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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Nostalgia»

PAP0349 - Demolição em contexto urbano: Apagamento ou reforço da memória?
Resumo de PAP0349 - Demolição em contexto urbano: 	Apagamento ou reforço da memória? PAP0349 - Demolição em contexto urbano: 	Apagamento ou reforço da memória?
PAP0349 - Demolição em contexto urbano: Apagamento ou reforço da memória?

Convencionalmente pensamos na demolição como um acto destruidor e menos vezes a encaramos liminarmente como um processo que pode permitir o renascimento de um espaço moribundo. Nesse sentido, a demolição pode ser uma forma de fazer cidade. Mas pode ser mais do que isso. Pode ser também um mecanismo que promove o apagamento de memórias. Tal como pode despertá-las. Pode anunciar um fim, tanto quanto pode marcar um princípio. Encarado desta forma, o acto da demolição pode afigurar- se, em si, um fascinante e complexo fenómeno, tão ecléctico quanto ambíguo. O ensaio a apresentar pretende salientar a demolição como algo mais do que um mero acto técnico num qualquer processo de requalificação urbana. Pretende afirmá-la enquanto acto cultural e social. O objectivo principal é salientar a forma como o seu papel pode ser preponderante no reforço da memória, na medida em que o apagamento material que ela provoca em determinadas construções “adormecidas” nas cidades pode, por outro lado, revitalizar a sua lembrança, uma presença imaterial que confere uma “aura” de nostalgia e saudosismo à memória do edifício desaparecido. Pretende-se neste estudo fazer uma abordagem inicial de índole predominantemente teórica, debruçando-nos sobre a demolição, genericamente falando, enquanto acto dinamizador da memória. Numa segunda fase materializaremos, de forma breve, os argumentos defendidos, através da análise à reacção pública em torno de uma demolição levada a cabo em 2005, em Santa Comba Dão. “O Engenho”, edifício que cumpria originalmente a função atribuída pelo nome, “jazia” no centro da cidade, inactivo há vários anos, completamente votado ao abandono. Estando localizado numa zona privilegiada, do ponto de vista imobiliário tornou-se naturalmente, alvo do interesse de investidores. Os rumores da sua demolição geraram uma onda de oposição na cidade que, contudo, se verificou não ter quaisquer repercussões. Não obstante, o saudosismo e a nostalgia mantiveram-se após a demolição e prolongam-se até hoje. Um fenómeno de personificação do património construído, essencialmente plasmado na imprensa local, em torno de um edifício de cuja forma original, bem vistas as coisas, já muito pouco restava.
  • FERREIRA, Joana Rita Pedro CV de FERREIRA, Joana Rita Pedro
Licenciou-se em Arquitectura na Universidade Lusíada (2001), é Mestre em Arquitectura pela Universidade de Salford, UK (2006) e encontra-se a desenvolver doutoramento em Sociologia na Fac. Economia da UC. A sua tese, subordinada ao tema da demolição enquanto prática e enquanto discurso no processo de evolução da cidade, é orientada pelo Professor Carlos Fortuna. É também, desde 2006, docente do Dept. Arquitectura da Escola Universitária Vasco da Gama, em Coimbra.