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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Modernidad»

PAP0723 - A dimensão identitária e a promoção cidadania
Resumo de PAP0723 -  A dimensão identitária e a promoção cidadania   PAP0723 -  A dimensão identitária e a promoção cidadania
PAP0723 - A dimensão identitária e a promoção cidadania

A dimensão identitária e a promoção cidadania Nesta reflexão busca-se apresentar e discutir as metodologias orientadoras das ações programáticas desenvolvidas pela Diretoria de Inclusão e Cidadania do Instituto Inhotim com o intuito de promover a cidadania em comunidades marcadas pela pobreza, localizadas no município brasileiro de Brumadinho, estado de Minas Gerais. O ponto central da reflexão vincula-se à discussão sobre o modo como se relacionam os conceitos de modernidade, identidade e memória na construção dessas ações que buscam a superação das conseqüências da exclusão social. Resistente às tentativas de definição, Inhotim pode ser pensado como um complexo museológico original constituído por uma sequência não linear de pavilhões de arte contemporânea e um jardim botânico em área de 100 ha. É também âncora para o desenvolvimento de ações científicas, educacionais e conservacionistas, tendo a arte e a biodiversidade vegetal como elementos centrais. O Instituto desenvolve práticas sociais comprometidas com a inclusão e a cidadania da população de Brumadinho e seu entorno. Em 2007, esse compromisso com o desenvolvimento social da região originou a criação da Diretoria de Inclusão e Cidadania. Em abril, o Instituto foi reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, pelo Governo de Minas Gerais. Em 2009, no mês de junho, o governo federal também reconheceu Inhotim como uma OSCIP. No âmbito da Diretoria de Inclusão e Cidadania são desenvolvidas, há quatro anos, ações que buscam desenvolver as potencialidades da comunidade local. Os programas e projetos buscam garantir a acessibilidade, a interação e a inclusão social. Na reflexão a ser apresentada, será destacada e analisada uma ação programática voltada para a dimensão identitária dos sujeitos e que tem por objetivo a recuperação, conservação e publicização do patrimônio Histórico, cultural e ambiental herdado pela sociedade local. O desenvolvimento dessa ação garante uma transversalidade que perpassa as demais ações programáticas desenvolvidas pela diretoria. O eixo central que norteia a ação parte das considerações de Ecléa Bosi , ao afirmar que a espoliação da memória é um dos efeitos mais perversos da miséria (BOSI,1994). Portanto, recuperar memória pode contribuir para a afirmação dos homens como sujeitos históricos. Trata-se, pois, de uma comunicação que, considerando a dimensão conceitual própria do campo da sociologia, almeja a discussão de práticas sociais emancipadoras.
  • LOPES, Rosalba CV de LOPES, Rosalba
  • OLIVEIRA, Juliana CV de OLIVEIRA, Juliana
Dra. Rosalba Lopes
Possui Doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2010), onde desenvolveu pesquisa sobre a relação das esquerdas revolucionárias brasileiras com a democracia, no período de 1974-1982; mestrado em Ciência Política pela UFMG (2001) e graduação em História pela UFF (1990). Atualmente trabalha no Instituto Inhotim, onde coordena a implantação e desenvolvimento do Centro Inhotim de Memória e Patrimônio – CIMP, que visa captar, organizar e disponibilizar fontes referentes ao patrimônio Histórico-Cultural e ambiental de Brumadinho e Médio Vale do Paraopeba. Nesta nova fase o campo de pesquisa ao qual se dedica vincula-se, sobretudo, à Memória e à Identidade.

Juliana G. Oliveira

Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Escola de Arquitetura da UFMG e Bacharel em Turismo pela Universidade FUMEC/BH. Atualmente trabalha no Instituto Inhotim, em Brumadinho, MG, na Diretoria de Inclusão e Cidadania, na Ação Programática Desenvolvimento Territorial, focando no Turismo de base comunitária na região do Médio Vale do Paraopeba. Elabora e executa projetos que visam o fortalecimento e autonomia de diferentes redes sociais, a interação e a inclusão social da população aos conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento social. Em termos de pesquisa tem se dedicado às investigações sobre patrimônio e desenvolvimento comunitário.


PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada
Resumo de PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada
PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada

O conceito de classe social tem, nas últimas décadas, sido alvo de contestação de diversas correntes, em especial as ligadas às teorias da modernidade (e.g. tardia, reflexiva, pós-modernidade). Contudo, vários autores defendem, numa perspectiva relacional, que o efeito de classe mantém os seus efeitos estruturais em termos de oportunidades profissionais e escolares, mas também na formação de identidades. Assim, o objectivo deste trabalho é o de recuperar as classes sociais para uma leitura da cidadania política em Portugal e na Europa, tendo também em conta uma perspectiva histórica sobre esta mesma relação. Argumenta-se que a relação entre classes sociais e cidadania política é um elemento central na constituição e entendimento da Modernidade uma vez que permite observar formas diferenciadas de poder e de influência na relação entre cidadãos e instituições no âmbito do Estado-Nação (Mouzelis, 2008; Cabral, 2000). A cidadania política, que aqui assenta na combinação entre participação política e envolvimento cívico, pode ser entendida como um eixo adicional de desigualdades que se intersecta com as classes sociais, sendo esta relação um indicador de distância ao poder, de influência e integração no centro político (Cabral, 2006; Mouzelis, 2002). A partir dos dados do European Social Survey e colocando Portugal no centro de uma análise transnacional, procura-se perceber quais as suas especificidades face à Europa, identificando, assim, desigualdades de influência conforme a posição social. Além do mapeamento da estrutura de classes e dos padrões cidadania, bem como da sua relação, a análise apoia-se numa tipologia de cidadania que permite identificar formas diferenciadas de acção e relação com o Estado, observando-se formas específicas de distância ao poder. Em termos gerais, há um efeito geral que se repercute pelas classes sociais, ainda que a integração seja diferenciada consoante região da Europa. Uma comparação do caso português face à Europa mostra uma contraposição entre as detentoras de capital cultural e as restantes classes sociais. Com base em investigação realizada sobre o tema é possível demonstrar que esta relação está imbricada num sistema de dominação que se tem reproduzido ao longo da história, em diversos regimes políticos (Cabral, 2006). Argumenta-se que esta se reflecte nas formas de cidadania política com impactos negativos entre os cidadãos de menores recursos gerando processos de desafeição política e afastamento face ao poder político.
  • CARVALHO, Tiago CV de CARVALHO, Tiago
Nome: Tiago Carvalho

Afiliação institucional: CIES-IUL

Área de formação: Sociologia

Interesses de investigação: Classes sociais, sociologia política

PAP0781 - Crisis del tiempo en la modernidad​. Una genealogía negativa.
Resumo de PAP0781 - Crisis del tiempo en la modernidad​. Una genealogía negativa. PAP0781 - Crisis del tiempo en la modernidad​. Una genealogía negativa.
PAP0781 - Crisis del tiempo en la modernidad​. Una genealogía negativa.

El tiempo es un objeto de estudio complejo, ya que deviene generalmente extraño y enigmáticamente obvio. Recordando la famosa expresión de Agustín ante la pregunta sobre el tiempo, si nadie nos pregunta, cotidianamente sabemos lo que es, pero si debemos explicarlo a quien nos interroga, surgen numerosas aporías en relación a su extrañeza familiar. La dificultad de pensar el tiempo surge en nosotros porque tenemos una doble experiencia del mismo. Formamos parte de un tiempo público, compartido, propio del mundo social, pero nuestra experiencia íntima del tiempo es vivida como una distensión a partir de un presente que permanece desde un pasado que se está yendo y hacia un futuro que todavía no ha llegado. El problema del tiempo consiste en articular esa distancia que en el hombre parece infranqueable entre el tiempo vivido, auténtico pero incomunicable (subjetivo o interno), y el tiempo social (externo), manifiesto en la posibilidad objetiva de la representación del tiempo en el mundo. El orden socio-temporal es producto de una síntesis humana, un constructo o herramienta simbólica de orientación que no puede comprenderse independientemente de ciertos procesos sociales y culturales. Las experiencias temporales son múltiples, y cada sociedad articula una relación particular con el pasado, el presente y el futuro, dotándoles de sentido. El interés de nuestra investigación apunta a la reflexión sobre el concepto de tiempo propio de la modernidad avanzada y, en particular, al estudio de las experiencias del tiempo vivido como riesgo e incertidumbre en las sociedades contemporáneas, aproximándonos a las causas y consecuencias de los procesos de aceleración social y a la noción de “presentismo” como clave heurística para comprender la realidad en la que estamos inmersos. La sociedad moderna, volcada hacia el futuro en una permanente búsqueda de innovación, nos sitúa ante un mundo que se vuelve cada vez un lugar más inseguro, mientras el tiempo se acelera. Cuando de más tiempo disponemos, menos tiempo tenemos... El síndrome temporal de la prisa o la urgencia, con sus requisitos de flexibilidad, movilidad y provisionalidad, condicionan la construcción de nuestra identidad y el proyecto político de una sociedad en crisis de configuración. La teoría sociológica debe hacerse cargo no sólo de la reflexión sobre estos tiempos de crisis, sino también sobre las crisis del tiempo y sus transformaciones.
  • MARTÍN, Estefanía Dávila CV de MARTÍN, Estefanía Dávila
Estefanía Dávila Martín, investigadora en formación de la Universidad Pública de Navarra (Pamplona, España) es Licenciada en Filosofía y Master en Teoría Sociológica. Actualmente trabaja en su proyecto de tesis doctoral, estudiando las transformaciones del concepto de tiempo en la modernidad.

