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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Processos de marginalização social»

PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada
Resumo de PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada
PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada

TÍTULO: Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada. Palavras – Chave: Trabalho; Mercado de trabalho; Pobreza; Processos de marginalização social. O tema nuclear da comunicação é o das relações entre trabalho, desigualdades sociais e pobreza. A argumentação constrói-se a partir de revisão bibliográfica sobre o tema e de investigações anteriores levadas a cabo pelos autores. Organiza-se em duas partes: na primeira discutem-se as mutações que o trabalho tem conhecido sobretudo nas últimas quatro décadas, tanto ao nível das suas manifestações empíricas como do seu valor simbólico e poder estruturante dos percursos biográficos; na segunda, a sua relação com a pobreza e a marginalização social na modernidade avançada. Faz-se de início um breve percurso pelo modo como foi assumindo, ao longo da Modernidade, o papel de estratégia de normalização e de ética da disciplina, adquirindo um elevado estatuto socioeconómico e politiconormativo. Em seguida, e com base na revisão de investigações que têm procurado equacionar o que está a acontecer ao trabalho e em indicadores da sua caraterização fornecidos por vários organismos, analisam-se as transformações por que tem passado, sistematizando-as em três linhas: a da sua rarefação, a da sua segmentação e fragmentação do estatuto do trabalhador e a da relação do trabalho com a construção da experiência biográfica dos atores. As mutações a que aludimos não se impõem sem resistência, mantendo-se atualmente respostas que tendem a prolongar os papéis e a ética tradicional do trabalho. É deste modo que contextualizamos a procura de algumas novas jazidas de emprego, bem como as politicas implementadas, em Portugal como em grande parte dos países da União Europeia, para a promoção do emprego e de apoio aos desempregados. Ainda que se insista na manutenção desta lógica, os dados de variadas investigações mostram que as transformações em curso no mercado de trabalho constituem mecanismos de aprofundamento das desigualdades e de clivagens sociais. Analisamos algumas leituras que têm sido propostas para o esclarecimento destes mecanismos. Em suma, a problematização que perpassa toda a comunicação é a das consequências já detetáveis destas mutações, conduzindo-nos a questões como a de saber se podemos continuar a considerá-lo como o grande integrador da experiência pessoal e social, ou se o papel da atividade profissional nos processos de socialização e de construção das identidades deve ser relativizado, ou ainda, e mais geralmente, saber se o trabalho se cumpre ainda como forma de realização de si ou se, pelo contrário, se arrisca a ser potenciador de desigualdades e de marginalização social.
  • SILVESTRE, Agostinho Rodrigues CV de SILVESTRE, Agostinho Rodrigues
  •  FERNANDES, Luís CV - Não disponível 
Agostinho Rodrigues Silvestre
Assistente social. Mestre em Psicologia do Comportamento Desviante pela FPCEUP, onde frequenta o programa Doutoral em Psicologia. É docente na Universidade Portucalense. É há 17 anos diretor executivo da Agência de desenvolvimento integrado de Lordelo do ouro (ADILO), no âmbito da qual tem concebido e coordenado vários projetos de intervenção social e comunitária. Presidente da associação Norte Vida. Desenvolve investigação sobre trabalho e processos de marginalização social extrema.