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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Portugal»

PAP0794 - A União Europeia sem Portugal - [GT-Pensar a Europa – os paradoxos e desafios de um projecto em mudança].
Resumo de PAP0794 - A União Europeia sem Portugal - [GT-Pensar a Europa – os paradoxos e desafios de um projecto em mudança]. PAP0794 - A União Europeia sem Portugal - [GT-Pensar a Europa – os paradoxos e desafios de um projecto em mudança].
PAP0794 - A União Europeia sem Portugal - [GT-Pensar a Europa – os paradoxos e desafios de um projecto em mudança].

Quando a crise financeira de alguns países da zona euro ameaça a coesão da União Europeia (UE) e Portugal está entre os incumpridores do pacto de estabilidade e crescimento, parece-nos pertinente questionar se Lisboa representará um fardo ou uma mais-valia para UE. Cingindo-nos a uma análise meramente geopolítica, concluímos que sem Portugal a UE perdia uma vasta área marítima atlântica que para além de beneficiar a política comum de pescas é cruzada por um intenso tráfego mercantil tendo o Velho Continente como destino ou ponto de partida. Para além disso, a UE deixava de ter uma ponte privilegiada com os mercados da lusofonia, entre os quais se contam as potências regionais emergentes Brasil (inserido no Mercado Comum do Sul) e Angola (parte da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral). Não foi por acaso que as duas cimeiras UE-África e a primeira UE-Brasil coincidiram com a presidência portuguesa do Conselho. Por seu turno, a diáspora lusa, vasta e dispersa, representa também ela, pelos valores culturais que exporta, uma mais-valia para uma Europa cada vez menos influente face a um mundo crescentemente centrado na Ásia-Pacífico. Nenhum outro Estado, membro ou candidato, pode pois substituir Portugal nestas tarefas. Contudo, em tempos de incertezas e medos, a consciência política sobre esta evidência pode não ser um dado adquirido, seja na Europa, seja mesmo em Portugal.
  • PALMEIRA, José CV de PALMEIRA, José
José António de Passos Palmeira é natural de Braga (1959) e Professor Auxiliar no Departamento de Relações Internacionais e Administração Pública da Escola de Economia e Gestão, na Universidade do Minho (UM). Doutorou-se em Ciência Política e Relações Internacionais, na mesma universidade, em 2003, onde também concluiu o Mestrado em Estudos Europeus (1995) e a Licenciatura em Relações Internacionais (1991). É membro do Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais, sediado na UM, estando a sua investigação orientada para os domínios do sistema político e da geopolítica portugueses. É autor do livro O Poder de Portugal nas Relações Internacionais, editado em 2006, pela Prefácio (Lisboa).

PAP0990 - A burguesia tradicional feminina na sociedade de S. Vicente, Cabo-Verde
Resumo de PAP0990 - A burguesia tradicional feminina na sociedade de S. Vicente, Cabo-Verde PAP0990 - A burguesia tradicional feminina na sociedade de S. Vicente, Cabo-Verde
PAP0990 - A burguesia tradicional feminina na sociedade de S. Vicente, Cabo-Verde

Debates, conferências, publicações, cartas, histórias de vidas geograficamente recortadas, contam e recontam a diáspora cabo-verdiana pelo mundo. Nasce-se a pensar que se emigra, morre-se a pensar que se regressa. Porém, há quem fique. Fala-se aqui daqueloutros que, posicionados no topo da estrutura social, poderiam em terras estrangeiras, facilmente acumular capital económico e angariar modos de vida a ele ajustados. Foram estes também que dobraram tempos históricos diversos configurados por entre ideologias mais ou menos favoráveis, mais ou menos hostis aos valores sociais e individuais de que cada um é portador. A pesquisa realizada tem, assim, como objectivos obter, através da narração, vivências que preenchem uma vida que cresceu ao longo de tempos históricos diferentes, por sua vez configurados por dimensões políticas, económicas, sociais e culturais específicas. Com efeito, as narrativas acompanham o zoom dos olhares: da macro esfera, em que as histórias se contam tendo por referência os acontecimentos que marcam a História de Cabo Verde durante aproximadamente 80 anos, à micro esfera em que o olhar se escapa pela fechadura da porta das “casas de família”. Estas histórias povoam-se também de estórias que a memória perpetua ainda que, representadas agora num tempo longínquo e, por isso mesmo, distorcidas pela subjectividade de quem as produz, mas que nunca tiveram lugar no palco da academia. Porém, a linha temporal e espacial que organiza estas vidas não é contínua: Portugal é um destino obrigatório no percurso académico destas gentes – Coimbra deixa-se eleger pelo elevado prestígio que atravessa fronteiras; no percurso profissional ainda que em estadias curtas; nas intervenções na área da saúde em situações de maior cuidado; e, na “graciosa” gozada, por direito, na Metrópole. Alguns marcos históricos servem de fio condutor à produção das narrativas sem, contudo, esgotá-los ad initium. O investigador procura também ser surpreendido nesta pesquisa e a este nível a que agora se reporta: o dos acontecimentos e épocas que teceram a história do povo cabo-verdiano. Quer-se circunscrever as narrativas às mulheres que fazem parte de uma certa elite cabo-verdiana, diríamos até aristocrática, residentes em S. Vicente. Queremos falar, das senhoras, por exemplo, que ainda tomam o chá das cinco, herança da presença inglesa no Barlavento cabo-verdiano. O trabalho é assumidamente exploratório e de cariz etnográfico sem a pretensão de alcançar generalizações de natureza explicativa e sem se deixar sufocar pelas margens apertadas de uma teoria à priori estabelecida. Assim, fluirá na medida exacta dos ritmos das histórias contadas.
  • SAINT- MAURICE, Ana CV de SAINT- MAURICE, Ana
Ana de Saint-Maurice, professora no ISCTE desde 1981, tem leccionado ao longo destes anos, as cadeiras de Métodos e Técnicas de Investigação. Fez o doutoramento em Sociologia (1994) no ISCTE: “ A Reconstrução das Identidades: a população cabo-verdiana residente em Portugal” .
Interesses de investigação: Sociologia das Relação Étnicas e Rácicas e Sociologia das Migrações.

PAP1233 - A participaçao dos cidadãos nos cuidado primario de saude. A experiencia dos Conselhos de Comunidade.
Resumo de PAP1233 - A participaçao dos cidadãos nos cuidado primario de saude.  A experiencia dos Conselhos de Comunidade. PAP1233 - A participaçao dos cidadãos nos cuidado primario de saude.  A experiencia dos Conselhos de Comunidade.
PAP1233 - A participaçao dos cidadãos nos cuidado primario de saude. A experiencia dos Conselhos de Comunidade.