PAP0554 - ENTRE FRAGMENTAÇÕES E PERMANÊNCIAS: IDENTIDADES DE GÊNERO E AS VIOLÊNCIAS NA ESCOLA
Resumo de PAP0554 - ENTRE FRAGMENTAÇÕES E PERMANÊNCIAS: IDENTIDADES DE GÊNERO E AS VIOLÊNCIAS NA ESCOLA PAP0554 - ENTRE FRAGMENTAÇÕES E PERMANÊNCIAS: IDENTIDADES DE GÊNERO E AS VIOLÊNCIAS NA ESCOLA
PAP0554 - ENTRE FRAGMENTAÇÕES E PERMANÊNCIAS: IDENTIDADES DE GÊNERO E AS VIOLÊNCIAS NA ESCOLA

Partindo da perspectiva de que não são as características sexuais que determinam o que é ser masculino ou feminino, defende-se que é a forma como essas características são representadas, aquilo que se diz ou se pensa sobre elas que vai constituir identidades gendradas em uma dada sociedade e em dado momento histórico. Na modernidade tardia descentramentos e fragmentações caracterizam as identidades de homens e mulheres, provocando a perda das estabilidades, das ancoragens que forneciam elementos para o “sentido de si” estável, conhecido, previsível. Na escola este processo é intensificado por ser local de socialização e aprendizagens diversas, onde diferenças são produzidas, espaços são delimitados, relações de poder e discursos delineiam as práticas; gestos, sentidos, movimentos, olhares, condutas e posturas são incorporados por alunos e alunas tornando-se parte de suas experiências e representações cotidianas. A escola não apenas transmite conhecimentos, mas também fabrica sujeitos, produz identidades étnicas, de gênero, de classe, geralmente através de relações desiguais. Compreender as relações de gênero como constituinte da identidade dos sujeitos, nos levou a investigar jovens de ambos os sexos de 15 a 24 anos de uma escola da rede pública da cidade de Aracaju, capital do estado de Sergipe, localizada no nordeste brasileiro. Fruto de pesquisa ora em andamento este artigo busca fomentar reflexões em torno dos valores nos quais estão sendo embasadas as construções das identidades de gênero e seus possíveis nexos com as violências no âmbito escolar. O estudo de caso de cunho etnográfico permitiu utilizar além das conversas informais, técnicas e instrumentos de investigação como a entrevista semi estruturada, a observação participante e o diário de campo de modo a perceber a cultura escolar, suas práticas rotineiras e comuns, os gestos e as palavras banalizados, tornando-os alvos de atenção, de questionamento e, em especial, de desconfiança. Conclusões preliminares apontam para identidades lastradas em bases tradicionais de oposição entre o masculino e o feminino tendo como elemento novo a representação feminina associada à ascensão no espaço público através do trabalho. Identifica-se ainda o preconceito velado contra a homossexualidade expondo o não reconhecimento das identidades consideradas diferentes, bem como o entrelaçamento das violências.
  • COUTO, Maria Aparecida Souza CV de COUTO, Maria Aparecida Souza
Maria Aparecida Souza Couto, professora de Educação Física da Rede Pública Estadual de Ensino de Sergipe, doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Sergipe; Mestra em Educação por essa mesma Universidade; graduada em Serviço Social pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL. Membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher e Relações de Gênero (NEPIMG), integrante do grupo de pesquisa Educação, Formação, Processo de Trabalho e Relações de Gênero, ambos da Universidade Federal de Sergipe. Temas de investigação de interesse: Gênero; Violência de Gênero;Violências nas Escolas; Bullying; Sexualidade; Diversidade Sexual; Juventudes; Família; Educação Física escolar.

PAP1318 - MANIFESTAÇÕES CULTURAIS CONTEMPORÂNEAS: A PARTICIPAÇÃO DE JOVENS EM MOVIMENTOS RELIGIOSOS DE NATUREZA PENTECOSTAL
Resumo de PAP1318 - MANIFESTAÇÕES CULTURAIS CONTEMPORÂNEAS: A PARTICIPAÇÃO DE JOVENS EM MOVIMENTOS RELIGIOSOS DE NATUREZA PENTECOSTAL PAP1318 - MANIFESTAÇÕES CULTURAIS CONTEMPORÂNEAS: A PARTICIPAÇÃO DE JOVENS EM MOVIMENTOS RELIGIOSOS DE NATUREZA PENTECOSTAL
PAP1318 - MANIFESTAÇÕES CULTURAIS CONTEMPORÂNEAS: A PARTICIPAÇÃO DE JOVENS EM MOVIMENTOS RELIGIOSOS DE NATUREZA PENTECOSTAL

