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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Morte social»

PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
Resumo de PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar? PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?

A transformação das estruturas da população segundo a idade tem fortes implicações na organização da vida colectiva. Nas sociedades em que o trabalho é factor crucial de integração social, a passagem à condição social de “idoso” representa, para muitos, a entrada num processo de vulnerabilidade social ou, até, de exclusão. A sociedade portuguesa é um caso de evolução contraditória. A progressiva integração económica dos reformados não impediu que grande parte da população envelhecida fosse remetida para condições objectivas de existência que os expõem a diversas formas de marginalização. São de destacar a pobreza, a perda dos laços sociais e de significado da existência, assim como do sentido da utilidade social. Um importante contingente dos activos envelhecidos que exerceram a sua actividade profissional com baixos níveis remuneratórios corre o risco de não contar com redes mínimas de protecção social. A nossa investigação propõe-se analisar as repostas sociais existentes e conceber e planear intervenções que diminuam o risco de pobreza e evitem que a reforma seja vivida como morte social. As profundas alterações que afectam as estruturas familiares têm um impacto directo sobre as relações de poder entre as gerações, nomeadamente sobre o conteúdo e intensidade das trocas entre filhos e pais e sobre a definição das suas obrigações recíprocas. Grande parte das tarefas e cuidados tradicionalmente assumidos pela família, e que contribuíam para a sua coesão, está a ser remetida para instituições e profissionais especializados. Esta mudança, que secundariza os mecanismos de resolução de problemas na base de trocas e negociações directas quer no quadro da família, quer na colectividade de vizinhança, está na base do isolamento social e da solidão, bem como do fechamento da identidade no passado. Neste quadro, a qualidade da protecção social dos idosos é crucial para preservar a sua dignidade social e para que possam viver até morrer. O contributo das organizações produtoras de serviços para criar redes de relacionamento social é crucial para prevenir ou corrigir o isolamento e a solidão, substituindo ou complementando os laços primários. A nossa investigação pretende, pois, conceber modelos organizacionais compatíveis com a valorização simbólica, a intensificação das relações sociais, a descoberta de interesses e o envolvimento na prestação de serviços à colectividade de modo a permanecerem integrados na vida social, demonstrando a sua utilidade social.
  •  MAIA, Berta CV - Não disponível 
  •  ROCHA, Maria Lúcia CV - Não disponível 
  • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
  •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
Nome: Maria Sidalina Almeida
Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.