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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Sociabilidades»

PAP0691 - A REPRESENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA CAVERNA DE PLATÃO: NARRATIVAS DA AUSÊNCIA E DO PODER NA ESCRITA SARAMAGUIANA NA VIGÊNCIA DO CAPITALISMO TARDIO
Resumo de PAP0691 - A REPRESENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA CAVERNA DE PLATÃO: NARRATIVAS DA AUSÊNCIA E DO PODER NA ESCRITA SARAMAGUIANA NA VIGÊNCIA DO CAPITALISMO TARDIO PAP0691 - A REPRESENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA CAVERNA DE PLATÃO: NARRATIVAS DA AUSÊNCIA E DO PODER NA ESCRITA SARAMAGUIANA NA VIGÊNCIA DO CAPITALISMO TARDIO
PAP0691 - A REPRESENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA CAVERNA DE PLATÃO: NARRATIVAS DA AUSÊNCIA E DO PODER NA ESCRITA SARAMAGUIANA NA VIGÊNCIA DO CAPITALISMO TARDIO

No roman à thèsè “A Caverna”, Saramago cria um artifício de representação que pondera a respeito da trajetória de um desacorrentado do mundo das sombras que desce ao mundo subterrâneo de um Centro Comercial para elucidar formas de domínio contemporâneas. O artigo é parte de uma Pesquisa de Doutorado que analisa o romance a partir da crítica ao funcionamento do princípio do mercado que confina o Estado e deslegitima formas de sociabilidade já propostas, seja pela fase liberal seja pela organizada do capitalismo tardio que, não obstante, desoculta outras sociabilidades, práticas e culturas que a modernidade subalternizou, revelando-as, ao mesmo tempo, como espaços politizados. Saramago critica a incapacidade do capitalismo de construir humanamente a conjuntura existencial do homem, cuja realidade é marcada pela nova divisão internacional do trabalho, pela dinâmica vertiginosa das transações bancárias, pelas novas formas de interrelacionamento das mídias, que são apenas manifestações visíveis do sistema econômico. Desse itinerário se depreende que o esmaecimento do sentido histórico, a substituição da categoria tempo enquanto dominante pelo espaço ou a transmutação das coisas em imagens no processo de reificação, mais do que características de uma dominante cultural, constituem traços estruturais do capitalismo tardio, que se legitima pela dissolução explosiva da autonomia da esfera cultural, descrita como uma prodigiosa expansão da cultura até o ponto em que tudo na vida social, do valor econômico e do poder do Estado à estrutura da psique, deve ser considerado como cultural. A colonização do real pela cultura surge como uma atualização, uma amplificação telescópica da indústria cultural, pratica-se o culturicídio advindo da incapacidade de se construir um sistema de relações que avoque a liberdade de culturas minoritárias e periféricas, restando o funcionalismo vazio de um sistema de produção/troca de informações/serviços cujo objetivo é a acelerada racionalização da produção. O artigo enfatiza como os discursos ético-políticos preenchem as condições comunicativas para um auto-entendimento hermenêutico de coletividades, porquanto devem possibilitar uma autocompreensão autêntica e conduzir para a crítica de um projeto de identidade, em que é necessário o preenchimento de certas condições de uma comunicação não- deformada sistematicamente, que proteja os participantes contra repressões, sem arrancá- los de seus genuínos contextos de experiências e interesses.
  •  BARBOSA, Ramsés Albertoni CV - Não disponível 

PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café
Resumo de PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café
PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café

