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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Sindicalismo»

PAP1371 - As linhas de montagem teleoperacionais no mundo dos call centres
Resumo de PAP1371 - As linhas de montagem teleoperacionais no mundo dos call centres PAP1371 - As linhas de montagem teleoperacionais no mundo dos call centres
PAP1371 - As linhas de montagem teleoperacionais no mundo dos call centres

Na transição para o século XXI, a agressividade do mercado económico em prol da maximização da produção desembocou no crescimento do desemprego reforçando as situações de precariedade e flexibilização global que se traduzem numa corrosão do carácter (Sennett, 2001). Afetados por uma crise identitária que se carateriza por um novo sentimento de alienação e/ou frustração do próprio trabalho, outrora passaporte para o direito à cidadania e liberdade, assistimos à criação de uma nova geração de ciberproletarios (Antunes; Braga; 2009). Na verdade, a sociedade atual tende a manter uma determinada representação da inserção social através do emprego estável. A procura pela sobrevivência passa pela aceitação de qualquer oferta de emprego, pouco ou nada relacionado com a sua área de formação. Na transição para o século XXI as empresas de call centre passaram a representar o papel de embaixadoras do trabalho atípico, funcionando como um dos únicos meios de eventual integração no mercado de trabalho. As desigualdades consequentes da globalização económica não se verificam apenas no desemprego mas no próprio seio do emprego, nas entidades empregadoras que seguem actualmente lógicas de flexibilização e que se repercutem entre os trabalhadores por meio da opressão e exploração, gerando mecanismos de consentimento ou resignação (Burawoy, 1979). Os trabalhadores com receio de vir a perder o pouco que possuem mergulham em lógicas de consentimento e resignação, quer em relação ao trabalho em si quer ao poder incutido pelas chefias. Existe uma repressão silenciada por parte dos trabalhadores que permanecem enclausurados num invólucro de terror diário com receio de perda da pseudo-segurança que possuem. Através das páginas de um diário de campo “precário”, redigido no âmbito de uma investigação etnográfica vivida na primeira pessoa, pretende-se relatar o dia-a-dia dos jovens adultos licenciados de Coimbra, representação simbólica nacional da vida estudantil. Narrativas precárias são relatadas de modo a revelar como o somatório de obstáculos incorporados num poder despótico, por vezes inumano, exercido na figura do call centre, conduz ao desenvolvimento de uma identidade incerta por parte do operador que se vê obrigado a viver num quadro de readaptação constante. Como súmula do estudo, constatou-se que, de facto, trata-se uma realidade que se pretende breve e/ou temporária mas que, com as dificuldades que o actual cenário de capitalismo desenfreado coloca, tem assumido contornos permanentes.
  • ROQUE, Isabel Maria Bonito CV de ROQUE, Isabel Maria Bonito
Isabel Roque, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos Sociais de Coimbra (isabelroque@ces.uc.pt)

Interesses de investigação: Metamorfoses e Relações Laborais; Desigualdades Sociais; Movimentos Sociais; Trabalho e Organizações; Culturas de Empresa, Negociação e Conflito; Call Centres

Biografia Académica:

2001 – 2006 - Licenciatura em Sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Orientador: Professor Doutor João Arriscado Nunes
Dissertação: “O processo de socialização em Coimbra: igreja católica e a igreja protestante”.

2007 - 2009 - Mestrado em Sociologia - Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
Dissertação: “As linhas de montagem teleoperacionais no mundo dos call centers: um retrato local numa moldura transnacional”. Orientador: Professor Doutor Elísio Estanque

2010 - presente - Doutoramento em Sociologia - Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
Dissertação: "A precariedade licenciada: vivências do emprego precário de longa duração no sector das telecomunicações". Orientador: Professor Doutor Elísio Estanque

Artigos em atas de eventos
Roque, Isabel (2008), "Trabalho e precariedade no sector das telecomunicações: uma experiência local num quadro transnacional", VI Congresso da Associação Portuguesa de Sociologia – Mundos sociais: Saberes e práticas, In Atas do VI Congresso da Associação Portuguesa de Sociologia – Mundos sociais: Saberes e práticas, Lisboa.

PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais
Resumo de PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais
PAP1136 - Sindicatos portugueses, utilização da internet e culturas digitais

A grande maioria dos movimentos sindicais dos países mais desenvolvidos passou a enfrentar uma crise a partir dos anos 70. Com vista a superar esses tempos difíceis (Chaison, 1996) desenvolveram um conjunto de estratégias diversificadas, entre as quais se conta a adoção das TIC – Tecnologias da Informação e da Comunicação e, em particular, a utilização da internet. Os sindicatos adotaram estas tecnologias mais tardiamente do que as empresas ou outro tipo de organizações (Ad-Hoc Committee on Labor and the Web, 1999; Fiorito et al., 2000; Pinnock, 2005), mas as vantagens competitivas que elas oferecem e a sua flexibilidade encorajou-os a utilizarem-nas de uma forma crescente. Um pouco por todo o mundo, os sindicatos estão a fazer um investimento significativo no campo das TIC, utilizando-as em diversas áreas com determinados objetivos. Alguns estudos revelam que esse investimento tem tido um impacto relevante na organização mas um efeito mais mitigado na eficiência geral dos sindicatos (Fiorito et al, 2002). Contudo há autores que vão mais longe enfatizando que as TIC têm não apenas um grande impacto nos resultados da atividade sindical mas contribuem também para uma transformação qualitativa levando à emergência de novas formas de organização sindical. Os conceitos de e-union (Darlington, 2000) e cyberunion (Shostak, 1999, 2002) são disso exemplos. No entanto, o insuficiente ou baixo grau de literacia informática suscita a questão da mudança cultural na transição do uso de dispositivos e práticas analógicas para novos sistemas e práticas digitais. Esta transição problemática poderá explicar, pelo menos parcialmente, a lentidão na adoção das TIC por parte de sindicatos cujas lideranças tiveram determinadas trajetórias específicas (Castells, 1999; Dantas, 1999; Kroker e Weinstein, 1994; Santos, 2002; Mattelart, 2000). Com esta comunicação visa-se compreender as razões que levaram os sindicatos portugueses a adotar as TIC, a relativa lentidão com que tal foi feito sobretudo em alguns deles, e os fatores que condicionam essa adoção. Pretende-se também analisar as atitudes dos líderes sindicais para com as TIC. Metodologicamente, aliou-se a análise extensiva (inquérito realizado junto dos sindicatos portugueses ativos em 2011 e análise da presença sindical na internet), à análise intensiva (estudo de caso incidindo sobre a CGTP-IN).
  • CORREIA, Manuel CV de CORREIA, Manuel
  • ALVES, Paulo Marques CV de ALVES, Paulo Marques
  • GARRIDO, Ulisses CV de GARRIDO, Ulisses
  • GONÇALVES, Luís CV de GONÇALVES, Luís
  • FIDALGO, Fernando CV de FIDALGO, Fernando
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.
Esta comunicação é o resultado de um trabalho colectivo envolvendo cinco sociólogos (Manuel Correia, Paulo Marques Alves, Ulisses Garrido, Luís Gonçalves e Fernando Fidalgo), cujos interesses de investigação incidem sobre o sindicalismo, as tecnologias da informação e da comunicação e as relações laborais e será apresentada por Ulisses Garrido, director do Departamento de Educação do ETUI – European Trade Union Institute.