Os temas da participação e da governance têm assumido grande relevância no âmbito das democracias ocidentais, tendo-se multiplicado, nos últimos anos, as iniciativas de participação provenientes da sociedade civil. Esse debate, muito intenso entre os cientistas sociais a partir dos anos 80, aplica-se com grande vitalidade à discussão sobre participação nos sistemas de saúde. De facto, um dos temas centrais dos processos de reforma sanitária dos últimos vinte anos tem sido o reconhecimento da centralidade do utente e da importância da sua voz e da sua perspectiva de análise. Em Portugal, o Plano Nacional de Saúde 2004-2010 tem atribuído muita importância à participação dos cidadãos e tem reafirmado o compromisso do Ministério da Saúde em apoiar o desenvolvimento de diversos mecanismos para envolver pacientes, utentes e comunidades. O Decreto-Lei n.º 28/2008 instituiu os Conselhos de Comunidades (CC) nos Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) com o objectivo de aumentar a ligação dos cuidados primários aos cidadãos e incentivar, portanto, a participação dos diferentes atores. Depois de algumas dificuldades iniciais, a partir de 2010 acelerou-se o processo de constituição dos CC nas cinco Administrações Regionais de Saúde. Numa pesquisa exploratória, a nível nacional, realizada pelo Centro de Estudos Sociais e Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra foi possível analisar com detalhe o processo de constituição dos CC e reunir informações sobre o seu funcionamento, a sua composição e os principais obstáculos que se lhe interpuseram na primeira fase de implantação. A maioria dos ACES (quase 80% dos que responderam ao inquérito) já criaram os respetivos CC, embora seja ainda limitada a avaliação da sua atividade devido às poucas reuniões realizadas até ao momento em que foi aplicado o inquérito. Entre as barreiras identificadas durante o processo de constituição e de desenvolvimento dos Conselhos, cabe destacar as seguintes: i) Inércia das entidades na nomeação dos representantes; ii) Dispersão geográfica entre os elementos constituintes do CC; iii) Influência excessiva das autarquias; iv) Falta de associações de utentes para constituir o CC. Sem dúvida, o ponto mais crítico, pelo menos nesta primeira fase de implantação dos CC, é a limitada presença de associações de utentes nas áreas de atuação dos ACES. De facto, o estudo desenvolvido revelou que cerca de metade dos CC não incluem entre as entidades representadas na sua constituição os representantes das associações de utentes. Para além disso, questiona-se se a atual composição dos CC é realmente adequada para dar voz aos utentes dos cuidados de saúde primários. Ou seja, face a uma ampla presença de porta-vozes das câmaras municipais e de outras instituições (sindicatos, hospitais, escolas, etc.), não se poderá considerar insuficiente a representação dos utentes na constituição do CC?
  • SERAPIONI, Mauro CV de SERAPIONI, Mauro
  • FERREIRA, Pedro Lopes CV de FERREIRA, Pedro Lopes
  • ANTUNES, Patrícia CV de ANTUNES, Patrícia
Mauro Serapioni é licenciado em Ciências Políticas e Sociais pela Universidade de Bolonha (1983), obteve o mestrado em Gestão dos Sistemas Locais de Saúde pelo Instituto Superior de Saúde de Roma (1994) e possui o doutorado em Ciências Sociais e Saúde pela Universidade de Barcelona (2003). Atualmente é investigador do Centro de Estudos Sociais e docente do Doutorado “Democracia no Século XXI” da Universidade de Coimbra. Anteriormente foi Visiting Fellow da Universidade de Bolonha, professor da Universidade Estadual do Ceará, consultor da Organização Pan-Americana de Saúde e do Ministério de Saúde do Brasil, docente da Universidade de Bolonha (UNIBO) e da Universidade de Modena e Reggio Emilia (UNIMORE). Principais áreas de investigação: Participação dos cidadãos no sistema de saúde, Desigualdades sociais e saúde, Avaliação de serviços e políticas de saúde, Processo de reforma do sistema de saúde. É autor de vários trabalhos publicados em Brasil, Itália, Portugal e França, sobre essas temáticas.
Pedro Lopes Ferreira licenciou-se em Matemática Aplicada pela FCTUC (1976), obteve o Mestrado em Ciências da Computação (1987) pela mesma Universidade e possui o PhD Industrial Engineering (Decision theory – Health systems) pela Universidade de Wisconsin-Madison, EUA (1990). É atualmente Professor Associado com Agregação da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde tem lecionado unidades curriculares de Economia da Saúde, Medição em Saúde, Políticas e Sistemas de Saúde e Estatística. É Diretor do Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC), Coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), Membro fundador do Capítulo IberoAmericano da International Society of Quality of Life (ISOQOL) e Coordenador do Mestrado em Gestão e Economia da Saúde e da Pós-graduação em Economia e Gestão nas Organizações de Saúde da FEUC. Tem diversos trabalhos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais, assim como alguns livros.
Patrícia Antunes licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (2006), realizou a Pós-Graduação em Gestão e Organização dos Cuidados de Saúde Primários na Escola Nacional de Saúde Pública – Universidade Nova de Lisboa (2008) e obteve o Mestrado em Gestão e Economia da Saúde pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (2010). Exerce funções como Técnica Superior no Departamento de Contratualização – Cuidados de Saúde Primários da Administração Regional de Saúde do Centro. É investigadora no Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC) e colaboradora, desde 2008, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS). Tem um livro publicado na área da avaliação da satisfação dos utilizadores dos cuidados de saúde primários.

PAP1261 - As diferenças de género no consumo de automóveis premium em Portugal: uma perspectiva sociológica
Resumo de PAP1261 - As diferenças de género no consumo de automóveis premium em Portugal: uma perspectiva sociológica  PAP1261 - As diferenças de género no consumo de automóveis premium em Portugal: uma perspectiva sociológica
PAP1261 - As diferenças de género no consumo de automóveis premium em Portugal: uma perspectiva sociológica

O automóvel privado desempenha um papel de relevo nas sociedades ocidentais contemporâneas e tem sido um indicador clássico de status na sociologia do consumo e no marketing. Os trabalhos sobre consumo automóvel de Sheller (2003) e Shove (1998) remetem-nos para a importância do indivíduo e das suas escolhas. Porém, os dados estatísticos em Portugal sobre o consumo de automóveis do segmento premium, mostram que a afirmação individual não é um critério relevante. Além disso, confirmam a existência de diferenças significativas por géneros no que toca à preferência de cada marca, parecendo reforçar o que Mohammadian (2004) verificou quanto à existência de diferenças nas motivações de compra de automóveis por parte indivíduos do género masculino e feminino. Este trabalho tem por objecto o consumo de automóveis do segmento premium em dois períodos, 2003 e 2009, em Portugal. A escolha deste segmento prende-se com a forte carga simbólica e identitária de cada uma das marcas que o compõem, conferindo ao automóvel um estatuto que ultrapassa largamente o conceito de meio de transporte. Pretendemos identificar os factores sociológicos que enformam as decisões de consumo de automóveis premium em Portugal, verificar se há critérios de escolha distintivos entre o género masculino e feminino e observar se estes registaram uma evolução significativa no intervalo de 6 anos. Com o intuito de caracterizar a realidade sociológica da população em estudo, bem como as vendas e a posse de automóveis, recorremos à análise quantitativa de várias fontes, entre outras o principal estudo realizado em Portugal sobre o consumo automóvel. Foram ainda aprofundadas as motivações de compra através da aplicação de um inquérito a homens e mulheres, proprietários de automóveis das marcas seleccionadas. Os resultados deste estudo revelam uma menor proporção de mulheres proprietárias de automóveis de marcas premium, tendo-se registado, inclusive, uma variação negativa nesta proporção entre 2003 e 2009. Nos critérios de escolha confirmam-se as conclusões de estudos efectuados anteriormente noutras geografias, sobre a maior racionalidade das mulheres, traduzida na valorização dos aspectos relacionados com a fiabilidade, segurança e economia em detrimento das variáveis hedonísticas e estatutárias, próprias do género masculino (Mohammadian, 2004; Mitchell & Walsh, 2004).
  • RODRIGUES, Paulo CV de RODRIGUES, Paulo
  •  CORREIA, Ana CV - Não disponível 
Paulo Farias Rodrigues, Consultor e Partner da Visão Maior Consultores, Lda.
Consultor e Formador nas Áreas Comportamental, Gestão Estratégica, Comercial e de Marketing.
Licenciado em Marketing, Publicidade e Relações Públicas (ISLA-Lisboa) e Mestrando em Comunicação Social, na variante de Comunicação Estratégica (ISCSP - Universidade Técnica de Lisboa).
Iniciou recentemente a sua carreira académica com as funções de docência na ESCS (Escola Superior de Comunicação Social – Lisboa), no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa) e no ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração) em programas de Formação Avançada.
Possui cerca de 20 de anos de experiência de gestão em várias empresas multinacionais do sector farmacêutico, tendo desempenhado funções de responsabilidade crescente nos cargos de Director de Marketing, Director de Vendas e Director-Geral.
Tem artigos publicados na Revista “Marketing Farmacêutico”.

PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada
Resumo de PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada
PAP0452 - Classes sociais e Cidadania Política: Portugal em perspectiva comparada

O conceito de classe social tem, nas últimas décadas, sido alvo de contestação de diversas correntes, em especial as ligadas às teorias da modernidade (e.g. tardia, reflexiva, pós-modernidade). Contudo, vários autores defendem, numa perspectiva relacional, que o efeito de classe mantém os seus efeitos estruturais em termos de oportunidades profissionais e escolares, mas também na formação de identidades. Assim, o objectivo deste trabalho é o de recuperar as classes sociais para uma leitura da cidadania política em Portugal e na Europa, tendo também em conta uma perspectiva histórica sobre esta mesma relação. Argumenta-se que a relação entre classes sociais e cidadania política é um elemento central na constituição e entendimento da Modernidade uma vez que permite observar formas diferenciadas de poder e de influência na relação entre cidadãos e instituições no âmbito do Estado-Nação (Mouzelis, 2008; Cabral, 2000). A cidadania política, que aqui assenta na combinação entre participação política e envolvimento cívico, pode ser entendida como um eixo adicional de desigualdades que se intersecta com as classes sociais, sendo esta relação um indicador de distância ao poder, de influência e integração no centro político (Cabral, 2006; Mouzelis, 2002). A partir dos dados do European Social Survey e colocando Portugal no centro de uma análise transnacional, procura-se perceber quais as suas especificidades face à Europa, identificando, assim, desigualdades de influência conforme a posição social. Além do mapeamento da estrutura de classes e dos padrões cidadania, bem como da sua relação, a análise apoia-se numa tipologia de cidadania que permite identificar formas diferenciadas de acção e relação com o Estado, observando-se formas específicas de distância ao poder. Em termos gerais, há um efeito geral que se repercute pelas classes sociais, ainda que a integração seja diferenciada consoante região da Europa. Uma comparação do caso português face à Europa mostra uma contraposição entre as detentoras de capital cultural e as restantes classes sociais. Com base em investigação realizada sobre o tema é possível demonstrar que esta relação está imbricada num sistema de dominação que se tem reproduzido ao longo da história, em diversos regimes políticos (Cabral, 2006). Argumenta-se que esta se reflecte nas formas de cidadania política com impactos negativos entre os cidadãos de menores recursos gerando processos de desafeição política e afastamento face ao poder político.
  • CARVALHO, Tiago CV de CARVALHO, Tiago
Nome: Tiago Carvalho

