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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
Resumo
No Brasil, muitos estudos buscam analisar a questão da migração. Alguns temas apresentam-se como centrais em diversas pesquisas, como, por exemplo, a questão das relações de etnicidade, os conflitos étnicos, o processo de imigração. Outros são menos abordados, tais como a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho, a questão dos refugiados e dos autorizados. Quanto às metodologias, a predominância é de trabalhos de cunho qualitativo. Há um número bem menor de trabalhos quantitativos, quando comparados aos qualitativos. A cifra de pesquisadores que trabalham integrando as duas metodologias é ainda mais reduzida.
Com o intuito de sanar tais falhas, a proposta geral desse artigo é apresentar uma análise cross-section da inserção de imigrantes portugueses no mercado de trabalho brasileiro, durante o período de 1960 a 2010. Os objetivos específicos são: identificar as características sóciodemográficas de tais imigrantes; verificar as regiões e os estados de destino de maior concentração de portugueses; e analisar as situações deles no país hospedeiro a partir dos tipos de autorizações de trabalho a eles concedidas, os ramos de atividades e as ocupações. Para isso, utilizo os dados da RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais), os censos demográficos de 1960 a 2000 e os dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego e, no que se refere à discussão teórica, o debate gira em torno da Sociologia econômica da migração. O intuito é de mostrar as controvérsias, mas, principalmente, a complementaridade entre as abordagens de cunho mais estrutural e as de mais individual.
O estudo está dividido em quatro seções, além da introdução, das considerações finais e das referências bibliográficas. Na primeira seção, introduzo o debate teórico que busca explicar os modos de integração dos imigrantes na sociedade de destino. Nele, apresento as diferentes formas possíveis de integração no mercado de trabalho em que os imigrantes internacionais podem, em alguns casos, devem experimentar. Na segunda seção, o fim é apresentar os dados e a metodologia de análise. Na terceira, identifico a distribuição espacial dos imigrantes ao longo do tempo, bem como o perfil sócio-demográfico desses imigrantes. A intenção é identificar as variáveis estruturais (mais ligadas ao tempo e ao espaço) e as individuais (mais ligadas aos perfis) que afetam a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho e suas alteração (ou não) no tempo. A quarta e última seção refere-se análise dos dados, buscando compreender a situação dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro ao longo das últimas 5 décadas.
- VILELA, Elaine M.

Elaine Meire Vilela é professora de Sociologia do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Seus temas de pesquisa são, principalmente: imigração internacional, mercado de trabalho e estratificação social. Seus estudos tem como foco métodos quantitativos, especialmente, e qualitativos de análise.
Elaine Meire Vilela
Professora Adjunta - UFMG
Departamento de Sociologia e Antropologia
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Tel: ++ 55 31 3409 6302
elainevilela@fafich.ufmg.br
PAP1083 - Portugueses na Galiza, cidadania diferenciada nun contexto transnacional
O Objetivo desta comunicação é o de apresentarmos a realidade da maior comunidade estrangeira na Galiza (Espanha) e os processos que este movimento migratório representa. O maior número de pessoas com nacionalidade não espanhola na aqui são os portugueses, no ano 2010, mais de 21000, segundo os dados do INE (instituto de estatística da Espanha), sendo isto unha particularidade da Comunidade Galega, pois no conjunto da Espanha não acontece tal. Este facto não é só destacável por si só, pois estes 21000 portugueses só representavam aproximadamente um 0,8% da população total da Galiza, e tendo em conta que Portugal é um país com uma forte tradição emigrante também não é este um número significativo em quanto aos dados totais de saídas. Mas, se o pensarmos este stock migratório em termos qualitativos si o é; já que poderemos atingir grande número de elementos teórico, para a análise a partir desta população trasladada; em primeiro lugar, é a origem duma serie de processos migratórios muito interessantes, assim como um espantoso elemento de analise para entendermos uma conceição antropológica, econômica e política em novidade e em trocas constantes, tanto num plano de conceição dum estado multinacional, a Espanha, como na conceição e criação de comunidades políticas transnacionais como é a U.E e alguns órgãos de integração da mesma.
Pelo que o objetivo principal da investigação foi reconhecer e estudar até que ponto se faz visível que estas pessoas com nacionalidade portuguesa e residentes na Galiza; a pesar de morarem numa comunidade muito próxima a nível cultural e geográfico e de compartirem um marco supraestatal comum com pretensões de criar uma cidadania comum européia, e sem uma fronteira fechada; não estão equiparadas a nível subjetivo com os cidadãos autóctones e estão abocados a sofrerem uma serie de passos de descapitalização, além de estarem, expostos a infinidade de estereótipos negativos que influem negativamente no seu assentamento.
É especialmente destacável como entre os dois territórios que fazem parte do processo que estudamos existe uma forte relação em diversos âmbitos, especialmente chamativo em termos culturais, podendo considerar tais territórios como um território dalgum jeito entendido como transnacional, entendendo por transnacional como “certos grupos vivendo em espaços transfronteiriços com interesses comuns de natureza cultural, desportiva, política ou doutro tipo, podendo ver-se a si próprios como comunidades” (Castels 2005),mas ainda assim a proximidade geográfica e cultural, etc; não é suficiente elemento integrador tamén a pesar das já citadas instituições européias; e das possibilidades legais no processo migratório. Pois a presença das alteridades criadas durante séculos pelos estados- nações tradicionais são superiores às próprias sinergias contemporâneas içadas com a construção duma difusa Cidadania Européias.
- FERNÁNDEZ, José Daniel Arias

- José Daniel Arias Fernández, 28 anos, Licenciado em Ciencias Políticas e da Administração na Universidade de Santiago de Compostela; tenho feito Erasmus na Universidade do Minho no curso de Relações Internacionais.
- Mestrado Oficial em Migrações Internacionais na Faculdade de Sociologia da Universidade da Corunha. Atualmente estou a começar com os meus estudos de doutoramento, cuja tese terá por título "Migracións portuguesas á Galiza entre transnacionalismo e alteridade, ruralidade e urbanidade posicionamentos a debate."
- Experiencia laboral em várias organizações do terceiro setor entre as que destaco ter sido Co-Criador do site "africanews.es" e colaborador habitual e antigo bolseiro na organização italiana "africanews.it".
- Atualmente emigrante em Edinburgh (Escocia), onde trabalho como camareiro de evento, assim como tenho emigrado anterioriomente a Londres onde trabalhei como fregapratos durante 4 meses.
- Falo Galego, Espanhol, Português, Italiano e Inglês.