Quando falamos em religião, logo nos vem à mente ideias como fé, sagrado, teofania. Se, por um lado, estão corretas tais ideias, por outro, apresentam-se incompletas para entendermos a presença, cada vez em maior número, de jovens em movimentos religiosos, nos quais a emoção, o fervor e a devoção são valorizados e incentivados. Partimos do princípio de que a religiosidade, entendida como manifestação pessoal de fé, em uma busca por experiências e valores que transcendam a dimensão material, dá sentido à existência do indivíduo e equilíbrio para os diferentes aspectos da vida, determinando o comportamento e as ações deste indivíduo, de seu grupo social e mesmo de uma coletividade. Outrossim, as condições materiais objetivas condicionam a percepção e atitudes diante das situações que acontecem ao seu redor, de sua concepção de vida, de religião, de política, de economia. Portanto, movimentos culturais e neles os movimentos religiosos que surgem, extinguem-se e ressurgem, vêm ao encontro das necessidades de homens e mulheres. A partir de observações de celebrações religiosas, foi possível uma primeira aproximação para compreendermos um fenômeno religioso que promoveu o surgimento de centenas de igrejas no Brasil e está presente tanto na Igreja Católica, como nas Protestantes Históricas: o movimento pentecostal, o qual também provocou o aumento da presença de jovens nas igrejas. Fato que nos chama a atenção porque estas igrejas exigem compromissos, como a participação em serviços ou ministérios, e impõem normas de conduta, como proibição do sexo antes do casamento, discrição no vestir e no consumo de bebidas alcoólicas. E ao realizarmos entrevistas com jovens pertencentes às igrejas pentecostais, constatamos que as motivações para estarem ali se concentraram principalmente na busca de amigos, de equilíbrio emocional e/ou cura para doenças. Como pudemos apreender, se a religião não exerce mais a função cultural de centro integrador e harmonizador da sociedade, ela ainda tem a função de oferecer respostas para questões consideradas insolúveis, além de possibilitar a integração social daqueles que se encontram, e se consideram, excluídos da ordem social vigente.
  •  SILVA, Claudia Neves da CV - Não disponível 
  •  LANZA, Fábio CV - Não disponível 

PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
Resumo de PAP0058 - Trabalho na Modernidade:  sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores. PAP0058 - Trabalho na Modernidade:  sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.

O presente texto tem como objectivo analisar os conceitos de modernidade e trabalho, abordando teorias que são essenciais para compreender como neste período se estabeleciam as relações de trabalho. A proposta central do trabalho consiste em discutir a regulamentação das relações de trabalho nos moldes capitalistas modernos, buscando demonstrar como a incerteza de obter trabalhos assalariados e o risco de precariedade nas condições trabalhistas afectam as relações de trabalho e as relações entre os indivíduos, para isso realizou-se previamente uma pesquisa bibliográfica, para que relacionando as bases teóricas de Ricardo Antunes, Zygmunt Bauman, Marshall Berman, Maria da Graça dos Santos Dias e Karl Marx, fosse possível captar e compreender a problemática moderna do ritmo do trabalho capitalista e a promoção da dignidade humana. O período da modernidade está estreitamente ligado ao modo de produção capitalista, já que a categoria do trabalho é central. Karl Marx aborda o conceito de trabalho em seu sentido amplo e económico, sendo de extrema relevância para esta pesquisa. Este período é marcado por paradoxos, ambiguidades e contradições, que estão intrínsecas no modo de produção capitalista. Embora haja a perspectiva de progresso, a revolução contínua da modernidade faz com que alguns indivíduos fiquem excluídos pela miséria e opressão advindos da separação de classes, o que desencadeia na redução das possibilidades de desenvolvimento individual, contrariando os preceitos iluministas. Portanto, a partir da discussão teórica conclui-se que a modernidade proporcionou o aumento das contradições existentes na sociedade, pois pela incessante exploração do trabalhador, visando o aumento da dominação burguesa e não a possibilidade de progresso individual pelo trabalho, faz com que embora o enriquecimento do trabalhador seja possível, se torne pouco provável; devido às condições materiais de existência serem destoantes entre os indivíduos, desencadeando a separação entre as classes, a alienação e a opressão.
  • SANTOS, Gabriela de Morais CV de SANTOS, Gabriela de Morais
Nome/ Gabriela de Morais Santos
afiliação institucional: Estudante da Universidade Tecnica de Lisboa do Instituto de Ciencias Sociais e Politicas no curso de Sociologia. Estuda em Lisboa pelo Convenio entre a universidade Federal de Uberlandia; instituicao de origem, com a universidade brasileira

Area de formação/ Estudante de Ciencias Sociais; abrangendo os cursos de Sociologia; antropologia e ciencia politica
Interesses de investigação/ Sociologia urbana; sociologia do trabalho e antropologia cultural: ja realizado investigacoes nas tres areas