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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «População»

PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome
Resumo de PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome
PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome

Em Portugal uma das matrizes associadas ao paradigma do desenvolvimento tem sido, entre outras, a daconstrução de grandes barragens. Desde os anos 40 do século passado, as políticas de ordenamento e ampliação da rede eléctrica, têm vindo a traduzir-se num exponencial investimento público na construção de grandes barragens. A decisão da construção do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, integrado no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, pretende assegurar um melhor aproveitamento hídrico nacional, concorrendo para os objectivos da Estratégia Nacional até 2020. Assim, a gestão da água – que é considerada como o petróleo do século XXI - terá que ser equacionada a partir de múltiplas variáveis tendo por base os indicadores de desenvolvimento sustentável, onde, prioritariamente, sejam tidas em consideração as implicações sociais, culturais e económicas da utilização deste recurso natural, património indispensável à vida, em todas as suas dimensões. Ao contrário do que aconteceu na aldeia de Vilarinho da Furna no Gerês e na aldeia da Luz no Alentejo, a aldeia de Girabolhos não irá ser submersa ou deslocalizada em consequência da construção desta barragem, sendo que a adaptação dos seus habitantes ao novo espaço envolvente irá dar origem a mudanças quer no território, quer nas localidades mais próximas. Previsivelmente, até 2015, a construção desta barragem irá criar cerca de 5000 postos de trabalho diretos e indirectos. Estes números foram indicados pela empresa Endesa, à qual foi adjudicada a concepção, construção e exploração deste empreendimento hidroeléctrico. Numa primeira fase o impacto sobre a paisagem limitar-se-á à abertura de acessos para o transporte de equipamentos, procurando afectar a menor área possível da fauna e da flora ali existentes. O custo final da barragem de Girabolhos está avaliado em 102 milhões de euros e será o maior investimento alguma vez realizado no concelho de Seia. As expectativas dos habitantes da aldeia de Girabolhos em torno deste empreendimento revestem-se de um certo impacto. Esta investigação procurará auscultar junto da população quais os seus anseios e expectativas quer individuais quer colectivas.
  • DUARTE, Lucinda Coutinho CV de DUARTE, Lucinda Coutinho
  •  REINO, João Pedro CV - Não disponível 
  •  ANTUNES, Manuel de Azevedo CV - Não disponível 
Exerce funções como Técnica Superior no Ministério da Educação, em Lisboa.
É Licenciada em Sociologia, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Obteve ainda um diploma de Pós-graduação em Administração e Políticas Públicas, no ISCTE.
É investigadora não remunerada, no CPES, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e tem realizado trabalhos de de investigação apresentados em congressos nacionais e internacionais, em parceria com outros colegas, sobre Populações afectadas pela construção de Barragens.
Interesse especial na área da Sociologia Rural e da Sociologia Urbana.

PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
Resumo de PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional  PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional

Em Portugal, e à semelhança do que se verifica na maioria dos países ocidentais, a população idosa tem vindo a aumentar. A pirâmide de idades da população portuguesa passou a apresentar um estreitamento na base, acompanhado por um alargamento no topo, forma que caracteriza uma população envelhecida. Mas os idosos não se distribuem da mesma forma pelo território nacional. Existem indícios de que a população portuguesa está a envelhecer de forma desigual nas várias regiões do país. A partir dos dados disponíveis no Eurostat (taxa bruta de mortalidade, TBM, por 100 mil habitantes), estudámos as tendências de mortalidade e variações associadas no período de 1994 a 2006, entre a população idosa portuguesa, por sexo, grupo etário e principais causas de morte (segundo a International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, ICD), procurando estabelecer diferenças regionais. Estas ocorrem apenas pontualmente, por sexo, mas sobretudo entre o grupo etário dos 65 aos 69 anos e o dos 85 ou mais anos, no que se refere às principais causas de morte. Das seis causas estudadas, três são dominantes entre a população idosa: doenças do sistema circulatório, neoplasias e doenças do sistema respiratório. Em termos de variação, os óbitos por doenças endócrinas sofrem, no período em análise, aumentos acentuados em todo o país, enquanto que os relativos às doenças do sistema circulatório tendem a diminuir. Globalmente, a região Centro apresenta as maiores diferenças, no que se refere ao afastamento entre as duas principais causas de morte e as restantes. Por sua vez, os Açores e a Madeira apresentam, em certos aspectos, padrões, quer de tendência das taxas brutas de mortalidade, quer da sua variação, por sexo, grupo etário e causa, diferentes dos observáveis nas regiões do continente, não podendo considerar-se, no entanto, estas regiões homogéneas entre si. Este estudo procura assim fazer um retrato do país, com um nível de desagregação sub- nacional. Os resultados relativos às tendências de mortalidade são apresentados, em função do sexo, grupo etário e causas de morte. REFERÊNCIAS PRINCIPAIS -CANUDAS-ROMO, V. et al., Mortality changes in the Iberian Península in the last decades of the twentieth century, Population-E, 63(2), 2008, pp. 319-344. -GRUNDY, E., Demography and Gerontology: Mortality Trends Among the Oldest Old, Age and Ageing, 17, 1997, pp. 713-725. -INE, Projecções de População Residente, Portugal e Nuts III, 2000-2050, Instituto Nacional de Estatística, 2005. http://www.ine.pt [extraído em 4-3-2009] -JANSSEN, F., Cohort patterns in mortality trends among the elderly in seven European countries, 1950-99, International Journal of Epidemiology, 2005, 34, pp. 1149-1159. http://ije.oxfordjournals.org/cgi/reprint/34/5/ 1149 [extraído em 25-02-09].
  • LAGARTO, Sandra CV de LAGARTO, Sandra
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
Sandra Lagarto licenciou-se em Engenharia Biofísica e fez também o mestrado em Ecologia Humana na Universidade de Évora. Tem tido um percurso profissional bastante diversificado passando pelo ensino/formação profissional na área de educação ambiental e pela colaboração com gabinetes públicos e privados em projectos de planeamento regional. Há cerca de cinco anos licenciou-se em Matemática Aplicada (especialização em Estatística) e começou a trabalhar com dados demográficos. Está actualmente a concluir a tese de doutoramento, em Matemática, sobre modelos estocásticos de mortalidade.
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.