Afiliação institucional: CIES-IUL

Área de formação: Sociologia

Interesses de investigação: Classes sociais, sociologia política

PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
Resumo de PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa

As acções humanas têm sérias implicações negativas sobre os ecossistemas. Já há vários anos que a comunidade científica alerta para o facto de que a produção e consumo de bens e serviços são a grande causa dos problemas ambientais e que urge uma mudança de atitude. Dada a dimensão dos problemas ambientais e sociais que o consumo tem trazido e o aumento do acesso à informação sobre os mesmos, muitos consumidores começaram a preocupar-se com esses aspectos e a mudar os seus hábitos de consumo, numa tentativa de proteger o ambiente. Nasceu, assim, o consumo verde, ou seja, um consumo que se preocupa fundamentalmente com a protecção ambiental. Para além de ter um elevado poder de compra, a população juvenil representa o grupo de consumidores do futuro e, portanto, é importante perceber que ideias orientam as suas práticas. Assim, procurámos apreender os hábitos de consumo que pautam o quotidiano dos estudantes universitários face às suas preocupações de índole ambiental. No âmbito do projecto de investigação Making Science Work in Society (Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Strathclyde, Glasgow), que visa conhecer as atitudes pró-ambientais dos estudantes do ensino superior, foi aplicado um inquérito que partiu da adaptação da escala NEP (New Ecological Paradigm, Dunlap et al., 2000) em associação com questões relacionadas com padrões de consumo verde, gaps de comportamento pró-ambiental, ligação ao campus universitário e felicidade. Esta comunicação incidirá e reflectirá sobre os principais resultados desse mesmo inquérito, no sentido de perceber se existe ou não uma tendência para o consumo verde, por parte dos estudantes da FCSH – UNL.
  • RIBEIRO, Salomé Cosme CV de RIBEIRO, Salomé Cosme
Salomé Ribeiro

Licenciada em Sociologia, pelo ISCTE, trabalhou em Educação e Formação de Adultos nos últimos 4 anos. No passado, trabalhou com Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento e de Ambiente, nomeadamente como investigadora, formadora e coordenadora de projectos. Frequenta actualmente o 1º ano do doutoramento em Ecologia Humana, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-UNL), em Lisboa. Os seus interesses de investigação prendem-se com sociologia do consumo e sociologia do ambiente.
Votos de continuação de bom trabalho,

PAP0424 - Contributos para uma análise de Cloud Computing em Portugal
Resumo de PAP0424 - Contributos para uma análise de Cloud Computing em Portugal PAP0424 - Contributos para uma análise de Cloud Computing em Portugal
PAP0424 - Contributos para uma análise de Cloud Computing em Portugal

Atualmente o desenvolvimento de aplicações em Tecnologia de Informação (TI) é uma área em crescimento exponencial, proporcionando melhorias nos benefícios para a sociedade. O ritmo de desenvolvimento da sociedade humana moderna é consequente dos avanços científicos e tecnológicos. Neste sentido, Cloud Computing é um conceito emergente, que possui um grande potencial para atender de maneira eficiente a crescente necessidade de uso de recursos informáticos. No ambiente de Cloud existe uma combinação de tecnologias já existentes (virtualização, padronização e automatização) que fazem os recursos físicos serem melhor utilizados e os processos de gerenciamento automatizados, permitindo uma redução de desperdícios e consequentemente a redução de gastos (Taurion, 2009). Além de permitir um sistema mais dinâmico, a Cloud Computing oferece alguns atributos interessantes, tais como: mobilidade, elasticidade, conveniência, flexibilidade, pagamento pelo uso (da quantidade de armazenamento e memória), implementação rápida e menos burocrática. Além disso, dispensa os gastos das empresas em capital físico, uma vez que irão apenas ser necessários investimentos em custo operacional, reduzindo o desperdício com recursos informáticos ociosos. O conceito de Cloud Computing tem despertado cada vez mais interesse e curiosidade principalmente por parte dos gestores e executivos de TI das grandes empresas. Existe uma grande expectativa e especulação sobre a redução dos gastos com infra-estrutura informática (capacidade de armazenamento de dados) e o aumento do poder computacional que esta tecnologia pode proporcionar. A difusão de Cloud Computing permite algumas tansformações na área de Tecnologia da Informação e nos modelos de negócios. Os efeitos de Cloud já são percebidos nos segmentos dos data centers, tablets e smartphones que passam a ser desenhados como elementos de acesso à nuvem, enfraquecendo o potencial das empresas baseadas na produção de computadores. Consequentemente isso reflete em mudanças no comportamento da sociedade, o impacto de novas tecnologias e a mudança social são tratados nos trabalhos de Carlsen, Dreborg, Godman et al (2010); Kroes e Meijers (2002). Existem inúmeros estudos sobre Cloud Computing que abordam especificamente questões técnicas (Velte, Velte e Elsenpeter, 2010; Kim, Ng e Lim, 2010). Porém, visto o seu potencial disruptivo e a sua capacidade de modificar a maneira como se gerencia TI atualmente, torna-se indispensável também a investigação no âmbito da Avaliação da Tecnologia nas suas diferentes abordagens. Nesta comunicação pretende-se abordar algumas importantes reflexões de ordem estratégica, política e económica sobre as oportunidades e os desafios da aplicação de Cloud Computing em Portugal.Pretende-se ainda apresentar algumas conclusões pertinentes ao panorama atual das iniciativas do país no âmbito da adoção desta tecnologia.
  • CÂNDIDO, Ana Clara CV de CÂNDIDO, Ana Clara
Ana Clara Cândido, Estudante do Programa Doutoral em Avaliação de Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. É licenciada em Economia pela Universidade Regional de Blumenau (Brasil) e mestre em Economia e Gestão da Inovação pela Universidade do Porto. Tem interesse de investigação nos temas de: Gestão de Tecnologia, Cloud Computing, Inovações Disruptivas, Inovação Aberta e Redes de Colaboração.

PAP1170 - Crença e política entre portugueses(as): valores, práticas e percepções
Resumo de PAP1170 - Crença e política entre portugueses(as): valores, práticas e percepções  PAP1170 - Crença e política entre portugueses(as): valores, práticas e percepções
PAP1170 - Crença e política entre portugueses(as): valores, práticas e percepções

É frequente afirmar-se que, perante o processo de secularização, as pessoas vão deixando de professar e sobretudo praticar actividades religiosas e, por outro, perante a crise do sistema político-partidário, vão descrendo dos políticos profissionais e da própria política, designadamente partidária. O objectivo desta comunicação visa testar e aferir estas afirmações com base em dois tipos de instrumentos: um primeiro, de teor estatístico, que dê conta da evolução das crenças e práticas religiosas com base nos censos e noutros estudos já realizados em Portugal; e um segundo com base em dados empíricos recolhidos a propósito de uma investigação centrada nas (des)igualdades de género, que teve, entre outros instrumentos e técnicas quantitativas e qualitativas, a aplicação de um inquérito a 800 pessoas em Portugal Continental distribuídas por sexo, idade, profissão, tipo de residência (rural ou urbano), activo-não activo, projecto este aprovado e financiado pela FCT e finalizado em 2011 (PTDC/SDE/72257/2006). As questões colocadas remetem para problematização e uma breve avaliação sobre as várias perspectivas sobre a religião e, sobretudo, para a necessidade de analisar a relação da religião quer com os valores, quer com a política. Considerando variáveis como o sexo, a profissão, a idade, foram colocadas e analisadas diversas questões tais como o tipo de crença ou religião professada (ou nenhuma) e respectivas práticas diferenciadas por profissão e género, o grau de adesão e confiança, também por profissão e género, nos partidos para defender seus interesses ou resolver problemas e, em especial, as atitudes perante as desigualdades de género por sexo, grupo profissional e nível de escolaridade. Os dados recolhidos confirmam que a grande maioria dos portugueses é católica, distribuindo-se os restantes por outras religiões ou simplesmente são agnósticos ou ateus. Todavia, em termos de práticas religiosas regulares, além de a taxa de não praticantes ser superior à dos praticantes, as taxas de praticantes são diferenciadas por grupos profissionais e mais elevadas entre as mulheres que entre os homens. Por outro lado, em termos de expectativas e percepções face aos partidos no que respeita a defesa dos seus interesses e resolução de problemas, os inquiridos mostram, em termos relativos, uma maior confiança em entidades não partidárias (sindicatos, movimentos cívicos, centros sociais/paroquiais e associações de vária ordem) que nos partidos políticos. Palavras- chave: religião, política, valores, práticas e percepções, Portugal.
  • SILVA, Manuel Carlos CV de SILVA, Manuel Carlos
  •  RIBEIRO, Fernando Bessa CV - Não disponível 
Silva, Manuel Carlos
Licenciado e doutorado pela Universidade de Amesterdão em Ciências Sociais, Culturais e Políticas. Professor catedrático em Sociologia e Director do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) na Universidade do Minho. Distinguido com o Prémio Sedas Nunes pela obra “Resistir e Adaptar-se” (1998, Afrontamento) sobre o campesinato, tem publicado sobre o rural-urbano, o desenvolvimento e as desigualdades sociais. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia (APS).

