• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Reclusão feminina»

PAP0077 - Vidas excluídas: trajectórias ciganas femininas reflectidas em contexto prisional
Resumo de PAP0077 - Vidas excluídas: trajectórias ciganas femininas reflectidas em contexto prisional  PAP0077 - Vidas excluídas: trajectórias ciganas femininas reflectidas em contexto prisional
PAP0077 - Vidas excluídas: trajectórias ciganas femininas reflectidas em contexto prisional

Diversas pesquisas realizadas em Portugal, assim como em países da UE, revelam que entre os grupos e categorias sociais mais expostos a situações de exclusão e discriminação sociais são de destacar os grupos étnicos, em particular o grupo étnico cigano. Um estudo da década de 90 realizado em contexto prisional português indica que a proporção de indivíduos de etnia cigana atrás das grades representa 5 a 6 por cento da população total reclusa. Assiste-se, portanto, a uma sobrerepresentação deste grupo em contexto prisional, que é ainda mais evidente na população reclusa feminina. Nesta comunicação, tendo em consideração este panorama de exclusão e discriminação e de sobrerepresentação deste grupo em contexto prisional e conjugando-o com uma perspectiva de género, propomo-nos a caracterizar sociologicamente as reclusas de etnicidade cigana a cumprir pena efectiva num Estabelecimento Prisional feminino português, tal como a analisar as suas trajectórias de vida. Baseando-nos em trabalho de campo desenvolvido entre 2010 e 2011, pretendemos explorar as especificidades ao nível sociológico, criminal e penal das reclusas ciganas, assim como os aspectos relacionados com as relações familiares, para a compreensão das suas trajectórias. Mapeando singularidades e aspectos comuns, analisaremos de que forma cada uma das dimensões se espelha, conjuga e reconfigura no contexto prisional. Os aspectos abordados englobam i) o contexto pré- prisional, sobre o qual se analisam os modos de vida condicionados, dinâmicas e configurações familiares, tal como motivações e constrangimentos estruturais que conduziram à prática do crime; ii) a vivência prisional, onde se expõe relações familiares no contexto prisional (tendo em conta que as redes de inter-familiaridade podem englobar até 3 gerações de familiares) e que conexões se evidenciam com as redes em meio exterior; iii) e as perspectivas futuras das reclusas, que se prendem com questões mais amplas de exclusão e discriminação social às quais estas populações não são alheias.
  • GOMES, Sílvia CV de GOMES, Sílvia
  • GRANJA, Rafaela CV de GRANJA, Rafaela
Gomes, Sílvia
Investigadora no Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho. Licenciada em Sociologia pela Universidade do Minho (2008), é estudante de doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da mesma universidade, sob as orientações dos Professores Doutores Manuel Carlos Silva e Helena Machado. O projecto de doutoramento tem como título provisório “Criminalidade, Exclusão Social e Racismo: um estudo comparado entre portugueses, ciganos e imigrantes dos PALOP e do Leste Europeu”. No âmbito do projecto de doutoramento, desenvolveu o projecto “Criminalidade, Etnicidade e Desigualdades” junto de Estabelecimentos Prisionais portugueses e foi investigadora visitante na Universidade da Califórnia, Berkeley, sobre a orientação do Professor Loïc Wacquant. O seu trabalho está relacionado com a criminalidade, exclusão social e etnicidade, designadamente as representações sociais dos grupos étnicos e imigrantes nos media, as representações sociais dos guardas prisionais sobre os fenómenos da imigração e do crime e também as trajectórias de vida e estatísticas da reclusão feminina e masculina em Portugal.
Rafaela Granja é socióloga e está atualmente a desenvolver a sua tese de doutoramento que se intitula Representações sobre os impactos sócio-familiares da reclusão: visões femininas e masculinas. É membro do Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho. As principais áreas de interesse do seu trabalho centram-se nos estudos prisionais, relações familiares, criminalidade, género e etnicidade.