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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Organizações»

PAP0055 - As Organizações Não-Governamentais na Lógica da Profissionalização Institucional
Resumo de PAP0055 - As Organizações Não-Governamentais na Lógica da Profissionalização Institucional PAP0055 - As Organizações Não-Governamentais na Lógica da Profissionalização Institucional
PAP0055 - As Organizações Não-Governamentais na Lógica da Profissionalização Institucional

O presente trabalho é baseado no desenvolvimento da tese de doutoramento em sociologia (UMinho-Portugal / UFPE-Brasil) que visa analisar quais as consequências do atual fluxo de profissionalização institucional das ONGs para estas entidades. Para tanto, os objetivos específicos que circundam esta dimensão são: 1. Examinar como se constroem as divisões de trabalho, a especialização e a busca por profissionalização dentro de diferentes tipos de ONGs; 1.1 Verificar por quem e como são definidas as agendas das ONGs; 1.2 Examinar se diferentes tipos de ONGs tendem a compor diferentes tipos de profissionalização nas entidades. 2. Investigar as perspectivas que os agentes das ONGs e seus financiadores têm sobre o atual processo de profissionalização; 2.1. Analisar como são construídas as noções éticas sobre a captação de recursos para as ONGs entre os agentes atuantes nessas organizações e seus financiadores e como tais noções se manifestam no cotidiano das entidades; 3. Verificar quais os vínculos entre a sustentabilidade financeira e a profissionalização dessas organizações; 3.1. Investigar o tipo de relação que as ONGs mantêm com os financiadores do Estado, do Mercado e do Terceiro Setor (agências internacionais etc) e; 3.2. Analisar se as relações com os demais setores e o modo de obter sustentabilidade financeira provocam perda de autonomia nas ONGs e o que isto significa para as instituições; o que significa, em termos práticos, uma ONG considerar-se ou ser considerada autônoma. Nesta investigação, percebemos que o mesmo problema sociológico se dava no Brasil e em Portugal, ainda que de maneiras e escalas distintas, o que nos fez propor um estudo conjunto, com subsídios comparativos complementares. Com recurso aos resultados preliminares da investigação em andamento, em particular a partir das observações de estudos de casos nos dois países, pudemos perceber elementos que tendiam a se tornar ocultos quando nos centramos exclusivamente em realidades locais, como o caso de um recorte espacial que considerasse apenas Brasil ou Portugal. Assim, pretendemos contribuir para a visibilização de processos que sustentam proximidades e/ ou especificidades que se registam quando se confrontam realidades sócio-históricas e espaciais distintas.
  • MARQUES, Ana Paula CV de MARQUES, Ana Paula
  • MELO, Marina CV de MELO, Marina
Ana Paula Marques é Professora Associada com Agregação do Departamento de Sociologia e investigadora permanente do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da Universidade do Minho. Doutorou-se, em 2003, em Sociologia – área de Organizações e Trabalho por esta universidade. Exerce funções de promotora e mentora científica do Spin-Off Laboratório MeIntegra e CICS – Universidade do Minho. Integra, do lado do Norte de Portugal, os Serviços de Estudos “Educação e Formação” do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular Galiza-Norte de Portugal.
É autora e co-autora de vários artigos e livros, destacando-se nestes últimos Inserção Profissional de Graduados em Portugal. (Re)configurações teóricas e empíricas (2010), Estudo Prospectivo sobre Emprego e Formação na Administração Local (2009), Trajectórias Quebradas. A vivência do desemprego de longa Duração (2008), Administração Local. Políticas e práticas de formação (2008), Actores Intermédios da Orgânica Empresarial. O futuro do emprego, das competências e da formação (2007), Entre o diploma e o emprego. A inserção profissional de jovens engenheiros (2006) e Assimetrias de género e classe. O caso das empresas de Barcelos (2006).
Marina Félix de Melo é doutoranda em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil (Orientador: Prof. Dr. Breno Fontes / Co-orientador: Prof. Dr. Rogério Medeiros) e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Portugal (Orientadora: Profa. Dr. Ana Paula Marques). Com atual investigação sobre "A Profissionalização nas Organizações Não-Governamentais", possui tese de mestrado em Sociologia intitulada "A Missão das ONGs em um Terceiro Setor Profissionalizado" [2009] e licenciatura em Ciências Sociais [2006] com tema de investigação também focado nas ONGs. Para além das publicações na área do Terceiro Setor, é autora de demais artigos e comunicações na temática das Ciências Sociais, a exemplo da centralidade no trabalho, teoria da dádiva, relações raciais no Brasil etc.
Curriculum Lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4596568H2

PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector
Resumo de PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector
PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector

É no enquadramento de europeização das estruturas nacionais e de governação multinível que se articulam os diversos atores (públicos, privados e não lucrativos) implicados na concepção, implementação e avaliação de políticas e programas/projetos de intervenção social no nosso país. A crescente importância da avaliação nas organizações do terceiro sector (OTS) resulta dos novos desafios que estas enfrentam e dos efeitos da sua nova relação com o Estado e outras entidades financiadoras. Num contexto de projetificação das políticas sociais, a avaliação surge como elemento indispensável na contratualização entre Estado e terceiro sector tendo em vista a implementação de programas sociais. Inerentemente associada ao controlo exercido pelas entidades de financiamento, a avaliação acaba frequentemente por ser vista como mera obrigação contratual a cumprir para prestar contas do financiamento recebido e não como um instrumento de aprendizagem, capacitação e mudança organizacional. Nesta comunicação será feito um primeiro mapeamento da produção de conhecimento sobre avaliação nas organizações do terceiro sector, a nível nacional e internacional, e serão apresentados os primeiros resultados empíricos de um estudo conduzido pela autora no âmbito da sua dissertação de Doutoramento. Propõe-se discutir as pressões para o desenvolvimento de processos de avaliação nas OTS e suas especificidades, e conhecer as práticas de avaliação vigentes, compreendendo em que medida elas se têm vindo ou não a constituir em instrumentos de governação e gestão estratégica dessas organizações e perscrutando o papel que as entidades financiadoras ou tutelares desempenham na construção de processos de avaliação potenciadores da aprendizagem organizacional. Pretende-se testar até que ponto as fragilidades que caracterizam as OTS portuguesas – elevada dependência relativamente às entidades financiadoras, gestão imediatista, falta de recursos, etc. – fazem prevalecer modelos de avaliação tecnocráticos e não participativos, orientados para a prestação de contas ascendente a entidades financiadoras e agências reguladoras e obstaculizam a emergência de modelos de avaliação mais participativos e potenciadores da capacitação e desenvolvimento organizacional.
  • LOPES, Mónica Catarina do Adro CV de LOPES, Mónica Catarina do Adro
Mónica Lopes é Mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra e frequenta, actualmente, o programa de
doutoramento em Sociologia pela mesma Faculdade. Enquanto
investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES), tem participado em
diversos projectos de investigação/avaliação relacionados com
políticas e práticas de igualdade entre mulheres e homens,
responsabilidade social das organizações e organizações da sociedade
civil. Os seus interesses de investigação incluem avaliação de
políticas públicas, terceiro sector, políticas sociais e relações
sociais de sexo, políticas de conciliação trabalho/família, mercado de
trabalho e maternidade/paternidade.

PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem.
Resumo de PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem. PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem.
PAP0331 - Dilemas das redes de cooperação interorganizacionais e a formação dos profissionais de saúde. O caso da Enfermagem.