PAP1297 - Divisão sexual do trabalho, recursos e poder doméstico: alguns resultados de uma pesquisa em Portugal continental
Resumo de PAP1297 - Divisão sexual do trabalho, recursos e poder doméstico: alguns resultados de uma pesquisa em Portugal continental PAP1297 - Divisão sexual do trabalho, recursos e poder doméstico: alguns resultados de uma pesquisa em Portugal continental
PAP1297 - Divisão sexual do trabalho, recursos e poder doméstico: alguns resultados de uma pesquisa em Portugal continental

No âmbito dos estudos sobre a família, designadamente em Portugal, não obstante os notáveis avanços no conhecimento sobre esta área temática, há um tema que tem sido pouco analisado no âmbito da divisão sexual do trabalho doméstico: o grau e a distribuição do poder doméstico entre homem e mulher, tratando-se de casais ou uniões de facto heterossexuais. Este texto, começando por fazer uma breve revisitação de posicionamentos relativamente à (in)existência de relações patricêntricas/patriarcais ou matricêntricas/matriarcais nas casas em Portugal, tem por base dados empíricos recolhidos a partir de uma investigação centrada nas (des)igualdades de género, em que, entre outros instrumentos e técnicas quantitativas e qualitativas, foi aplicado um inquérito a 800 pessoas em Portugal Continental distribuídas por sexo, idade, profissão, tipo de residência (rural ou urbano), activo-não activo, projecto este aprovado e financiado pela FCT e finalizado em 2011 (PTDC/SDE/72257/2006). Entre outros resultados, os dados recolhidos confirmam conclusões de outros trabalhos nacionais e internacionais: a desigualdade entre homem e mulher em desfavor desta na distribuição das tarefas domésticas e respectivas horas semanais despendidas e, em particular, a discrepância entre representações e práticas analisadas por sexo e grupo profissional. Porém, o foco de análise incide, no quadro da dinâmica (in)comunicativa entre os membros do casal, sobre quais os aspectos da vida que se alteraram com a entrada na conjugalidade e após o nascimento dos filhos, qual o tipo relações (mais fusional ou mais individualista) no que concerne conversas, iniciativas e actividades levadas a cabo por cada um dos membros do casal ou por ambos e em que medida, como se organiza a gestão e aplicação do dinheiro, quem decide e em que medida – o homem, a mulher ou ambos – sobre determinadas questões mais importantes (por exemplo, autorização de actividades dos filhos mais a cargo da mulher, compra de casa e/ou carro mais por parte do homem, local de férias por ambos). Por fim, conclui-se que, para além da persistência de um determinado grau de desigualdade na repartição de tarefas domésticas e nos cuidados despendidos com os filhos com sobrecarga para a mulher, não há, em regra, relações que se caracterizem por serem de tipo patriarcal ou matriarcal e, portanto, verifica-se em certo equilíbrio por co-decisão ou por esferas de acção, embora seja de observar um certo predomínio por parte do homem em determinadas matérias nomeadamente quando este seja o único ou principal provedor económico da casa. Palavras-chave: poder doméstico, família, género, desigualdade, Portugal
  • SILVA, Manuel Carlos CV de SILVA, Manuel Carlos
Silva, Manuel Carlos
Licenciado e doutorado pela Universidade de Amesterdão em Ciências Sociais, Culturais e Políticas. Professor catedrático em Sociologia e Director do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) na Universidade do Minho. Distinguido com o Prémio Sedas Nunes pela obra “Resistir e Adaptar-se” (1998, Afrontamento) sobre o campesinato, tem publicado sobre o rural-urbano, o desenvolvimento e as desigualdades sociais. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia (APS).

PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos
Resumo de PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos   PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos
PAP0828 - Divórcio e assimetrias de género: processos, negociações e impactos

As estatísticas evidenciam uma elevada taxa de divorcialidade nas últimas décadas com um considerável impacto nas vidas familiares e na sociedade. O divórcio, seja nos seus antecedentes, seja nos próprios processos e seja ainda nos seus impactos e consequências nomeadamente nas responsabilidades parentais em relação aos filhos configura um campo em que desigualdades de género afloram, se reproduzem ou mesmo se agravam. Neste âmbito, após um breve enquadramento teórico sobre as diferenças e assimetrias de género, far-se-á uma breve resenha histórica da evolução numérica e social do divórcio e correlativas alterações legais desde a I República ao 25 de Abril de 1974 e subsequentes alterações. Seguidamente serão apresentados dados relativos ao divórcio tendo por base as respostas de 56 inquiridos divorciados (34 mulheres e 22 homens) no âmbito de uma pesquisa levada a cabo em Portugal, tendo por base a aplicação de um inquérito a 800 pessoas sobre as (des) igualdades de género em Portugal num projecto aprovado e financiado pela FCT e finalizado em 2011 (PTDC/SDE/72257/2006). Considerando na análise variáveis como o sexo, a profissão, a idade, os 56 divorciados inquiridos responderam, para além das questões comuns a pessoas não divorciadas, a determinadas questões relativas ao divórcio: as suas opiniões passadas face ao divórcio, os motivos para a decisão do divórcio, a iniciativa da separação ou divórcio, qual o tipo de processo (litigioso ou por mútuo consentimento), a atitude inicial face ao divórcio, a existência ou não de tentativa de reconciliação, o grau de satisfação face ao divórcio, a avaliação da decisão do divórcio, a probabilidade de novo casamento e eventuais razões. Para além destas respostas ao referido inquérito foram ainda realizadas entrevistas semi-estruturadas a pessoas divorciadas que, do ponto de vista qualitativo, permitiram um olhar mais aprofundado sobre as diferenciadas representações e expectativas sobre o casamento, tensões e negociações no exercício do poder doméstico, assim como motivações e razões, balanços e impactos do divórcio, uns positivos outros negativos. Dos dados de ordem quantitativa e qualitativa foi possível inferir que o divórcio se, por um lado, gera, em grande parte dos casos, processos de descompressão, alívio e satisfação recíproca, por outro, comporta práticas e representações diferenciadas por sexo e, por vezes, impactos desiguais nomeadamente em termos económicos e psico- sociais, com mais frequência em desfavor da mulher, embora nalguns casos com impactos negativos no homem nomeadamente de dependência na gestão do quotidiano, o que leva mais homens que mulheres a recasarem-se. Palavras chave: divórcio, desigualdade, família, género,Portugal
  • SILVA, Manuel Carlos CV de SILVA, Manuel Carlos
  • JORGE, Ana CV de JORGE, Ana
  • QUEIROZ, Aleksandra CV de QUEIROZ, Aleksandra
Silva, Manuel Carlos
Licenciado e doutorado pela Universidade de Amesterdão em Ciências Sociais, Culturais e Políticas. Professor catedrático em Sociologia e Director do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) na Universidade do Minho. Distinguido com o Prémio Sedas Nunes pela obra “Resistir e Adaptar-se” (1998, Afrontamento) sobre o campesinato, tem publicado sobre o rural-urbano, o desenvolvimento e as desigualdades sociais. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia (APS).
Ana Jorge é doutoranda em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com bolsa da FCT, e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Integra o projecto europeu de investigação EU Kids Online, sobre crianças e internet.
Aleksandra Queiroz
Socióloga, Mestre em Políticas Comunitárias e Cooperação Territorial, pela Universidade do Minho em co-tutela com a Universidade de Vigo, área de especialização Desigualdades Sociais e Desenvolvimento Rural.
Assistente de Investigação no âmbito projeto intitulado "Desigualdade de género no trabalho e na vida privada: das leis as práticas sociais (PTDC8/SDE/72257/2006) no Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho (CICS-UM), Braga. Bolseira co-coordenadora no terreno, em Portugal, do Projeto europeu SHARE (Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe) referência VP/2009/009/0048. Comunicante em vários Congressos Nacionais e Internacionais, é co-autora de vários artigos sobre os temas dos projectos referidos. E-mail: aleksandraqueiroz@gmail.com

PAP0403 - Dos cravos ao bouquet. O casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal
Resumo de PAP0403 - Dos cravos ao bouquet. O casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal PAP0403 - Dos cravos ao bouquet. O casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal
PAP0403 - Dos cravos ao bouquet. O casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal

