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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Riso»

PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil
Resumo de PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil
PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil

O presente estudo irá tratar o tema das relações raciais no Brasil. Nosso pressuposto consiste em considerar que uma das facetas do “racismo à brasileira” se manifesta na escolha do riso como canal de expressão e consolidação do racismo. Não consideramos que tal escolha seja feita intencionalmente, de forma consciente. Defendemos a hipótese de que o riso seja uma solução inconsciente para o dilema que envolve a questão do racismo no Brasil. Por um lado, os brasileiros não se consideram racistas e gostam de ostentar uma imagem de gente sem preconceito afeita à mistura racial, uma vez que condenam abertamente o racismo. Por outro lado, fornecem indicadores, quando sondados sutilmente, que apontam para um preconceito racial latente. Inúmeras pesquisas reforçam esse paradoxo no Brasil. A expressão “racismo à brasileira” tornou-se corrente na literatura sobre relações raciais designando, grosso modo, uma forma de racismo peculiar ao Brasil que se caracteriza, sobretudo, por sua manifestação sutil, velada e ambígua. Não pretendemos aqui naturalizar a expressão como se ela tivesse um significado único e fixo ou essencializar um povo e seus atributos, ao contrário, nosso ponto de vista é fazer o caminho inverso no sentido de tentar entender um dos muitos percursos históricos traçados e uma das muitas possibilidades interpretativas atribuídas às relações raciais no Brasil. Embora a manifestação encoberta do racismo seja um fenômeno reconhecido em todo o mundo ocidental, assume uma terminologia diferente conforme o referencial de análise utilizado: racismo sutil, racismo moderno, racismo aversivo (Meertens e Petttigrew, 1995, 1999; MacConahay e Hough, 1976; Gaertner e Dovidio, 1986). Tais estudos apontam para novas e sutis expressões dos racismos em diversos contextos sociais que, a despeito de suas especificidades, consagram um modelo de manifestação mais “civilizada” para esse fenômeno. No Brasil, o modelo de racismo em questão parece não apenas reforçar essa nova tendência internacional, mas, sobretudo, evidenciar uma forma particular de se relacionar construída historicamente pelos brasileiros para expressar sua identidade.
  • DAHIA ,Sandra Leal de Melo CV de DAHIA ,Sandra Leal de Melo
Sandra Leal de Melo Dahia
Professora Adjunta da Universidade Federal do Amazonas, com lotação provisória na Universidade Federal da Paraíba
Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (1992)
Mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (1996)
Doutora em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (2007)
Atuação profissional nos seguintes temas: relações sociais, representação social, racismos, preconceito racial e inclusão social.