Mobilizadas pela indispensabilidade de partilha de recursos, as organizações de serviços de saúde e as de ensino superior procuram cada vez mais plataformas de entendimento e lógicas de acção para melhor atender às necessidades de aprendizagem in loco das componentes clínicas dos estudantes da área da enfermagem, de formação contínua dos seus profissionais, assim como às solicitações da própria comunidade. Por outro lado, sabemos que a cooperação interorganizacional é cada vez mais entendida como uma estratégia de desenvolvimento para gerar progresso e ainda que a “University- business dialogue and co-operation” é recomendada (European Commission, 2011). Face a tais pressupostos é objectivo desta comunicação, promover o debate e a reflexão sociológica acerca das lógicas de redes de cooperação entre instituições de ensino superior e de saúde, questionando, por um lado, as diferentes formas de governação das acções na rede, e por outro lado, a estratégia emancipatória para o desenvolvimento do conhecimento e geradora de capital social na saúde. Para tal, contamos com os resultados da investigação que efectuámos em doze organizações (onze de saúde e uma organização de ensino superior na área da enfermagem) através do recurso a metodologias qualitativas e das técnicas de análise de redes sociais, designadamente através da aplicação informática do UCINET e do NETDRAW. Neste estudo desocultámos a estrutura, conteúdo e dinâmicas das relações interorganizacionais estabelecidas, verificando a existência de uma cooperação assente em redes de relações formais e informais, sustentadas em normas, mas também em valores simbólicos e ideológicos ligados à profissão, assim como relações de confiança e amizade, que eram condicionadoras do funcionamento. Identificámos potencialidades, mas também constrangimentos ao desenvolvimento da rede. Num desafio critico mas construtivo, colocamos à discussão os resultados encontrados reflectindo acerca dos mesmos, propondo soluções alternativas para um modelo de governação da cooperação interorganizacional para a formação em saúde, em geral, e para a enfermagem, em particular, que ainda se configura mais perto do tradicional que dos novos paradigmas, ainda que vestido com roupagens apelativas ornadas por protocolos onde estão prescritas eventuais filosofias inovadoras.
  • ARCO, Helena CV de ARCO, Helena
  • SILVA, Carlos Alberto da CV de SILVA, Carlos Alberto da
Helena Maria de Sousa Lopes Reis do Arco – ProfessoraAdjunta da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre.Doutora em Sociologia pela Universidade de Évora, Mestre em Sociologia pelamesma Universidade, Licenciada em Enfermagem e Especialista em EnfermagemComunitária. Investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação eInovação do Instituto Politécnico de Portalegre. Tem nos últimos anosdesenvolvido os seus trabalhos em torno das questões relacionadas com as redessociais no âmbito da saúde. Os seus atuais interesses de investigação situam-senas áreas da Sociologia da Saúde e da Educação, bem como na Análise de RedesSociais enquanto ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervençãosocial.

e-mail: helenamaria.arco@gmail.com
Carlos Alberto da Silva - Director do Departamento de Sociologia da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora (2011-...). Director do Programa de Doutoramento em Sociologia da Universidade de Évora (2011-...). Investigador integrado no CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (2011-...). Doutorado em Sociologia. Agregação em Sociologia. Mestrado em Sociologia. Licenciatura em Investigação Social Aplicada. Bacharel em Radiologia. Autor de vários trabalhos científicos e relatórios técnicos co-finaciados por programas nacionais e europeus nas áreas do diagnóstico e avaliação de projectos sociais, planificação estratégica e desenvolvimento regional. Principais áreas de interesses deinvestigação: a) Análise de redes sociais como ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervenção social; b) Redes e cooperação territorial e transfronteiriça; c) Análise prospectiva; d) Avaliação da qualidade e satisfação de utentes e profissionais nas unidades de saúde; Avaliação em tecnologias da saúde.

PAP0238 - Estilos e perfis dos líderes com funções de avaliação de desempenho docente – discussão conceptual
Resumo de PAP0238 - Estilos e perfis dos líderes com funções de avaliação de desempenho docente – discussão conceptual  PAP0238 - Estilos e perfis dos líderes com funções de avaliação de desempenho docente – discussão conceptual
PAP0238 - Estilos e perfis dos líderes com funções de avaliação de desempenho docente – discussão conceptual