Não existem, até ao momento, quaisquer estudos sobre o processo que conduziu à aprovação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal, nem na área das ciências sociais, nem em nenhuma outra. Este processo afigura-se consideravelmente opaco para o observador desatento, incluindo o cientista social, 36 anos depois da revolução de 1974 e quatro décadas decorridas desde o início dos movimentos LGBT contemporâneos, mas apenas uns escassos quinze anos após a instalação tardia deles no nosso país. Um processo com fases sequenciais bem demarcadas, em sociedades tidas por modelares neste âmbito, ter-se-ia concluído em Portugal sem etapas intermédias. O presente paper pretende ensaiar uma primeira abordagem das interrogações e perplexidades por aquele levantadas. As questões relevantes para esclarecer o sentido da lei tratam de inquirir: em que consiste o seu adquirido (jurídico-político, social, cultural) no plano da alteração qualitativa por ele provocada no associativismo (representatividade, credibilidade e influência) e na inserção (visibilidade, aceitação e integração) das comunidades LGBT na sociedade portuguesa. As respostas permitem concluir, em contraposição, que: a) um grupo formalmente discriminado obtém um direito universal, com b) a consequente aquisição em termos de capital simbólico e c) cujo maior efeito para a sociedade portuguesa e para as comunidades LGBT é a desautorização das pretensões dos detratores históricos destas a representar qualquer maioria sociológica e o exclusivo de autoridade moral; mas que, em contrapartida, d) o processo foi inteiramente temporalizado pelas necessidades estratégicas da agenda político-partidária/governamental e por isso, centrífugo relativamente ao associativismo LGBT, desempoderando-o numa dependência imposta e ameaçando-o com o espetro da irrelevância; e) a lei tem o ónus do contra-ciclo, com o recuo em múltiplas outras conquistas sociais, por outro lado coincidente com um pico de descredibilização da classe política; f) à dinâmica emancipatória não correspondeu equivalente integração, visibilidade e capacidade de ação das pessoas LGBT que constituem a massa social de apoio ao casamento, cuja situação prevalecente de marginalidade tolerada as impede de tirar proveito próprio da lei, com o consequente risco de imposição de uma nova (homo)normatividade. Finalmente, as conclusões do presente estudo confirmam idênticos fenómenos e tendências verificados em estudos comparativos já realizados para os países europeus onde existe uma lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
  • CASCAIS, António Fernando CV de CASCAIS, António Fernando
António Fernando Cascais

Docente de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e membro do Centro de estudos de Comunicação e Linguagens. Doutor em Ciências da Comunicação. Interesses de investigação: mediação dos saberes, filosofia e ética das ciências e das técnicas, estudos queer, biopolítica.

PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade
Resumo de PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade
PAP1511 - Juventudes africanas em Lisboa e o kuduro: imigração, etnicidade e expressividade

O trabalho em questão é fruto de uma pesquisa realizada em Lisboa, em 2010 e 2011. O kuduro é um estilo de dança e música que chegou em Portugal através imigração angolana e da comunicação entre os imigrantes e os amigos e familiares que permaneceram em Angola. Recentemente, passou também a ser produzido entre jovens imigrantes ou descendentes na Região Metropolitana de Lisboa. Através dos computadores pessoais são elaboradas as batidas e através das reuniões de grupos de amigos são produzidas as letras. Os temas são relacionados ao cotidiano, aos atritos entre grupos e as festas que frequentam. A reprodução e a circulação é realizada através dos suportes digitais de música (telemóveis, pendrives, ipods e mp3), mas também através das plataformas digitais através das quais se disponibilizam os arquivos de música e vídeos na internet. Neste contexto, formam-se redes de produtores e consumidores de kuduro e se estabelecem formas de sociabilidades no interior dos bairros e entre os bairros no entorno de Lisboa, onde vivem as populações de imigrantes oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe e seus descendentes. Lembrando que outras formas de expressão musical também estão aí presentes, com suas próprias dinâmicas (rap, reggae, funaná e kizomba).No entanto, atualmente o kuduro e suas variações eletrônicas ocupam uma presença muito significativa, principalmente entre os mais jovens e associados a imigração africana, apesar de compartilhado sem restrições em escolas, eventos, festas e espaços públicos sem distinção social. É através das formas de expressão, da produção, da circulação e do consumo kuduro que proponho analisar como se estabelecem sentidos compartilhados de identificação e diferença entre estes jovens num contexto percepcionado como imigratório. Se alguma percepção de identificação étnica e de diferença é acionada através do kuduro, como ela é expressa e quais as dinâmicas de tal processo num contexto de análise sobre o fenômeno contemporâneo da imigração e neste caso particular da em Portugal, envolvendo jovens imigrantes ou descendentes dos Países Africanos de Língua Portuguesa. Aparentemente, o kuduro tem se mostrado associado à juventude e à imigração africana, mas que tipo de análise pode ser acionada por fenômenos como este para compreendermos a imigração na contemporaneidade, em seus aspectos locais e globais, suas características econômicas e políticas e os processos de identificação e diferenciação sociais?
  • MARCON, Frank Nilton CV de MARCON, Frank Nilton
FRANK NILTON MARCON
Doutor em Antropologia. Professor de Antropologia do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (BRASIL). Atua no mestrado e doutorado em Sociologia e no mestrado em Antropologia na mesma universidade. Coordenada o Grupo de Estudos Culturais, Identidades e Relações Interétnicas.

PAP0747 - Literacia e desigualdades sociais em Portugal: Uma análise a partir dos dados do PISA (2000-2009)
Resumo de PAP0747 - Literacia e desigualdades sociais em Portugal: Uma análise a partir dos dados do PISA (2000-2009) PAP0747 - Literacia e desigualdades sociais em Portugal: Uma análise a partir dos dados do PISA (2000-2009)
PAP0747 - Literacia e desigualdades sociais em Portugal: Uma análise a partir dos dados do PISA (2000-2009)

O PISA tem estado na vanguarda da avaliação internacional das competências dos alunos de 15 anos um pouco por todo o mundo (países da OCDE e parceiros) nos domínios da leitura, da matemática e das ciências, permitindo acompanhar a evolução do desempenho e aperfeiçoar a qualidade e eficiência na educação. Para além de sofisticados procedimentos de medição das competências nos domínios referidos, este instrumento de larga escala recolhe também informação socio-demográfica detalhada que permite uma análise comparativa, complexa e de natureza sociológica, da literacia juvenil. No âmbito dos princípios de comparabilidade pelos quais se rege o PISA, é seguida uma das duas estratégias possíveis nos estudos sobre composição social, a que resulta na utilização de um índice (quantitativo e estandardizado) que usa implicitamente a noção de escala social (por oposição à que utiliza a noção de “classe social”, usando mais uma classificação nominal do que uma ordenação ou hierarquização quantitativa). No caso do PISA, o complexo índice utilizado é denominado de Estatuto Socioeconómico e Cultural (ESCS) e abrange variáveis como o estatuto profissional (com base na classificação ISCO) e o nível (em anos) de escolaridade dos pais, bem como variáveis relacionadas com os bens domésticos (índices de bem-estar familiar, recursos educacionais e culturais em casa). Entre outras evidências, os dados demonstram que apesar de, em Portugal, o efeito do ESCS na literacia em leitura ter vindo a diminuir entre 2000 e 2009, dos alunos com origens sociais mais desfavorecidas terem sido aqueles que, neste período, mais melhoraram o desempenho neste domínio, e da percentagem dos alunos a que a equipa do PISA denomina de “resilientes” ser superior à da OCDE; o ESCS continua a ser a variável que, em todos os domínios e todas as escalas geográficas (OCDE, UE e Portugal), maior correlação mantém com o desempenho em literacia. A análise destes dados pode colocar-se, desta forma, no centro de um dos infindáveis mas mais importantes debates da arena sociológica, sobre a relação entre percursos escolares e mobilidade social.
  • CARVALHO, Helena CV de CARVALHO, Helena
  •  ÁVILA, Patrícia CV - Não disponível 
  • NICO, Magda CV de NICO, Magda
  •  PACHECO, Pedro CV - Não disponível 
HELENA CARVALHO tem o doutoramento em Sociologia. Professora auxiliar do ISCTE-IUL. Diretora do Departamento de Métodos de Pesquisa Social no ISCTE-IUL. Diretora da Pós-graduação em Análise de Dados em Ciências Sociais (ISCTE-IUL). Leciona e coordena diversas disciplinas de Estatística e Análise de Dados em Mestrados. É investigadora do(CIES-ISCTE-IUL). A sua área de investigação privilegiada tem por enfoque os métodos quantitativos e multivariados para variáveis categorizadas, privilegiadamente métodos de interdependência e de dependência (Categorical Regression) via optimal scaling (Escola de Leiden). Tem participado em diversos projetos de investigação desenvolvendo as suas competências em análise de dados. Tem publicado diversos livros e artigos. Algumas publicações mais recentes: Ramos, M. and Carvalho, H. (2011) Perceptions of quantitative methods in higher education: mapping students profile. Higher Education, 61, pp:629-647.; Oliveira, L. and Carvalho, H. (2010). Why firms do not enrol in socio-technical networks- empirical evidence from Portugal. Sociology of Science and Technology, Vol 1, 3-d Issue; Oliveira, L. and Carvalho, H. (2009). The segmentation of the S&T space and gender discrimination in Europe. In Prpic, K., Oliveira, L. and Hemlin, S. (editors), Women in Science and Technology. Institute for Social Research, Zagreb, pp. 27-51. Carvalho, H. (2008). Análise Multivariada de Dados Qualitativos. Utilização da Análise de Correspondências Múltiplas (ACM) com o SPSS, Lisboa, Edições Sílabo.
Magda Nico, Investigadora de Pós Doutoramento do CIES - Instituto Universitário de Lisboa, actualmente a desenvolver um projecto sobre gerações, cursos de vida e mobilidade social.
Autora da tese de doutoramento "Transição Biográfica Inacabada. Transições para a Vida Adulta na Europa e em Portugal na Perspectiva do Curso de Vida", desenvolvida no CIES-Institutito Universitário de Lisboa.
Os principais interesses de investigação e temas de publicações são: Metodologias do Curso de Vida, Transições para a Vida Adulta e Mudança Social, Saída de casa dos pais, Gerações, Género e mais recentemente Mobilidade Social.

