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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
PAP0055 - As Organizações Não-Governamentais na Lógica da Profissionalização Institucional
O presente trabalho
é baseado no
desenvolvimento da
tese de doutoramento
em sociologia
(UMinho-Portugal /
UFPE-Brasil) que
visa analisar quais
as consequências do
atual fluxo de
profissionalização
institucional das
ONGs para estas
entidades. Para
tanto, os objetivos
específicos que
circundam esta
dimensão são: 1.
Examinar como se
constroem as
divisões de
trabalho, a
especialização e a
busca por
profissionalização
dentro de diferentes
tipos de ONGs; 1.1
Verificar por quem e
como são definidas
as agendas das ONGs;
1.2 Examinar se
diferentes tipos de
ONGs tendem a compor
diferentes tipos de
profissionalização
nas entidades. 2.
Investigar as
perspectivas que os
agentes das ONGs e
seus financiadores
têm sobre o atual
processo de
profissionalização;
2.1. Analisar como
são construídas as
noções éticas sobre
a captação de
recursos para as
ONGs entre os
agentes atuantes
nessas organizações
e seus financiadores
e como tais noções
se manifestam no
cotidiano das
entidades; 3.
Verificar quais os
vínculos entre a
sustentabilidade
financeira e a
profissionalização
dessas organizações;
3.1. Investigar o
tipo de relação que
as ONGs mantêm com
os financiadores do
Estado, do Mercado e
do Terceiro Setor
(agências
internacionais etc)
e; 3.2. Analisar se
as relações com os
demais setores e o
modo de obter
sustentabilidade
financeira provocam
perda de autonomia
nas ONGs e o que
isto significa para
as instituições; o
que significa, em
termos práticos, uma
ONG considerar-se ou
ser considerada
autônoma. Nesta
investigação,
percebemos que o
mesmo problema
sociológico se dava
no Brasil e em
Portugal, ainda que
de maneiras e
escalas distintas, o
que nos fez propor
um estudo conjunto,
com subsídios
comparativos
complementares. Com
recurso aos
resultados
preliminares da
investigação em
andamento, em
particular a partir
das observações de
estudos de casos nos
dois países, pudemos
perceber elementos
que tendiam a se
tornar ocultos
quando nos centramos
exclusivamente em
realidades locais,
como o caso de um
recorte espacial que
considerasse apenas
Brasil ou Portugal.
Assim, pretendemos
contribuir para a
visibilização de
processos que
sustentam
proximidades e/ ou
especificidades que
se registam quando
se confrontam
realidades
sócio-históricas e
espaciais distintas.
- MARQUES, Ana Paula

