PAP0896 - Crise e novas configurações do Estado na América Latina
GT: "Sociedade, crise e reconfigurações na América Latina"
Este trabalho tem como objetivo analisar as novas configurações do Estado na América Latina que surgem no contexto da crise do projeto neoliberal. Realizaremos a análise a partir da concepção critica da teoria da dependência que preconiza que, nos países em situação de dependência, por suas relações subordinadas às economias centrais e aos interesses das suas classes dominantes, ficam comprometidas a soberania nesses países e a democracia até para as burguesias locais.
Por outro lado, ao se esgotar o padrão de reprodução por meio de uma crise que debilita o poder das potencias imperialistas e acirra as contradições entre elas, abre-se espaço à emergência de novas classes sociais, locais e regionais que passam a erigir blocos de poder inseridos no padrão de reprodução regional e nas contradições entres os níveis locais de avanço das forças produtivas.
Após o ciclo das ditaduras militares na América Latina (anos 1960-80), quando, nos principais países da região, o Estado estava refém dos interesses vinculados ao capital monopólico internacional, implementou-se o programa preconizado pelo Consenso de Washington, nos moldes da doutrina neoliberal isto é, o Estado deixaria de cumprir o seu papel de garantidor do bem estar social para ficar omisso e assim favorecer abertamente a “cidadania” proposta pelo mercado.
Na América Latina, cujo desenvolvimento econômico, social e politico foi historicamente subordinado aos interesses estrangeiros e à sua expansão em direção aos países do então chamado Terceiro Mundo, já no inicio do seculo XXI o povo, os intelectuais e os partidos políticos se aperceberam o quanto esse Estado era transportador da crise cíclica do capitalismo mundial, e seu papel passa a ser questionado pela sociedade em movimento
Se na Venezuela Hugo Chavez propõe o socialismo do seculo XXI, no Brasil os resultados sociais da diminuição do Estado levam a uma onda de mobilização social que deságua na eleição de Lula da Silva. Já nos países andinos, a exemplo da Bolívia, a retomada da força politica das comunidades indígenas, das quais é reconhecida autonomia, leva a um pacto social e de poder que se configura em Estados Plurinacionais, em que se dá a simbiose dos poderes comunais com o poder do Estado Nacional através de Constituições que garantem, via politicas públicas, a participação popular no poder do Estado.
- SILVA, Luisa Maria Nunes de Moura e

Socióloga. Portuguesa. Doutora em Sociologia pela USP-Brasil e UNAM-México. Mestre em Sociologia pela UFPE-Brasil e Especialista em Metodologia da Pesquisa Social pela Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Professora aposentada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Professora Titular de Sociologia da Universidade Ibirapuera no Programa de Mestrado em Direito Regulatório e Responsabilidade Social Empresarial. Professora Visitante da Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, onde coordenou a produção do musical Nuestra América (2010) e coordena o Grupo de Estudos da Teoria da Dependência (www.teoriadadependencia.blogspot.com ). Autora de vários livros, entre os quais Relações Internacionais do Brasil e Integração da América Latina, além de capítulos e artigos científicos sobre os temas: Responsabilidade Social e Desenvolvimento, Integração e Estado na América Latina.
PAP0579 - Crise e reconfigurações no Brasil e no Equador
GT: "Sociedade, crise e reconfigurações na América Latina"
O objetivo deste texto é examinar como a crise que hoje grassa o mundo impactou dois países da América Latina: Brasil e Equador. Depois de várias crises ao longo da década de 1990 na periferia do mundo capitalista e no começo da de 2000 no centro, a economia dos países centrais ingressou em nova e forte crise a partir do segundo semestre de 2007. A crise representou, simultaneamente, o colapso da financeirização da economia mundial e da forma de regulação desse sistema, representada pela implementação da ideologia neoliberal; representou também a aceleração do declínio da economia dos Estados Unidos. Na essência, trata-se do desdobramento da crise mais geral, que se deflagrou no começo dos anos de 1970 nos EUA.
Num primeiro momento, a crise não trouxe maiores transtornos para a América Latina. Mas, a partir de determinado momento, o impacto da crise financeira e da recessão nos países centrais sobre a região afetou diretamente a economia real latino-americana. Todos os países da América Latina sofreram esse impacto da crise. No entanto, alguns deles estavam melhor aparelhados política e economicamente para defender-se da crise e assim amenizar seus efeitos internos, dentre eles o Brasil e o Equador.
A economia brasileira estava em pleno processo de expansão, induzida pelas mudanças ocorridas no governo Lula, quando foi surpreendida por essa nova crise internacional. É possível afirmar que, durante essa crise, o governo brasileiro contava com condições mais favoráveis do que as que dispunha nos anos de 1990 para adotar medidas no sentido de proteger e fortalecer a economia nacional. No entanto, como demonstraremos no texto, as condições adversas também eram muito fortes.
Na época, o Equador havia recém iniciado um processo de transformação com base no programa implementado pelo governo de Rafael Correa. Essa transformação, no entanto, defrontava-se com vários obstáculos, dentre os quais se destacava a dolarização da economia. Esse limite bloqueava a capacidade de o governo praticar políticas econômicas. Apesar disso, a economia equatoriana foi uma das que melhor enfrentou a crise. A combinação entre o elevado preço do petróleo e as medidas adotadas pelo governo para aumentar a apropriação nacional e pública da renda do petróleo contribuíram para enfrentar esse desafio.
O que existe de comum entre os dois países é o fato de seus respectivos governos haverem reconstruído parte dos mecanismos de ação estatal sobre a economia e promovido o fortalecimento do mercado interno. Investimentos públicos e gastos sociais combinados com crédito barato e abundante constituíram a receita para enfrentar a crise nos dois países.
Palavras-chave: crise internacional, reconfigurações, Brasil, Equador
- SOUZA, Nilson Araújo de