PAP0095 - O RENOVAMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO PORTUGUÊS E O BRASIL: INTERCÂMBIOS E REJEIÇÕES
Resumo de PAP0095 - O RENOVAMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO PORTUGUÊS E O BRASIL:  INTERCÂMBIOS E REJEIÇÕES PAP0095 - O RENOVAMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO PORTUGUÊS E O BRASIL:  INTERCÂMBIOS E REJEIÇÕES
PAP0095 - O RENOVAMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO PORTUGUÊS E O BRASIL: INTERCÂMBIOS E REJEIÇÕES

A comunicação visa apresentar extratos de pesquisa de campo feita entre dois grupos de oração do Renovamento Carismático Católico em Portugal, em uma cidade da região norte do país. A pesquisa aponta para concepções diferentes de imaginários e práticas religiosas carismáticas entre os dois grupos, no que tange à compreensão da identidade do que é ser um católico carismático, sendo que o pomo de separação nas interpretações da identidade carismática católica, e de sua legitimidade, tem como referência o carismatismo católico brasileiro, interpretado e assumido como positivo por um grupo, e a influenciá-lo, e interpretado e rechaçado como negativo pelo outro grupo. As visões distintas – e assimilações ou rejeições – referentes ao modelo carismático católico brasileiro, particularmente o representado pela Comunidade Canção Nova, dariam a medida paradigmática, segundo o nosso entender, de como o movimento carismático católico em Portugal se divide ou oscila entre uma face abrasileirada de catolicismo carismático, e uma face que se quer portuguesa do carismatismo católico. O Renovamento Carismático Católico em Portugal, como no Brasil, parece viver dilemas e dinâmicas semelhantes: disputa por poder simbólico; distinção pelo contraste com os “outros”; conflitos pela ocupação do campo religioso carismático. Porém, um dos grandes veios conflitivos presente no interior de certos grupos de oração do Renovamento Carismático Católico (RCC) em Portugal é, conforme os dados de nossa pesquisa de campo - que focou dois distintos grupos de oração do RCC -, o Brasil. É pela referência ao Brasil que muitas vezes se dá a tensão e o conflito no campo carismático português. Contudo, para além do Brasil como pivô de crises e disputas, a comunicação também pretende destacar as tensões internas ao RCC a partir do próprio contexto eclesial português, em que, ao menos em certas dioceses, como na diocese minhota em que se deu a pesquisa de campo, as tensões inerentes ao RCC também são devedoras do contraste existente entre as práticas e discursos veiculados pelo RCC e a religiosidade tradicional lusa e resistências localizadas no corpo eclesiástico, delineando, assim, tensões a respeito da hegemonia do campo simbólico-católico em Portugal.
  • PORTELLA, Rodrigo CV de PORTELLA, Rodrigo
Rodrigo Portella é Doutor em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, tendo realizado estágio doutoral na Universidade do Minho, Portugal. Professor Adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, atuando no Departamento de Ciência da Religião / Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião - PPCIR. Coautor, com Antonio Magalhães, do livro “Expressões do sagrado: reflexões sobre o fenômeno religioso” (Editora Santuário, 2012, 2ª edição).

PAP0108 - Percepções face à discriminação por parte dos Imigrantes na Área Metropolitana de Lisboa: elementos de comparação entre dois concelhos
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PAP0108 - Percepções face à discriminação por parte dos Imigrantes na Área Metropolitana de Lisboa: elementos de comparação entre dois concelhos

Em Portugal, os estudos sobre a discriminação face aos imigrantes concentram-se quase que exclusivamente, ora sobre a população autóctone, ora sobre a população estrangeira. Os primeiros têm privilegiado o uso de metodologias quantitativas/extensivas, enquanto os segundos revelam uma preferência bem clara por metodologias qualitativas/intensivas, focalizando-se em segmentos específicos da população (jovens ou imigrantes de uma dada nacionalidade). Assim, há poucos estudos longitudinais, assim como aqueles em que a população imigrante é extensamente estudada, abrangendo imigrantes de diversas origens nacionais. É nosso objectivo discutir e comparar alguns dos resultados derivados de uma pesquisa de pendor dominantemente quantitativo em que se utilizou a técnica do inquérito por questionário a imigrantes residentes em dois municípios da Área Metropolitana de Lisboa com histórias locais de imigração bem distintas: Oeiras e Sesimbra, tendo-se inquirido 840 imigrantes (422 em Oeiras e 418 em Sesimbra). Tendo como enfoque de análise a discriminação percepcionada/percebida definida como “a group member’s subjective perception of unfair treatment of ethnic groups or members of such groups, based on racial prejudice and ethnocentrism.” (Neto: 2006, 90) questionou-se os imigrantes se alguma vez se tinham sido discriminados por motivos étnico-raciais, tendo-se constatado que mais de 40% dos imigrantes já tinham sido discriminados pelo menos uma vez, desde que se fixaram em Portugal. Com esta comunicação pretende-se discutir de forma comparada os principais preditores relacionados com a discriminação percepcionada/percebida (i) sócio-demográficos, (ii) contacto com a população autóctone e (iii) aculturação/proximidade cultural pelos imigrantes residentes nos 2 concelhos.
  • MENDES, Maria Manuela CV de MENDES, Maria Manuela
  • CANDEIAS, Pedro CV de CANDEIAS, Pedro
Maria Manuela Mendes

Maria Manuela Mendes é licenciada e mestre em sociologia (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e doutora em ciências sociais (Instituto de Ciências sociais da Universidade de Lisboa). É docente na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FA-UTL) e investigadora no CIES, ISCTE – IUL desde 2008 nas áreas da etnicidade, imigração, exclusão social, desenvolvimento local, realojamento e territórios desqualificados. Publicou em 2005 o livro Nós, os Ciganos e os Outros: etnicidade e exclusão social.
Mais recentemente em 2012 e 2010, respectivamente, publicou as obras: Identidades, Racismo e Discriminação: Ciganos da Área Metropolitana de Lisboa, Caleidoscópio, Lisboa e Imigração, identidades e discriminação: imigrantes russos e ucranianos na área Metropolitana de Lisboa, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.
Interesses de investigação: migrações, etnicidade, cidade e diversidade cultural, exclusão sócio-espacial.
Pedro Candeias. Licenciado em Sociologia no ISCTE em 2008, mestrando em Sociologia na mesma instituição. Assistente de investigação no CIES-IUL (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia - Instituto Universitário de Lisboa) desde 2009. Principais áreas de investigação: migrações, tolerância social e reinserção social.

PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais
Resumo de PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais
PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais

A temática do empreendedorismo social emergiu nos debates teóricos internacionais na década de 90 do século XX, sendo alvo de uma diversidade conceptual, alimentada quer pelos contributos das abordagens anglo-saxónicas quer das escolas que marcam o contexto europeu e latino-americano. Partindo dos contributos teóricos das diferentes abordagens ao empreendedorismo social, construímos um modelo analítico que apresenta como variável independente os perfis de empreendedorismo social em organizações do terceiro sector em Portugal, retendo como variáveis dependentes explicativas: os modelos de gestão (financeiros, de pessoas e do capital social) e os modelos de organização do trabalho (controlo, delegação e níveis de participação, coordenação do trabalho e trabalho em equipa). Com o intuito de identificar os perfis de empreendedorismo social das organizações em análise assumimos um conjunto de pressupostos teóricos indicadores de uma tendência positiva para o empreendedorismo social, a saber: i) aceder a fontes de financiamento diversificadas e alternativas aos fundos estatais; ii) promover uma gestão integrada quer dos trabalhadores remunerados quer dos seus voluntários; iii) pautar-se por uma orientação estratégica e actuar com ferramentas de planeamento que comportem modelos participativos; iv) adoptar modelos de controlo e de coordenação do trabalho baseados no trabalho em equipa e na delegação de responsabilidades. A partir de uma metodologia de análise extensiva observamos 89 organizações do terceiro sector português, onde aplicamos um inquérito por questionário aos respectivos dirigentes entre Maio e Julho de 2011. As informações recolhidas foram alvo de análise multivariada combinatória, com recurso à análise de clusters hierárquica (como técnica exploratória) e a partir da análise preliminar dos dados podemos enunciar duas conclusões chave . A primeira é que as organizações do terceiro sector tendem a manifestar uma natureza híbrida dos perfis de empreendedorismo social, não se encontrando organizações que pontuem positivamente em todos os indicadores seleccionados, ao contrário do que acontece com 15 organizações que não apresentam qualquer indicador de empreendedorismo social. Em segundo lugar, destacamos a predominância de perfis de expressão moderada de empreendedorismo económico (52), seguidas dos perfis com forte expressão de empreendedorismo económico e gestionários ou organizacional (22).
  • PARENTE, Cristina CV de PARENTE, Cristina
  •  LOPES, Alexandra CV - Não disponível 
  • MARCOS, Vanessa CV de MARCOS, Vanessa
Cristina Parente
Socióloga, professora auxiliar com agregação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e investigadora do Instituto de Sociologia da FLUP (IS-FLUP). Doutorada e licenciada em Sociologia, mestre em Políticas e Gestão de Recursos Humanos, vem exercendo desde 1990 funções de docência, orientação científica, responsabilidade executiva gestionária da secção de Formação e Educação Contínua e de Comunicação externa no DS-FLUP. Coordenou a linha de investigação Trabalho, Emprego, Profissões e Organizações (TEPO) - do IS-FLUP, onde desenvolve actividades quer como investigadora, quer como coordenadora e responsável científica de projectos sobre as temáticas da gestão de recursos humanos e da formação de adultos, da sociologia empresarial e da economia social. Desde 2010, que assume as funções de editora da nova série working papers (2º série) do IS-FLUP. Desenvolve actividades de formadora, de consultora metodológica e avaliadora de projectos de intervenção social e organizacional.