Nesta comunicação pretende-se discutir os conceitos do perfil de liderança e estilo de liderança a partir das lideranças intermédias que, nas organizações escolares, têm a função de avaliar o desempenho dos docentes. A proposta de comunicação aqui apresentada dá conta da investigação em curso no âmbito do Programa de Doutoramento em Educação, especialidade em Liderança Educacional, na UAb, com o título Estilos e perfis dos líderes intermédios na escola com funções de avaliação de desempenho docente. Neste contexto, procuramos distinguir os dois conceitos partindo do entendimento de perfil enquanto predominantemente relacionado com as características profissionais / académicas existentes / exigidas e de estilo mais ligado às características pessoais moldáveis e relacionadas com os traços de personalidade ou eventualmente com as formas de actuação impostas pelo líder de topo. Os recentes desenvolvimentos das políticas educativas têm vindo a colocar as instituições escolares no centro das preocupações sociais. Concretamente, medidas como a generalização dos programas de avaliação de desempenho docente e a sua relação com a implementação de um novo modelo de gestão da escola têm contribuído para a reconfiguração da organização escolar ao nível das suas dinâmicas internas de funcionamento. Neste sentido, interessa compreender os modos como a organização escolar reage a este tipo de imperativos, de que forma recria as suas dinâmicas através da compreensão das práticas e olhares dos sujeitos nos seus contextos de ação. Começamos, pois, por mobilizar os conceitos de estilo de liderança e perfil de liderança fazendo a sua discussão tendo por referência a conjuntura atual de acentuados condicionalismos, o quadro de reflexividade social e a complexidade organizacional escolar. Desta forma, esperamos que esta comunicação (nesta fase, mas também o nosso trabalho) possa constituir um contributo para o entendimento coletivo do modo como as reconfigurações – que resultam das crises e outras – são refletidas e geridas no campo educativo. Palavras-chave: estilos de liderança; perfis de liderança; avaliação de desempenho docente; organizações escolares; reconfigurações sociais.
  • RICARDO, Luís CV de RICARDO, Luís
  • HENRIQUES, Susana CV de HENRIQUES, Susana
  • SEABRA, Filipa. CV de SEABRA, Filipa.
Luís Ricardo
Habilitações académicas/profissionais:
- Licenciado em Engenharia Eletrotécnica (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra);
- Licenciado em Educação na especialidade Administração Escolar (Escola Superior de Educação de Leiria);
- Pós graduado em Educação na especialidade Administração Escolar e Planificação da Educação (Universidade Portucalense);
- Mestre em Educação na especialidade Administração Escolar e Planificação da Educação (Universidade Portucalense);
- Doutorando em Educação na especialidade Liderança Educacional (Universidade Aberta) sob a orientação da professora doutora Susana Henriques e da professora doutora Filipa Seabra;
- Tutor na Universidade Aberta (mestrado em Administração e Gestão Educacional; licenciatura em Educação; Curso de Profissionalização em Serviço de professores);
- Professor no Grupo 540 (Esc. Sec. Engº Acácio Calazans Duarte – Marinha Grande).
Morada:
Rua das Arroteias, Lt 39, 2500-568 Caldas da Rainha
E-mail:
luisffricardo@gmail.com
Tel.:
960223344
Nome:
Susana Henriques
Habilitações académicas/profissionais:
Doutorada em Sociologia, especialidade me Sociologia da Educação, da Comunicação e da Cultura. Professora Auxiliar do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta, responsável por UCs de 1º, 2º e 3º ciclos. Investigadora no CIES-IUL e no LE@D-UAb, na área da educação, lideranças, literacias e das competências pessoais e sociais, bem como na área da comunicação.
Morada:
UAb – DEED
Campus do Taguspark
Edifício Inovação I
Av. Dr. Jacques Delors
2740-122 Porto Salvo, Oeiras
E-mail:
susanah@uab.pt; susana_alexandra_henriques@iscte.pt

Tel.:
213916300
Nome:
Filipa Seabra
Habilitações académicas/profissionais:
Doutorada em Ciências da Educação, especialidade em Desenvolvimento Curricular, pela Universidade do Minho. Professora Auxiliar do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta. Investigadora no LE@D-UAb, na área da educação, lideranças e no CIEd-UM, na área da teoria e desenvolvimento curricular.
Morada:
UAb – DEED
Campus do Taguspark
Edifício Inovação I
Av. Dr. Jacques Delors
2740-122 Porto Salvo, Oeiras
E-mail:
fseabra@uab.pt
Tel.:
216011417

PAP0823 - Gestão de Conhecimento em Organizações Turísticas
Resumo de PAP0823 - Gestão de Conhecimento em Organizações Turísticas PAP0823 - Gestão de Conhecimento em Organizações Turísticas
PAP0823 - Gestão de Conhecimento em Organizações Turísticas

