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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Mercado de Trabalho»

PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
Resumo de PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho

GT A imigração Africana na Europa nos últimos vinte anos: desafios e constrangimentos No âmbito da temática em referência, propomo-nos efectuar uma breve caracterização da Imigração Africana para Portugal desde o início dos anos noventa aos nossos dias; Privilegiamos nesta análise a imigração africana originária dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Cabo Verde, Angola, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique) com o objetivo de melhorar o conhecimento relativo a estes imigrantes, identificando os países de que são originários, quantificando ainda estes imigrantes e caracterizando-os em função do sexo, grupo etário, qualificações e actividades exercidas. A análise a apresentar alicerça-se nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Permite evidenciar uma progressiva diminuição do número de imigrantes africanos dos países em referência, devendo-se este facto por um lado à naturalização de um número muito substancial destes imigrantes no período em análise e por outro lado ao facto de se viver em Portugal um período muito conturbado e difícil consubstanciado em elevadas taxas de desemprego sobretudo nos grupos mais vulneráveis da população em idade ativa (jovens, mulheres e trabalhadores pouco qualificados, integrando-se neste último grupo a maior parte dos imigrantes de origem africana); ao mesmo tempo, nalguns destes Países Africanos assiste-se a um período de crescimento sem precedentes (evidenciando-se o caso de Angola). Não obstante os Imigrantes Africanos oriundos de Países de Língua Oficial Portuguesa correspondem no seu conjunto a cerca de cento e quinze mil indivíduos (correspondendo a aproximadamente 25% do total de imigrantes em Portugal). As comunidades de Cabo Verde e de Angola são as que assumem maior expressão, seguindo-se respetivamente Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique. A nível de estrutura do trabalho apresentado, após contextualizar os movimentos migratórios na dinâmica demográfica portuguesa, identificamos algumas especificidades da Imigração Africana em Portugal no âmbito dos aspetos já referidos. Palavras-chave: Imigrantes Africanos, mercado de trabalho.
  •  SANTOS, José Rebelo dos CV - Não disponível 
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
  •  REGO, Conceição CV - Não disponível 
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.

PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
Resumo de PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos. PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.

A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos. Resumo No Brasil, muitos estudos buscam analisar a questão da migração. Alguns temas apresentam-se como centrais em diversas pesquisas, como, por exemplo, a questão das relações de etnicidade, os conflitos étnicos, o processo de imigração. Outros são menos abordados, tais como a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho, a questão dos refugiados e dos autorizados. Quanto às metodologias, a predominância é de trabalhos de cunho qualitativo. Há um número bem menor de trabalhos quantitativos, quando comparados aos qualitativos. A cifra de pesquisadores que trabalham integrando as duas metodologias é ainda mais reduzida. Com o intuito de sanar tais falhas, a proposta geral desse artigo é apresentar uma análise cross-section da inserção de imigrantes portugueses no mercado de trabalho brasileiro, durante o período de 1960 a 2010. Os objetivos específicos são: identificar as características sóciodemográficas de tais imigrantes; verificar as regiões e os estados de destino de maior concentração de portugueses; e analisar as situações deles no país hospedeiro a partir dos tipos de autorizações de trabalho a eles concedidas, os ramos de atividades e as ocupações. Para isso, utilizo os dados da RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais), os censos demográficos de 1960 a 2000 e os dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego e, no que se refere à discussão teórica, o debate gira em torno da Sociologia econômica da migração. O intuito é de mostrar as controvérsias, mas, principalmente, a complementaridade entre as abordagens de cunho mais estrutural e as de mais individual. O estudo está dividido em quatro seções, além da introdução, das considerações finais e das referências bibliográficas. Na primeira seção, introduzo o debate teórico que busca explicar os modos de integração dos imigrantes na sociedade de destino. Nele, apresento as diferentes formas possíveis de integração no mercado de trabalho em que os imigrantes internacionais podem, em alguns casos, devem experimentar. Na segunda seção, o fim é apresentar os dados e a metodologia de análise. Na terceira, identifico a distribuição espacial dos imigrantes ao longo do tempo, bem como o perfil sócio-demográfico desses imigrantes. A intenção é identificar as variáveis estruturais (mais ligadas ao tempo e ao espaço) e as individuais (mais ligadas aos perfis) que afetam a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho e suas alteração (ou não) no tempo. A quarta e última seção refere-se análise dos dados, buscando compreender a situação dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro ao longo das últimas 5 décadas.
  • VILELA, Elaine M. CV de VILELA, Elaine M.
Elaine Meire Vilela é professora de Sociologia do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Seus temas de pesquisa são, principalmente: imigração internacional, mercado de trabalho e estratificação social. Seus estudos tem como foco métodos quantitativos, especialmente, e qualitativos de análise.