Nilson Araújo de Souza possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Pará (1974), mestrado em Economia Rural pela Universidade Federal do Rio do Rio Grande do Sul (1976), doutorado em Economia pela Universidad Nacional Autónoma de México (1980) e pós-doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo (1985). Atualmente, é professor visitante sênior CAPES da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Tem experiência em docência e pesquisa na área de Economia, com ênfase em Economia Mundial, Economia Latino-Americana e Economia Brasileira Contemporâneas. Nessas áreas, publicou dezenas de livros, ensaios e artigos. Seus mais recentes livros são: Economia Brasileira Contemporânea - de Getúlio a Lula (Atlas, 2007) e Economia Internacional Contemporânea - da depressão de 1929 ao colapso financeiro de 2008 (Atlas, 2009)
PAP0238 - Estilos e perfis dos líderes com funções de avaliação de desempenho docente – discussão conceptual
Nesta comunicação pretende-se discutir os conceitos do perfil de liderança e estilo de liderança a partir das lideranças intermédias que, nas organizações escolares, têm a função de avaliar o desempenho dos docentes.
A proposta de comunicação aqui apresentada dá conta da investigação em curso no âmbito do Programa de Doutoramento em Educação, especialidade em Liderança Educacional, na UAb, com o título Estilos e perfis dos líderes intermédios na escola com funções de avaliação de desempenho docente. Neste contexto, procuramos distinguir os dois conceitos partindo do entendimento de perfil enquanto predominantemente relacionado com as características profissionais / académicas existentes / exigidas e de estilo mais ligado às características pessoais moldáveis e relacionadas com os traços de personalidade ou eventualmente com as formas de actuação impostas pelo líder de topo.
Os recentes desenvolvimentos das políticas educativas têm vindo a colocar as instituições escolares no centro das preocupações sociais. Concretamente, medidas como a generalização dos programas de avaliação de desempenho docente e a sua relação com a implementação de um novo modelo de gestão da escola têm contribuído para a reconfiguração da organização escolar ao nível das suas dinâmicas internas de funcionamento.
Neste sentido, interessa compreender os modos como a organização escolar reage a este tipo de imperativos, de que forma recria as suas dinâmicas através da compreensão das práticas e olhares dos sujeitos nos seus contextos de ação. Começamos, pois, por mobilizar os conceitos de estilo de liderança e perfil de liderança fazendo a sua discussão tendo por referência a conjuntura atual de acentuados condicionalismos, o quadro de reflexividade social e a complexidade organizacional escolar. Desta forma, esperamos que esta comunicação (nesta fase, mas também o nosso trabalho) possa constituir um contributo para o entendimento coletivo do modo como as reconfigurações – que resultam das crises e outras – são refletidas e geridas no campo educativo.
Palavras-chave: estilos de liderança; perfis de liderança; avaliação de desempenho docente; organizações escolares; reconfigurações sociais.
- RICARDO, Luís

- HENRIQUES, Susana

- SEABRA, Filipa.