O debate sobre a Gestão do Conhecimento tem mobilizado uma variedade de áreas que procuram descortinar a complexidade do conceito e do próprio processo. Atendendo à importância crescente do conhecimento nos processos de inovação e de desenvolvimento das sociedades na era da globalização, a diferença entre as sociedades e as organizações depende, cada vez mais, da qualidade da gestão do capital humano e do conhecimento. O cerne da questão não se encontra no recurso em si mas sim na criação de um contexto, onde a criação, a aquisição e a difusão de novo conhecimento possa ser promovida e alimentada, recorrendo aos instrumentos organizacionais explicitamente criados para o efeito. Assim, o conhecimento da organização deve ser entendido como o fruto de interacções específicas entre indivíduos, sendo um activo socialmente construído. No âmbito das organizações, a Gestão do Conhecimento emerge intrinsecamente ligada à capacidade destas utilizarem e combinarem as várias fontes e tipos de conhecimento organizacional, com os objectivos de promoverem o desenvolvimento de competências específicas e assumirem uma capacidade inovadora, traduzida em novos produtos, novos processos e, desejavelmente, a liderança do mercado onde se inserem. A importância da Gestão do Conhecimento no sector turístico é ainda mais fulcral devido ao facto de este se basear em serviços que apresentam características associadas à intangibilidade, à perecibilidade ou à heterogeneidade. Neste âmbito, a presente comunicação, consubstancia-se na apresentação do um modelo de análise e dos resultados preliminares de uma investigação, designada “Gestão do Conhecimento Organizacional em Organizações Turísticas”. A qual, tem como objectivo analisar a forma como organizações turísticas no Algarve gerem o seu conhecimento, ou seja, observar como criam, retêm, partilham e utilizam o conhecimento. A investigação empírica, ainda a decorrer, tem como metodologia de base a análise aprofundada a três estudos de caso em grupos hoteleiros com recurso ao inquérito por questionário, à entrevista semi-estruturada e à análise documental. O modelo de análise utilizado nesta investigação estrutura-se em torno de dois eixos analíticos: i) as etapas do processo e ii) as práticas facilitadoras da Gestão do Conhecimento; os quais, embora não existindo isoladamente afiguram-se como fundamentais para uma abordagem global dos processos de Gestão do Conhecimento Organizacional. A abordagem da Gestão do Conhecimento centra-se nos processos relacionados com a criação, retenção, transferência e utilização do conhecimento organizacional, realçando a importância de diversas práticas de gestão facilitadoras dos mesmos: gestão estratégica; cultura organizacional; estrutura e processos de trabalho; políticas de recursos humanos; sistemas de informação e comunicação; medição de resultados e relação com o ambiente externo.
  • SEQUEIRA, Bernardete Dias CV de SEQUEIRA, Bernardete Dias
  •  SERRANO, António Manuel CV - Não disponível 
  • MARQUES, João Filipe CV de MARQUES, João Filipe
Bernardete Dias Sequeira, Assistente da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, investigadora integrada do Centro de Investigação em Inovação, Espaço e Organizações (CIEO) da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, licenciada em Sociologia, Mestre em Organização e Sistemas de Informação, interesses de investigação em Sociologia das Organizações, Recursos Humanos, Sociologia da Comunicação e Metodologias de Investigação.
João Filipe Marques é Doutor em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, Professor Auxiliar na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve e Director da Licenciatura e do Mestrado em Sociologia daquela Universidade. Para além de leccionar na área das Teorias Sociológicas, tem publicado e ensinado nas áreas da Sociologia do Racismo, das Relações Inter-étnicas e da Etnicidade. Para além de vários artigos e capítulos de livros sobre aqueles temas é autor do livro Du «non racisme» portugais aux deux racismes des Portugais, (Lisboa, Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, 2007). Atualmente, é membro da Direção da Associação Portuguesa de Sociologia.

PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais
Resumo de PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais
PAP0182 - O desenvolvimento de recursos humanos no contexto das organizações sociais

