  •  MALAGODI, Marco Antonio Sampaio CV - Não disponível 
  •  SIQUEIRA, Antenora Maria da Mata CV - Não disponível