Vanessa Marcos
Doutoranda em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto sobre a problemática da sustentabilidade e profissionalização das ONGD portuguesas. Mestrado em Desenvolvimento e Relações Internacionais pela Universidade de Aalborg, Dinamarca, com estágio curricular em Moçambique e em Portugal, integrada numa ONGD nacional. Licenciatura em Relações Internacionais - ramo Cultural e Político pela Universidade do Minho. Efetuou um estágio profissional no Instituto de Estudos Estratégicos de Cracóvia, Polónia. Integrou projectos na área da Cooperação para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e em Direitos Humanos na Guatemala. Tem realizado formações gerais sobre voluntariado e voluntariado empresarial. Investigadora sobre empreendedorismo social pelo Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras/UP, em parceria com a Associação para o Empreendedorismo Social e a Sustentabilidade do Terceiro Sector (A3S) e o Dinamia-CET/ISCTE-IUL e financiado pela FCT.

PAP1490 - Poderes e padrões culturais numa aldeia minhota: continuidade e mudança (1970-2004)
Resumo de PAP1490 - Poderes e padrões culturais numa aldeia minhota: continuidade e mudança (1970-2004) PAP1490 - Poderes e padrões culturais numa aldeia minhota: continuidade e mudança (1970-2004)
PAP1490 - Poderes e padrões culturais numa aldeia minhota: continuidade e mudança (1970-2004)

Esta comunicação faz parte de um estudo mais abrangente, a dois níveis (municipal e aldeão), o qual consistiu saber em que medida as organizações, associações e entidades locais, ao potenciarem os recursos endógenos e, eventualmente, ao captarem recursos exógenos, representam formas de desenvolvimento das comunidades em contexto local, designadamente rural. A partir da referida questão foi seleccionado como estudo de caso o concelho de Barcelos e, dentro deste, a aldeia de Durrães. Recorreu-se ao inquérito, entrevista aprofundada e observação participante. As mudanças na estrutura económica e profissional e respectiva organização aldeã não poderiam deixar de ter suas repercussões na vida local, nas práticas e interacções, nos padrões culturais e nas atitudes dos residentes. Verificam-se diferenças em algumas das práticas, estratégias e padrões de comportamento, principalmente as relações de vizinhança e ajuda mútua e solidariedade entre os dois tempos: os actuais e os dos anos sessenta. Nos anos sessenta a população vivenciava fortemente os acontecimentos religiosos (festas principais e outras celebrações). O poder eclesiástico local representado no pároco, bem vigilante sobre os seus paroquianos, estava em relativa sintonia e correspondência com a Junta de freguesia. Decorridos mais de trinta anos, podemos dizer que há uma menor frequência no cumprimento de certas obrigações. O significado dos rituais (baptismo, primeira comunhão e casamento) tem hoje mais um sentido de encontro, afirmação familiar e, por vezes, de exibição social. Quanto às actividades culturais ocorrem ainda sob a luta de poderes no seio da freguesia entre dois grupos. Fora desta competição não se verifica uma estratégia global de interesse e mobilização de toda a comunidade. No plano social e político, a alteração dos processos produtivos e ocupações profissionais também representou uma forte diminuição das relações da autoridade tradicional. Em termos de vivências e representações socio- culturais que dão força e renovam as velhas identidades, há moradores que procuram destacar e dar novo impulso a elementos identitários: vestígios arqueológicos, a igreja e outros monumentos, manifestações culturais e religiosas. Confirmando conclusões doutros estudos, os habitantes de Durrães têm um forte apego e identificação cultural e religiosa com a sua terra, mas hoje de maneira diferente da do passado. Com o 25 de Abril e sobretudo nas duas últimas décadas mudou algo na relação de forças quanto a poderes e padrões culturais. Persistem certamente as relações clientelares na aldeia mas a política local ocorre pela intermediação dos alinhamentos partidários e a propósito dos mais variados assuntos. Por outro lado, o quadro relacional entre os moradores mudou consideravelmente: maior afrouxamento dos vínculos comunitários e aumento da relativa autonomia familiar e individual
  •  CARDOSO, António CV - Não disponível 

PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões.
Resumo de PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões. PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões.
PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões.

Este artigo parte de pesquisa empírica e bibliográfica sobre mulheres brasileiras imigrantes em Portugal, através das quais foi possível evidenciar situações de preconceito e discriminação que estas mulheres sofrem nesse país. Empreende, também, um mapeamento empírico discursivo de como o preconceito é (re)construído, especialmente nos media. Busca-se refletir sobre esse fenômeno a partir das discussões conceituais em torno do racismo, enquanto ideologia e prática social (Machado, 2000). Ao entender a importância dos diferentes conceitos (racismo novo, cultural, diferencialista e desigualitário), propõe-se uma abordagem ainda pouco difundida e uma especificação teórica, no intuito de colaborar com avanço no conhecimento sobre migrações, etnicidade e racismo. Trata-se de introduzir a perspectiva epistemológica descolonial (Quijano, 2000; Mignolo, Grosfogel, 2008), descolonial de gênero (Gonzáles, 1988; Brah, Anzaldua, et al, 2004; Lugones, 2008) e o conceito histórico de racismo (Fanon, 1983; Balibar, Wallerstein, 1988; Munanga, 2003). Na perspectiva proposta, a modernidade é entendida como profundamente marcada pela colonização e, assim, a sociedade atual não pode ser compreendida distante de uma análise crítica desse processo histórico e de suas consequências contemporâneas. Uma das principais marcas da colonização consiste na introdução e na disseminação da categoria mental raça, a qual permanece atualmente. Segundo essa perspectiva, o racismo colonial dividiu a população em raças, articulando para isso supostas características físicas, culturais e comportamentais, para inferiorizar, essencializar e estigmatizar grupos humanos não europeus. Essa divisão (mental, ideológica) em raças continuaria operando atualmente, o que se alteraria são as práticas de discriminação e os grupos alvo conforme o contexto. Na Europa, os grupos mais afetados por essa racialização são os imigrantes, que em sua maioria são oriundos de antigas colônias. Na atual conjuntura de crise econômica esse racismo tende a agravar-se. O presente trabalho propõe que essa perspectiva é importante para compreender a situação das mulheres brasileiras imigrantes. A partir da pesquisa empírica verificou-se que essas mulheres são vistas em Portugal como portadoras de características comuns, são elas: comportamentais (sorrir, seduzir, ser simpática, disponível para sexo, ser dócil), culturais (dançar sensualmente, falar errado, alto e sensual, gostar de festas) e físicas (são mestiças – incluindo aquelas que no Brasil são consideradas brancas, têm o corpo em curvas, têm nádegas sobressalientes). Através dessas características, as imigrantes brasileiras são essencializadas, inferiorizadas e estigmatizadas em Portugal. Torna-se possível perceber que elas são vistas a partir da categoria mental raça e são vítimas de práticas sociais que podem ser entendidas como discriminação racial.
  •  PADILLA, Beatriz CV - Não disponível 
  • GOMES, Mariana Selister. CV de GOMES, Mariana Selister.
Mariana Selister Gomes é Doutoranda em Sociologia no Instituto Universitário de Lisboa, acolhida no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-ISCTE-IUL), Bolseira da CAPES/Ministério da Educação do Brasil. Bacharel em História e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil). Bacharel em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil). Pesquisadora Associada no Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NIEM-UFRGS/Brasil). Seus temas de interesse são: relações de gênero, racismo, imaginários sociais, turismo, imigração, cultura, identidades.
Endereço eletrônico: marianaselister@gmail.com

PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento
Resumo de PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento
PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento

As redes sociais são as relações de afinidade que estabelecemos com os outros. Tais redes contribuem decisivamente para o bem-estar dos idosos, na medida em que exercem um papel relevante na actividade social dos mesmos. Explorando os aspectos positivos das redes, afirma-se que as suas funções de sociabilidade e de apoio recíproco/unilateral não só ajudam a combater o isolamento social dos idosos, como também contribuem para a promoção de um envelhecimento activo e saudável por via da intensificação da vida social. Como corolário, levanta-se a hipótese de as redes sociais exercerem um impacto diferenciador nos processos de envelhecimento; estando tal sustentação alicerçada num inquérito de 2011 sobre os Processos de Envelhecimento em Portugal: Usos do Tempo, Redes Sociais e Condições de Vida. Nesta comunicação propõe-se, assim, explorar os resultados dessa investigação com especial destaque para dois planos de análise, a saber: (a) Um primeiro que explora o impacto das redes sociais nas actividades e nos usos do tempo durante o envelhecimento, atendendo particularmente aos processos de transição na passagem para a reforma, para a viuvez e, ainda, para as situações dependência por motivos de saúde. Questiona-se também possibilidade de o afrouxamento dos laços sociais e a falta de suportes relacionais (resultante de redes precárias) estarem associados à baixa intensidade da vida social, conduzindo a um isolamento com efeitos negativos no estado de saúde física e mental dos indivíduos. (b) Um segundo plano que identifica as condições mais favoráveis ao desenvolvimento de redes sociais. De que dependem as redes sociais? Como se originam? Que condições as facilitam? Responder a estas questões implica reconhecer que as mudanças verificadas nas redes sociais ao longo da idade são configuradas por múltiplos factores, entre os quais: as condicionantes estruturais (género e classe social), devido ao seu efeito diferenciador na diversificação, extensão e intensidade das redes sociais; e os factores individuais (por exemplo, o estado de saúde). Admite-se ainda que participação associativa/cívica e a promoção de actividades e de espaços de sociabilidade destinados à terceira idade constituem outros factores potencialmente impulsionadores das redes sociais. E, dado que a função destas se encontra intimamente ligada às actividades que as suportam, importa evidenciar não só a natureza, a frequência e a envolvência institucional dessas actividades, como também as motivações individuais (busca de sociabilidade, apoio recíproco, influência, altruísmo) de quem as exercem. Em suma, procura-se mostrar como as redes sociais contribuem para colocar a terceira idade no espaço público, constituindo assim um instrumento importante tanto para a afirmação de um envelhecimento activo e saudável, como para a sua participação na sociedade.
  •  FERREIRA, Pedro CV - Não disponível 
  •  MARQUES, Tatiana CV - Não disponível 

PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
Resumo de PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional  PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional

Em Portugal, e à semelhança do que se verifica na maioria dos países ocidentais, a população idosa tem vindo a aumentar. A pirâmide de idades da população portuguesa passou a apresentar um estreitamento na base, acompanhado por um alargamento no topo, forma que caracteriza uma população envelhecida. Mas os idosos não se distribuem da mesma forma pelo território nacional. Existem indícios de que a população portuguesa está a envelhecer de forma desigual nas várias regiões do país. A partir dos dados disponíveis no Eurostat (taxa bruta de mortalidade, TBM, por 100 mil habitantes), estudámos as tendências de mortalidade e variações associadas no período de 1994 a 2006, entre a população idosa portuguesa, por sexo, grupo etário e principais causas de morte (segundo a International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, ICD), procurando estabelecer diferenças regionais. Estas ocorrem apenas pontualmente, por sexo, mas sobretudo entre o grupo etário dos 65 aos 69 anos e o dos 85 ou mais anos, no que se refere às principais causas de morte. Das seis causas estudadas, três são dominantes entre a população idosa: doenças do sistema circulatório, neoplasias e doenças do sistema respiratório. Em termos de variação, os óbitos por doenças endócrinas sofrem, no período em análise, aumentos acentuados em todo o país, enquanto que os relativos às doenças do sistema circulatório tendem a diminuir. Globalmente, a região Centro apresenta as maiores diferenças, no que se refere ao afastamento entre as duas principais causas de morte e as restantes. Por sua vez, os Açores e a Madeira apresentam, em certos aspectos, padrões, quer de tendência das taxas brutas de mortalidade, quer da sua variação, por sexo, grupo etário e causa, diferentes dos observáveis nas regiões do continente, não podendo considerar-se, no entanto, estas regiões homogéneas entre si. Este estudo procura assim fazer um retrato do país, com um nível de desagregação sub- nacional. Os resultados relativos às tendências de mortalidade são apresentados, em função do sexo, grupo etário e causas de morte. REFERÊNCIAS PRINCIPAIS -CANUDAS-ROMO, V. et al., Mortality changes in the Iberian Península in the last decades of the twentieth century, Population-E, 63(2), 2008, pp. 319-344. -GRUNDY, E., Demography and Gerontology: Mortality Trends Among the Oldest Old, Age and Ageing, 17, 1997, pp. 713-725. -INE, Projecções de População Residente, Portugal e Nuts III, 2000-2050, Instituto Nacional de Estatística, 2005. http://www.ine.pt [extraído em 4-3-2009] -JANSSEN, F., Cohort patterns in mortality trends among the elderly in seven European countries, 1950-99, International Journal of Epidemiology, 2005, 34, pp. 1149-1159. http://ije.oxfordjournals.org/cgi/reprint/34/5/ 1149 [extraído em 25-02-09].
  • LAGARTO, Sandra CV de LAGARTO, Sandra
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
Sandra Lagarto licenciou-se em Engenharia Biofísica e fez também o mestrado em Ecologia Humana na Universidade de Évora. Tem tido um percurso profissional bastante diversificado passando pelo ensino/formação profissional na área de educação ambiental e pela colaboração com gabinetes públicos e privados em projectos de planeamento regional. Há cerca de cinco anos licenciou-se em Matemática Aplicada (especialização em Estatística) e começou a trabalhar com dados demográficos. Está actualmente a concluir a tese de doutoramento, em Matemática, sobre modelos estocásticos de mortalidade.
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.

PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado
Resumo de PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado
PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado

A análise parte da premissa de que, não obstante a existência de diferenças de índole objetiva entre o voluntariado e o emprego remunerado, ambas as realidades ostentam inequívocas similaridades. Da mesma forma, observa a existência de uma gradual interpenetração entre as duas esferas. Neste sentido, começando por especificar o que, em termos legais e conceptuais é considerado “voluntariado”,”emprego” ou “remuneração”, assim como algumas das principais discussões em torno dos conceitos, a análise traça um quadro comparativo entre o voluntariado e o emprego/trabalho remunerado, atendendo às suas principais especificidades. Logo, atende aos seguintes indicadores: relação entre voluntários e trabalhadores; relação entre voluntários e órgãos de direção; potenciais focos de conflitos na definição de papéis; tipologias e natureza das atividades desenvolvidas; processos de recrutamento e seleção; vínculos “contratuais”; e, por último, motivações e expectativas. A análise conclui a existência de uma inequívoca relação de proximidade entre voluntariado e emprego, destacando, como aspeto principal, o carácter complementar do trabalho de voluntariado face ao trabalho remunerado. No entanto, não deixa de chamar a atenção para as graduais tentativas de “instrumentalização” do voluntariado, emergentes quer de algumas propostas político-partidárias, quer do próprio mercado de emprego, apontando para o risco de lhe serem “retiradas” algumas das suas características intrínsecas, nomeadamente: o ser desinteressado, de iniciativa pessoal, não remunerado, em prol de um terceiro. Da mesma forma, aponta para um risco maior: o trabalho voluntário passar a substituir o trabalho remunerado, aspeto mais evidente nas áreas sociais e assistenciais, colocando, inclusive, em causa o papel do próprio Estado Providência.
  • SERAPIONI, Mauro CV de SERAPIONI, Mauro
  • MARQUES, Ricardo CV de MARQUES, Ricardo
  •  LIMA, Teresa Maneca CV - Não disponível 
Mauro Serapioni é licenciado em Ciências Políticas e Sociais pela Universidade de Bolonha (1983), obteve o mestrado em Gestão dos Sistemas Locais de Saúde pelo Instituto Superior de Saúde de Roma (1994) e possui o doutorado em Ciências Sociais e Saúde pela Universidade de Barcelona (2003). Atualmente é investigador do Centro de Estudos Sociais e docente do Doutorado “Democracia no Século XXI” da Universidade de Coimbra. Anteriormente foi Visiting Fellow da Universidade de Bolonha, professor da Universidade Estadual do Ceará, consultor da Organização Pan-Americana de Saúde e do Ministério de Saúde do Brasil, docente da Universidade de Bolonha (UNIBO) e da Universidade de Modena e Reggio Emilia (UNIMORE). Principais áreas de investigação: Participação dos cidadãos no sistema de saúde, Desigualdades sociais e saúde, Avaliação de serviços e políticas de saúde, Processo de reforma do sistema de saúde. É autor de vários trabalhos publicados em Brasil, Itália, Portugal e França, sobre essas temáticas.
Ricardo Marques é licenciado em Sociologia e Mestre em Sociologia
Cidades e Culturas Urbanas pela Faculdade de Economia da Universidade
de Coimbra e doutorando em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento
na Universidade Aberta. É sociólogo, colaborador do Centro de Estudos
Sociais da Universidade de Coimbra no âmbito do projeto “Estudo sobre
os Jovens do concelho de Coimbra”. Integrou, como bolseiro de
investigação, o projeto “Estudo sobre o Voluntariado, coordenado por
Mauro Serapioni, Sílvia Ferreira e Teresa Maneca Lima e financiado
pela Fundação Eugénio de Almeida.