Esta comunicação baseia-se numa investigação que sustenta uma tese de Mestrado em Sociologia (ramo de recursos humanos e desenvolvimento sustentável). As motivações que presidiram à escolha do tema de investigação são de ordem pessoal e profissional e compreendem a pertinência sugerida pelas especificidades das organizações sociais na sociedade globalizada actual e grandes transformações que as afectam em todas as áreas. O impacto dessa reestruturação materializa-se por intermédio de processos de racionalização e técnicas oriundas do ambiente empresarial, como as novas tecnologias e os novos modelos de desenvolvimento de recursos humanos. Planear, desenvolver e monitorizar as competências organizacionais e individuais tem-se tornado uma das estratégias das organizações para satisfazer as necessidades dos seus utentes/clientes. A crescente importância das organizações sociais, nomeadamente no que concerne ao significado social das suas actividades, ao volume de recursos movimentados, às potencialidades enquanto entidades empregadoras, são, entre outras, razões que justificam a maior atenção a estas organizações no sentido do aperfeiçoamento das suas estruturas, dos seus instrumentos e técnicas, e claro das práticas de desenvolvimento dos seus recursos humanos. O objectivo geral desta investigação centra-se na compreensão das dinâmicas de desenvolvimento dos recursos humanos no contexto das organizações sociais. Deste modo, tornar-se relevante abordar dois conceitos centrais: “organizações sociais”, e “desenvolvimento de recursos humanos”, importando também identificar as dimensões de análise subjacentes aos dois conceitos, nomeadamente: estrutura da organização; missão, visão e valores que enquadram os objectivos estratégicos da organização; concepção dos dirigentes e técnicos no que respeita aos RH e ao DRH; recrutamento e selecção; formação; organização de trabalho; politica de emprego; avaliação de desempenho e sistema de recompensas. A estratégia de investigação escolhida foi o método do estudo de caso. Especificamente, são estudadas duas organizações sociais, através da observação e recolha de dados sustentada em informação disponível e provocada, utilizando para o efeito a entrevista e o inquérito por questionário. Espera-se que esta investigação possa contribuir para a compreensão da importância estratégica e para o papel efectivo das praticas de DRH no contexto das organizações sociais, afinal “ (…) a gestão estratégica integra o planeamento estratégico, as decisões operacionais e o funcionamento quotidiano das organizações” (Bilhim, 2004:47).
  • COSTA, Ana CV de COSTA, Ana
  • SERRANO, Maria Manuel CV de SERRANO, Maria Manuel
Ana Delfina Leal Granjeia Costa

Técnica de Segurança Social no Centro Distrital de Évora do ISS, IP.
desde 1994 com funções nas áreas de Assessoria técnica aos tribunais
em matéria de regulação do poder paternal, bem como gestora de IPSS's
em matéria de acordos de cooperação Interinstitucional

Licenciada em História pela Universidade de Évora

Mestranda em Sociologia, especialização em Recursos Humanos e
Desenvolvimento Sustentável

Áreas de interesse: Assessoria Social; Desenvolvimento Social; Gestão
de Recursos Humanos em Organizações Sociais.
Maria Manuel Serrano é Doutorada em Sociologia Económica e das Organizações e Mestre em Sistemas Socio-Organizacionais da Atividade Económica, pelo ISEG/UTL e Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora.
É investigadora do SOCIUS – Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações do ISEG/UTL .
É Professora Auxiliar no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e Diretora do 1.º Ciclo de Estudos em Sociologia desta Universidade, desde 2009.
É autora de diversas publicações científicas na área da Sociologia Económica e das Organizações.

PAP1426 - O papel e uso social das Casas do Benfica para o seu desenvolvimento enquanto organização desportiva
Resumo de PAP1426 - O papel e uso social das Casas do Benfica para o seu desenvolvimento enquanto organização desportiva PAP1426 - O papel e uso social das Casas do Benfica para o seu desenvolvimento enquanto organização desportiva
PAP1426 - O papel e uso social das Casas do Benfica para o seu desenvolvimento enquanto organização desportiva

O desporto é um fenómeno social marcante na sociedade, assumindo diferentes contornos dependendo do contexto social, político, económico e cultural em que se encontra inserido, tendo assim os movimentos associativos, através dos clubes desportivos, um importante papel enquanto agentes de socialização. A problemática que acompanha toda esta investigação é «Qual o papel social e uso das Casas do Sport Lisboa e Benfica para o seu desenvolvimento enquanto organização desportiva?» Nesse sentido a presente investigação tem carácter exploratório, e consiste num estudo de caso cujo objectivo, é conhecer e descrever o fenómeno social e cultural das Casas do Benfica, que fazem parte de uma das mais importantes marcas em Portugal, em termos da sua representatividade comercial, valor social e cultural, o Sport Lisboa e Benfica. Através da realização de entrevistas estruturadas a uma amostra de quarenta responsáveis de Casas do Benfica em Portugal, conclui-se que estas têm um papel social de extrema importância, funcionando como elo de ligação ao clube e como um espaço de convívio em que se fomenta o espírito benfiquista, fundamental ao desenvolvimento do Sport Lisboa e Benfica enquanto organização desportiva.
  •  SOUSA, Ana Margarida Tavares de CV - Não disponível 

PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações
Resumo de PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações
PAP1516 - Um olhar interorganizacional sobre a formação profissional. Dilemas e desafios para as organizações

