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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Sintomas»

PAP0930 - Contributo para a definição de uma tipologia de comportamentos e atitudes face aos sintomas de doença
Resumo de PAP0930 - Contributo para a definição de uma tipologia de comportamentos e atitudes face aos sintomas de doença PAP0930 - Contributo para a definição de uma tipologia de comportamentos e atitudes face aos sintomas de doença
PAP0930 - Contributo para a definição de uma tipologia de comportamentos e atitudes face aos sintomas de doença

A comunicação que se propõe centra-se na apresentação dos resultados de uma investigação que teve por objectivo a construção de uma tipologia de atitudes face a sintomas de doença com base nos dados disponibilizados pelo European Social Survey. Procura-se, desta forma, contribuir para a caracterização de padrões diferenciados de comportamento perante a doença através da definição de perfis de comportamento e da identificação dos referenciais simbólicos envolvidos no processo de cura e na relação médico/paciente. A metodologia seguida baseou-se no recurso a diferentes técnicas estatísticas: numa primeira fase, recorreu-se à Análise de Clusters, de modo a identificar diferentes perfis de comportamento em relação a um conjunto de sintomas de doença; posteriormente, utilizou-se a Análise de Componentes Principais na análise dos referenciais simbólicos relativamente ao processo de cura e à relação médico/paciente. Os resultados obtidos demonstram a existência de padrões diferenciados de comportamentos associados a factores sociais e culturais relacionados com a condição dos indivíduos. Foi possível definir uma tipologia de atitudes face aos sintomas de doença constituída por quatro grupos, confirmando que as diferenças de atitude correspondem a diferentes universos de referência relativamente à idealização do processo de cura e à conceptualização da relação médico/paciente. Perfil 1: constituído por indivíduos que valorizam, sobretudo, o papel do médico e as propriedades dos medicamentos no processo de cura, desvalorizando, de forma acentuada, a capacidade auto-regenerativa do organismo. Na concepção da relação médico/paciente evidenciam facilidade na comunicação e proximidade no estatuto dos actores envolvidos. Perfil 2: perfil marcado por posições intermédias relativamente às diferentes questões consideradas. Ao nível do processo de cura, os indivíduos atribuem o mesmo grau de importância às capacidades do médico, às propriedades do medicamento e à capacidade regenerativa do organismo. Perfil 3: constituído por indivíduos que, face aos sintomas de doença, privilegiam os contactos informais, constatámos que as atitudes evidenciadas no processo de cura passam pela confiança na capacidade de autocura e nas propriedades dos medicamentos. Em termos comparativos, este grupo, entre todos os considerados, é o único que desvaloriza o papel do médico no processo de recuperação. Perfil 4: indivíduos que apresentam grande confiança na capacidade auto-reguladora do organismo na recuperação dos desequilíbrios fisiológicos e subestimam o papel dos medicamentos nesse processo. A percepção que têm da relação médico/paciente é marcada, em especial, pelo distanciamento entre os intervenientes e pela desconfiança de ocultação da informação por parte do médico.
  • CALHA, António Geraldo Manso CV de CALHA, António Geraldo Manso
António Calha é docente na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre, licenciado em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia pela Universidade de Évora. Investigador do C3I-IPP. Doutorando em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL). As suas áreas de interesse incluem: sociologia da saúde; sociologia da educação; sociologia do desenvolvimento. Contactos: antoniocalha@hotmail.com; antoniocalha@essp.pt.