Luís Ricardo
Habilitações académicas/profissionais:
- Licenciado em Engenharia Eletrotécnica (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra);
- Licenciado em Educação na especialidade Administração Escolar (Escola Superior de Educação de Leiria);
- Pós graduado em Educação na especialidade Administração Escolar e Planificação da Educação (Universidade Portucalense);
- Mestre em Educação na especialidade Administração Escolar e Planificação da Educação (Universidade Portucalense);
- Doutorando em Educação na especialidade Liderança Educacional (Universidade Aberta) sob a orientação da professora doutora Susana Henriques e da professora doutora Filipa Seabra;
- Tutor na Universidade Aberta (mestrado em Administração e Gestão Educacional; licenciatura em Educação; Curso de Profissionalização em Serviço de professores);
- Professor no Grupo 540 (Esc. Sec. Engº Acácio Calazans Duarte – Marinha Grande).
Morada:
Rua das Arroteias, Lt 39, 2500-568 Caldas da Rainha
E-mail:
luisffricardo@gmail.com
Tel.:
960223344
Nome:
Susana Henriques
Habilitações académicas/profissionais:
Doutorada em Sociologia, especialidade me Sociologia da Educação, da Comunicação e da Cultura. Professora Auxiliar do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta, responsável por UCs de 1º, 2º e 3º ciclos. Investigadora no CIES-IUL e no LE@D-UAb, na área da educação, lideranças, literacias e das competências pessoais e sociais, bem como na área da comunicação.
Morada:
UAb – DEED
Campus do Taguspark
Edifício Inovação I
Av. Dr. Jacques Delors
2740-122 Porto Salvo, Oeiras
E-mail:
susanah@uab.pt; susana_alexandra_henriques@iscte.pt
Tel.:
213916300
Nome:
Filipa Seabra
Habilitações académicas/profissionais:
Doutorada em Ciências da Educação, especialidade em Desenvolvimento Curricular, pela Universidade do Minho. Professora Auxiliar do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta. Investigadora no LE@D-UAb, na área da educação, lideranças e no CIEd-UM, na área da teoria e desenvolvimento curricular.
Morada:
UAb – DEED
Campus do Taguspark
Edifício Inovação I
Av. Dr. Jacques Delors
2740-122 Porto Salvo, Oeiras
E-mail:
fseabra@uab.pt
Tel.:
216011417
PAP1500 - IMPACTOS DA PROFISSÃO MILITAR NOS PADRÕES FAMILIARES: RECONFIGURAÇÕES A PARTIR DO CASO PARTICULAR DO COMANDO DE INSTRUÇÃO E DOUTRINA
As Forças Armadas (FA) são um dos pilares mais relevantes em qualquer Estado e a especificidade da profissão militar, reforça a pertinência deste estudo, inserindo-o numa temática ainda pouco desenvolvida em Portugal. Concomitantemente, na actualidade a reconfiguração das FA emerge como uma incontornável realidade numa sociedade que se caracteriza por um elevado grau de insegurança/instabilidade associado um novo perfil de risco e de ameaças difusas. As mudanças que se fazem sentir a nível de estrutura, organização e doutrina das FA têm evidentes repercussões, directa ou indirectamente, na sociedade no seu todo assim como nas suas principais instituições sociais. É o caso da instituição família, mas muito em particular da denominada Família Militar pela diferenciação desta profissão face aos demais contextos profissionais.Decorrente deste pressuposto, pretende-se contribuir para uma melhor compreensão sobre o impacto da profissão nas famílias dos militares do Comando de Instrução e Doutrina (CID). Dada a multidimensionalidade do conceito Família Militar, no presente estudo foram destacadas algumas das suas dimensões, que são condicionadas pela noção de solidariedade - resultante de todos os militares estarem sujeitos a determinadas contingências profissionais – e cujos efeitos no contexto familiar sempre têm demarcado as dissemelhanças entre o grupo militar e demais profissionais. O presente estudo baseia-se numa abordagem intensiva, a partir da recolha de informação através de inquéritos por entrevistas e questionários junto de militares, e intergeracional, o que possibilita a identificação de similitudes e diferenças entre a família militar no contexto das guerras coloniais e das actuais missões militares. As condutas destes profissionais são condicionadas por regras e normas inerentes à especificidade da sua profissão, afectando de forma significativa o dia-a-dia do meio familiar, numa permanente reconfiguração das FA no seio de uma sociedade em constante e rápida mudança.
- BALTAZAR, Maria da Saudade