O primado das organizações fechadas e auto-suficientes está excedido. Neste clima de incerteza ganha fundamento a necessidade das organizações se associarem, unirem esforços, delinearem estratégias comuns de actuação, rumo a objectivos individuais e colectivos.Consequentemente, também a necessidade das organizações actuarem conjuntamente e associadas, partilhando os mais diversos recursos, como por exemplo, informação e conhecimento, vem fundamentar a tese da necessidade de cooperação interoganizacional. A concorrência cada vez mais «perversa, implica uma cultura organizacional estratégica e de ruptura com anteriores modelos organizacionais virados para dentro, em busca duma economia de escala e sem preocupações com as variáveis do ambiente. Esta comunicação resulta duma reconstrução e actualização dos resultados obtidos num trabalho de investigação realizado entre os anos de 2004 e 2007, cujas principais linhas de orientação se centraram na identificação das dinâmicas interorganizacionais das entidades formadoras, designadamente ao nível dos processos e formas de cooperação desenvolvidas pelas entidades que desenvolvem acções de formação profissional no Alentejo (Portugal). Com o recurso à metodologia de análise de redes sociais, a equipa de investigação procurou compreender as dinâmicas de cooperação que se estabeleceram entre as organizações que desenvolvem acções de formação profissional neste território. Sendo uma região prioritária em termos de aplicação de Fundos Estruturais da União Europeia, a equipa de investigação procurou desocultar as lógicas de partilha de recursos, a definição de estratégias de formação e, por último, o posicionamento dos actores na rede. PALAVRAS-CHAVE: análise de redes sociais, organizações, cooperação, formação profissional
  • FIALHO, Joaquim CV de FIALHO, Joaquim
  • SILVA, Carlos Alberto da CV de SILVA, Carlos Alberto da
  • SARAGOÇA, José CV de SARAGOÇA, José
JOAQUIM MANUEL ROCHA FIALHO, Licenciado em Serviço Social, é quadro superior do Instituto do Emprego e Formação Profissional desde 1999, onde exerce funções de assistente social no Centro de Formação Profissional de Évora. É detentor do Mestrado em Sociologia, na variante de recursos humanos e desenvolvimento sustentável (2003), tendo desenvolvido a tese sobre a re-integração de desempregados de longa duração no mercado de emprego. Em 2008, obteve, com distinção e louvor a aprovação nas provas de Doutoramento em Sociologia, onde apresentou a sua investigação sobre as redes de formação profissional. É professor auxiliar convidado no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e docente no Campus Universitário de Santo André do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (Instituto Piaget). Tem mais de uma de dezena de artigos publicados sobre organizações e formação profissional, bem como a participação em inúmeros eventos científicos como orador. As suas principias linhas de investigação são a análise de redes sociais, dinâmicas organizacionais e a formação profissional.
E-mail: jfialho@uevora.pt
Carlos Alberto da Silva - Director do Departamento de Sociologia da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora (2011-...). Director do Programa de Doutoramento em Sociologia da Universidade de Évora (2011-...). Investigador integrado no CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (2011-...). Doutorado em Sociologia. Agregação em Sociologia. Mestrado em Sociologia. Licenciatura em Investigação Social Aplicada. Bacharel em Radiologia. Autor de vários trabalhos científicos e relatórios técnicos co-finaciados por programas nacionais e europeus nas áreas do diagnóstico e avaliação de projectos sociais, planificação estratégica e desenvolvimento regional. Principais áreas de interesses deinvestigação: a) Análise de redes sociais como ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervenção social; b) Redes e cooperação territorial e transfronteiriça; c) Análise prospectiva; d) Avaliação da qualidade e satisfação de utentes e profissionais nas unidades de saúde; Avaliação em tecnologias da saúde.
José Saragoça
É Professor Auxiliar na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.
No Departamento de Sociologia leciona Sociologia da Educação, Planeamento e Gestão de Projetos, Diagnóstico e Prospetiva Social, Sociologia do Desporto, entre outras u.c..
É adjunto do Diretor do Departamento de Sociologia e membro do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.
É Docente Convidado no Instituto Piaget (Campus de Santo André).
É investigador integrado do CESNOVA (Centro de Investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
Os seus interesses de investigação científica direcionam-se para os future studies/prospetiva estratégica e para a análise de redes sociais/social network analysis, sobretudo nos domínios da educação/formação, cooperação entre territórios e governo eletrónico. É autor de diversos artigos científicos, de capítulos de livros e do livro Tecnologias da Informação e da Comunicação, Educação e Desenvolvimento dos Territórios (publicado pela Fundação Alentejo em 2009).