- MELO, Marina

Ana Paula Marques é Professora Associada com Agregação do Departamento de Sociologia e investigadora permanente do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da Universidade do Minho. Doutorou-se, em 2003, em Sociologia – área de Organizações e Trabalho por esta universidade. Exerce funções de promotora e mentora científica do Spin-Off Laboratório MeIntegra e CICS – Universidade do Minho. Integra, do lado do Norte de Portugal, os Serviços de Estudos “Educação e Formação” do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular Galiza-Norte de Portugal.
É autora e co-autora de vários artigos e livros, destacando-se nestes últimos Inserção Profissional de Graduados em Portugal. (Re)configurações teóricas e empíricas (2010), Estudo Prospectivo sobre Emprego e Formação na Administração Local (2009), Trajectórias Quebradas. A vivência do desemprego de longa Duração (2008), Administração Local. Políticas e práticas de formação (2008), Actores Intermédios da Orgânica Empresarial. O futuro do emprego, das competências e da formação (2007), Entre o diploma e o emprego. A inserção profissional de jovens engenheiros (2006) e Assimetrias de género e classe. O caso das empresas de Barcelos (2006).
Marina Félix de Melo é doutoranda em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil (Orientador: Prof. Dr. Breno Fontes / Co-orientador: Prof. Dr. Rogério Medeiros) e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Portugal (Orientadora: Profa. Dr. Ana Paula Marques). Com atual investigação sobre "A Profissionalização nas Organizações Não-Governamentais", possui tese de mestrado em Sociologia intitulada "A Missão das ONGs em um Terceiro Setor Profissionalizado" [2009] e licenciatura em Ciências Sociais [2006] com tema de investigação também focado nas ONGs. Para além das publicações na área do Terceiro Setor, é autora de demais artigos e comunicações na temática das Ciências Sociais, a exemplo da centralidade no trabalho, teoria da dádiva, relações raciais no Brasil etc.
Curriculum Lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4596568H2
PAP1515 - Estudo das razões de saída do RV/RC nas Forças Armadas
O actual sistema de recrutamento das Forças Armadas, assente num modelo baseado exclusivamente em militares profissionais, evidencia que o seu sucesso depende da capacidade da Instituição Militar em identificar, atrair, incorporar, reter nas suas fileiras e reinserir no mercado de trabalho um conjunto significativo de jovens cidadãos de forma sistemática.Para participar na elaboração de estratégias consolidadas, que permitam uma intervenção eficaz nesta área, importa recolher dados que possibilitem identificar os seus principais problemas, considerando-se assim como objecto de análise as percepções dos jovens no momento da sua saída da Instituição. É neste âmbito que se insere este estudo cujo objectivo é identificar e caracterizar as razões de saída dos militares em regime de voluntariado e contrato, bem como, identificar as motivações de ingresso e os factores impulsionadores da permanência dos militares na Instituição Militar. Ambiciona-se que este estudo produza uma análise do fenómeno das desistências no sentido de definir acções e medidas que visem potenciar o tempo de permanência dos militares na Instituição, permitindo assim o retorno do investimento efectuado pela mesma. A fase de recolha de informação decorreu entre Janeiro de 2011 a Dezembro de 2011 com a aplicação de questionários a todos os militares em regime de voluntariado e contrato que terminam o serviço militar, em qualquer fase da sua carreira.
- PALHOCO, Vitor
- ALVES, Maria Clara
PAP0705 - Jovens e Forças Armadas
Nas sociedades actuais qualquer instituição, entre elas a militar, não é mais julgada pelo que se propõe fazer, mas pelo que efectivamente faz. Tratadas pela sociedade e pelo mercado como qualquer outra instituição, as Forças Armadas estão, assim mais sujeitas ao escrutínio e controlo social.
Cultivar a legitimidade tornou-se cada vez mais uma necessidade, tendo em vista a prevenção de possíveis situações de banalização institucional. Para além desta atitude de cariz pró-activo, os pressupostos da profissionalização, enquanto novo modelo de organização, também lhes exigem uma permanente capacidade para conseguir obter os recursos humanos necessários ao desenvolvimento das suas missões.
Para contribuir para a construção de estratégias solidificadas de intervenção neste domínio, torna-se necessário recolher elementos que permitam traçar um diagnóstico da situação, o que implica, forçosamente, considerar como objecto de análise, as inter-relações estabelecidas entre as Forças Armadas e a sociedade envolvente. É neste quadro que se insere este estudo que, a coberto da realização do Dia da Defesa Nacional, procura apreender e caracterizar o que pensa das Forças Armadas e das suas ofertas de emprego um dos segmentos populacionais mais importantes no contexto da profissionalização, ou seja, a população jovem (de ambos os sexos) com 18 anos de idade.
Tendo em consideração o facto de o Dia da Defesa Nacional permitir a recolha de dados desta natureza desde 2005, será possível agora apresentar as tendências evolutivas dos mesmos.
- BAPTISTA, Luis
- RESENDE, José Manuel
- CARDOSO, Antonio

- VIEIRA, Inês

- MENDONÇA, Claudia
António Maria Ferreira Cardoso
Professor Adjunto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, doutorado em Sociologia pela Universidade Complutense de Madrid, Mestre em Extensão e Desenvolvimento Rural e Licenciado em Ciências Agrárias e do Ambiente, pela Universidade de Wageningen (Holanda). É investigador do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da Universidade do Minho e membro de várias associações profissionais e culturais; tem participado com comunicações em congressos nacionais e internacionais e outras reuniões científicas, sobre temáticas de desenvolvimento rural/regional, políticas de sustentabilidade e organizações; desenvolveu tese de doutoramento sob o título Desenvolvimento local: virtualidades e limites. Um estudo de caso do concelho de Barcelos- noroeste de Portugal.
Inês Vieira
CesNova, a frequentar o doutoramento em Ecologia Humana na FCSH-UNL
Licenciatura em Educação de Infância (ESE-IPP), mestrado em Ecologia
Humana e Problemas Sociais Contemporâneos (FCSH-UNL)
Interesses de investigação:
1. Actualmente foco em migrações e ambiente (PhD);
2. Participação prévia: educação de jovens e cidadania (protocolo
CesNova-MDN sobre o Dia da Defesa Nacional), atitudes ambientais de
estudantes universitários ("Making Science Work in Society", Acção
Integrada Luso-Britânica, FCSH-UNL e Universidade de Glasgow, frequência
enquanto opção livre do Curso de Doutoramento em Ecologia Humana),
dinâmicas territoriais e mobilidade humana (no âmbito do grupo de
trabalho do CesNova).