- SALVADOR, Rafaela

MARIA DA SAUDADE BALTAZAR é professora auxiliar, com nomeação definitiva, do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e investigadora integrada no CESNOVA – FCSH da UNLisboa e colaboradora do CISA-AS da UÉvora. Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora, em 1990, Mestre em Sociologia pelo ISCSP - Universidade Técnica de Lisboa, em 1994 e Doutorada em Sociologia pela Universidade de Évora, em 2002. É Auditora de Defesa Nacional (IDN/Curso 2006). Tem diversas publicações sobre as áreas a que correspondem os seus principais interesses de investigação: Segurança, Defesa e Forças Armadas; Desenvolvimento; Planeamento (metodologia e instrumentos de intervenção). Tem coordenado e constituído várias equipas de investigação de projetos nacionais e internacionais sobre desenvolvimento regional e local, prospetiva, planeamento, intervenção comunitária e relações civil-militares. Tem uma vasta experiência no acompanhamento e apoio técnico a projetos de intervenção comunitária. Tem exercido diversos cargos de gestão na Universidade de Évora, entre os quais Diretora de vários cursos e do Departamento de Sociologia.
Rafaela Sofia Ferreira Salvador é Licenciada em Sociologia, pela Universidade de Évora, tendo concluído o curso em 2010. Participou ativamente nas atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Estudantes de Sociologia da Universidade de Évora. Tem uma publicação na sua principal área de interesse de investigação: Forças Armadas. Colaborou com as equipas de investigação e técnica num projeto de desenvolvimento local, participação que fomentou o interesse pela área do desenvolvimento local e planeamento estratégico, assim como o contato com a população do concelho desencadeou o interesse pela área das políticas de integração e exclusão social.
PAP0958 - Reconfigurações de uma Instituição Desportiva como resposta a solicitações educativas e sociais no acompanhamento a percursos educativos de jovens atletas.
A proposta que aqui se apresenta surge das reflexões emergentes de um processo de intervenção realizado no âmbito do Mestrado Profissionalizante em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Sempre acompanhada por uma forte componente de investigação que alimenta e é alimentada pela intervenção, esta experiência toma lugar no Departamento Pedagógico de um clube de futebol da região norte. A intervenção organiza-se em torno de um projecto que procura acompanhar e desenvolver percursos educativos para a cidadania de jovens atletas de alta competição - implicando não só torná-los afectos e participativos à realidade política e social envolvente, como dar espaço à criação de identidades pessoais no seio de uma comunidade (Estevão, 2003; Araújo, 2007).
Decorrendo num contexto de intervenção algo novo para a construção da profissionalidade em Ciências da Educação – o contexto desportivo de alta competição - a intervenção explora o reconhecimento de que a Educação se corporiza e desenvolve em múltiplos contextos, para além dos formais (Afonso, 1989) e que contextos sociais imprevistos estão cada vez mais preocupados com dimensões sociais e educativas no desenvolvimento pessoal, social e para a cidadania.
O contexto de intervenção aqui mencionado, no sentido de responder a exigências internas e externas de cumprir um papel educativo integrado ao nível da formação dos seus jogadores, tem solicitado o contributo de várias áreas das Ciências Sociais e Humanas, nomeadamente das Ciências da Educação, e em particular, dos contributos da Sociologia da Educação para melhor compreender os seus jovens e respectivas realidades (Silva, 2010). É com este enfoque que se procura contribuir para a reflexão acerca do papel de organizações sociais, que sem tradicionalmente terem preocupações educativas, sentem necessidade de desenvolver de forma mais sustentada o seu papel educativo, espelhando solicitações sociais que obrigam as referidas organizações a reconfigurações, visíveis nomeadamente a partir da criação de departamentos pedagógicos. A aposta no desporto é acompanhada, deste modo, pelo desejo de formação sócio-educativa das crianças e jovens (Freitas, 2010; Pinheiro, 2010).
Esta comunicação procura, então, discutir algumas questões despoletadas pela operacionalização em práticas de mediação em contexto e respectiva reflexão teórico-conceptual: Quais as respostas desenvolvidas por uma instituição desportiva face a provocações sociais que a obrigam a assumir responsabilidades educativas para além das previstas? De que modo acolhe novos projetos de forma a diversificar o seu modo de atuação e criar práticas educativas inovadoras? Que sustentação teórico-metodológica para intervir e desenvolver uma consciência interna que fuja da função mecânica e esperada, no sentido de sustentar percursos educativos dos jovens atletas?
- SALDANHA, Ana

- SILVA, Liliana

- SILVA, Sofia Marques da

Ana Isabel Moreira de Sá Saldanha
Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto (Mestranda)
Área de formação: Ciências da Educação
Interesses de investigação: Educação Não-Formal, Desenvolvimento Local, Poder Local.
Liliana Raquel Guedes da Silva
Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto (Mestranda)
Área de formação: Ciências da Educação
Interesses de investigação: Desenvolvimento Local, Educação de Adultos, Educação Não-Formal.
Sofia Marques da Silva
Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto (Docente)
Área de formação: Ciências da Educação
Interesses de investigação: Culturas Juvenis e educação, Metodologias de Investigação e Sociologia da Educação.