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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Percepção subjectiva de saúde»

PAP0474 - Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo
Resumo de PAP0474 -  Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo PAP0474 -  Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo
PAP0474 - Ter saúde na última fase da vida: lógicas do saber leigo

O mundo contemporâneo da saúde reúne características que permitem a produção de contextos sociais plurais, por vezes com elementos contraditórios entre si. Nestes, cada indivíduo constrói o seu espaço singular face à saúde, apropriando-se e recriando no seu quotidiano o material social que lhe é mais significativo. Esta acção criativa expressa um território de decisão e transformação importante, a que acresce ainda a diferença de expressão da saúde por associação a cada etapa do trajecto de vida. Cada tempo social de vida confere um pano de fundo único na compreensão das lógicas que movem as práticas e o pensar sobre a saúde individual. Na velhice, a leitura realizada sobre as mudanças fisiológicas ocorridas determina a progressiva alteração de necessidades, do tipo de problemas que podem surgir, assim como a percepção que cada indivíduo desenvolve sobre a sua condição, recursos necessários e estratégias de actuação adequadas. Nesta fase, ocorrem igualmente significativas mudanças ao nível da estrutura familiar, actividade económica e redes sociais, com potenciais efeitos na saúde, assim como no tipo de utilização dos recursos sociais disponíveis. O ter saúde é uma noção subjectiva em permanente mudança, construída no confronto dinâmico entre as disposições sociais dominantes ou mesmo residuais sobre o significado de ser saudável. Constitui assim um elemento micro de leitura das lógicas sociais que estabelecem a condição pessoal perante a saúde num certo tempo da vida, num determinado tempo sócio-histórico. Por outro lado, o progressivo aumento da esperança de vida tem vindo a permitir o aparecimento de uma última idade temporalmente mais longa, com a possibilidade de ser vivida com mais saúde. Esta expectativa social permite o desenvolvimento de novas lógicas em torno da noção de saúde pessoal, que importa analisar. Com base na realização de entrevistas junto de mulheres e homens em idade mais avançada, procurou-se apreender e explorar as lógicas que suportam à construção das suas noções pessoais de saúde no seu tempo actual de vida.
  • GOMES, Inês CV de GOMES, Inês
Inês Gomes é Investigadora Colaboradora no CESNOVA – Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, onde actualmente desenvolve o seu doutoramento em sociologia, subordinado ao tema “Saúde e envelhecimento: Práticas e representações sociais de género”. Mestre em Saúde Pública, conta com um trajecto profissional e académico na área da saúde, tendo-se dedicado neste âmbito aos temas do envelhecimento e do género.