A comunicação baseia-se na investigação efectuada para a dissertação de Doutoramento em Sociologia das Classes e dos Movimentos Sociais (ISCTE,2009). O objeto de estudo incide nos estabelecimentos de venda e consumo de bebidas que designámos por tabernas-café situadas no concelho de Montemor-o-Novo, Alto Alentejo, e enquadra-se em duas áreas de estudo: a de género e a de estratificação social. O estudo de caso incide em 138 estabelecimentos (universo total deste tipo de estabelecimentos no concelho referido) sobre os quais utilizámos técnicas de observação direta e indireta e construímos tipologias. Aprofundámos a análise relativamente aos clientes numa amostra de 4 tipos diferentes de tabernas-café. A investigação incidiu nos estabelecimentos, gerentes e clientes, tendo sido para isso, criadas fichas de caracterização. Situamos a taberna-café como quadro de interação (AFCosta), inserido num espaço/tempo de lazer intermediário entre o trabalho e a família, marcado por sociabilidades semi- públicas, configurações e diversas formas de apropriação, que se cruzam na permanência e na mudança, na tradição e na modernidade. Analisámos os investimentos sociabilitários e relacionais produzidos e reproduzidos pelos agentes, conhecendo as propriedades estruturais dos diversos lugares onde se desenvolvem as diversas sociabilidades, representações e práticas materializadas em actividades de tempo livre/lazer, ou mesmo noutras que se situam na esfera económica das relações sociais de produção e do universo ideológico e político. Na taberna-café - espaço acentuadamente masculino com múltiplas funções - o gesto, o corpo e a linguagem deixam as suas marcas, num quadro em que o consumo de bebidas alcoólicas ocupa um lugar relevante. Como nota conclusiva constatámos que, se é verdade que a taberna passou muitas vezes a café, administrativamente, por transformações físicas, de clientela, de consumo, ou apenas na representação que os seus gerentes possuem dela, por efeito da massificação, globalização e textualização da sociedade, também é verdadeiro que o café se tabernizou incorporando consumos, práticas, funções e sociabilidades características das tabernas.
  • VILLA-LOBOS, Maria José CV de VILLA-LOBOS, Maria José
Maria José Cabral Barata Laboreiro de Villa-Lobos. Email: mjose.vilalobos@eslfb.pt

Doutora em Sociologia das Classes e dos Movimentos Sociais, ISCTE, 2009. Licenciada em Sociologia e Mestre em Culturas Regionais Portuguesas – FCSH.

Formadora de Educação e Formação de Adultos e do Processo RVCC – Nível Secundário, do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Luís de Freitas Branco.
Formadora de professores no Centro de Formação das Escolas do Concelho de Oeiras.
Interesses de Investigação – Estudos de Género Masculino; Igualdade de Género; Educação e Formação de Adultos.

Publicações
(2011) - “Cultura e Identidade Masculina na Taberna Café”. Memória e Cultura Visual Actas do III Congresso Internacional, Fernando Cruz (Org.), AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural. Maia.
(2011) - “Atitudes perante a doença: estudo de caso”. Saúde, Cultura e Sociedade, Actas do VI Congresso Internacional, Fernando Cruz (Org.), AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural, Maia, 2011.
(2005) - “A taberna como pólo de desenvolvimento sociocultural”, III Congresso Internacional de Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural, AGIR.
(2004) “A pesquisa de terreno na taberna: a interacção investigadora /agentes”,
V Congresso Português de Sociologia, Associação Portuguesa de Sociologia (A.P.S.).
(2002) - “O “O eixo da herança numa aldeia da Serra da Estrela”, IV Congresso Português de Sociologia - Passados recentes, futuros próximos, Associação Portuguesa de Sociologia (A.P.S.).
(2001) - “A Taberna entre a tradição e a modernidade: uma aproximação à análise deste território como espaço de relações de inclusão e de exclusão produzidas pelos seus utilizadores”, Forum Sociológico - Olhares sobre a Modernidade, Instituto de Estudos e Divulgação Sociológica, nº5/6 (2ª série) Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
(1999) - “Atitudes perante a Morte numa aldeia da Beira-Baixa”, Forum Sociológico,
Do Corpo e da Alma, Instituto de Estudos e Divulgação Sociológica, nº 1/2
(2ª série) Departamento de Sociologia da FCSH da UNL.