Elaine Meire Vilela
Professora Adjunta - UFMG
Departamento de Sociologia e Antropologia
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Tel: ++ 55 31 3409 6302
elainevilela@fafich.ufmg.br

PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador
Resumo de PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador
PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador

A deslocação das questões de género para a esfera dos direitos públicos abriu todo um novo conjunto de possibilidades e também de debates, consubstanciados no estabelecimento das primeiras disciplinas de estudos sobre as mulheres. Esta fase foi marcada por uma série de alterações que concorreram não só para a emancipação das mulheres como também para o próprio questionamento das desigualdades de género baseado numa assimetria de poder. Transformações ao nível das relações familiares, ao nível educativo e tecnológico que permitiram a problematização das desigualdades em termos de papéis de género distintos e socialmente construídos e reproduzidos. A esfera do trabalho é uma arena privilegiada para a análise das desigualdades de género. A relativamente recente entrada massificada das mulheres no mercado de trabalho, as condições em que a sua entrada se processou, as representações e valores associados ao feminino e as questões da conciliação da vida familiar com a profissional contribuíram para delinear os contornos da participação das mulheres no mercado de trabalho. Muitos trabalhos têm sido desenvolvidos nesta área tentando explicar a por vezes difícil relação das mulheres como o mercado de trabalho. Com a presente análise pretende-se explorar uma outra dimensão da problemática laboral: a satisfação no trabalho enquanto espelho de desigualdades de género reificadas nas práticas e nas percepções dos homens e das mulheres. A satisfação laboral, para além de ser um campo de análise autónomo, pode afigurar-se também como um terreno de pesquisa importante para compreender os mecanismos que subjazem aos diferenciais objectivos e para perceber até que ponto os papéis de género estão ou não enraizados nas estruturas mentais não só dos homens como também das mulheres.
  • DIAS, Ana Lúcia Teixeira CV de DIAS, Ana Lúcia Teixeira
Ana LúciaTeixeiraDias
Doutorandaem Sociologia e Mestre emProspecção e Análise de Dados;Investigadora do ObservatórioNacional de Violência e Género e do CESNOVA (FCSH-UNL), onde temdesenvolvidoprojectos de investigaçãonasáreasdosestudos de género.


PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO
Resumo de PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO
PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO

A inserção profissional dos jovens diplomados continua a ser uma preocupação, muito em particular em momentos como o actual em que a taxa de desemprego tende a subir, e em que os diplomados do ensino superior encontram dificuldades acrescidas no acesso ao mercado de trabalho europeu. E se são as mulheres que apresentam taxas de conclusão do ensino superior mais elevadas, inversamente são elas que têm maiores dificuldades em ingressar no mundo do trabalho. Partindo do pressuposto que as políticas de promoção a igualdade de género têm nos últimos anos sido reforçadas, com particular destaque no âmbito da UE27, estamos perante algumas constatações reveladoras de diferenças de género no conhecimento assim como nas trajectórias académicas e carreiras. Com recurso à metodologia da análise de clusters, será desenvolvido um estudo comparativo em países da UE27, com vista à identificação dos factores com maior significância para a compreensão das formas de segregação no acesso ao mercado de trabalho.As relações de poder subjacentes à problemática do género assim como o produto do trabalho colectivo de socialização difusa e contínua corporiza em habitus claramente diferenciados, de acordo com P. Bourdieu (1990), leva-nos a admitir que as áreas de formação preferencialmente escolhidas pelas mulheres são as que denotam menor procura no mercado de trabalho.
  • BALTAZAR, Maria da Saudade CV de BALTAZAR, Maria da Saudade
  • CALEIRO, António CV de CALEIRO, António
  •  REGO, Conceição CV - Não disponível 
MARIA DA SAUDADE BALTAZAR é professora auxiliar, com nomeação definitiva, do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e investigadora integrada no CESNOVA – FCSH da UNLisboa e colaboradora do CISA-AS da UÉvora. Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora, em 1990, Mestre em Sociologia pelo ISCSP - Universidade Técnica de Lisboa, em 1994 e Doutorada em Sociologia pela Universidade de Évora, em 2002. É Auditora de Defesa Nacional (IDN/Curso 2006). Tem diversas publicações sobre as áreas a que correspondem os seus principais interesses de investigação: Segurança, Defesa e Forças Armadas; Desenvolvimento; Planeamento (metodologia e instrumentos de intervenção). Tem coordenado e constituído várias equipas de investigação de projetos nacionais e internacionais sobre desenvolvimento regional e local, prospetiva, planeamento, intervenção comunitária e relações civil-militares. Tem uma vasta experiência no acompanhamento e apoio técnico a projetos de intervenção comunitária. Tem exercido diversos cargos de gestão na Universidade de Évora, entre os quais Diretora de vários cursos e do Departamento de Sociologia.
António B.R. Caleiro, é professor auxiliar no Departamento de Economia da Universidade de Évora. Licenciou-se em Economia, na Universidade de Évora, em 1988, concluiu o curso de Mestrado em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, em 1993, e realizou o seu Doutoramento em Economia, no Instituto Universitário Europeu (Florença), em 2001. A sua visão multi-disciplinar, facilmente identificável no âmbito das suas publicações, tem conduzido o autor a realizar investigação em diversos temas, incluindo alguns associados às interfaces Economia-Demografia, Economia-Política e Economia-Sociologia.

PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL
Resumo de PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL
PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL

O presente trabalho trata das expectativas que jovens estudantes brasileiros têm de ingressar pela primeira vez no mercado de trabalho ou de obter melhor colocação profissional. O mercado de trabalho, atualmente, sinaliza abertura de vagas ao mesmo tempo em que há a promessa de que os melhores qualificados não ficarão à mercê do desemprego. Para tanto, muitos jovens procuram as instituições de educação profissional crentes de que após o curso estarão empregados dignamente. Entre as instituições de ensino mais procuradas, estão as que pertencem à Rede Federal de Educação Profissional. A pesquisa situa-se no Instituto Federal de Sergipe, uma escola centenária, localizada no Nordeste brasileiro. Nela, por meio de grupos focais e de entrevistas colhemos depoimentos de alunos e alunas dos cursos técnicos Eletrônica e Eletrotécnica. Deles, procuramos perceber, além de suas expectativas, como se dá a formação acadêmico-profissional, como se relacionam com os professores e com os colegas, como interagem com as novas tecnologias, como se veem homens e mulheres trabalhadores da indústria etc. Evidentemente, aparecem na pesquisa dois grandes binarismos, a saber: escola – empresa e homem – mulher. O primeiro trata da aproximação existente entre a instituição e o mercado de trabalho, afinal a própria formação pedagógica conta com estágio e visitas técnicas. Apesar de parecerem integrados, não raro ocorrem distorções entre o que é ensinado e o que é cobrado na empresa. O segundo binarismo aparece fortemente marcado pelas relações de gênero presentes na escola, nas indústrias e na sociedade de modo geral. Apesar de serem todos jovens buscando melhor qualificação para o mercado, o fato de estarem nos cursos de Eletrônica e de Eletrotécnica levou-nos a perceber, inevitavelmente, que se trata de cursos em que há a predominância de rapazes. Mais que isto, levou-nos também a perceber que as fábricas continuam empregando muito mais os homens do que as mulheres. O trabalho, presente nessa comunicação, está voltado para a educação profissional, para o mercado de trabalho e para as relações de gênero. Assim, sua base teórica está composta de Charlot (2005; 2007), Demo (1998), Hirata (2003), Butler (2003) entre outros. Suas entrevistas e grupos focais foram estudadas a partir da análise de discurso numa perspectiva foucaultiana (FOUCAULT, 1998). Os resultados apontam para uma necessária reflexão acerca das relações entre mercado de trabalho e educação profissional. O cenário brasileiro, bem como dos países ibero-americanos, exige novos posicionamentos diante das demandas trabalhistas que muitas vezes camuflam com novas roupagens velhos e repetidos problemas que oprimem os trabalhadores. Apesar de Portugal e Brasil terem distintas culturas, possivelmente, a realidade educação e trabalho em que se inserem os jovens brasileiros tem pontos de contato com a realidade dos jovens portugueses.
  • SANTOS, Elza Ferreira CV de SANTOS, Elza Ferreira
Elza Ferreira Santos
Professora do Instituto Federal de Sergipe - IFS
Licenciada em Letras Vernáculas pela U. Federal de Sergipe - UFS;
Mestra em Ciências da Educação pela U. Lusófona de Humanidades e Tecnologias - ULHT
Doutoranda em Educação pela U. Federal de Sergipe e Bolsista da CAPES/CNPQ de estágio de doutoramento na ULHT de janeiro a julho de 2012.
Líder do Grupo de Pesquisa Educação profissional, Gênero e Tecnologia IFS/CNPQ
SANTOS, E. F. (2009) Mulheres entre o Lar e a Escola: os porquês do Magistério. São Paulo Annablume.

PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?
Resumo de PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso? PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?
PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?

A imigração brasileira para Portugal já não pode mais ser considerada um fenômeno novo, seja porque lá se vão quase quatro décadas desde quando se considera seu início (meados dos anos 70), seja porque quantitativamente representam a maior comunidade estrangeira em Portugal, seja porque nos últimos anos vários estudos e investigações tem mapeado de forma exaustiva e cuidadosa a realidade dessa população. Contudo, isso não significa que não sejam possíveis novas problematizações acerca desse tema; principalmente no que diz respeito as questões de gênero, que sistematicamente tem sido ou desconsiderada ou invizibilizada. O imaginário em relação a mulher brasileira em Portugal é bastante consolidado, as brasileiras gozam de uma identificação própria, não sendo confundidas com outros grupos de imigrantes (Padilla, Fernandes, Gomes 2010) - como acontece por exemplo com romenas, ucranianas e moldavas que, em geral, são classificadas como mulheres imigrantes do leste europeu. Contudo esse imaginário está montado em cima das relações coloniais entre Portugal e Brasil, que confere ao Brasil, e por consequência seu povo, uma posição subalterna. De forma que o lugar reservado as mulheres brasileiras em Portugal é também um lugar de inferioridade. Assim, os discursos – midiáticos, oficiais – acerca das imigrantes brasileiras em geral essencializam, racializam e estigamatizam essas mulheres, uma vez que associam-nas tanto à sexualidade, ao erótico e ao exuberante, como a submissão e docilidade, alegria. A partir dessas colocações objetiva-se analisar como esse imaginário atuam nos processos de a inserção das mulheres brasileiras na sociedade portuguesa, em especial no mercado de trabalho. Para tanto entrevistou-se e analisou-se o discursos 15 de mulheres brasileiras imigrantes que trabalham em Portugal, bem como algumas matérias veiculadas pela mídia portuguesa. Observa-se que a ambiguidade desse discurso que ao mesmo tempo em que hiperssexualiza a mulher brasileira, também ressalta características que são socialmente reconhecidas – como a simpatia e a docilidade – age principalmente no sentido de justificar a inserção precária e segregada da mulher brasileira em Portugal, contribuindo para sua marginalização. Cria-se um mecanismos perverso, que por um lado diferenciam as mulheres brasileiras das demais imigrantes, através desses atributos que são positivamente aceitos na sociedade – alegria, sensualidade, beleza – que dificulta que essas mulheres identifiquem que os mecanismos que as aprisionam em uma imagem sexualizada e subalterna.
  • FRANÇA, Thais CV de FRANÇA, Thais
Thais França.
Doutoranda do Programa de Relações de Trabalho, Desigualdaes Sociais e Sindicalismos do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra - Portugal. Mestra pelo programa Erasmus Mundos em Work, Organizational and Personnel Psychology - WOP-P pela Universidade de Bolonha - Itália (2008). Gradução em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará - Brasil (2004). Tem experiência na área de Psicologia e Sociologia, com ênfase em Psicologia Social e do Trabalho , atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, feminismos, trabalho, precarização, migrações.

PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR)
Resumo de PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR) PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR)
PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR)

Trata-se do estudo de caso de um grupo de travestis, profissionais do sexo, de um determinado ponto do centro do bairro de Campo Grande, Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro (Brasil), o qual proporcionou a construção de uma amostragem para a identificação e possível análise dos aspectos sociais, que fazem parte do cotidiano deste grupo de trabalhadores. Este retrata um perfil de profissionais que se confrontam com a realidade perversa do mercado de trabalho, a qual se agrava pelas questões de ordem cultural e de identidade sexual dessas trabalhadoras, que por vezes pouco se reconhecem como trabalhadores ou mesmo indivíduos portadores de direitos. Partindo do debate sobre identidades e sua relação com a construção de espaços societários, este ensaio, promove uma reflexão sobre o papel social e mercadológico desenvolvido pelas travestis, apontando a necessidade e a importância de sua existência como trabalhador alienado e desprotegido para o processo de acumulação capitalista, retratando o binômio exclusão x aceitação, que é referido da sociedade para a travesti, da travesti para outra travesti e do trabalhador para a travesti. Para tal a análise, conta com um arcabouço teórico apoiado em literaturas, filmes e reportagens que versam sobre a temática, esboçando seu caráter qualitativo e exploratório, uma vez que, não consegue analisar os dados de forma quantificada, ela se define por meio dentre os discursos coletados, ao passo que explora quando visa obter-se mais informações sobre um determinado assunto, como no caso do presente estudo. Desta forma foi possível pautar o debate sobre a travesti na sociedade e no mercado de trabalho, bem como o processo de construção de identidade destas travestis como trabalhadoras e como homossexuais, articulado com as lutas sociais e ações públicas implantadas no cenário nacional e estadual de defesa e reconhecimento da cidadania deste segmento da sociedade.
  • SOARES, Maurício Caetano M. CV de SOARES, Maurício Caetano M.
  •  FERREIRA, Silvia da S. CV - Não disponível 
Maurício Caetano Matias Soares
Graduado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestre em Política socail pela Universidade Federal Fluminense atua como asssitente social na área da saúde há 9 anos e há 10 anos realiza pesquisas na área da súde voltadas para atuação profissional frente as políticas sociais de saúde brasileira e avaliação das políticas sociais brasileira frente ao acesso a elas como efetivação de direito através do Nucleo de Pesquisa de Questão Social, Serviço Social e Polítca Social da Escola de Serviço Social da UFRJ e faz parte como membro do corpo docente do centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM/RJ).

PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito
Resumo de PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito  PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito
PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito

A presente proposta visa inscrever-se no Grupo de Trabalho submetido ao VII Congresso Português de Sociologia com a designação “Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho”. Esta comunicação enquadra-se num projecto de investigação sobre inserção profissional de jovens licenciados e pretende contribuir para a articulação conceptual entre os estudos da inserção profissional e da sociologia das profissões, a partir da análise das reestruturações dos mercados de trabalho e do ensino superior e da forma como estas novas dinâmicas têm enformado as profissões e os percursos profissionais dos licenciados em Direito. Nas últimas três décadas, a expansão do ensino universitário, público e privado, especificamente da área do Direito, quer em termos do número de vagas quer em termos do número de cursos, conferiu o acesso generalizado ao ensino superior, aumentando substancialmente o volume relativo e absoluto destes diplomados. O curso em Direito, historicamente associado a um relativo fechamento social, foi-se tornando permeável ao progressivo alargamento da sua base de recrutamento potenciando diferentes estratégias e representações dos vários agentes envolvidos, como o caso dos representantes do ensino superior e dos grupos profissionais das áreas jurídicas. Em paralelo, têm ocorrido profundas recomposições dos mercados de trabalho e da estrutura socioprofissional, em particular das profissões jurídicas, mudanças estas associadas à emergência dos processos de globalização dos mercados económicos, como a concentração dos serviços jurídicos em grandes empresas, o progressivo assalariamento e a crescente especialização e segmentação interna dos profissionais. A estas tendências acresce a generalização das formas atípicas de emprego, visível na flexibilização e na precariedade, sobretudo com maior impacto junto dos jovens licenciados, como têm atestado os estudos na área da inserção profissional. Procura-se, no âmbito desta comunicação, sistematizar as tendências quer do ensino universitário quer do mercado de trabalho num esforço de deslumbrar pistas teóricas para a compreensão das trajectórias profissionais dos licenciados em Direito. Esta reflexão beneficiará do confronto entre as principais correntes teóricas da sociologia das profissões e dos trabalhos desenvolvidos no âmbito da inserção profissional e do recurso à análise de dados de fontes secundárias: indicadores e dados estatísticos sobre a evolução e a situação profissional destes licenciados. Prevê-se com este debate potenciar uma discussão profícua sobre os desafios com que se deparam os juristas na sociedade portuguesa contemporânea.
  • SANTOS, Mónica CV de SANTOS, Mónica
Mónica Santos, licenciada e mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia de Coimbra. Investigadora integrada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia com projecto intitulado “As trajetórias profissionais dos licenciados em Direito: análise dos tipos de percursos e identidades sociais e profissionais e sociais” (SFRH/BD/75312/2010). Tem participado em diversos projectos de investigação nas áreas da inserção profissional de licenciados, das escolhas profissionais e escolares e do empreendedorismo social. Co-autora do livro “Licenciados, precariedade e família” (2009), Porto: Estratégias Criativas. Os seus interesses de investigação centram-se na Sociologia do trabalho e das profissões e na sociologia da educação.

PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado
Resumo de PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado
PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado

Desejo inscrever a comunicação no GT "Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho". Na presente comunicação identificamos a prática do voluntariado como uma forma de complementar aspirações satisfeitas ou não por meio do trabalho remunerado, principalmente aquelas ligadas à ajuda e à autonomia. Além disso, demonstramos como a realização de voluntariado varia de acordo com a área de formação acadêmica, sendo baixa na área de "Saúde e proteção social", identificada pelos profissionais da mesma como tendo um forte cariz altruísta. O universo de análise é a população licenciada no ano 2004-2005 de duas universidades públicas de Lisboa. Utilizamos uma matriz de dados quantitativos com base no inquérito realizado no âmbito do projeto de investigação "Percursos de inserção dos licenciados: relações objectivas e subjectivas com o trabalho" (PTDC/CS-SOC/098459/2008), aplicado a uma amostra de 1004 indivíduos. Conjugamos a esse material a análise temática de entrevistas aprofundadas com 8 destes, centradas na relação entre o trabalho remunerado e o voluntariado. Os dados apontam para uma alta apetência para o voluntariado entre a população em estudo, com 44% sendo ou tendo sido voluntário e 30% declarando-se interessados em sê-lo. Há entretanto uma distribuição marcadamente desigual pelas áreas científicas de formação, sendo maior na área de "Artes e Humanidades" e menor nas de "Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção" e "Saúde e proteção social". Analisando esse desequilíbrio, apresentamos então algumas formas pelas quais a atuação profissional se relaciona com a apetência para o voluntariado. À menor adesão ao voluntariado na área da "Saúde e proteção social" está relacionada a percepção de "dever cumprido" (tanto por parte dos próprios profissionais sobre si mesmos, quanto dos de outras áreas em relação àqueles) verificada por meio das entrevistas aprofundadas. Na área de "Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção", há menor apetência para o desenvolvimento de atividades ligadas ao altruísmo. Apresentamos por fim a distribuição do voluntariado entre onze indicadores de valores subjetivos do trabalho remunerado constantes do inquérito, com destaque para três deles: "ajudar aos outros", "progredir na carreira" e "adquirir novos conhecimentos por meio do trabalho remunerado".
  • CUNHA, Simone C. da CV de CUNHA, Simone C. da
Atua profissionalmente como jornalista, tendo iniciado a pesquisa em sociologia e o aprofundamento na investigação académica por meio do mestrado em Sociologia, concluído em 2011 na Universidade Nova de Lisboa. Em jornalismo, se especializou na área de economia, tendo trabalhado como correspondente freelancer desde Portugal para veículos brasileiros como o jornal O Globo e a revista Carta Capital e, no Brasil, na Folha de S. Paulo. Hoje trabalha no site de notícias G1, da TV Globo.
Por conta da experiência profissional voltada à economia, a sociologia torna-se uma ferramenta para compreender mais aprofundadamente o universo econômico, observado no dia a dia. Diante disso, a escolha específica do recorte do voluntariado sob a perspectiva do mercado de trabalho e, de uma forma mais abrangente, o estudo da influência do mercado de trabalho nas relações e aspirações pessoais são vistas como ponto de partida para a investigação académica sociológica e interessantes perspectivas para o futuro.